Israel apreende navio cheio de armas

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Militares israelenses disseram que armas apreendidas vieram do Irã e iriam para o Hezbollah

vinheta-clipping-navalA Marinha de Israel interceptou nesta quarta-feira um navio que levava centenas de toneladas de armas a 160 km de sua costa, de acordo com informações dos militares israelenses.
Segundo os militares, a carga inclui foguetes e mísseis e tem origem iraniana. Eles disseram também que acreditam que as armas estavam destinadas a militantes do Hezbollah, o grupo militante xiita libanês.

O Hezbollah, grupo que travou em 2006 uma guerra contra Israel e que conta com apoio iraniano, ainda não comentou o incidente.
O cargueiro, chamado Francop, viajava com a bandeira de Antígua e Barbuda e foi rebocado para o porto israelense de Ashdod, onde seria submetido a mais inspeções.

Nos últimos meses, Israel aumentou as operações para combater o tráfico de armas para os militantes do grupo palestino Hamas e do Hezbollah.

Contêineres

Os militares israelenses informaram que os fuzileiros entraram no navio Francop, de 137 metros, só depois de o capitão ter concordado com a operação de busca, e por isso não foi necessário uso de força.
O cargueiro foi interceptado “perto de Chipre”, de acordo com os militares israelenses, mas não foram dados mais detalhes sobre o local exato.

O vice-ministro da Defesa de Israel, Matan Vilmai, afirmou que a tripulação não deveria saber da operação de contrabando da qual o navio participava.
Um porta-voz dos militares informou que foram encontrados “dezenas de contêineres, carregando inúmeras armas disfarçadas de carga civil entre centenas de outros contêineres a bordo”.

Ainda de acordo com o porta-voz, as armas “se originam do Irã e iriam para a organização terrorista Hezbollah, para o uso contra o Estado de Israel e seus cidadãos”.

Rota

A rota exata do Francop não foi confirmada, mas o jornal israelense Haaretz afirmou que o cargueiro saiu do Irã e parou no Iêmen e Sudão antes de usar o Canal de Suez.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, o cargueiro era operado por uma companhia de transporte marítimo baseada em Chipre, a United Feeder Services. Um representante da companhia afirmou à agência que a carga tinha sido recolhida em Damietta, no Egito, e seguiria para o Líbano e a Turquia

Os militares israelenses afirmam que um documento iraniano foi encontrado no cargueiro.
“Todos os certificados da carga foram carimbados nos portos de origem e este aqui foi carimbado em um porto iraniano”, afirmou um porta-voz.

Desde a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, que durou de dezembro de 2008 a janeiro de 2009, a Marinha e Força Aérea israelenses estão realizando buscas no Mar Mediterrâneo e no Mar Vermelho procurando navios com contrabando de armas para o Hezbollah ou para o Hamas, que controla a Faixa de Gaza.
Israel afirmou em fevereiro que outro cargueiro detido na costa de Chipre levava armas iranianas para o Hamas na Faixa de Gaza. O Irã negou a alegação.

Em 2002 a Marinha israelense capturou o navio Karin-A, que levava cerca de 50 toneladas de armas que iriam para a Faixa de Gaza.

FONTE:
BBC Brasil / Via Estadão / FOTO: DAVID BUIMOVITCH/AFP

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yamal nuclear icebreaker - foto minatom 

Moscou reivindica para si um amplo trecho do leito Ártico, que se torna navegável com o efeito estufa

A Rússia planeja um amplo projeto de pesquisa científica para dar apoio a sua reivindicação de soberania sobre um amplo setor do Oceano Ártico, onde o subsolo é rico em energia. Com o aquecimento global, essas riquezas, antes inacessíveis por conta das espessas camadas de gelo que cobriam o mar, poderão ser exploradas.

Navios quebra-gelo abrirão caminho para as embarcações científicas numa série de missões ao longo dos próximos três anos, para conduzir uma detalhada análise geológica do leito marinho, disse Andrei Smirnov, vice-diretor da estatal Atomflot, que controla a frota de quebra-gelos.

Moscou reivindica para si um amplo trecho do leito Ártico, alegando que se trata de uma extensão de sua plataforma continental. Em 2007, cientistas marcaram simbolicamente a reivindicação, ao soltar uma bandeira russa a partir de um submarino.

Estados Unidos, Canadá, Dinamarca e Noruega também tentam estabelecer jurisdição sobre partes do Ártico, onde pode estar um quarto das reservas ainda não descobertas de gás e petróleo do mundo.

A disputa vem crescendo em meio ao encolhimento da calota de gelo polar, que já abriu rotas navegáveis na região. Smirnov disse que pesquisadores russos pretendem lançar uma missão ártica em junho de 2010. Ela incluirá um quebra-gelo nuclear e um navio de pesquisa. Ele disse que missões similares ocorrerão em 2011 e 2012.

 Moscou apresentou sua primeira reivindicação de posse do leito marinho ártico às nações Unidas em 2001, mas o pedido foi rejeitado por falta de provas. O cientista polar Artur Chilingarov, recentemente nomeado como principal autoridade russa para questões do Ártico, disse que a Rússia poderá reapresentar o pedido á ONU em 2013, depois de reunir dados científicos.

FONTE: Estadão     FOTO:  Minatom       COLABOROU: Marcy

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