A Marinha Italiana (Marina Militare) informou que o navio aeródromo Cavour chegou ao Haiti, após ter feito uma escala técnica em Fortaleza, Brasil, onde embarcou pessoal e helicópteros da Marinha do Brasil. Os helicópteros embarcados (nas fotos, modelos EH101) já iniciaram o transporte a terra de pessoal de primeiros socorros,alimentos, remédios e demais materiais necessários para logística e distribuição.
Terminada essa fase, o Cavour se deslocará a Puerto Caucedo (Santo Domingo), para desembarcar veículos, caminhões, retroescavadeiras e pessoal da Brigata Julia, dos Carabinieri, da Força Aérea Italiana, da Cruz Vermelha Italiana e Fuzileiros Navais do Reggimento San Marco. Após o desembarque de equipamentos e pessoal, o Cavour voltará a Porto Príncipe colocando à disposição suas instalações hospitalares.
Chega ao Haiti navio com gaúchos
Com quatro médicos e seis enfermeiros gaúchos a bordo – todos do Grupo Hospitalar Conceição –chegou ontem a Porto Príncipe o porta-aviões italiano Cavour, protagonista de uma missão conjunta Itália-Brasil de ajuda às vítimas do devastador terremoto do dia 12 no haiti.
A tripulação do navio deu início imediatamente ao desembarque de doações e equipamentos. Ontem mesmo, os primeiros helicópteros transportados no navio decolaram em direção à cidade levando membros das equipes de socorro e mantimentos. A embarcação partiu da cidade italiana de Spezia no dia 19 de janeiro, com 900 pessoas a bordo, e fez uma escala em Fortaleza (CE), onde embarcaram 63 militares e 11 civis brasileiros. A bordo, há, entre outras instalações, duas salas de cirurgias e 12 unidades de terapia intensiva. Segundo o ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, o Cavour “se tornará um hospital avançadíssimo à disposição dos feridos”.
Militares do RS embarcam para o Rio na quinta-feira
No Estado, 300 militares do exército estão concentrados no 29º Batalhão de Infantaria Blindada (29º BIB), em Santa Maria, até quinta-feira, quando embarcam para o Rio de Janeiro – onde, durante 15 dias, receberão treinamento para a missão no Centro de Instrução de Operações de Paz (Ciopaz). Segundo o Comando Militar do Sul, os militares – parte de um grupo de 900 homens que o Brasil enviará como reforço à nação caribenha – receberão aulas sobre legislação das Nações Unidas e normas de conduta, entre outros assuntos. Eles devem chegar ao haiti até o início de março.
Até quarta-feira, os militares – soldados, cabos, sargentos e oficiais – passarão por exames médicos, farão vacinas e apresentarão documentos. Um dos 300 militares concentrados em Santa Maria é o capitão João Holleben Bicca, 29 anos, do 2º Regimento de Cavalaria Mecanizada, de São Borja. Ele já esteve em missão no haiti em 2007 e trabalhará para garantir a segurança no país.
– A primeira vez que fui era tudo novidade. Agora, volto porque o Brasil e o povo haitiano precisam de nós. É perigoso, mas somos treinados para isso – afirmou.
FONTES: Marina Militare (primeira parte) e Zero Hora, via Notimp (segunda parte – “Chega ao Haiti navio com gaúchos”)
FOTOS: Marina Militare (Marinha Italiana)
VÍDEO: Agência Brasil
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Vejo com bons olhos essas duas parcerias mesmo não sendo fã do governo israelense,alguem sabe se o tavor ja esta sendo testado pelo EB? e quais aviões podem operar no cavour?
Bem que poderíamos encomendar umas duas naves destas ai heim… são mesmo multi uso.
Rodrigo RRT em 02 fev, 2010 às 11:29
Rodrigo,
O Cavour é um navio aeródromo multitarefa, com deslocamento em torno de 27.000 ton., que pode cumprir diversas missões, como por exemplo:
- Projeção de força, como LHA apoiando desenbarque anfíbio;
- Projeção de força, como porta-aviões embarcando caças;
- ASW, como porta-helicópteros embarcando EH-101 Merlin;
- Controle de área marítima, como porta-aviões embarcando um misto de caças e helicópteros (AEW e ASW).
Pode embarcar de 6 a 12 caças AV-8 B Plus Harrier (no futuro F-35B Lightning II já encomendados) e de 6 a 12 helicópteros EH-101 Merlin (tanto AEW como ASW).
Sua capacidade total de aeronaves operacionais embarcadas deve ficar em torno de 20 (vinte), ou um pouco mais.
Entre as belonaves da mesma categoria em operação hoje em dia é o MEU preferido, inclusive por que previlegia a operação aérea, que vejo como mais importante para um navio de convés corrido.
Mais poderoso e mais forte seria o LHA América, recém lançado pela US Navy. Contudo também é maior (50.000 ton), mais caro e, provavelmente, inascessível.
Abç,
Ivan.
Uma otima ideia, se prospera a parceria com a Italia para a aquisão dos meios flutuantes para a esquadra, inclusive com a utilização do AMRJ, para construir algumas unidades.
Quiça poderia incluir alguns melhoramentos nos classe Macae, mesmo este sendo ‘patrulheiros’.
Parceria estrategica com a França, construindo os Subs e o novo estaleiro, os novos meios flutuantes podendo vim da Italia, desenvolvimento dos VANTS com Israel, aguardamos ainda saber que nos fornecera os novos caças e quem reforçara o EB.
Por critérios puramente técnicos o Cavour deveria ir diretamente para o Haiti e pegaria a equipe médica brasileira na Republica Dominicana. Se ele precisa-se reabastecer seria na volta, ai passaria no Brasil.
Mas ai entra o jogo de cena, o bla-bla-bla e o Cavour perdeu preciosos dias fazendo escala no Brasil.
Se fossemos depender da diplomacia brasileira (se por hipótese ela tivesse algum poder real de decisão) as coisas no Haiti estariam em “marcha lenta”, muito jogo de cena, muita retórica etc…
Felizmente ainda somos café com leite em política internacional.
Elizabeth, boa tarde
Realmente o Cavour poderia ter ido diretamente para o Haiti, mas o acordo efetuado com o Brasil implicava não somente no embarque da equipe médica mas também nos heli, e estes não poderia ser transportados diretamente para a Republica Dominicana, outro sim com a parada tecnica no nordeste, houve tempo para nossas equipes tomarem conhecimento dos procedimentos e normas da nave italiana.
Nossa diplomacia é lenta sim, mas em determinados momentos acerta.
o cavour leva harries e futuramente f-35
Elizabeth em 02 fev, 2010 às 17:03
Vc esta 100% correta, o resto é conversa fiada.
Parabéns a Marinha do Brasil pelo ato de aceitar (uma carona) dos italianos, bom mesmo seria se o São Paulo estivesse operacional, más segundo a Marinha em março ele volta para adestramento da tripulação, então vamos torcer para que não ocorram mais nenhum imprevisto.
Espero que os italianos façam a “desfeita” de “obrigar” a equipagem do UH-14 embarcado no Cavour, a voar somente no Merlin…
Elizabeth em 02 fev, 2010 às 17:03
Os tempos em que nossos ministros das relações exteriores tiravam os sapatos para serem revistados feitos uns cucarachas, ao menos no momento, ficaram no passado.
Isso que é ter navio que tem real função. Precisou está lá.
Mais uma vez eu digo que estamos na situação similar da epoca da geurra da lagosta.
Seria apenas carona ou a MB está bancando os custos ou parte deles nesta operação?
“Isso que é ter navio que tem real função. Precisou está lá.” X)
Esdras , fosse realmente assim,mas a realidade è bem diferente,esse navio è novo “cabaço”(como vcs dizem)tanto que ainda nao tinha feito il rodaggio( rodagem em portugues?) pelo alto custo que comporta movimentar esse navio-200mila euro por dia-,tudo isso nao passa de uma megalomane operaçao de markeing.Aqui jà deram o novo nome ao ministero:’Difesa Servizi Spa’. As declaraçoes do ministro della Difesa,Ignazio La Russa: “A Misssao em Haiti se poderà fazer com a colaboraçao de aziendas que contribuiram a sustentar os custos aliviando alias quase azerando a necessidade de resorsas adicionais.”…”as aziendas vao ter a capacidade de cobrir 90% dos custos da operaça, se trata de sociedades como Finmeccanica, Fincantieri, Eni, muitas dessas trabalham no setor militar e realizaram esse navio.”
Tendo em conta a gravidade da situaçao em Haiti, muitas criticas foram movidas a essa partnership com o Brasil,vista como desnecessaria e nao conveniente.Mas tudo se explica com a partecipaçao dessas empresas privadas/participaçao estatal.Essa sponsorizaçao por parte de empresas è inusual e criou polemicas,mas tendo em conta o momento atual de crisi economica ,as taxas de desemprego e que o mercado para porta-avioes nao è amplio ,o Brasil è um dos poucos interessados no momento a um tal aparato de defesa,tudo se explica.Esse parking no Brasil è uma sorta de promoçao da tecnologia belica italiana.Isso encontra fundamento jà que o Brasil està investindo importantes quantidades de dinheiro na modernizaçao das suas Forças Armadas e esta tratando com a Italia a aquisiçao de 10 navios- 3 fragatas,meios de patrulhamento e embarcaçoes multi-uso para a logistica. Com muita probabilidade essas tratativas , atè algums contratos acredito,deverao ser anunciadas em ocasiao da visita uficial do presidente do Consiglio italiano, Silvio Berlusconi, em 18 de fevereiro. Parece que em jogo poderiam ter comissoes alem dos 20 bilhoes de dolares cuja parte poderiam ir a Fincantieri, Finmeccanica e Iveco entre outras.Casualidade as mesmas empresas que estao financiando/sponsorizando a missao do Cavour.
Por isso eu nao acredito em casualidades:)