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A volta do Ark Royal

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Ark Royal volta à frota - foto RN

A Royal Navy (Marinha Real) informou que o navio aeródromo HMS Ark Royal voltará a ser o capitânea da frota a partir desta segunda-feira, 25 de janeiro. O navio passou por um PMG (Período de Manutenção Geral, ou Major Overhaul) de 7 meses de duração no ano passado, assim como por um período de provas e adestramento, com destaque para as 6 semanas do BOST –  Basic Operational Sea Training (treinamento no mar operacional básico) antes da licença de Natal.

Com a volta do HMS Ark Royal ao setor operativo será a vez de seu “irmão”, o HMS Illustrious, iniciar seu período de manutenção. Nas próximas semanas, o capitânea da esquadra deverá ser municiado e receber sua ala aérea de Harriers.

Na agenda, estão o exercício Joint Warrior 101 e, após a Páscoa, um grande exercício multinacional na costa leste da América do Norte, assim como uma visita a Halifax, no Canadá, para as comemorações do centenário da Marinha Canadense.

FONTE / FOTO: Royal Navy

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15 COMMENTS

  1. enquanto isso, o São Paulo continua em sua interminavel rotina…que grande negocio fez a MB…por isso, embora eu defenda o Rafale e…bom, uma coisa é uma coisa…alguem sabe de uma previsão confiavel quanto a volta do PA SP a ativa???

  2. A marinha tinha esperança de que em dezembro de 2009 ele estivesse operacional, acontece que com a “verbinha” da marinha falta ainda muita coisa para terminalo, a ultima noticia era de que estavam instalando misseis para defesa de ponto, acho que em breve estara navegando só não sei se estara 100% operacional porque mesmo com navio em bom estado a ala aerea não esta operacional os A-4 ainda aguardam a vez delez de serem ressucitados.

    Abraços,

    Danilo

  3. Manoel…

    para vc consolar-se um pouco, pense que o USS Enterprise iniciou em abril de 2008 um periodo de manutenção que deveria durar 16 meses e até agora, janeiro de 2010, não terminou e o orçamento estourou em mais de cem milhoes de dolares e tudo isso para que ele funcione por mais 3 anos apenas.

    Sim, mas eles tem outros porta-avioes, então console-se mais ainda:

    USS Theodore Roosevelt, iniciou ano passado seu RCOH e só retornará a frota em 2013.

    USS George Bush, este é novo demais e precisará passar por um ano inteiro de provas antes de estar totalmente pronto, embora possa cumprir missoes limitadas dentro de uns 6 meses.

    USS Eisenhower, está longe, a caminho do Mar da Arábia.

    Isto deixa apenas um porta-avioes na costa do Atlantico capaz de
    ser utilizado, o USS Harry Truman.

    Quer mais? lembre-se do porta-avioes russo que os indianos compraram em 2004 e pelas ultimas noticias, quem sabe para 2012???

    sds

  4. Dalton,

    Mas há de se levar em consideração que o PMG de um PA do tamanho dos americanos e de propulsão nuclear é, necessariamente, uma operação muito complicada.

    Especialmente se considerarmos que no PMG o reator também passa por manutenção e/ou reabastecimento.

    Além disso a quantidade de horas de mar nos navios da USNAVY os colocam num patamar de desgaste que muitas vezes acaba atrasando o PMG e o deixando mais caro que o natural.

    Fato é que, pelo menos pra mim, é perfeitamente aceitável que um PA deste tamanho, com propulsão nuclear e com tantas horas de mar em condições extremas atrase um PMG.

    O caso Indiano também tem explicação pois os Russos queriam mais e mais dinheiro. Em todas as novas exigências de mais dinheiro (lembro de pelo menos 3), o governo Indiano iniciava negociações e o contrato era revisto cerca de um ano depois.

    O São Paulo apresentou dois problemas principais: a explosão de uma linha de vapor; e a vibração em um dos eixos dos hélices.

    Problemas relativamente simples e perfeitamente aceitáveis para um navio de mais de 40 anos.

    Demorar 4 anos para realizar um conserto que não parecia tão complicado é que me parece demais. A mim e a muitos do fórum. Especialmente pelo fato de termos apenas 1. Nesse caso, e imaginando que toda a estrutura organizacional das alas aéreas fica prejudicada por falta de um meio naval operativo como o São Paulo, principalmente os AF-1, a MB deveria ter concentrado todas as atenções no São Paulo. Quem quer ter um PA tem que trabalhar com prioridades ou desenvolver uma estrutura de engenharia e conhecimento que seja capaz de suportar o PMG de mais de uma unidade de grande porte.

    4 anos, enquanto vemos a modernização do Marajó seguir a passos tão lentos quanto os do São Paulo. Para completar, os atrasos na construção do Tikuna e os absurdos 15 anos para construir a Barroso.

    Tem muita coisa errada na MB, começando lá no almirantado. Esse costume aos atrasos não deveria mais ser tolerado. E não se trata apenas de falta de dinheiro, pois isso é um problema recorrente na força há muitos anos. Tem mosca nessa sopa.

  5. Caro Bronco…

    no caso do USS Enterprise, ele não está sendo reabastecido, mas
    o fato dele ser o unico de sua classe acarreta um grande problema
    já que os porta-avioes da classe Nimitz possuem uma maior comunalidade…sem falar que o Enterprise aproxima-se dos 50 anos.

    O São Paulo, é pouca coisa mais novo que o Enterprise, menos de 2 anos e ele foi extensivamente utilizado pelos franceses e da mesma forma como o Enterprise é o unico de seu tipo existente.

    Se os problemas técnicos são simples como vc observou, o mesmo não aplica-se às verbas para manutenção e construção de novos meios…
    o caso da Corveta Barroso é clássico e deve ser motivo de piadas
    até de países menores que o nosso.

    O caso indiano tem um agravante, pois a India tem um vizinho nada amistoso,O paquistão e outro não muito confiavel, China enquanto os nossos…sem comentários…(rs)

    Há mmuita crítica ao A12 e acho que estava tentando “aliviar” um pouco, então me apego ao fato de que o A12 está ai apenas para não
    perdermos tudo o que foi aprendido com o A11 e um dia, se assim
    Netuno permitir, termos verbas e meios suficientes para uma verdadeira aviação embarcada.

    Talvez esteja iludindo-me ainda mais com submarino nuclear nacional no meio do caminho.

    abraços

  6. Esdras:

    Eram 3 até 2005: HMS Invincible, HMS Illustrious e HMS Ark Royal.

    Em 2005 o HMS Invincible foi descomissionado passando à reserva da Royal Navy, onde deverá permanecer até 2010 até dar baixa e ser retirado completamente do serviço ativo.

  7. Esdras…

    apenas 2. O HMS Invincible foi colocado na reserva em 2005, por
    um periodo de 5 anos, ou seja, 2010.

    Embora a Royal Navy tenha alegado que ele poderia ser rapidamente mobilizado caso alguma crise surgisse o que se lê na Internet em
    foruns é que é apenas “fachada” e que ele necessitaria de peças dos outros dois que estão ativos e seriam necessários ao menos 2 anos
    para coloca-lo em serviço e devidamente treinado.

    Um navio anfibio LPH o HMS Ocean é ligeiramente maior que os 2
    porta-avioes e pode em caso de emergencia embarcar harriers, mas
    nao possue rampa além de outras limitações inerentes ao fato de ser um navio para guerra anfibia.

    abraços

  8. Dalton,

    Eu entendo seu ponto de vista e compartilho da mesma benevolência em relação ao São Paulo. Acho que certas críticas são injustas ao navio, embora eu tenha severas críticas ao modo como as FAs brasileiras planejam seus gastos sem definição de prioridades. Vemos, aí, uma série de exemplos caros de como a falta de planejamento faz a MB querer um monte de coisas e ao mesmo tempo não conseguir resultado algum.

    Você nos lembrou do motivo pelo qual o São Paulo veio ao Brasil: ser um navio para manutenção de doutrina e de garantir que a MB possa operar asas fixas no futuro.

    Mas, na minha opinião, parece que a cúpula da MB pensa que o fato de haver um PA é o suficiente. Os anos em que esteve aqui e que operou abaixo de sua capacidade e os quase 5 anos parado pra mim são sintomáticos.

    É como se a MB estivesse aguardando que os devaneios utópicos do PEAMB sejam atendidos para finalmente ter um PA realmente operacional.

    Eu defendo que a MB tenha um PA. Imagino que um país do tamanho do nosso e com o nosso litoral não pode prescindir de possuir um meio móvel de proteção de longo alcance da frota e de projeção de poder em terra, ainda que essa “terra” seja seu próprio território pós-invasão. O PA seria a espinha dorsal de defesa, ataque e contra-ataque por parte da MB.

    Mas hoje o que temos é um PA de treinamento. Basta ver a ala aérea de asas fixas que chegou aqui em 1998 se pretende no São Paulo. Aliás, por conta de sérios problemas de manutenção até hoje não está plenamente operacional.

    E o fato de ele ter vindo da França desarmado e ter permanecido assim até agora também denota uma despreocupação com o emprego do São Paulo em ambientes operacionais.

    Novamente: todas essas conclusões não justificam o fato do São Paulo permanecer encostado no AMRJ por 5 anos, ou o fato de ficarmos de 2006 a 2007 sem nenhum A-4 operacional e finalmente colocarmos um em operação ao final de 2007 e o segundo no decorrer de 2008.

    Por mais que os aviões e o PA sejam para manutenção de doutrina, não será fazendo revezamento de uso dos AF-1 na BANSPA nem punindo toda a ala aérea que operava no Minas ao deixá-la sem um meio operativo naval.

    Não sei há quando tempo os SH-3 não pousam em um navio. E tirando as operações do o UH-14 nos navios anfíbios da frota, onde mais eles poderão ser empregados?

    Há, portanto, uma lacuna de emprego de meios operativos na força que vai muito além dos combalidos A-4. A ausência do São Paulo é prejudicial para a operatividade de boa parte da força.

    O último indício de que não parece de interesse de alguns que o SP vá ao mar tão cedo é a morosidade com que se faz a manutenção e modernização do Marajó, que, dos nossos 2 navios tanque, é o único que é capaz de levar diesel para os navios e JP5, querosene de aviação para as aeronaves do São Paulo.

    Um certamente não sairá do cais sem o outro, então já tinha perdido as esperanças de vê-los operacionais em 2008, como se ventilava, e em 2009, como prometeu a MB. E lá pra junho perderei as esperanças de vê-los operacionais em 2010.

    Para finalizar, quanto tempo será que vai demorar para vermos uma nova operação CATRAPO no São Paulo? Só a MB perde com ele parado, embora muitos aqui digam que ele é uma porcaria, o chamem de opalão, de lata velha.

  9. Bronco…

    concordo que a situação é séria…aliás, com o A11 Minas não foi muito diferente, até lembrei de duas situações quando fui ao Rio de janeiro ainda garoto e o Minas encontrava-se docado em ambas as vezes.

    O fato é que apareceu uma oportunidade única…o Foch colocado a venda pela França por um preço simbolico e sim, sabiamos que teriamos que gastar centenas de vezes mais depois, mas, qual seria
    a alternativa?

    Quantos anos se passariam até podermos adquirir outro? Chegaram até a mencionar que o USS Independence poderia ser adquirido na mesma epoca em que o Foch estava sendo negociado…um absurdo!

    Talvez os almirantes de dez anos atrás fossem mais favoraveis a um porta-avioes e os de hoje nem tanto, o que poderia justificar um certo abandono do A12????

    O fato é que falta dinheiro principalmente e nada fala mais alto que
    o descomissionamento da Dodsworth após menos de dez anos de serviço
    para servir de fonte de peças para as outras 3 restantes.

    Tinhamos 18 escoltas e em um espaço de 6 anos ficamos com 14!!

    abraços

  10. Dalton,

    Concordamos muito, então.

    Mas não me parece sensato que se tenha dinheiro para a compra dos Caracal (dos quais cerca de 17 irão para a MB) e de 4 submarinos convencionais e do casco e sensores de um nuclear, e não se tenha dinheiro para reparar tubulações de vapor e para resolver de vez o problema da vibração de um dos eixos de um navio que, por maior que seja, não deixa de ser um reparo não muito complicado para quem realiza o PMG de diversos meios navais.

    No AMRJ tem 2 subs docados, um deles será modernizado em breve, logo depois mais um e assim sucessivamente até que os 5 passem por modernização.

    Dinheiro falta, não há dúvidas. Mas será que o problema é só dinheiro? No fim das contas, embora a afirmação seja leviana se for levado em consideração que eu falo sem o embasamento de nenhum fato concreto, me parece que há uma certa má vontade em relação ao São Paulo.

    E nessa possível queda de braços interna, quem perde é a MB.

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