Prefeitos, vereadores e lideranças políticas do arquipélago marajoara decidiram iniciar uma intensa mobilização para fazer da Ilha do Marajó a sede da 2ª Esquadra Naval da Marinha do Brasil, a ser implantada pelo Ministério da Defesa num prazo estimado de trinta anos. Desse movimento, que já provocou a realização de pelo menos dois encontros. No último, ocorrido terça-feira, na sede da representação do município de Chaves, em Belém, foi constituído um grupo de trabalho que ficará encarregado de fazer contatos e realizar as primeiras ações de natureza prática.
Da reunião participaram, entre outras lideranças, os prefeitos de Chaves, Benjamim Ribeiro de Almeida Neto, e de São Sebastião da Boa Vista, Laércio Pereira, ambos do PT, além do deputado Miriquinho Batista, do mesmo partido. De acordo com Benjamim Ribeiro, o movimento foi deflagrado a partir da publicação de matéria pelo DIÁRIO onde constava a informação de que o município de Chaves, no norte do Marajó, era uma das áreas estudadas pelo Comando da Marinha como possível sede da base naval.
O prefeito ressaltou que o movimento não é uma bandeira exclusiva do município de Chaves ou de lideranças do PT. A ideia, segundo ele, é que a Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam) assuma a vanguarda da mobilização, arregimentando em torno de um objetivo único os 16 municípios que integram o arquipélago marajoara, numa articulação ampla e de caráter suprapartidário.
O primeiro passo, conforme frisou, será acionar o deputado federal Paulo Rocha para que ele, na condição de coordenador da bancada federal paraense, possa dar início a gestões políticas, com os demais deputados e senadores do Pará, junto ao Ministério da Defesa e ao Comando da Marinha. Ao mesmo tempo, o deputado Miriquinho Batista iniciará um trabalho semelhante na Assembleia Legislativa objetivando sensibilizar a sociedade paraense para se unir em defesa do Marajó como futura sede da 2ª Esquadra Naval.
Ele assinalou que o governo federal tem, com esse empreendimento, uma chance de resgatar a dívida histórica que o Brasil acumula em relação ao arquipélago marajoara, até hoje condenado ao atraso e ao subdesenvolvimento. Como o Marajó dispõe de localização e condições naturais que fazem da ilha um sítio estratégico para a defesa da Amazônia e do Atlântico Norte, entende o prefeito de Chaves que o governo brasileiro deve optar pelo arquipélago para sediar a 2ª Frota.
FONTE: Diário do Pará

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Essa pergunta vai para os mais assiduos no assunto, se isso for realmente acontecer, surgirar uma segunda frota para nossa marinha, que acarretará em mais návios de escolta, submarinos e aumento do efetivo da marinha? ou só irá ter efeito logistico mesmo e nada vai mudar?
Só para efeito prático, FROTA é um termo usado em outros países. Aqui no Brasil a MB utiliza o termo Esquadra. Claro que a Segunda Esquadra demandará mais meios e tropas. Além do que outras sub-bases terão de ser construídas em outros estados.
Isto se concretizando, a Ilha de Marajó poderá experimentar um desenvolvimento muito maior do que teve até hoje. Mas como o local é muito isolado, creio que vai haver uma chiadeira generalizada.
Concordo com o Diego, a questão é se a nova base da marinha vai entrar em prática com base nas declarações do ministro Nelson Jobim, ou vai ser mera base para efeitos logísticos, aliais uma no base no nordeste não evoluiria muito, más sim uma base na região sul do país e outra na região do Estado do Para, com navios de patrulhamento e submarinos.
Talvez algum lugar mais perto do RN e do ponto mais oriental do país seja melhor. Marajó fica bem longe da passagem Brasil-áfrica.
Mas como o Dep. Paulo Rocha, do PT, é um dos que foi pego recebendo dinheiro do mensalão, é bem provável que ele tenha bom trânsito no governo e tenha alguma capacidade de pressão para levar a segunda esquadra para Marajó.
Como o objetivo da 2ª Esquadra da Marinha é proteger a Amazônia, e o Marajó encontra-se estrategicamente localizado, devemos levar em conta que um projeto dessa magnitude não pode ser pensado só na implantação, precisamos considerar a manutenção. Logo o Marajó por estar em localização previlegiada deve receber sim o projeto. Pois, a instalação do mesmo no Nordeste com objetivo de proteger a Amazônia teria um custo de manutenção muito elevado. Não seria mais economico fazer um investimento maior para sua origem e ter um custo menor na manutenção.
Vamo ter verba pra fazer e manter?
O importante é que os fatos estão acontecendo.
E …..temos assuntos para comentar rsrsrs
Como era ruim a alguns anos atras, quendo não tinhamos esperança e nada de importante para comentar.
Discordo, hoje tudo está super concentrado. Deveriam desprezar essa de uma localidade próxima a grandes centros e irem para o norte, lá não tem nada. Isso é um absurdo, bem na cabeça (norte) do Brasil não tem defesa.
Uma base naval não pode ser construída em qualquer lugar….é necessário ter uma infra estrutura em volta como escolas, hospitais, moradia, aeroporto e etc…
Além disso existe o problema da profundidade do local, ventos, correntes marinhas…..eu acho Marajó totalmente inadequado e por que? Além dos fatos escritos acima; a MB já possue uma base na região.
A base naval de Val-de-Cães possue um píer, dique-seco e caso a MB resolva basear alguns navios por lá, a maior parte do trabalho já está feito.
No Atlântico a MB já possue a base de Aratú, um excelente lugar…perto do aeroporto, existem ferrovias e estradas (para o transporte de munição e peças), um lugar bem protegido e com baixa densidade populacional….seria um bom lugar para basear os futuros SSN (além de Sepetiba).
NO sul a MB já tem Rio Grande….ou seja, como já comentei alguns meses antes; a MB não carece de portos e sim de meios navais!!
E por quê um prazo de trinta anos? Concordo que não há pressa pois não há um estado de beligerância mas, não é muito tempo? Como prazo total não faz sentido pois entendo que uma vez montada a estrutura/sistema sua operação é por tempo indefinido.
Como disse o sr Coral Sea, muito melhor aproveitar e redimensionar/modernizar as infraestruturas que já exitem e priorizar a compra/construção de meios navais.
Mas se o nobre deputado, que está envolvido com o mensalão, e os prefeitos daquela região estão afoitos com a possibilidade de novas instalações, infelizmente fico a pensar se por trás dessa euforia na verdade não estão escondidos interesses escusos, como os famosos “10%” e outras falcatruas que vão encher os bolsos dessa cambada.
Acho perfeita a atitude dos cidadãos marajoaras, mobilizando-se para que a Base Naval seja construída lá, na entrada, na porta de entrada da Amazônia. Podem contar que terão o apoio da sociedade civil nessa empreitada. Além de ser um lugar estratégico, a população irá se beneficiar dos investimentos que serão necessários na construção e manutenção da nova Base Naval.
Boa sorte e sucesso!!!
Achou louvavel esta atitude da população local, porem creio que entre os estados do Maranhão e Rio Grande do Norte seria a melhor opção estratégica.
abraços.
Nao sera viavel uma base na ilha de marajo, em principio por que o local ja apresenta uma excessiva carga de sedimento do rio Amazonas, a dificuldade de acessos rodoviarios, que devem encarecer muito o projeto.
Se for pensado todo o custo “real” do projeto o local certo é no Maranhão mesmo.
Se for para o governo federal decidir “politicamente” com a Odebrecht aonde vai ser (vamos ter aí mais um “Rafale naval”).
Tudo que é mais caro para construir, para operar deverá ser construido.
As forças armadas nao optam, nao decidem, não reclamam…
Parece que o governo (todos sabem quem é) não quer investir na defesa do Brasil, mas investir na defesa das suas contas ja poupudas ( cuecas, meias, panetones e contas em paraisos fiscais…)
Segunda Frota?
Alguem viu a primeira por ai???
Alguém da MB já pediu autorização para:
… quilombolas, ibama, funai, ONU, OEA, OAB, Minc, PV, Marina Silva, Chavez, Fidel, MST, Green Peace, Projeto Tamar, Viva Rio, etc.
Sabem como é o Lula. Não vi, não sabia, não leu.
Se a moda pega!
Olá a todos,
A despeito das críticas e do teor sempre partidarizado de muitos comentários (que felizmente vêm diminuindo, levando o blog de volta à sua excelencia), existe a necessidade de dividir a esquadra em duas frotas (que tal essa nomenclatura?). A esquadra sempre esteve centrada no RJ por causa da Capital ser lá em um período em que os meios navais eram a principal força militar. MAs os tempos mudaram e hoje não faz sentido em manter a esquadra toda no Rio, até porque a Capital não é mais lá.
Em função dos interesses estratégicos no sudeste, como os principais portos, as reservas de petroleo, o intenso fluxo naval no Atlantico Sul e o interesse de outras nações nessa região, que ainda mantém velado o conflito argentina-inglaterra e o crescimento do papel da Africa do Sul, é razoável que parte da esquadra fique no sul, e por que não, continue no RJ.
Devemos lembrar que a base aeronaval é no Rio de Janeiro e que a base de submarinos ficará no Rio tambem. COmo será tambem uma base para os submarinos nucleares, não importa a localização pois esse meios poderão se deslocar por todo o litoral e por todo o atlantico.
O problema é mesmo a locolização da base da frota norte. Inicialmente, pensava mesmo em Natal, seguindo a tradição dessa cidade. Por outro lado, a entrada do Rio Amazonas é estrategica. Talvez devessemos pensar em Belen.
Não entendo a criação da frota norte em termos de ampliação do numero de meios navais, mas na divisão dos meios, em 1/3 no norte e 2/3 no rio de janeiro.
Nossa discussão deveria ser outra. Devemos manter o uso de NAe? quantos? como? e os navios de multiplo emprego? quantos? Quantos sub nucleares serão necessarios? dai saberemos definir quantas escoltas serão necessarias.
E tdo mundo quer uma sinecura do governo federal, mas por favor apresentem ao menos adequação ao empreendimento pretendido.
“MAs os tempos mudaram e hoje não faz sentido em manter a esquadra toda no Rio, até porque a Capital não é mais lá.”
Se a capital federal não é mais no Rio, o principal polo de nossa indústria naval é exatamente lá.
Então antes de se pensar em tirar a esquadra do Rio e manda-la p/ digamos Aratú, se faz necessário desenvolver o local de forma a manter adequadamente a operacionalidade da esquadra.
Tirar por tirar, pq fica no “sudeste maravilha”, não é a solução tem que haver infra-estrutura de apoio no local.
“Logo o Marajó por estar em localização previlegiada deve receber sim o projeto. Pois, a instalação do mesmo no Nordeste com objetivo de proteger a Amazônia teria um custo de manutenção muito elevado.”
E por um acaso há alguma instalação similar ao estaleiro Atlântico Sul situado no infame porto de Suape, em Ipojuca, PE???
PS: O “infame” se deve ao fato de que o porto foi erguido em um mangue, área usada por diversas espécies de peixes fluviais e oceânicos p/ desova.
O que entre outros problemas ecológicos causou a migração de algumas espécies de tubarão p/ a Praia de Boa Viagem em Recife, e os conseqüentes ataques c/ mortes e mutilações.
Algo que o governo estadual local trata c/ olímpico descaso p/ não melindrar o turismo.
Caro Mauricio,
Disse que não faz sentido em manter toda a esquadra proxima ao Rio de Janeiro, e sim 2/3 dela. O Atlantico Sul é ainda a principal região para a MB. Tanto é assim que a base aeronaval é no RJ e a nova base de submarinos ficará também nesse estado. Ninguém aqui nem em Brasilia fala em deslocar a esquadra para o NE/N, mas sim manter permanentemente parte dela lá. O acidente do Airfrance mostrou a importancia de manter ativos meios navais oceânicos na região norte, até porque o Atlantico Equatorial esta ganhando grande importancia estrategia para nosso país.
Do modo que voce destacou apenas parte de meu comentario, dá a impressão que defendo a total transferencia da esquadra para uma base no NE/N, o que seria um equivoco tremendo. Mas é um equivoco tambem manter toda a esquadra proxima ao Rio de Janeiro.
Em outros posts já mencionei como acho que seria nossa MB mínima e efetiva, composta de dois NAe´s de 25.000 ton (carregado) com propulsao nuclear (um pouco maior do que o A11, mas menor do que o A12), um navio de projeção estrategica (tipo mistral) com capacidade para helicopteros pesados no convés, 3 subs nucleares de ataque e 5 subs convencionais (scorpenes) para atuarem proximo ao litoral, 10 fragatas, sendo 3 antiareas, 2 antissubmarinos e 5 de emprego geral e 12 patrulhas oceanicas com deslocamento proximo à corveta Barroso (acho que ampliaria mesmo o numero de Barrosos na frota) formando o meio de esquadra. Essa esquadra seria dividida em duas frotas, uma baseada no Rio de Janeiro e outra no NE, em uma proporção de 1/3 no N/NE e 2/3 no Sul. Claro que ainda teriamos os meios de apoio, como tanques, docas, patrulas, etc., mas o desenho basico seria esse que apresentei.
O local da Segunda Frota já foi definido pela MB, a Bahia de São Marcos no Maranhão, que além de ser um local protegido, com uma das mais altas variãções de maré no Brasil (que facilita a manutenção de calado) e tem condições meteorológicas melhores na maior parte do ano.
Marajó (e minha antiga preferida a maior ilha particular do Brasil a Ilha Mexiana mais ao Sul) tem três problemas sérios que impedem que a base da segunda frota ali se localize:
1) baixo calado e assoreamento contínou dos fundeadouros pela alta proporção de sedimentos nas águas do Rio Amazonas que tornaria a manutenção e a operação de NAe muito difícil.
2) POROROCA, o fenômeno violento característico da foz do Amazonas embora não seja constante, quando ocorre é um grande inconveniente para operações navais e poderia ser explorada por um inimigo para época de ataque…
3) região de constante falta de cobertura para operação aéreas por excessiva presença de pesadas nuvens em grande parte do ano.
A implantação demorará 30 amos pois está sincronizada com a recente lei, em aprovação no Congresso Nacional, de aumento do efetivo da Marinha do Brasil em 36% que prova que o atual governo está planejando um AUMENTO dos meios e não uma divisão dos atuais. Portanto os meios da Segunda frota deverão ser construídos e seus militares formados.
Pela dimensão da base para a Segunda Frota, da Segunda DIVISÃO ANFÍBIA e do Segundo Grupo Aeronaval previstos no Plano as instalações atuais, meras bases de desdobramento distrital, não tem condições de ser usadas ou adaptadas. A Base da Segunda Frota requer condições de manutenção orgânica dos meios (embora não no seu início) e se o Brasil pretende construir/operar navios maiores que o NAe São Paulo neste século, a base da Segunda Frota terá que ter um novo grande Dique de Esquadra maior que o Almirante Régis do RJ. Além de núcleos locais de apoio como Arsenal, Casnav, Camaleão e etc, etc…
Sera mt importante sse base pro Brasil.
Volta a defender que o melhor local para abrigar uma 2ª Esquadra e o litoral de do Estado de Pernambuco, que diga-se de passagem é uma localização estratégica já utilizada como principal base em dos conflitos 2 GM e Guerra da Lagosta, sem contrar que o Estado oferece toda a estrutura para abrir tanto a Base Naval, como a Base Aeronaval e a Divisão Anfíbia.
A bem da verdade já existe um estrutura montada nas cidade Recife e Olinda para abrigar a 2ª esquadra, existe um local entre a cidade de Recife e Olinda, que pertence a MB e que seria a futura base naval, o local conta com um dique seco, o porto de Recife está sendo pouco utilizado tem em visto que grandes partes do transporte do Estado está sendo feito pelo outro grande Porto Suape.
Emerson,
O Rio pode ter deixado de ser a capital federal, mas do pto de vista da indústria naval, construção, reparo e off-shore aí compreendidos, tanto município como estado; ainda são a “capital” do setor.
A exploração petrolífera da bacia de Campos e a eminência dos trabalhos na nova bacia de Santos, tb permitem pensar assim.
Então vc citou o acidente da Air France, que obrigou o deslocamento de meios da MB p/ o N/NE de forma a cobrir a ocorrência, isto se deu de forma transitória e findo os trabalhos de busca e salvamento, os meios navais deslocados retornaram a suas áreas operacionais usuais.
Assim p/ que a MB possa se instalar fora do RJ, se faz necessária a existência de algo minimamente semelhante ao AMRJ fora de lá, o que não ocorre.
A exceção talvez de Aratú, mais p/ o N não há bases navais adequadamente capacitadas a manter de forma permanente esse 1/3 da esquadra, quer por sofisticação quer por simples logística de seus meios, suas tripulações e os familiares destes tripulantes.
E p/ isso ser implementado, tomam-se mtos anos e mto investimento, que aliás já deveria ter sido feito.
Ou p/ a alegria do povo da Sudene e me especial o de Pernambuco, a MB poderia “invadir” e “ocupar” o estaleiro Atlântico Sul!!!
Qnto a sua proposta de esquadra, nem CV nuclear pq não temos verba adequada p/ manter sequer um convencional, então o que dizer de 2 nucleares.
E menos ainda “Mistral”, que é um design limitado a operar helicópteros.
Então de bom grado trocaria ambos por algum navio de projeção estratégica do tipo do novo “USS America”, do “Cavour” italiano ou do espanhol “Juan Carlos I” que até já foi vendido á Austrália, acompanhados do devido complemento de F-35B.
Submarino nuclear tb ficaria p/ depois, antes a MB teria que resolver tdos os seus problemas de manutenção e custeio, p/ aí se capitalizar e partir p/ o desenvolvimento de sua própria tecnologia, sem depender de 3ºs paises.
Qnto aos submarinos convencionais, “Scórpene” nem a pau!!!
Cancelava esse contrato sem maiores considerações, tentaria resgatar algo da capacidade que gerou o Tikuna e partiria daí p/ uma tecnologia própria, talvez c/ o sistema de AIP alemão.
Em ambos os casos seriam necessários ao menos 5 cascos de cada, p/ garantir ao menos 2 cascos em patrulha o tempo tdo.
Qnto a fragatas e navios de patrulha, penso que 10 fragatas entre AAW e ASW seriam o mínimo necessário, complementados por outros 10 patrulheiros oceânicos da classe “Floreal”, o único design francês digno de nota.
Talvez estes pudessem ser complementados por um tipo de LCS, desenvolvido á partir da “Barroso” tal como uma certa classe de corvetas turcas.
Estrategicamente falando um bom lugar, só que ainda não sabemos se a marinha do Brasil em trinta anos tera condições de criar, comprar e manter a segunda esquadra totalmente operacional.
SDS,
“O local da Segunda Frota já foi definido pela MB, a Bahia de São Marcos no Maranhão, que além de ser um local protegido,…”
Baia de São Marcos de acordo c/ a Wikipédia:
A baía é um estuário de aproximadamente 100 quilômetros de extensão. Ela recebe vários rios, incluindo o Grajaú, Mearim e Pindaré. O Mearim é conhecido por suas pororocas.
Cidades próximas:
Itaqui (26.9km)
Vila Maranhão (34.8km)
Alcântara (45.4km)
Tibiri (50km)
Olá Mauricio.
É sempre um prazer debater com você. De fato, hoje a MB tem um grande problema com o A12, tanto para a operação do navio quanto para manter a frota de A4 ativa. Acho que o maior problema do A12 é sua idade (o mesmo para os A4 da força aeronaval). E é exatamente pela necessiade de longos periodos de manutençao de nosso NAe que me parece necessário a existencia de dois NAes, para que ao menos um esteja em operação nos periodos de manutençao do segundo navio. A opção nuclear pode ser resultar do desenvolvimento do reator nuclear para o SubNuc. Não fiz as contas, mas acho que dois (ou tres) reatores do SubNuc poderiam ser colocados para impulsionar um NAe de 25.000 ton. Claro que custará muito. Não discordo, mas me parece que a industria naval brasileira estará à altura desse desafio. Sobre o Mistral, foi apenas um exemplo. Talvez um da classe America seja melhor.. mas não quero definir o modelo, mas defender o conceito. Acho que com dois NAe´s e um navio de projeção estrategia, teríamos um tremendo poder dissuatorio no Atlantico e ainda um grande poder de ação. Deu para perceber a falta de um navio desses agora nos eventos do Haiti.
Sobre a força aeronaval, acho que a MB irá padronizar com a FAB, seja no RAfale seja no F18. Qualque um dos dois será ótimo. Mas isso ocorrerá apenas lá por 2025. Até lá vamos de A4M. Não acredito em F35 na MB. Nem acho certo.
Sobre os submarinos Scorpene, acho que eles vão mesmo sair, portanto ao longo do tempo será inevitavel a padronização nos proximos 30 anos. Os Tupis ficarão em operação por algum tempo, mas o S30 já tem mais de 25 anos! Então, mesmo considerando meu carinho pelos IKL, não vejo outro caminho para a MB a não ser possuir uma frota de Scorpenes convencionais para patrulhar a costa e as instalações de petroleo do sudeste.
Vejo como fundamental o SubNuc, principalmente pelo que vimos na guerra das malvinas. Será necessário termos ao menos um SUbNuc em operação ao longo do Atlantico, criando uma insegurança a qualquer potencial ação. É uma arma incrivel e a MB precisa de um SubNuc de ataque em permanente operação no Atlantico. Mas para isso, um SunNuc é pouco. três é a garantia de que em qualquer instante haverá um SubNuc navengando e operacional. Como o investimento é alto para o primeiro, acho possibvel que a MB consiguirá esses três SubNuc.
TAmbem acho que 10 fragatas são o minimo, até escrevi isso. Mas imagino que a prioridade seria manter um Nae, o “mistral” (ou o “america”) um NucSub e tres sub-convencionais operando, por isso não investiria em mais do que 10 fragatas e voce pode ter razão, 10 NaPaOc.
Sobre a base no NE/N, concordo com voce, serviria para 1/3 da esquadra, ja´ que o litoral sul-sudeste é ainda o principal local para a MB, mas preciso insistir em apontar que o N/NE esta ganhando importancia e sera funamental montar uma base permanente da MB em algum lugar lá, talvez no Maranhão com apontado pelo Gilberto.
Só para esquentar o tema, eu já soube de fontes do governo daqui de PE que as duas outras usinas nucleares que vão ser construidas vão ser aqui no NE, e provavelmente uma pelo menos vai ser aqui em PE… alem do mais reforço a comentário do nobre colega na qual fala de PE, estamos com a refinaria e provavelmente a ou as usinas nucleares, soube tambem que o aeroporto do recife “que tem duas pistas uma para a aeronautica e uma para os voos comerciais vai ser ampliado nos proximos anos” e irão construir outra pista só para a FAB longe do aeroporto, provavelmente dentro da area que pertence a força aerea…
Eu realmente não sei dizer se a base será em PE, ou no RN ou MA… mas acho que a nós pouco importa nesse instante esse nivel de detalhamento. Mas saber que a MB ira efetivamente descentralizar a esquadra, criando uma frota no sul e outra no norte, é uma discussão fantastica e, como já foi levantado, que bom que estamos discutindo sobre aspectos novos sobre nossa defesa e Forças armadas.
POr outro lado, acho que não adianta ficar discutindo se os Scorpenese seriam a melhor opção ou não. Parece inreversível que a MB terá 04 scorpenes convencionais e que até 2020 teremos um SubNuclear baseado no casco frances. Nossa discussão, ao menos sobre a força de submarinos, deverá ser feita sobre essa realidade.
Podemos especular sobre as novas fragatas, sobre o futuro da avião embarcada e sobre o desejo da MB para os proximos anos, diga-se, é coisa para caramba….
Se é para polemizar, gostaria de levantar a ideia da MB de comprar os S2 tracker para a aviação embarcada à luz dos problemas da FAB com os P3. Alguém tem alguma informação nova sobre isso? E quais seriam as alternativas? sinceramente, não vejo nenhuma.
Talvez fosse interessante a MB aproveitar o local com maior infraestrutura e potencial de crescimento dessa mesma estrutura que é a região de Recife/Olinda e Suape para a sede dessa segunda esquadra e ao mesmo tempo investir em instalações militares navais em vários locais em direção ao Oiapoque como Natal, Fortaleza, Sao Luiz, Belém ou outros portos menos conhecidos. Com isso, ficaria mais econômico manter alguns navios de prontidão em um(ou alguns) destes portos(pequenas bases navais). É preciso manter uma esquadra desconcentrada pelas regiões Nordeste e Norte mas tendo uma Base principal não muito distante como o Rio de Janeiro.
Olá Guppy,
Talvez fosse mesmo interessante aproveitar Suape, ou se instalar em um lugar absolutamente novo para ampliar as possibilidades. De qualquer modo, a instalação de um nova base militar significa um tremendo impacto local, por isso defenderia a instalação em um local que já esteja degradado do que abrir um novo espaço. Não que eu seja um ecologista ecochato, mas tem coisas que a gente pode evitar. Evistem varios portos e cidades no N/Ne que já possuem alguma estrutura montada e que poderia ser recuperada para instalar a nova base naval sem a necessidade de abrir um espaço em uma área ainda preservada, isso tudo sem afetar a necessidade estrategica.
já está decidido que a 2º esquadra será construída na ponta da madeira em são luis, devido o fato de poder operar 24 horas, profundidade do canal de acesso entre outras vantagens.
Guardem esse nome, Ilha do Medo, Maranhão. Falei!
ps acho q o estado de pernambuco seria o ideal, nao adianta tambem querer levar somente em conta questoes geograficas, quando o pobre estado do maranhao nao tem condiçoes de prover tudo q o uma base desse tamanho precisa.
Assunto interessante, mas o que deve determinar o local são as condições técnicas(calado, marés, assoreamento, meteorologia na região, e outros), e em segundo plano, a MB levará em consideração, as condições oferecidas pela infraestrutura local, bem como o impacto ecológico(RIMA), como foi bem lembrado. Porém se for levada pelas demandas político/sociais, tá lascada…
Agora, já saiu algo na mídia(no momento não lembro onde li a respeito), que a MB, realmente, está mirando na Baia de S.Marcos.
Sds
Emerson,
Em relação aos CVN’s, é interessante considerar que a própria França está fugindo dessa situação, pois seu CVN tem desempenho problemático dado que a planta motriz do navio foi desenvolvida á partir da planta motriz de um SSBN, até vazamento de radiação já ocorreu.
Por outro lado nenhum dos navios de projeção estratégica citados permitem a operação de aeronaves CTOL, daí a necessidade de guarnece-los c/ o F-35B.
O que poderia levar a uma solução de consenso, na forma da classe britânica “Queen Elizabeth”, pois o mesmo está sendo proposto á RN com capacidade V/STOL e aos franceses c/ capacidade CTOL.
Submarinos convencionais ou nucleares são uma necessidade, mas em mar aberto tanto um como o outro são bem ceguinhos, ao contrário dos vasos de superfície, então a menos que vc tenha algo como SOSUS, TACAMO e acesso a um monte de satélites p/ vasculhar o oceano e a partir daí decidir aonde ir; vc vai ter que torcer p/ a ameaça topar em algum submarino seu.
CV, navio de projeção estratégica e submarinos, sozinhos não são nada tem que haver o meio de campo, então outros vasos de superfície se fazem necessários não há como prescindir deles.
Qnto a base no N/NE, até essa idéia da baia de São Marcos prosperar fico c/ uma boa reforma em Aratú.
Qnto aos “problemas” do P-3, a LM está fabricando asas, fuselagem traseira e algumas outras partes novamente novos, justamente p/ atender aos diversos programas de reforma e upgrade dessa aeronave e mante-la em serviço ativo e seguro.
O S-2 não tem futuro nem como aeronave de apagar incêndio, aonde estão introduzindo antigos wide-bodies B-747 e DC-10 modificados, o que dizer de uso militar ativo.
Se não há um navio que comporte a operação de Hawkeye, então vc faz como a RN e a Espanha que estão aí operando Sea King modificado p/ AEW, ou faz como os italianos e compra Merlin AEW novo em folha.
É somente um bom negocio p/ a Marsh e p/ a Embraer, mas não p/ a MB.
Idem qnto a esse upgrade dos A-4 contratado á Embraer.
O que tinha que ser feito era colocar tdas as células adquiridas em condições regulares de uso, p/ treinamento somente pois a aeronave em questão nem obsoleta mais é, já pode ser dita decrépita.
Qnto a ter uma aviação naval viável, c/ esse caco de porta-aviões, nem vale a pena gastar a pouca verba que há.
Alguns Dados Sobre o Porto de Suape em Pernambuco
O Porto Externo é formado por um molhe de proteção em “L”, com 2.950 metros de extensão. A profundidade do canal de acesso atinge 16,5 m e a bacia de evolução tem 580 m de diâmetro e 15,5 m de profundidade. São três instalações de acostagem, totalizando 6 berços com quase 1,6 km de cais acostável e as seguintes característica:
• Píer de Granéis Líquidos (PGL1): com 14 m de profundidade e 250 m de extensão, dispõe de dois berços de atracação para navios de até 45 mil tpb
• Cais de Múltiplos Usos (CMU): com 15,5 m de profundidade no berço leste, 10m no berço oeste e 343 m de extensão, dispõe de dois berços para navios metaneiros de até 135.000 m3.
• Píer de Granéis Líquidos (PGL2): com 14,5 m de profundidade e 386 m de extensão, dispõe de dois berços de atracação para navios de até 90 mil tpb
• Tancagem flutuante de GLP: realizada por navio de gás refrigerado de 45 mil tpb e 75.000 m3 de capacidade que atender, a contrabordo, aos navios de igual porte.
O Porto Interno tem 15,5 m de profundidade e um canal de navegação interno com 1.500 m de extensão e 450 m de largura.
É acessado pela abertura da entrada do Porto Interno, com 300 m de largura, para permitir o acesso dos navios; conta com 935 m de cais, em 3 berços, todos com 15,5 m de profundidade. Nestes trabalhos foram aplicados R$ 192 milhões, dentro do escopo de investimentos do Programa “Brasil em Ação” do Governo Federal para o Porto de Suape.
Dos três primeiros berços, o segundo e o terceiro (660 m de extensão) atendem o Terminal de Contêineres Privados, cujas operações começaram em 2001. Este terminal de 290.000 m² de área tem capacidade de movimentar até 400.000 TEU’s por ano.
O primeiro berço, com 275 m, também em operação, é cais público e se destina a múltiplos usos. O quarto berço se encontra em construção, terá 330 m de extensão e 15,5 m de profundidade. Irá abrigar, em sua retaguarda, o futuro Terminal de Granéis Sólidos do Porto de Suape. O quinto berço também tem 330 m de extensão e atualmente se encontra em estudo de viabilidade.
O Porto Interno tem capacidade de desenvolver, pelo menos, mais 15 km de cais acostável. A área conta ainda com um pátio de veículos de 56.700 m² e capacidade estática de estocagem para 4.825 veículos.
Sem contar que o Litoral Sul de Pernambuco é muito bonito, boas praias, tem boas estradas o local não é muito populoso e fica há alguns minutos da carro da cidade de Recife, tem transportes, escolas, igrejas, muita gente bonita. os marinheiro vão adorar, rsrsrsrs.
Bom, se for para se instalar uma base dessa magnitude, com investimentos altíssimos, para os padrões do Brasil, apenas pensando na infra-estrutura que o local onde vai ser instalada oferece, desconsiderando o objetivo da mesma (Defesa da Amazônia) é melhor que não a instale em lugar nenhum e invista esses recursos em: saúde, educação…
Coral Sea em 07 fev, 2010 às 6:04
Concordo com você, Val-de-Cães é uma excelente opção pois:
1-) já existe uma boa infra-estrutura no local, requerendo talvez apenas algumas adaptações o que proporcionaria um custo menor do que implantar toda uma infra-estrutura nova em Marajó.
2-) a base é colada no Aeroporto, ou seja proporcionar uma facilidade logística adicional.
3-) esta geograficamente localizada na região Norte (Pará), que é o ponto que se pretende defender.
É louvável a preocupação dos políticos de Marajó em buscarem alternativas de desenvolvimento do local, mas o objetivo principal de uma base naval não é promover desenvolvimento e inclusão social. Sem dúvidas existem outros meios mais adequados para esta finalidade.
mais uma vez eu acabei de ler muitas besteiras, temos que para com esse pensamento de só proteger o nordeste ou o sul se a real ameaça esta consentrada aqui no extremo norte, que venha a base para o marajo e que venha uma base aerea para Belem, para os nosso futuros caças.
Há muito tempo que a MB sabe que precisa sair do RJ, descentralizar a sua força(!). Tanto o Sul quanto o Norte do país estão desprotegidos pela força naval. Defendo que tanto a MB quanto a FAB devam possuir uma base aérea em alto mar, na ilha de Trindade. Se é dificil construir lá? Obviamente que sim, mas a pista construída na ilha da Madeira é a resposta e a solução para a projeçaõ de Poder sobre a Amazônia Azul…
Só para apimentar a discussão Marajó Sítio para 2ª Esquadra da MB:
Caros,
todos nós já ouvimos a história de que um dia haverá guerra por causa de água doce. Pelo artigo abaixo parece que não estamos muito longe do que parece ser um absurdo a princípio. Ai entra em pauta a pergunta; Quanto custa á agua doce produzida na bacia amazônica? Quanto pagariam por ela? E a floresta responsável por essa produção limpa? Esse é o fins dos tempos ou o começo do tempo em que começaremos a valorizar nossas riquezas.
Desmatamento zero é o verdadeiro PAC.
Bom fim de semana.
–
Christian Roiha de Oliveira
Eng. Florestal.
Com.: (32) 3214-7300
Cel.: (32) 8834-6955
05/02/2010 – 01h02
Navios-tanque traficam água de rios da Amazônia
Por Chico Araújo, da Agência Amazônia
BRASÍLIA – É assustador o tráfico de água doce no Brasil. A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água. A revista denuncia: “Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”. Empresas internacionais até já criarem novas tecnologias para a captação da água. Uma delas, a Nordic Water Supply Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com essa técnica para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.
Conforme a revista, a captação geralmente é feito no ponto que o rio deságua no Oceano Atlântico. Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio. Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).
Há trás anos, a Agência Amazônia também denunciou a prática nefasta. Até agora, ao que se sabe nada de concreto foi feito para coibir o crime batizado de hidropirataria. Para a revista Consulex, “essa prática ilegal, no então, não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras, tendo em vida que são considerados bens da União os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seus domínio (CF, art. 20, III).
Outro dispositivo, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, atribui à Agência Nacional de Águas (ANA), entre outros órgãos federais, a fiscalização dos recursos hídricos de domínio da União. A lei ainda prevê os mecanismos de outorga de utilização desse direito. Assinado pela advogada Ilma de Camargos Pereira Barcellos, o artigo ainda destaca que a água é um bem ambiental de uso comum da humanidade. “É recurso vital. Dela depende a vida no planeta. Por isso mesmo impõe-se salvaguardar os recursos hídricos do País de interesses econômicos ou políticos internacionais” , defende a autora.
Segundo Ilma Barcellos, o transporte internacional de água já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água. Por exemplo, os navios-tanque partem do Alaska, Estados Unidos – primeira jurisdição a permitir a exportação de água – com destino à China e ao Oriente Médio carregando milhões de litros de água.
Nesse comércio, até uma nova tecnologia já foi introduzida no transporte transatlântico de água: as bolsas de água. A técnica já é utilizada no Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de muitos navios juntos, destaca a revista Consulex. “Sua capacidade [a dos navios] é muito superior à dos superpetroleiros” . Ainda de acordo com a revista, as bolsas podem ser projetadas de acordo com necessidade e a quantidade de água e puxadas por embarcações rebocadoras convencionais.
Há seis anos, o jornalista Erick Von Farfan também denunciou o caso. Numa reportagem no site eco21 lembrava que, depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce. A nova modalidade de saque aos recursos naturais foi identificada por Farfan de hidropirataria. Segundo ele, os cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no Rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.
Farfan ouviu Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas. O dirigente disse saber desta ação ilegal. Contudo, ele aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.
O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado”, observa.
Águas amazônicas
Segundo Farfan, o tráfico pode ter ligações diretas com empresas multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou missões religiosas internacionais. Também lembra que até agora nem mesmo com o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) foi possível conter os contrabandos e a interferência externa dentro da região.
A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobrás e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local. “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil.
A captação é feita pelos petroleiros na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá. Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.
Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia. O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus. Abaixo, alguns trechos da reportagem de Erick Von Farfan:
O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável. “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”, comenta.
O avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo, segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.
Entretanto, no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas para outros continentes. O que suscita novamente o maior drama amazônico, o roubo de seus organismos vivos. “Podem estar levando água, peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos países na região”, argumentou Martini.
A mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro. Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no aspecto econômico. “Como ainda é desconhecido, só podemos formular teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo de microorganismos” , observou.
Essa suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o volume levado na nova modalidade, denominada “hidropirataria” seria relativamente pequeno. Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. “Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros interesses além de se levar apenas água doce”, comentou.
Segundo o pesquisador do Inpe, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos. Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico. “Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso”, explicou.
Em todo o Planeta, dois terços são ocupados por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas. Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.
A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura. Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.
Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.
Mas a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo, sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos. O que significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88% das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.
Esse potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de monitoramento da foz do rio. A cobertura de nuvens em toda Amazônia é intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter imagens do local. Já os satélites de captação de imagens via radar, que conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão operando mais ao norte.
As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental. Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.
(Envolverde/ Agência Amazônia)
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A escolha do local que vai abrigar a segunda esquadra da MB,tem que ser a Região do Marajo por esta geograficamente bem localizado,e por o governo Brasileiro ter uma antiga divida com essa Região que sempre ficou esquecida por parte do poder publico do nosso País e esta na hora de fazerem alguma coisa boa por essa Região.
E essa esquadra sera de suma importancia para defesa de nosso potencial hidrico que vem sendo piratiado ha bastante tempo e o nosso governo finge que isso não esta acontecendo.
SERA UM GRANDE REVOLUCIONISMO PARA O MARAJÓ E CERTAMENTE PARA TODO O ESTADO DO PARÁ, ACREDITO QUE TODO ESSE INVESTIMENTO QUE SERÁ APLICADO NO LOCAL ESCOLIDO TECNICAMENTE PELOS ESTUDOS REALIZADOS,IRÁ CONSTRUIR DENTRO DE UMA CIDADE UMA NOVA CIDADE DE RECONHECIMENTO INTERNACIONAL. E EU COMO MARAJOARA TENHO CERTEZA QUE OS ESTUDOS REALIZADOS NO MARAJÓ E DE FATO O MAIS ADEQUADO PARA A IMPLANTAÇÃO DA 2ª ESQUADRA DA MARINHA, ESTAMOS LOCALIZADOS NA COSTA NORTE DA ILHA, ENTRE OS LOCAIS A SEREM ESTUDADOS.ESTAMOS SITUADOS NA FOZ DO AMAZONAS E É UM LOCAL ESTRATÉGICO PARA A SOBERANIA DA AMAZÔNIA. SERA UM ABSURDO IMPLANTAR UMA ESQUADRA MARINHA EM UM LOCAL INADEQUADO, DEVE-SE OLHAR O PONTO ESTRATEGICAMENTE CERTO PARA A IMPLANTAÇÃO.
Companheiros:
Vejo muitos comentários totalmente desprovidos de conhecimentos básicos sobre navegação.
Um megaprojeto desse não tem como idéia central focar a instalação numa metrópole ou numa cidade bem conhecida. É levado em consideração sim a questão do calado do porto, a amplitude das marés, a profundidade da costa, e é claro, as questões de cunho estratégico. Nesse contexto o litoral maranhense seria o mais ideal para atender as características desse fabuloso empreendimento. Já é sabido por muitos que o porto do Itaqui no MA é o que apresenta as melhores condições naturais para receber os maiores navios do mundo. Os portos de Recife, incluindo Suape, Salvador e Fortaleza são considerados rasos mesmo com dragagens. Um outro fator também que é levado em consideração pela MB é a proximidade do MA com a Europa e os EUA e, também pela proximidade com a foz do Rio Amazonas. No futuro água será um recurso muito escasso (fator estratégico).
O Estado do MA é considerado pobre mais qual a diferença de pobreza entre PE, CE, RN ou MA, se forem retirado o peso que as capitais representam nesses estados, certamente vai restar pouco para as economias dessas UF relativa à questão da produção de riqueza.
Fala-se muito em Suape, Pecém e Salvador, porém são portos pouco profundos e que só estão conseguindo se manter no cenário graças á dragagem que além de ser caro ainda é muito prejudicial à fauna marinha e equilíbrio natural da costa, é só observar o caso do aumento de ataques de tubarão no litoral pernambucano devido à dragagem do porto de Suape. Portanto, a questão não é se Recife é maior ou mais importante que São Luís, Belém ou até mesmo Fortaleza. A questão aqui colocada é puramente técnica e de natureza estratégica.