Bush ao mar!

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A U.S. Navy (Marinha dos EUA) informou que o USS George H.W. Bush (CVN 77) deixou nesta quarta feira, 27 de janeiro, o estaleiro Newport News da Northrop Grumman para uma série de provas de mar, após passar por um período de manutenção que durou 7 meses.

Segundo o informe, a quantidade serviços de manutenção necessários deveriam demandar 11 meses, mas puderam ser completados em sete. Os trabalhos abrangeram, entre outras áreas, os espaços das alas aéreas embarcadas e a suíte de sistemas de combate, além de trabalhos significativos na divisão de controle de danos e outros aparentemente mais simples, como a troca de lâmpadas incandescentes por diodos, o que pode representar uma economia de até 90% na operação das luzes.

Quando completar as provas de mar, o navio deverá retornar a sua base em Norfolk para iniciar o ciclo de adestramento em preparação para operações no mar. Durante as provas, os sistemas eletrônicos, de comunicação, navegação e de combate que foram instalados ou modificados no estaleiro serão testados. Além disso, serão realizadas inspeções nas catapultas e defletores de jato, assim como nos espaços habitáveis. Demonstrações das capacidades de busca e salvamento e de combate ao fogo serão realizadas.

Essas provas de mar são uma sequência da fase de  ”Post Shakedown Availability/Selective Restrictive Availability” (basicamente, uma avaliação inicial após o recebimento), que oficialmente completa a construção do mais novo navio-aeródromo da U.S. Navy.

FONTE / FOTO: Marinha dos EUA (U.S. Navy)

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40 Comentários to “Bush ao mar!”

  1. Sabre disse:

    Poderiamos fazer como os americanos,e homenagear nossos presidentes colocando seus nomes em NAe, para começar substitui o nome do Opalão em vez de São Paulo, acho que LULA DA SILVA cairia bem!

  2. Na verdade é uma avaliação incial após os ajustes que foram feitos itens e setores que não obtiveram o “de acordo” nos testes de aceitação.

    É assim:
    - testes do construtor;
    - Testes de aceitacao
    - Testes de avaliacao
    - reparos e ajustes pos avaliacao
    - e testes desses reparos

    Depois:

    O navio inicia uma serie de avaliacoes e adestramentos de fase até atingir a capacidade operacional parcial e depois total, ficando apto a iniciar o seu primeiro desdobramento operacional com as 7ª, 3ª ou 5ª Esquadra.

  3. Sabre disse:

    Poderiamos fazer como os americanos,e homenagear nossos presidentes colocando seus nomes em NAes, para começar substituir o nome do Opalão em vez de São Paulo, acho que LULA DA SILVA cairia bem!

  4. Dalton disse:

    JSilva…

    apenas complementando, há ainda a Segunda e Sexta frotas, já que o “Avenger” terá que passar pelo Atlantico Norte e Mediterraneo respectivamente a caminho da Quinta Frota, assim como um porta-avioes que deixe a costa do pacifico terá que passar pela Terceira Frota antes de chegar na Sétima Frota ou mais além a Quinta Frota.

    abraços

  5. Guarda Marinha disse:

    Senhores,

    Saberia a composição a ala aerea destinada ao BUSCH.

    Atc,

  6. Guarda Marinha disse:

    Senhores,

    Saberia a composição a ala aerea destinada ao BUSCH.

    Atc,

  7. Felipe Cps disse:

    Eu apóio a idéia do Sabre, acho que Lula da Silva vem bem a calhar ao Chevetão, e o Chevetão é a cara do Lula da Silva, rsrsrsrs… :)

  8. Guarda Marinha disse:

    Cavalheiros,

    É uma tradição homenagear personalidades e estados em nossa MB, o nome do atual presidente não cairia bem no SP, pois o ‘opalão’ é bem mais novo que o nosso presidente.

  9. Ivan 2 disse:

    É de enxer os olhos! Tá cheirando couro, ou melhor metal novo!

  10. Coral Sea disse:

    Guarda Marinha!

    A ala aérea do CVN 77 é a CVW-8 composta no momento de:

    4 esquadrões de F/A-18
    1 esquadrão de E-2C Sentry
    1 esquadrão de EA-6B Prowler
    1 esquadrão de C-2A Greyhound
    1 esquadrão de helicópteros

    Mas isso muda muito; as alas aéreas mudam de um PA para outro a depender dos planos de manutenção dos mesmos….são 10 alas aéreas para 11 PA; mas sempre um está parado por um período de uns 4 anos para a manutenção de meia-vida.
    Dos quatros esquadrões de F/A 18, um geralmente é composto de F/A 18C do USMC.

  11. Guarda Marinha disse:

    Coral Sea, grato pelos esclarecimentos.

    Interresante esta descrição de um dos esquadrões de F-18 serem do USMC, infelizmente o nosso CFN ainda não possui seu braço aereo.

  12. Nunão disse:

    Dalton e Zé, obrigado por complementarem a informação (que está no texto de forma simplificada).

    Lembrando também que o título faz uma leve e proposital referência a um episódio do vida militar do ex-presidente dos EUA que dá nome ao navio, quando ele fez companhia aos peixes por algum tempo, esperando pelo resgate de um submarino.

    Saudações!

  13. Guarda Marinha disse:

    Nunão,

    Verdade BUSCH pai foi um aviador naval na II GM, sendo abatido em um combate no Pacifico, enquanto BUSCH filho ficou bem resguardo prestando servido na Guarda Aerea Nacional durante o conflito do VIETHAN, o nome completo do CVN-77 é para diferenciar-los.

  14. Coral Sea disse:

    O certo é Bush; sem o “c” no meio….:-)

  15. Guarda Marinha disse:

    Retornando ao SP, esta previsto o retorno dele em março/2010, então creio que haverá testes de mar para avaliar os reparos e modernização efetuados bem como adestramento da tripulação.

  16. Guarda Marinha disse:

    Grato, coral sea.

    Os meios de defesa do BUSH, são semelhantes ao do CARL WILSON, quiça melhoradas, existe algum estudo para substituirem a classe NIMITZ.

  17. TOCHA disse:

    O nome que mais tem a ver com o opalão (por todos os aspectos: operacionais, politicos, custos etc, etc e tal): NAe Jânio da Silva Quadros.
    Imagina essa foto emoldurada na parede do Nae http://www.iped.com.br/sie/uploads/18460.jpg Tudo a ver com o bendito!
    Que orgulho!

  18. André Castro disse:

    Sobre o São Paulo se ele voltar a operar em março vai demorar muito ainda para operar os A-4 embarcados ,qual o prazo para reforma dos 12 A-4 pela Embraer ?

  19. Nunão disse:

    André,

    Na verdade, em março (se for cumprido o prazo) o A 12 iniciará provas de mar e avaliações para comprovar se todos os reparos / modernizações realizadas estão ok. Aí, se tudo correr bem (ou seja, se não tiver que passar mais um tempo atracado para mais reparos importantes que venham a ser indicados pelas provas, como foi o caso da última saída realizada) entra em fases sequenciais de adestramento da tripulação no mar, depois juntamente com o grupo aéreo, primeiro na operação de aeronaves de asas rotativas, depois com as de asa fixa (no caso, os A-4, ou melhor, AF-1). Isso deve tomar boa parte desse ano, senão todo.

    Quanto à modernização dos A-4 / AF-1, a operação deles no São Paulo independe do prazo para sua realização. As aeronaves disponíveis, já com motores revisados vindos de Israel operarão na configuração atual até que modelos modernizados na aviônica / sistemas estejam testados e disponíveis. Esqueci do prazo para modernização do lote de 12 aeronaves (pode-se pesquisar aqui no Blog mesmo), mas levará alguns anos e obviamente será gradual – não precisa entregar todas as aeronaves disponíveis para voo ao mesmo tempo, permitindo que o esquadrão opere com aproximadamente metade desse número.

    O mínimo indispensável para o esquadrão treinar seus pilotos a contento é de 4 aeronaves disponíveis na linha de voo (enquanto outras sofrem manutenção de vários níveis) para se treinar / adestrar líderes de esquadrilha, complementando o treinamento de líderes de elemento e alas.

  20. jsilva disse:

    Sim Dalton vc esta certo, mas no caso estou levando em conta o navio operando no Pacifico e não atentei que ele ira ficar no Atlantico, ou seja ele ira operar com a 2ª Frota com desdobramentos na 6ª e na 5ª.

    No Paficico esqueci de falar da 1ª Frota que é a responsavel pelo adestramento “basicão” no sul da California, mas essa nem é mais lembrada como existindo. Virou “assunto interno”.

  21. davidjp disse:

    o tempo que vai levar para por essas sucatas voadoras denovo no opalao so deus sabe! e melhor troca o opalao e os A4 capengas por uma duzia de SU30 e deixa de gasta dinheiro envao!

  22. brasilwolfpack disse:

    Amarra uma ancora nele,e joga no mar!!! De preferencia aonde existam muitos tubaroes!!!

  23. Danilo disse:

    Esperamos ainda ve-lo operacional antes de seu descomissionamento.

  24. Dalton disse:

    Guarda Marinhae Franz…

    na verdade a ala aerea do Bush CVW-8 é a seguinte:

    1 esquadrão de… F18E (12 aeronaves)
    1 esquadrão de… F18F (14 aeronaves)
    1 esquadrão de… F18C(N) (12 aeronaves)
    1 esquadrão de… F18 Plus (12 aeronaves)
    1 destacamento de EA18G ( 4 aeronaves)
    1 destacamento de E2C (NP) ( 4 aeronaves)
    1 destacamento de MH60S ( 4 aeronaves)
    1 destacamento de MH60R ( 2 aeronaves)
    1 destacamento de C-2A ( 2 aeronaves)

    total…………………..(66 aeronaves)

    Em caso de necessidade há condições de se embarcar ao menos
    mais um esquadrão de caças, mais helicopteros e ao menos mais
    2 aeronaves de alerta aereo antecipado E2C.

    abraços

  25. Bosco disse:

    Dalton,
    mas a capacidade ASW é muito reduzida, em? Somente 2 MH-60R?
    Será que a doutrina da USN prevê que a maior parte das operações anti-submarinas ficarão por conta das escoltas (e seus helicópteros)?
    É uma mudança bem grande se levarmos em conta que na Guerra Fria existiam pelo menos 16 aeronaves dedicadas a ASW em cada NAe.
    Um abraço.

  26. Dalton disse:

    Bosco…

    na verdade troquei as bolas…são 4 MH60R e 2 MH60S, complementados
    por outros 6 SH-60 a bordo de escoltas.

    Muito pouco, mas como no momento não há expectativa de uma nova guerra fria e o Afeganistão não tem submarinos (rs), fica-se por aí mesmo sem aeronaves de asa fixa para trabalho AS, que aliás, os Vikings não vinham fazendo há muito tempo com o fim da URSS.

    Uma das vantagens de um grande porta-avioes é que aeronaves adicionais, como helicopteros anti-submarinos, podem ser embarcadas, sem necessidade de sacrificar aeronaves de ataque.

    Outra coisa é que os submarinos Virginias, apesar de grandes, foram projetados tendo em mente guerra em areas costeiras também, e
    em breve serão equipados com veiculos submarinos não tripulados
    portanto a US Navy continua acreditando que para caçar submarinos nada melhor que outro submarino.

    abraços

  27. Sabre disse:

    Eu só dei a sujestão por que tenho certeza que se homenagear um politico da ativa, eu dúvido que falte verba para aquele navio, nunca na história desse país um político da ativa deixaria um navio com o seu nove que representa a sua imagem a míngua, que vê? Troca o nome do Marajó para José Sarney, do São Paulo para Lula da Silva, e promete que o novo NAe do Brasil vai se chamar Dilma Rousseff,para ver se esses navios vão ficar anos no estaleiro ou para serem construidos!Os americanos não são bestas, adivinha o nove que vai receber o novo Nae deles?E vocês acham que o Obama não vai querer que esse seja o mais poderoso de todos os meios navais,possivelmente levará seu nome?vai chover dindin e vão construir rapidinho,hihihhi

  28. Sabre disse:

    desculpa onde lêr-se nove é na verdade nome,problemas de digitação rápida e espirito revoltado!

  29. Fritche disse:

    Sabre, o único ‘problema’ da sua idéia é que faltariam NAEs, já imaginou, Lula da Silva para o Opalão, qual seria o próximo presidente que conseguiria por o nome em um NAE?

  30. emerson disse:

    Caro Editor,
    Por que o Sr. não aplica aqui o mesmo critério em relação aos cometários políticos ou depreciativos empregados recenemente no blog do poder aéreo?
    O blog já perdeu muito do seu encanto.
    Mas para não ficar off-toppic.. gostava que o A13 fosse batizado de Juscelino Kubitschek, em homenagem ao presidente que adquiriu o A11.

  31. nozes disse:

    A14 pode ser Lula da Silva!

    xD NA nuclear!

  32. Theo Gatos disse:

    Não sou entendido de detalhes tecnológicos navais, mas sabendo que muitos de vocês aqui do blog são, alguém pode me responder se seria pedir muito desenvolver um novo PA para a MB no Brasil com propulsão nuclear? É muito complicado redimensionar o reator desenvolvido durante anos para o nosso submarino em um PA (levando em conta a capacidade dos profissionais da MB e o aprendizado dos últimos anos)? Ou é muito mais do que a fórmula vontade política e orçamento, com diversas tecnologias-chave que não dominamos? É sonho falar em um PA Brasileiro para não ficarmos comprando naus com mais de 30-40 anos? Digo isso também porque aumentaria bastante a capacidade operacional e autonomia levando em conta nosso vasto litoral e importância que o pré-sal trouxe para uma MB moderna e dissuasiva. Aliás a MB já avalia a substituição do SP?

  33. Sabre disse:

    Bom eu li que estava no plano da marinha 3 Naes e 4 Porta helicopteros e cerca de 30 escoltas logo não vai faltar navio para colocar nomes!

  34. Nunão disse:

    emerson em 29 jan, 2010 às 17:29

    Olha, Emerson, de que critério exatamente estamos falando? O critério de bancar o bedel ou babá de quem teima em falar de política?

    Meu critério é conclamar as pessoas para terem um pouco mais de bom-senso e a pertinência. E de vez em quando dar uma bronca um pouco maior. Só isso.

    Porque esse ano promete ser muito chato para quem quer discutir defesa sem partidarismos e torcidas eleitoreiras.

    Saudações!

  35. Nunão disse:

    É claro, se o ano for ficando mais chato, o critério será deletar pura e simplesmente. Vão reclamar de censura, mas para certos casos, não haverá o que fazer. Pena, porque os editores do Blog têm mais coisas importantes para dedicar o tempo.

    Saudações novamente!

  36. Nunão disse:

    Theo Gatos em 29 jan, 2010 às 19:31

    Theo,

    Os franceses fizeram mais ou menos isso para o Charles de Gaulle, adaptaram o sistema de propulsão de seus submarinos nucleares para o do NAe (mesmo assim, tem menos potência do que deveria, dado que o CDG, comparado a suas contrapartes de outros países, é menos veloz.

    Mas, para isso, o reator e sistema completo de propulsão tem que ficar pronto, testado, instalado num submarino e provado. Aí se pode começar a pensar em um Nae nuclear, no quesito técnico (há que se analisar diversos outros, como de custo, manutenção etc). Ou seja, coisa para depois de 2021, se o cronograma para o submarino nuclear da Marinha seja cumprido.

    Saudações!

  37. Nunão disse:

    Continuando, Theo:

    Certamente a MB já avalia a substituição do A12, porém para o longo prazo.

  38. Fábio Mayer disse:

    Para o Lula teria que ser denominado A51.

  39. Theo Gatos disse:

    Nunão, muito obrigado pela explicação! Não sabia que a propulsão do francês era a mesma (claro que adaptada) dos subs deles…

    Podemos no futuro fazer algo parecido porque não? Certamente a MB e o Brasil como nação têm competência (pelo pensamento que desenvolvemos há anos para o nosso sub e é adaptável a um PA) e merecem este desnvolvimento… (e precisam tbm na minha opinião, apesar de achar que o próprio sub nosso saindo do papel já é uma vitória pelo orçamento de pouco investimento das FAs como um todo)

    Até lá paciência e muito pano pra manga em conversas, notícias e especulações aqui no Blog!

    Abraços

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