Jaguar Naval

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O Jaguar M, a versão naval do jato de ataque SEPECAT Jaguar, foi testada a bordo do PA Clemenceau em 1970 e 1971, em três campanhas de pousos e decolagens.

Nos testes a aeronave revelou alguns defeitos graves para operar em navio-aeródromo e seriam necessárias muitas modificações para torná-la adequada a operar embarcada com segurança. Em 1973, a Marine Nationale cancelou o programa do Jaguar M.

Alguns dos defeitos relatados do Jaguar M que resultaram em seu cancelamento:

  • Era mais pesado que a versão baseada em terra => performance reduzida
  • Pouca potência
  • Usava mais o afterburner => alcance menor
  • Sistema de navegação primitivo
  • Necessidade de fazer modificações no navio-aeródromo (catapultas mais longas, sistema de refrigeração à água nos defletores dos jatos e reforço no convoo)
  • A aeronave sofreu danos estruturais devido à aceleração da catapulta
  • Problemas de corrosão

Para aliviar os problemas foram sugeridas extensivas modificações, incluindo uma nova asa, novos motores e novo sistema de armas, que o transformariam em praticamente um novo avião e um programa de alto risco para apenas 100 aeronaves.

Jaguar no Clemenceau

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COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

18 Comentários to “Jaguar Naval”

  1. rafa_bonfim84 disse:

    muito interessante.. essa eu nw sabia..

    isso mostra como os franceses estavam preocupados c sua proteção naval.. e isso mostra como uma caça de superioridade área vai fazer falta qndo o sao paulo voltar a ativa..pq essa nw é a missão principal dos skyhawks…

    Parabéns pela matéria!!

    Abraço

  2. Galileu disse:

    independente se é uma versão naval ou não, pelo menos nos meu livros, falam que o jaguar era uma péssima aeronave em sua época.

    Pelo menos nos livros….

  3. Piramboia disse:

    O Jaguar NUNCA foi um avião para superioridade aérea (caça/interceptador) sua classe é a mesma do Skyhawk, AMX, SU 17, SU 20, SU 22, SU 25, Super Etendard, Corsair II, Tornardo, ORAO etc: Caça-Bombardeiro (sendo a 2ª a primordial).
    Enquadram-se como aviões de superioridade aérea: Phantom, Eagle, Falcon, Freedom Fighter, Tiger II, Crusader, Sabre,Super Sabre, Tornardo ADF, Starfighter, Tomcat, Draken, Hornet, Rafale etc. A maioria poderia agir como caças-bombardeiros, mas a principal era a caça e ou interceptação.

    Quanto aos “livros”, o Jaguar teve um desempenho surpreendente na primeira Guerra do Golfo (1991), superando a variante de ataque do Tornardo (que, por sinal, teve baixas elevadas entre os britânicos e italianos).

  4. Piramboia disse:

    Digo: Tornardo ADV. A versão de Ataque: Tornardo IDS.

  5. Clésio Luiz disse:

    Tem outro porém nessa história: nessa mesma época, a Dassault estava tentando vender o Super Etendard para a Aeronavale, cuja concorrência ainda incluía o A-7 americano. Não é nem preciso dizer que este era o melhor dos 3 em se tratando de aeronave de ataque embarcada, mas o pessoal da Dassault obviamente conseguiu convencer os oficiais da Aeronavale e esta acabou comprando a aeronave de menor capacidade. O resto é história.

  6. Piramboia disse:

    Foi uma escolha política.

  7. Clésio Luiz disse:

    Achei o vídeo no VocêTubo: http://www.youtube.com/watch?v=U9TJuWLXIPc

  8. Marcelo disse:

    Eu montei este Jaguar Naval (kit da Heller, escala 1:50, só francês mesmo para usar esta escala) quando era adolescente na década de 80 !!!

  9. McNamara disse:

    Isso prova que o processo de navalização de uma aeronave, não é fácil, nem simples, muito menos barato. A opção pelo Super Étendard, foi uma saída política e protecionista, que ao meu ver não é sempre condenável, haja vista os ganhos tecnológicos, mesmo com gastos muito superiores que uma simples aquisição de aviões A-7 por exemplo. Se o Jaguar M foi um fiasco, o Jaguar de ataque terrestre foi um sucesso, tanto que era operado em quantidades bastantes razoáveis pelo Armée De l’Air em campanhas no exterior e pela RAF, no contexto da OTAN e Oriente Médio, para apoio aproximado com relativa capacidade de autodefesa, porém nunca como caça.
    Quanto ao comentário relativo ao Tornado, algumas táticas de ataque a altitudes muito baixas contra alvos muito bem defendidos, revelaram-se extremamente desastrosas, com perdas consideráveis para a RAF e AMI na primeira Guerra do Golfo, tanto que esse tipo de ataque deixou de ser realizado pelos Tornado.

  10. GustavoB disse:

    Suponham um F-5 naval também.

  11. Giordani RS disse:

    A aquisição do Super Étendard em detrimento do Jaguar M, foi totalmente protecionista! nada de anormal em se tratando dos franceses. Esse caça só entrou para a história graças aos argentinos, senão, ele seria lembrado da mesma forma que o Sea Venom…mas vejam como a História é dinâmica, pois o que mantinha o poder de dissuassão da Aeronavale era o fabuloso F-8! Quanto as perdas do Tornado na 1ª Guerra do Golfo, já foi provado que as táticas usadas estavam erradas contra alvos bem defendidos. Só lembrando ao amigo GustavoB que a primeira idéia da Northrop para aquele que viria a ser conhecido como F-5, era a de um caça naval…uma aeronave que a história tem relegada ao esquecimento é o F-11 Tiger, um caça de belas linhas e na boa, um verdadeiro F-5 naval…

  12. Galante disse:

    Observem que temos um post na primeira página tratando de uma possível navalização do AMX, assunto que sempre vem à tona de tempos em tempos.

    Imaginem os problemas que poderíamos ter para todo o desenvolvimento de uma versão naval do AMX, como os franceses tiveram com o Jaguar M.

  13. HMS TIRELESS disse:

    Uma pena mesmo! o Jaguar era um ótimo avião. Acabou que os Franceses ficaram com um avião caro e extremamente limitado (Super Etendart)

  14. Giordani RS disse:

    Um detalhe que passou despercebido é que o Jaguar M deveria ter sido otimizado para o uso de Sky Jump…

  15. Challenger disse:

    Ao invés de pensar no AMX naval, seria melhor investir num possivel Gripen Naval como foi proposto pela SAAB, pra quem acha o Rafale caro.

  16. Guilherme disse:

    Se alguem puder me responder, porque os F-5 tem tailhook, se eles nao sao caças navais ?

  17. Guilherme disse:

    E outra pergunta, a India opera os Jaguar, eles são operados de Porta Aviões ou de bases em terra ?

  18. Dalton disse:

    Guilherme…

    varias aeronaves baseadas em terra possuem o “tailhook” no caso de mau funcionamento dos freios, ou mesmo necessidade de pousar em pistas mais curtas, mas o tailhook nestas aeronaves não tem a mesma robustez dos utilizados em aeronaves navais.

    O jaguar é operado a partir de bases terrestres.

    abs

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