Fassmar Class 2 O governo argentino anunciou nesta sexta-feira, 27 de novembro, que vai investir 600 milhões de pesos (157,8 milhões de dólares) para construir quatro navios destinados a “preservar a soberania nacional, no mar territorial e na zona econômica exclusiva.”

A ministra da Defesa da Argentina, Nilda Garré, ao lado do presidente do estaleiro Talleres Navales Dársena Norte (Tandanor), Mario Fadel, disse durante evento para 700 pessoasem um galpão na sede do estaleiro, que “a presidente Cristina Fernández  tomou a decisão e concedeu o orçamento plurianual para a construção, no complexo Tandanor-Almirante Storni, de quatro Patrulleros Oceánicos Multipropósitos (POM)”, Os navios  “representam o maior investimento em equipamentos de defesa naval da Argentina em mais de uma década”, segundo a ministra.

Analistas independentes estimam que a primeira unidade ficará pronta em pelo menos 24 meses após firmado o contrato.

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FONTES: TELAM (Agência de notícias de la República Argentina) e aviacionargentina.net      IMAGENS: Dessarrolo y Defensa

NOTA: o POM é uma inciativa argentino-chilena de levar adiante este empreendimento que prevê a contrução de navios patrulheiros de mediana tonelagem e alta autonomia, com engenharia compartilhada entre os países.

Originalmente o programa foi desenvolvido pelo estaleiro alemão Fassmer e foi baseado no programa para a Polícia Marítima Alemã  que se chamou BGS (Bundesgrenzenschutz) e construídos no estaleiro alemão Abeking & Rasmussen entre 2001 e 2004.

Os argentinos, ressentidos com os baixos orçamentos, protelaram. Mas os chilenos se adiantaram e já construíram dois POM via estaleiros Asmar, tendo o ultimo deles,  “Comandante Toro” (OPV82), entrado em serviço ativo em setembro passado. O Chile pretende construir mais duas unidades e a Argentina, originalmente, previa a construção de cinco patrulheiros. Os navios da Armada Argentina serão utilizados, em conjunto com os da Armada do Chile, para cobrir as necessidades de patrulhamento das águas sub-antárticas da então denominada Patrulha Antática Naval Combinada.

SAIBA MAIS:

Peru modernizará os dois LST adquiridos em março

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A agência DSCA do Pentágono notificou o congresso norte-americano no último dia 20 de novembro sobre a provável modernização de dois Navios de Desembarque de Carros de Combate (LST) classe Newport recentemente adquiridos pela Marinha do Peru.

Os dois navios, USS Racine e USS Fresno, que são da mesma classe que o nosso Mattoso Maia, estão preservados em Pearl Harbor desde 1993, quando foram desativados.

O custo da modernização dos mesmos foi estimado em 82 milhões de dólares. As duas principais empresas encarregas dos serviços serão a VSE Corporation da Virginia e a Fairbanks Morse de San Diego.

FONTE: DSCA

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Panes nos navios prejudicaram pesquisas

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Os dois navios da Marinha enviados ao Continente Antártico este ano apresentaram problemas

 

Eduardo Geraque

O Almirante Maximiano, novo navio do Programa Antártico Brasileiro, teve de retornar mais cedo de sua primeira viagem ao continente gelado. Com problemas no sistema de bordo que transforma água salgada em doce, o “Tio Max”, conforme foi apelidado, teve de regressar a Ushuaia, na Argentina, onde também vai se reabastecer. Como o outro navio do programa, o Ary Rongel, também teve de voltar, pesquisadores estão trabalhando agora sem o apoio das embarcações.

H 44 foto MBEsta foi a primeira temporada do programa antártico em que a Marinha levou dois navios ao continente gelado. A compra do novo navio foi autorizada em 2008, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira na ilha Rei George, litoral da península Antártica. Após ser selecionado entre outros candidatos, o Maximiano, construído em 1974, foi adquirido por R$ 80 milhões.

Antes de ser reformado para servir ao Brasil, o navio de 93,4 metros, com capacidade para acomodar 106 pessoas, foi embarcação de apoio a plataformas de petróleo dos EUA em alto-mar. Depois operou como fábrica ambulante da indústria pesqueira da Noruega. Os porões da configuração atual -o custo do navio já inclui todas as obras de remodelação feitas pela Marinha do Brasil na Alemanha durante seis meses- eram onde funcionárias russas preparavam todo o pescado, que saía praticamente embalado para a terra.

Enterprise

Mesmo com o problema que abreviou sua viagem de estreia, o navio parece estar agradando aos integrantes do programa antártico. Pesquisadores acostumados com o veterano NApOc (Navio de Apoio Oceanográfico) Ary Rongel, que embarcaram no Max pela primeira vez na semana passada -já com paisagens antárticas na janela- gostaram do que viram. A chamada praça d”armas, onde ficam o refeitório e a sala de estar, é ampla. Para o lazer, há uma TV de plasma e vários filmes e discos à disposição.

Nas quatro refeições, café, almoço, jantar (18h) e ceia (21h), nada de sentar-se à mesa em frente ao relógio. O lugar, como manda a tradição naval, está reservado ao comandante.

Do ponto de vista técnico, a grande novidade é o passadiço do navio. A sala de controle, entre os oficiais da Marinha, já ganhou um apelido, “Enterprise”, mesmo nome da nave do seriado “Jornada nas Estrelas”. Além de controles modernos -que permitem ao navio ficar parado no mar sem necessidade de jogar a âncora-, a visão do alto é de 360 graus.

Nos fundos, sobre o convés, outra novidade: um hangar climatizado para dois helicópteros. A instalação tirou um pouco espaço dos laboratórios, o que foi objeto de reclamações de cientistas -já que, afinal, trata-se de um navio de pesquisa. Mas, segundo a Marinha, a possibilidade de abrigar duas aeronaves ajudará nas operações antárticas, transportando pessoas e equipamentos e chegando a locais de difícil acesso.

Ciência adiada

Quem visita o Max agora começa a perceber seus problemas após passar pelo internet café e pela suntuosa academia de ginástica que ele abriga. Nenhum laboratório ficou pronto para uso. Segundo a Marinha, o problema já estava previsto, pois o tempo para zarpar para a primeira viagem era curto.

Marinheiros afirmam que, se o navio demorasse demais neste ano, não seria possível navegar pela turbulenta passagem de Drake, entre América do Sul e Antártida, num “mar de almirante” -ou seja, em águas tranquilas. Mesmo com o Max tendo uma estabilidade razoável, a viagem teria muito balanço e possivelmente algum susto.

Ainda assim, a navegação foi desconfortável perto das Malvinas. O navio quebrou antes disso, e ficou mais de uma semana parado em Montevidéu. Para os cientistas, na prática é só no ano que vem que o navio polar oceanográfico (termo usado pela Marinha para indicar que a embarcação fará efetivamente pesquisa na região polar, podendo inclusive navegar por campos de gelo fino) será definitivamente testado.

Estarão então a bordo do Max guinchos, estação meteorológica e todo um conjunto de equipamentos essenciais para a pesquisa de ponta. Uma estrutura de 12 toneladas será acoplada ao casco do navio e ficará submersa. Nela serão instalados, entre outros equipamentos, um ecobatímetro (aparelho que mede a profundidade do mar), um perfilador de correntes (que registra o fluxo de água em várias profundidades) e outros sensores.

FONTE: Folha de São Paulo     FOTOS: MB

NOTA DO BLOG 1: o título original da Folha era “Novo navio polar quebra em 1ª viagem”

NOTA DO BLOG 2: o Ary Rongel passou alguns dias emPunta Arenas para reparos.

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Mais bravos que o mar

NOTA do BLOG: Vídeo sobre o curso de sobrevivência no mar do Curso de Especialização em Aviação 2009.