A balsa elevatória submersível Gavea Lifter, com capacidade de levantar embarcações até 50 mil toneladas, está arrendada pelo Estaleiro Mauá por três anos. A incorporação da balsa capacita o Estaleiro Mauá como centro de referência no reparo e conversão de plataformas de perfuração e produção que atuam no mar territorial brasileiro.

A balsa elevatória já esteve a serviço do estaleiro em 2005 durante as obras de reparo do navio sonda Leo Segerius e da plataforma de perfuração Paul Wolff , ambas pertencentes à Noble Drilling. Nas fotos, a Gavea Lifter em operação com o Peregrine I.

Ficha Técnica

Comprimento: 196.00 metros
Boca moldada: 46.00 metros
Calado carregada: 9.00 metros
Max. calado submersa: 22.00 metros
Deslocamento: 50,000 tons
Deck Load: 15 T/m2
Área livre do Deck: 7,700 m2 (Caissons removidos)
7,400 m2 (Caissons no lugar)

FOTOS: Mr Henk Rosema via Corsário

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Aniversário do Monitor ‘Parnaíba’

Parnaíba - Aniversário

O Monitor “Parnaíba” completou, no dia 06 de novembro, 72 anos de incorporação e de bons serviços prestados à Marinha do Brasil. Construído no Arsenal de Marinha da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, foi projetado exclusivamente por brasileiros, marcando a retomada da construção naval do nosso País no século XX. Teve sua quilha batida em onze de junho de 1936, pelo então Presidente da República Getúlio Dornelles Vargas, sendo batizado e incorporado à Armada em seis de novembro de 1937, na cerimônia em que teve como madrinha a Sra. Darcy Sarmanho Vargas, Primeira-Dama do País à época.

Ao longo destes 72 anos é testemunho permanente de inúmeros feitos e fatos relevantes da nossa história. Em abril de 1943, foi desincorporado da Flotilha de Mato Grosso, passando a integrar a Força Naval subordinada ao Comando Naval do Leste, com sede em Salvador (BA), a fim de escoltar navios e patrulhar o porto. Durante a Segunda Guerra Mundial, realizou a escolta de seis comboios e a proteção de navios de guerra norte-americanos, além de operações anti-submarino, com o lançamento de bombas de profundidade.

Todos os navios que ostentaram o nome “Parnaíba” foram marcados pela participação em combate ou foram palco para importantes momentos da História de nosso país.

O Monitor “Parnaíba” é um veterano que continua em plenas condições operacionais, participando de operações no ambiente ribeirinho, patrulhas, comissões de representação militar, operações aéreas, socorro e salvamento, ostentando-se como o “Caverna Mestra da Armada”, no estado da arte e com o vigor de um adolescente, navegando e patrulhando as mesmas águas onde foram vividas as mais intensas passagens da Marinha do Brasil, repletas de exemplos de heroísmo em defesa de nossa pátria, por ocasião da Guerra do Paraguai.

“Parnaíba, o Poder, a Glória e as Tradições da Marinha no Pantanal!”

Monitor Parnaíba2

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‘Long Bin’: um ‘Whiskey’ com um pouco a mais de vodka

Whiskey Long Bin - foto 4

De boas intenções, o fundo do mar está cheio – Parte 5

A Classe W de submarinos de ataque diesel-elétricos da União Soviética (codinome Whiskey no alfabeto da OTAN) foi um dos notáveis designs dos anos 50. Aplicando os ensinamentos colhidos com os revolucionários Tipo XXI alemães do final da Segunda Grande Guerra, foi construída em massa. Simples, eficientes, elegantes e de desempenho adequado, os Whiskeys contribuíram decisivamente para a expansão da força submarina soviética.

Bem, ao ler este início de artigo, você pode se perguntar: o que esse texto inicial, que fala de elegância e eficiência, tem a ver com a foto grotesca acima? Nem tudo é bonito e faz muito sentido na história do desenvolvimento de submarinos, e essa variante lançadora de mísseis de cruzeiro da classe W, chamada pela OTAN de “Long Bin” (literalmente, lata comprida) é uma prova disso.

Whiskey  - desenho

A Classe W, cujo design aprimorado pelo estudo do Tipo XXI alemão (como pode ser percebido nos desenhos acima) foi terminado por volta de 1950, foi planejada pelo regime de Stalin para ser produzida em massa, em partes pré-fabricadas. Os planos previam a construção de nada menos que 800 unidades em 9 anos. Com a morte de Stalin, esse projeto gigantesco sofreu um corte, mas, ainda assim, não menos de 260 unidades foram construídas. Uma frota imensa, perdendo apenas para os mais de 600 Tipo VII alemães construídos (embora o ritmo de lançamentos e afundamentos dos Tipo VII ao longo do conflito significasse que o número operacional, a um dado momento da guerra, se equiparasse à frota dos Classe W no fim dos anos 50).

Confiáveis, baratos, equipados com 4 tubos de torpedo na proa e 2 na popa, com razoável capacidade oceânica dada pelo seu porte médio (76 metros de comprimento, 6,5 metros de boca e deslocamento de 1.350 toneladas submerso) capazes de 18 nós na superfície e 14 nós submersos, a maior deficiência dos Classe W era o nível de ruído que, embora aceitável nos anos 50, já era demasiado nos anos 60, pelo que as primeiras desativações das unidades da classe foram iniciadas já naquela década, e intensificadas nos anos 70, com a entrada em serviço de sucessores muito mais silenciosos. Mas a contribuição da Classe W, na formação de uma enorme quantidade de submarinistas, não pode ser negada.

Whiskey  - foto perfil

Agora compare a foto do elegante submarino acima com a do topo deste artigo. Como algo tão feio e grotesco pode ser um desenvolvimento da bela Classe W?

A própria quantidade de Whiskeys disponíveis era um encorajamento a utilizar unidades da classe em experiências com novos armamentos. Um desses era o míssil de cruzeiro SS-N-3 (codinome “Shaddock” na OTAN), capaz de velocidades próximas de Mach 1.5 e capaz de entregar uma respeitável ogiva nuclear de 350 KT a distâncias que algumas fontes atuais indicam que podiam chegar a 500 km (Comumente, se falava na época em 200 – 300km). A primeira experiência foi a instalação simples e rústica de um lançador míssil no convés de um Classe W, em meados dos anos 50, o que foi seguido por uma instalação melhor planejada, embora ainda tosca, de um lançador duplo atrás da vela e voltado para a popa, capaz de elevar dois mísseis ao ângulo de lançamento ideal (entre 15 e 18 graus). Cinco Whiskeys receberam essa adaptação. Os lançamentos eram feitos com o submarino emerso, e a guiagem dependia de outros meios que não os do submarino (inercial instalada no próprio míssil ou aeronaves).

Whiskey twin cylinder - foto

Se a Classe W já era um tanto ruidosa, os chamados “Whiskey Twin Cylinder” (cilindro duplo – a designação soviética do projeto era 644) foram talvez os mais barulhentos submarinos do pós-guerra. Mas foram importantes para testes do conceito de submarinos SSG (submarino convencional lançador de mísseis de cruzeiro) soviéticos, e novos desenvolvimentos se seguiram, levando à eficiente Classe J (Juliett), derivada dos submarinos de ataque Classe F (Foxtrot). No meio do caminho desse desenvolvimento, estava o pavoroso “Whiskey Long Bin” (codinome da OTAN para o que, na União Soviética, era o projeto 665), projetados pelo TsKB-112 sob a liderança de B. A. Lyeontyev.

Whiskey Long Bin - foto 1

Apesar do aspecto improvisado, não era uma adaptação fácil ou apressada do projeto, por assim dizer. Uma seção extra de 7,8 metros tinha que ser incorporada ao casco, e uma nova superestrutura, gigantesca em comparação com o porte do submarino, foi planejada para abrigar quatro lançadores à prova d’água do SS-N-3, voltados para a proa e no ângulo correto de lançamento. A adaptação mostrou-se menos ruidosa no deslocamento do que os “Twin Cylinder”, mas mesmo assim era muito barulhenta.

Whiskey Long Bin - foto 7

A manobrabilidade do submarino era extremamente afetada pela “vela”, assim como seu desempenho. O comprimento subiu para 86,7 metros e o deslocamento, para 1.524 toneladas submerso. Algumas fontes dizem que a velocidade máxima submersa ainda chegava a 12 nós, mas outras são taxativas em baixar esse valor para menos de 9 nós.

Whiskey Long Bin - foto 3

Como passo para o desenvolvimento do conceito, os “Long Bin” eram válidos, mas a quantidade construída mostra, isso sim, que valia tudo na corrida tecnológica / armamentista da Guerra Fria, principalmente na virada dos anos 50 para os 60: seis unidades foram lançadas entre 1960 e 1963. Embora essa quantidade pareça pequena, se comparada aos números grandiosos da maioria dos projetos da época, há fontes que consideram esses seis um exagero para um projeto que, já no papel e nos cálculos de desempenho, deveria mostrar limitações muito claras. Isso mesmo pesando-se as necessidades prementes da corrida armamentista.

Whiskey Long Bin - foto 6

E mais, havia a questão do “timing”: os lançamentos foram muito próximos, temporalmente, do desenvolvimento de uma classe muito melhor, a citada “Juliett”, da qual 16 unidades foram lançadas entre 1961 e 1966. E mesmo os Juliett eram contemporâneos da Classe E (Echo) de submarinos nucleares capazes de lançar primeiramente seis, depois oito mísseis de cruzeiro.

Juliett - foto cor

Echo - foto cor

Hoje, numa análise fria de uma “guerra” bem mais quente do que o nome que recebeu, pode-se perceber os gigantescos gastos, em recursos financeiros, humanos, técnicos e materiais, de projetos fora do “timing” adequado, quando praticamente tudo parecia prioridade. Mesmo ideias que, já no papel, deveriam parecer muito inferiores a outras mais promissoras, desenvolvidas quase ao mesmo tempo e que acumularam longas folhas de serviço na Marinha Soviética.

Surpreende que os “Whiskey Long Bin”ainda assombraram seus observadores (e provavelmente seus tripulantes) por pelo menos uma década de operação limitada, ao lado de seus primos nascidos quase ao mesmo tempo, porém muito superiores. De boas e más intenções, o fundo do mar da Guerra Fria estava cheio.

Whiskey Long Bin - foto 5

Esta série do Blog do Poder Naval é dedicada a projetos de submarinos que tiveram a intenção de inovar, quebrar tradições, testar novos limites, ou simplesmente resolver desafios táticos e estratégicos com a melhor das intenções. Mas que no fim deram com os burros n´água, literalmente.

IMPORTANTE: os comentários desta matéria especial serão feitos na versão aberta para não assinantes, logo abaixo desta.

Veja os artigos anteriores da série:

De boas intenções, o fundo do mar está cheio – Parte 5

Whiskey Long Bin - foto 4

“Long Bin”: um Whiskey com um pouco a mais de vodka

vinheta-exclusivoA Classe W de submarinos de ataque diesel-elétricos da União Soviética (codinome Whiskey no alfabeto da OTAN) foi um dos notáveis designs dos anos 50. Aplicando os ensinamentos colhidos com os revolucionários Tipo XXI alemães do final da Segunda Grande Guerra, foi construída em massa. Simples, eficientes, elegantes e de desempenho adequado, os Whiskeys contribuíram decisivamente para a expansão da força submarina soviética.

Bem, ao ler este início de artigo, você pode se perguntar: o que esse texto inicial, que fala de elegância e eficiência, tem a ver com a foto grotesca acima? Nem tudo é bonito e faz muito sentido na história do desenvolvimento de submarinos, e essa variante lançadora de mísseis de cruzeiro da classe W, chamada pela OTAN de “Long Bin” (literalmente, lata comprida) é uma prova disso.

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Esta série do Blog do Poder Naval é dedicada a projetos de submarinos que tiveram a intenção de inovar, quebrar tradições, testar novos limites, ou simplesmente resolver desafios táticos e estratégicos com a melhor das intenções. Mas que no fim deram com os burros n´água, literalmente.

Eisa

Setor tem R$ 55 bilhões em investimento e encomendas, segundo o BNDES; com pré-sal, futuro é ainda mais promissor

Em nove anos, empregos sobem de 2.000 para 45 mil; 5 estaleiros se somarão aos 25 já existentes e cada um pode ter até 3.500 funcionários

vinheta-clipping-navalImpulsionada pelas encomendas crescentes da Petrobras desde 2001 e especialmente pela exigência de compras de fornecedores locais introduzidas pelo governo Lula em 2003, a indústria naval brasileira renasceu nesta década e já é a sexta maior do mundo.

As encomendas aos estaleiros e os novos investimentos somam R$ 55 bilhões, pelos cálculos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). São 195 embarcações já contratadas ou com a construção anunciada.

A cifra coloca o país atrás de China, Coreia, Japão, União Europeia e Índia, mas à frente dos Estados Unidos.

Em 2000, a indústria tinha menos de 2.000 empregados. Hoje, são 45 mil soldadores, mecânicos, entre outros trabalhadores. O número deve aumentar nos próximos anos com a instalação prevista de cinco novos estaleiros -cada um pode ter até 3.500 funcionários. Existem 25 estaleiros no país – todos privados, mas 2 foram arrendados à Petrobras.

Cada nova unidade receberá investimentos de até R$ 1 bilhão e serão erguidas nos Estados de Alagoas, Bahia (duas, possivelmente), Espírito Santo e Rio -polo histórico da indústria naval e onde está a maior parte dos estaleiros do país.

Diferentemente da China – que se especializou e investiu pesado nos últimos cinco anos -, o motor da indústria naval brasileira não é o transporte marítimo de commodities, mas sim a exploração marítima de petróleo.

Esse segmento produz um volume menor de embarcações, mas faz unidades mais sofisticadas e caras. Nele, a liderança global é de Cingapura e da Coreia -líderes mundiais em tecnologia e com altos subsídios governamentais.

Tempo e dinheiro

Cada plataforma de produção de petróleo pode custar mais de US$ 2 bilhões e consumir até dois anos de trabalho. Uma sonda de perfuração – usada na exploração dos campos marítimos – não sai por menos de US$ 1 bilhão. Já um petroleiro varia de US$ 60 milhões a US$ 100 milhões, de acordo com o porte da embarcação, e leva pelo menos oito meses para ficar pronto.

No Brasil, a indústria ressurgiu na esteira das encomendas da Petrobras e tem um estímulo adicional graças à descoberta do pré-sal. Mas começam a aparecer também novos clientes: a estatal Venezuelana PDSVA encomendou dez petroleiros ao estaleiro Eisa – já recebeu o primeiro -, e a Vale vai fazer uma concorrência para a construção de quatro navios de grande porte para o transporte de minério de ferro.

Com o advento do pré-sal, grupos nacionais -como o Sinergy (estaleiros Eisa e Mauá); Camargo Corrêa e Queiroz Galvão; OAS e Setal- e internacionais -STX (Coreia) e Jurong (Cingapura)- já decidiram ou estudam instalar novos estaleiros. Outros três farão ampliações de suas instalações.

Waldemiro Arantes Filho, presidente do STX no Brasil, diz que a unidade será construída no Ceará em duas etapas: a primeira com investimento de US$ 100 milhões (barcos menores de apoio à exploração de petróleo); a segunda custará US$ 500 milhões (plataformas e petroleiros).

Localizado em Pernambuco, no porto de Suape, o estaleiro Atlântico Sul é hoje o mais moderno do país e conta como uma área em seu entorno que permite ampliação para deixá-lo do porte dos estaleiros gigantes sul-coreanos Hyundai, STX e Samsung. Os demais precisam de atualização tecnológica.

Fernando Tourinho, conselheiro do Atlântico Sul, diz que o grupo negocia uma participação acionária minoritária da coreana Samsung e estuda instalar um novo estaleiro, além de ampliar as instalações em Suape. “Com o pré-sal, temos um horizonte promissor.”

FONTE: Folha de S.Paulo

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Seminário discute Propulsão de Navios

“Tendências Tecnológicas da Propulsão de Navios” é o tema do seminário que o Centro Latino Americano de Capacitacion y Desarrollo de Empresas está organizando para os próximos dias 4 e 5 de dezembro em São Paulo (SP). O seminário destina-se aos técnicos do setor naval interessados em conhecer e/ou profundar seus conhecimentos na área de hidrodinâmica aplicada ao projeto do navio com ênfase à propulsão e casco. O objetivo é discutir as novas tendências de propulsão e os conceitos atuais de projeto. Mais informações: (11) 3287-3948.

FONTE: Portos e Navios

vinheta-clipping-navalNão é só parte dos royalties que o Rio pode perder. O Estado que até uma década tinha 80% da indústria naval, também deve ficar a ver navios. É que os novos estaleiros que produzem plataformas e navios para a Petrobrás vêm sendo erguidos preferencialmente em outros Estados. Trata-se de um mercado que fatura uns R$ 5 bilhões e com o pré-sal vai dar saltos.

FONTE: Coluna Ancelmo Gois, O Globo