L9014 Tonnerre

vinheta-destaqueA França vai enviar um porta-helicópteros da classe “Mistral” para uma visita à Rússia em novembro, como parte das negociações sem precedentes para a venda de navios da classe à Marinha Russa.

Segundo a agência RIA Novosti, a Rússia pretende adquirir um navio e os planos de construção para construir localmente mais 4 navios.

Cada “Mistral” pode transportar 16 helicópteros pesados, embarcações de desembarque e tropas, podendo atuar também como navio de comando e controle. Cada navio da classe pode custar até 500 milhões de euros (US$ 740 milhões).

Desde a Segunda Guerra Mundial, a Rússia tem insistido na produção de todos os equipamentos militares para seu próprio uso e exportação, mas não conseguiu manter a paridade tecnológica com o Ocidente.

Nos últimos anos, a Rússia tem procurado modernizar suas forças armadas, que ainda dependem fortemente de equipamentos da era soviética.

Os navios estão sendo adquiridos para operações de manutenção da paz e de salvamento. Além disso, o navio poderá ser efetivamente usado para combater piratas, incluindo aqueles na costa da Somália.

A Rússia é um dos vários países a ter enviado navios de guerra à costa da Somália para tentar combater a crescente onda de ataques a navios que cruzam o estratégico Golfo de Aden.

NOTA DO EDITOR: A classe “Mistral” se encaixaria na definição de “navio-aeródromo de propósitos múltiplos” apresentada na Estratégia Nacional de Defesa – END, do Brasil.

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Dmitry Donskoy prepara-se para mais um lançamento de SLBM

O SSBN russo Dmitry Donskoy reternou para a sua base em Severodvinsk no último dia 28 de novembro após realizar uma breve comissão que visa prepará-lo para mais um lançamento de mísseis Bulava (SS-NX-30 pela OTAN).

A Marinha da Rússia ainda não informou a data do próximo teste com o SLBM Bulava, que vem apresentando sucessivas falhas. Foram seis falhas em 11 lançamentos. O Bulava junto com o Topol-M comporão os principais meios de deterrência da Rússia no século XXI.

FONTE: RIA Novosti

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Com a bênção do pré-sal

Projeto do governo cria 21.507 cargos para a Marinha

Daniela Lima

Os militares têm se movimentado para garantir a aprovação do aumento dos cargos ainda este ano. A pressão fez com que o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) solicitasse um parecer técnico à Consultoria de Orçamento e Finanças da Câmara sobre a viabilidade da proposta. A nota evidenciou falha que se tornou comum nos projetos que têm essa finalidade: a falta de previsão orçamentária. “Já estão gastando por conta do pré-sal, como se houvesse a garantia de que ele representará uma imensa fortuna para o país”, comentou Madeira, sobre o projeto.

A Constituição diz que o aumento de cargos ou salários só poderá ocorrer quando contar com destinação prévia de recursos. O Orçamento da União para 2010 não está fechado. O projeto de lei que vai estipular os gastos para o ano que vem ainda está em tramitação – nem sequer o relatório preliminar foi apreciado. “O PL 5916/2009 (número da proposta) não cumpre o determinado pelo texto constitucional”, diz o documento, explicando depois que a exigência que consta na norma só poderia ser cumprida se, no orçamento aprovado para o ano que vem, houvesse garantia de recursos para a ampliação dos quadros da marinha.

Solução Diante do impasse entre a necessidade do governo e a Constituição, os parlamentares buscam uma solução. “Vejo com boa vontade o projeto, porque sei que entre os militares ninguém vai nomear dirigente partidário. Mas temos que ver se é possível encontrar uma solução para isso. Infelizmente a lei é burlada, a começar pelo Executivo e pelo próprio Congresso”, criticou Madeira.

A marinha garante que os 21,5 mil cargos seriam preenchidos ao longo de 20 anos e que o reforço é necessário diante do aumento de atribuições. A Força também argumenta que não houve crescimento significativo do efetivo nas últimas quatro décadas – 8,6% em média, ao ano. “Com a aprovação será dado início à obtenção desse pessoal, possivelmente a partir do próximo ano, quando serão abertas, em média, 218 vagas para oficiais e 771 para praças, por ano”, informou a marinha ao Estado de Minas.

O projeto estipula a criação, ao todo, de 3.507 postos de oficial e 18 mil de praças. A expectativa do governo, com a implementação gradual dos quadros, é um impacto, nos três primeiros anos, de R$ 27,9 milhões em 2010, R$ 72,1 milhões em 2011 e R$ 118,5 milhões em 2012.

Administração

A criação de cargos na estrutura da administração pública federal é alvo de constantes críticas da oposição. Segundo estudos do deputado Arnaldo Madeira, desde o início do governo Lula foram criados cerca de 214 mil cargos. Como o discurso de que a estrutura está inchada não cola no eleitorado, os oposicionistas decidiram colocar na ponta do lápis a qualidade da gestão desses cargos no governo. “Vou apresentar requerimento para saber quanto desses cargos foram preenchidos. O governo diz que criou quadros para universidades, mas sabemos que, apenas entre esses, 30 mil ainda estão vagos”, afirmou Madeira. O governo se defende. Diz que não está promovendo o aparelhamento da máquina, mas sim investindo na qualidade da administração pública federal.

214 mil – Número de cargos federais criados no governo Lula

FONTE: O Estado de Minas, via Notimp

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‘Varyag’ visitará Singapura

O cruzador Varyag da Marinha da Rússia, capitânea da frota do Pacífico, deverá visitar Singapura em breve. O navio desatracou da base naval de Vladivostok esta semana para realizar uma comissão pelo Pacífico Sul e Oceano Índico. Acompanha o cruzador o navio de resgate Fotiy Krylov e o navio-tanque Pechenga.

O Varyag transporta a bordo, além da sua tripulação normal, uma unidade de infantaria e um grupo de guarda-marinhas.

FONTE: Ria Novosti

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