HMS York

vinheta-clipping-navalO primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou nesta quinta-feira que seu país já fez “todos os preparativos necessários” para proteger sua soberania sobre as ilhas Malvinas (chamadas de Falklands pelos britânicos). As declarações foram feitas em meio ao aumento da tensão diplomática com a Argentina na disputa pelo controle das ilhas.

“Fizemos todas as preparações que são necessárias para garantir que as ilhas Malvinas estejam adequadamente protegidas”, disse o premiê. Apesar disso, Brown disse que não planeja o envio de um reforço militar à região e que espera que prevaleçam as “discussões sensatas” com a Argentina.

Um decreto do governo argentino na terça-feira determinou a exigência de que todos os barcos que transitarem entre o país e as Malvinas peçam autorização prévia às autoridades argentinas.

A medida foi anunciada após o governo britânico ter autorizado, no começo de fevereiro, o início da exploração de petróleo na região nesta semana. A disputa sobre as ilhas Malvinas, sob controle britânico desde 1833, já foi objeto de uma guerra em 1982, quando os argentinos foram derrotados após tentarem uma invasão.

Reforço

O Ministério da Defesa britânico negou relatos publicados pelo tabloide britânico “The Sun” de que estaria ordenando o envio de um reforço naval para as Malvinas. Em uma entrevista à BBC nesta quinta-feira, o deputado William Hague, ex-líder do Partido Conservador (oposição) e atual porta-voz do partido para assuntos de Defesa, defendeu em entrevista à BBC o aumento da presença  naval britânica na região.

“Algum tipo de presença naval maior -pode ser somente um navio em visitas regulares–, este tipo de coisa mostraria claramente à Argentina -com quem, novamente, queremos manter relações amistosas- que estamos firmes em relação a isso”, disse Hague.

“Seria um sinal para que não interpretassem mal as intenções britânicas. Uma das coisas que deram errado nos anos 1980 foi que os argentinos acharam que nós não estávamos realmente comprometidos com as ilhas Falklands. Então, não podemos cometer o mesmo erro novamente. Nosso comprometimento deve ser muito claro”, afirmou.

O Ministério da Defesa britânico afirmou que não necessita aumentar sua presença na região por já contar com uma presença permanente que inclui quatro navios e mais de mil soldados estacionados nas ilhas. A presença britânica foi reforçada após a guerra de 1982, que resultou na morte de 649 soldados argentinos e de 255 britânicos.

Escalada

Para a especialista da BBC em questões de Defesa Caroline Wyatt, o governo britânico parece disposto a evitar uma escalada na disputa sobre a exploração de gás e petróleo no Atlântico Sul, apesar das medidas anunciadas pela Argentina na terça-feira.

O correspondente da BBC em Buenos Aires Andrew Harding diz que é difícil encontrar alguém na Argentina que acredite que haja algum risco de as Malvinas gerarem um novo conflito militar. Mas o vice-ministro das Relações Exteriores da Argentina, Victorio Taccetti, disse que seu país tomará “as medidas adequadas” para impedir a exploração do petróleo na região.

Antes de estabelecer o controle do tráfego naval para as ilhas, o governo argentino já havia ameaçado proibir as empresas que participassem da exploração de gás e petróleo nas águas do entorno do território de operar na Argentina. Apesar disso, a empresa britânica Desire Petroleum, que ganhou uma concessão para a exploração na região, afirmou que poderia iniciar as perfurações já na próxima semana.

Na semana passada, um navio levando equipamentos para perfuração foi interceptado pelas autoridades argentinas.

Grandes reservas

Geólogos dizem que o leito oceânico no entorno das Malvinas pode conter grandes reservas de gás e petróleo. No ano passado, a Argentina submeteu às Nações Unidas um pedido para o reconhecimento de soberania sobre uma vasta extensão do Atlântico Sul, baseado em pesquisas sobre a extensão da plataforma continental do país. O pedido aumentaria o território marítimo argentino em 1,7 milhão de quilômetros quadrados e incluía as ilhas controladas pelo Reino Unido. As águas no entorno das Malvinas são consideradas pelo Reino Unido como território britânico além-mar.

Nesta quinta-feira, um porta-voz do Ministério da Defesa britânico disse que o governo está “totalmente comprometido” com as ilhas Malvinas. O Ministério das Relações Exteriores britânico, por sua vez, disse que o Reino Unido e a Argentina são “parceiros importantes” em questões como a economia global e o combate às mudanças climáticas.

“E queremos, e já oferecemos, uma cooperação em questões relacionadas ao Atlântico Sul. Vamos trabalhar para desenvolver ainda mais este relacionamento”, afirmou um porta-voz.

FONTE: BBC Brasil, via Folha online

FOTO: Royal Navy (Marinha Real) – HMS York, destróier de defesa aérea Tipo 42, que no ano passado fez viagem ao Atlântico Sul, fazendo escala no Rio de Janeiro. O navio rendeu o HMS Gloucester (outro destróier Tipo 42) na patrulha da região austral, que inclui as Malvinas / Falklands. A matéria do jornal The Sun, citada no texto acima, era ilustrada por esta foto – mas vale lembrar mais uma vez que a presença naval britânica na região é constante.

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31 Responses to “Reino Unido está preparado para proteger as Malvinas, diz premiê” Subscribe

  1. jacubao 18 de fevereiro de 2010 at 21:08 #

    OS Ingleses podem ficar tranquilos.
    Os argentinos não conseguem fazer mal nem a uma mosca.
    Não aguentam nem um dia de combate :-D

  2. Galileu 18 de fevereiro de 2010 at 22:45 #

    ta certo que foram os hermanos que começaram, mas se paises entram em conflitos por uma pequena região cheia de montanha onde nao cresce nem erva daninha (como é o caso de india, paquistão e china), imagina por petróleo….

  3. bulldog 19 de fevereiro de 2010 at 0:26 #

    A única coisa que a Argentina pode fazer é gritar mesmo. Depois daquele suicídio estratégico de atacar sem meios disponíveis e sem um plano para a resposta inglesa. Pensaram que os ingleses deixariam as Falklands a mercê de qq um. Após 1982 as ilhas estão mais seguras e a FFAA Argentinas em frangalhos (de aparelhamento e de moral).
    O gás e o petróleo serão explorados e se o governo argentino for esperto ainda consegue subsídios para comprar algum. Já seria uma vitória. Caso contrário…

  4. bulldog 19 de fevereiro de 2010 at 0:27 #

    A menos que estejam confiando na UNASUL para estarem roncando grosso com os ingleses.ahahahahahaha…isso foi pra animar só…sds

  5. Samuel Henrique 19 de fevereiro de 2010 at 1:04 #

    Boa noite!

    Se em 1982 as FA argentinas já não consiguiram sustentar as ilhas….imagina agora!!!!
    É costrangedor ver essas pirraças de pises de terceiro mundo!!!!
    E como ver o Brasil tentando falar grosso com os militares americanos no Haiti!!!!!
    Acorda meu amigo… Quer se impor…tem que terr capacidade!!!!!

    um forte abraço!

  6. Dunga 19 de fevereiro de 2010 at 8:19 #

    Qualquer tentativa de intimidar a “Invencivel Armada Britanica”, deve resultar em fracasso, para isto que a Inglaterra sempre investiu (adequadamente)na sua marinha de guerra, coisa que não acontece em varios outros paises que se julgam “pacificos e sem inimigos”, por isto levam as suas marinhas de guerra em um total improviso e ate “um estado de comédia”…
    Não tô falando do brasil, que está investindo em um submarino nuclear!!!
    Rss…

  7. Marcelo Martins 19 de fevereiro de 2010 at 8:56 #

    Porque a Cristina Kirchner não pede ajuda ao hermano Hugo Chavez? Ele já comprou uma montanha de dívidas da Argentina mesmo……..quem sabe ele não compra essa briga também?
    Fala sério Argentina…….isso é coisa de governo que não tem o que fazer, ou pior, só faz besteira e depois fica tentando criar fatos para distrair a opinião pública.
    Jamais a Inglaterra vai devolver as Malvinas para a Argentina, ainda mais agora que descobriram que tem petróleo e gás lá. Aliás “devolver” eu acho que não cabe aqui porque, se não me engano, as Malvinas nunca foram da Argentina, estou correto?

  8. Fábio Mayer 19 de fevereiro de 2010 at 9:02 #

    A Argentina anunciou restrições a embarcações que passem pelas ilhas Falklands, basicamente para impedir a exploração de petróleo lá pela Inglaterra e ao mesm tempo, criar uma onda nacionalista para ver se salva um pouco a imagem desgastada do casal K e seu bolivarianismo estúpido.

    Arrisca levar sanções comerciais que agravem ainda mais sua situação econômica. E o discurso incendiário do casal K, arrisca levar o país a um novo conflito, perdido de antemão, com a Inglaterra, que já enviou para as ilhas 6 Typhoons tranche 2 para defesa aérea. Se a Inglaterra enviar um destacamento naval, simplesmente haverá um cala boca forçado em Buenos Aires.

    Não entendo a Argentina. Se nas Falklands estima-se que há petróleo, então é possível que ele exista também em seu litoral, que é extenso. Porque não desenolve parcerias para pesquisar isto, ao invés de reatar um briga que já deveria estar enterrada?

  9. Inquiridor 19 de fevereiro de 2010 at 9:37 #

    A exploração de petroleo nas Malvinas pelos ingleses,contrariando acordos com a ONU (a exploração de recursos das ilhas teriam ser de comum acordo entre Inglaterra e Argentina),e como consquencia a militarização do atlantico sul com envio de reforços militares e aumento da tensão.O 1º mundo ? ,continua com sua politica externa baseada na ponta de de uma arma. Como fica a ONU nisto?
    Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de logística de petróleo sabe que esta operação custará uma fortuna de centenas de milhões de dólares. Não existe base de terra minimamente próximas para essas plataformas, o que aumenta de forma gigantesca os seus custos. Cada equipamento e cada trabalhador terá ser trazido de milhares de quilômetros de distância e nem mesmo aeroporto capaz de suportar vôos intercontinentais há na ilha, onde a maior pista é de 900 metros, 400 metros menor que a do nosso Santos Dumont. Fala-se em trazer materiais construir uma cidade para os trabalhadores. Da Inglaterra às Malvinas a distância é de mais de 12 mil quilômetros, em linha reta. Evitando as águas territoriais brasileiras, mais de 16 mil quilômetros. Da Argentina às Malvinas, se não estou enganado é 500 quilometros.
    E se há petróleo em quantidade, haverá, tão certo como dois e dois são quatro, proteção militar a esta riqueza. Ou alguém acha que os ingleses vão deixar torres, terminais e navios ao alcance da aviação argentina em meia hora de vôo, sem proteção bélica?
    E aí, meus amigos, estaremos diante de um dos maiores pesadelos militares que possamos ter: uma base militar aeronaval no Atlântico Sul, a pouco mais de três mil quilômetros – alcance de aviões de caça – de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Sem falar na região do pré-sal. Do ponto de vista militar é muitíssimo pior do que as bases americanas na Colômbia.
    O Brasil precisa entrar já nesta questão, diplomaticamente, antes que o impasse entre Londres e Buenos Aires se agrave mais ainda. Para começar, deixando claro que não aceitará a implantação de qualquer base militar extra-continental no Atlântico Sul. Não podemos tolerar a militarização de nossas vizinhanças e nem pretender sacrificar o povo brasileiro sendo obrigado a organizar defesas correspondentes a elas.
    Esta história de petróleo nas Malvinas, se confirmada, vai ser um dos maiores impasses diplomáticos e militares que o nosso país terá de enfrentar.

  10. humberto 19 de fevereiro de 2010 at 9:54 #

    Caro Marcelo,
    É meio complicado dizer se as Malvinas são Argentinas ou as Falklands são Britanicas rsrsrsrs. Por enquanto são Falklands pois o porrete dos Britanicos foi melhor utilizado e a Argentina não tem como revidar (nunca podemos esquecer que a guerra é a expressão “bruta” da diplomacia).
    Hoje como na época da ditadura argentina, usam esta contenta para desviar o foco dos problemas economicos/sociais da Argentina, pois sempre é mais fácil faze-lo, creio que se a Argentina quisesse realmente resolver a pendenga, poderiam estar conversando como a China o fez com Hong Kong (um plano de anos e mais anos de preparação). Não vamos esquecer que o custo de se manter tropas nas Falklands por parte da Inglaterra deve ser um onus pesadissimo (inclusive com os carissimos Typhonn estacionados lá), creio que o que a coroa britanica arrecada lá, não paga as despesas.
    Creio que daria sim para conversar (por exemplo as ilhas serem gradativamente abosorvidas pela Argentina) e permitir que empresas da Inglaterra tenha autorização para explorar os recursos naturais etc etc. Tudo é questão de se negociar.. Falklands não tem tanta importancia estratégica como as ilhas Ascensão ou Diego Garcia para os Britanicos / Americanos, o tempo ajuda para diminuir as questões de “honra” envolvidos.
    Abraços
    Humberto

  11. Invincible 19 de fevereiro de 2010 at 9:59 #

    Inquiridor,

    Não se preoculpe com as Malvinas. A ilha de Ascensão que fica bem mais perto do Brasil tem uma bela base militar e bem na direção da nossa costa. E é usa pelos EUA e Inglaterra.

  12. Atirador 19 de fevereiro de 2010 at 10:00 #

    Inquiridor, fala sério,
    ´´ Para começar, deixando claro que (o Brasil) não aceitará a implantação de qualquer base militar extra-continental no Atlântico Sul.´´

    e caso eles implantem a base assim mesmo, nós os impediriamos com nossas poderosas forças ???

  13. Fábio Mayer 19 de fevereiro de 2010 at 10:18 #

    Se a Inglaterra ou o EUA quiserem montar uma base na AL, o farã se lixando para a opinião do Brasil, que é um rotweiller sem dentes, incapaz de fazer qualquer coisa contra isso.

  14. Felipe Cps 19 de fevereiro de 2010 at 10:39 #

    Tirando um único comentário, todos estão muito bons. Parabéns aos debatedores.

    Os KK só querem criar caso para tentar salvar seu pescoço da guilhotina política. É o truque mais velho do mundo: arrume um inimigo externo pra desviar a atenção do populacho. Igualzinho o Chaveco…

    Pobre Argentina. Enquanto não se livrar do maldito populismo estatizador de seus meta-patéticos políticos, vão chapinhar no lodaçal da estagnação econômica, social e moral. Triste, mas o país está se acabando…

    Quanto à Inglaterra, se sou ela daria uma resposta mais, digamos assim, lacônica, à Bocuda-Botocuda, algo do tipo: “Querem? Venham pegar…”

    Sds.

  15. Felipe Cps 19 de fevereiro de 2010 at 10:44 #

    Melhor resposta que a Inglaterra poderia dar à Argentina:

    VAE VICTIS!

  16. Alfabravo 19 de fevereiro de 2010 at 10:58 #

    Só espero que o Brasil não empreste nada do nosso, já parco, material bélico de novo para os ar. Abraço

  17. COMANDANTE MELK 19 de fevereiro de 2010 at 11:04 #

    Senhores,

    resolvi postar aqui um artigo do Defesanet sobre o assunto Falklands/Malvinas, é muito importante uma apreciação “mais profunda´´ do assunto, para que se possa compreender a geopolitica envolvida nesta situação. Analises superficiais podem levar a uma errônea visão do que de fato o caso Falklands/Malvinas pode representar para o Brasil…

    Boa leitura.

    Governo Brasileiro Interferiu no Rearmamento das Falklands/Malvinas pelo Governo Inglês

    Nelson During
    Editor-Chefe DefesaNet

    Quando do processo da substituição dos caças Tornado F3 pelos Typhoon ocorrida entre Setembro e Outubro de 2009, o governo brasileiro negou autorizações de sobrevôo para os aviões que levariam para as Falklands/Malvinas peças e membros das equipes de apoio para os novos aviões.

    Empregando a rota lhas de Ascenção e com pousos no Rio de Janeiro ou Porto Alegre e depois um longo vôo até a Base de Mount Pleasant, nas ilhas Falklands , os vôos de apoio eram por muitos anos o único meio para receber correio e suprimentos geral..

    Mesmo após o início de vôos diretos Argentina- Falklands, os sobrevôos sobre o Brasil permaneceram.

    Porém, as autoridades de Brasília (diplomáticas e militares), consideraram “excessivo” o número de requisições feitas pelos britânicos em apoio à operação de troca dos caças e negaram os sobrevôos solicitados pelos ingleses.

    O Ministério de Defesa inglês publicou em 15 de outubro uma nota informando que os primeiros dois Typhoon tinham pousado na Base Aérea de Mount Pleasant nas Ilhas Falkland/Malvinas (Nota – os ingleses usam o termo Mount Pleasant Complex para não citar o termo Base Aérea). A travessia do Oceano Atlântico levou 18 horas de vôo, com uma parada nas Ilhas Ascenção. Durante a travessia os dois Typhoon foram acompanhados por aviões de reabastecimento (modelos VC10 e TriStar).

    A função dos caças nas ilhas Falklands/Malvinas é de garantir a missão Quick Reaction Alert (QRA) . Os quatro Tornado F3 deveriam retornar à Inglaterra até o fim de 2009, o que não está confirmado. Os militares britânicos são agora cautelosos para não anunciar prematuramente decisões que podem servir para coes do governo argentino.

    A negativa diplomática aos sobrevôos ingleses levou a um estremecimento nas relações Brasil-Reino Unido no segundo semestre de 2009. As autoridades inglesas inclusive não aceitaram a argumentação brasileira de que os pedidos eram excessivos do ponto de vista de Brasília.

    A tensão pode ser medida quando o Ministro da Defesa Nelson Jobim em apresentação na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, no dia 09 de Dezembro, ao mostrar o cenário estratégico do Atlântico Sul detalha a presença Britânica na região. A figura dá a indicação de um cerco ao Brasil por parte de forças inglesas.. A mensagem foi recebida e entendida por Londres .

    Tanto entendida que dentro dos estudos para o seu novo Plano Estratégico, os ingleses pela primeira vez, estarão realizando uma conferência entre os Estado-Maiores dos Exércitos dos dois países ainda no primeiro semestre de 2010

    Saudação a todos.

  18. Winston 19 de fevereiro de 2010 at 11:22 #

    Os comentaristas de plantão teriam a opinião totalmente diferente, se caso o arquipelago de Fernando de Noronha estivesse ocupado por nações estrangeiras até os dias de hoje. Pra quem faltou as aulas de história é sempre bom lembrar que em 1534, Fernando de Noronha foi invadido por ingleses e que os EUA utilizaram o arquipélago como base naval de 1942 a 1945 durante a segunda guerra mundial e de 1957 a 1962 como base de rastreamento de satélites, operada pela NASA. O Brasil teve sorte em não perder a soberania sobre o arquipelágo, pois se os americanos resolvessem ficar em definitivo, nós estaríamos igual a Argentina.Só latindo…

    .

  19. Inquiridor 19 de fevereiro de 2010 at 11:38 #

    Humberto, não podemos comparar Hong Kong com as Malvinas. Vc duvida se, caso não tivessem conversado, a China não teria ocupado militarmente Hong Kong? será que os Britanicos teriam condições de impedir isto?
    A Inglaterra só fala grosso por aqui. Querer que uma Argentina nas condições atuais, tenha condições de enfrentar a mesma é brincadeira!!
    Nem o Brasil tem condições. Aliás, pode juntar todos sul americanos que não dão nem pro caldo, quanto mais, pro cha da tarde ingles!!

  20. Ronaldo 19 de fevereiro de 2010 at 11:49 #

    Mas é uma afronta histórica para a Argentina temos de concordar, imaginem uma ilha próxima da costa do Brasil como Fernando de Noronha pertencente a um país minúsculo do outro lado do mundo.
    Quem teria o direito por elas (se o mundo fosse um lugar justo), os que estão perto ou os que estão longe?

  21. Leonardo 19 de fevereiro de 2010 at 12:25 #

    Boa tarde a todos

    A única coisa em jogo é o orgulho mais do que ferido do povo argentino, que até tenha petróleo por lá, mas mesmo que as ilhas pertencessem à Argentina não estariam explorando. Eles já tem tantos problemas internos para resolver, para que criar mais um?

    Um abraço

  22. URSS 19 de fevereiro de 2010 at 12:58 #

    as malvinas sao terras britanicas, oficialmente estao sob o guarda chuva da NATO , caso a englaterra nao as conseguisse defender nao sei o q aconteceria, mas consigo imaginar!

  23. Galante 19 de fevereiro de 2010 at 13:03 #

    É bom lembrar que a Royal Navy não é mais a gloriosa de 1982, não tem mais tantos navios-aeródromo equipados e o Reino Unido está quebrado.

    Se a Argentina estivesse bem, poderia até arriscar tomar as ilhas à força de novo, porque dificilmente o Reino Unido conseguiria mobilizar a mesma frota de 1982.

  24. URSS 19 de fevereiro de 2010 at 13:10 #

    o caso de Gibraltar é bem mais escandaloso e nao vejo tal alarido por parte de Espanha

  25. Mahan 19 de fevereiro de 2010 at 15:31 #

    “Todos os navios”…só pode estar se referindo a navios argentinos, né?

  26. humberto 19 de fevereiro de 2010 at 16:21 #

    Caro Inquiridor,
    Caso a China invadisse Hong Kong, a importancia da mesma acabaria na mesma hora, pois existiria uma fulga de pessoas e riqueza, por isto negociaram a mesma (a Inglaterra sabia que era indefensável e a China sabia que terra arrasada não lhe serviria muito), ou seja, tiveram que ser pragmáticos, cada um cedeu e ambos acabaram ganhando.
    A questão das Falklands é mais por orgulho (tanto no sentido depreciativo como apreciativo) do que por interesses economicos ou estratégicos, creio que a diplomacia seja o caminho mais curto para conseguir resolver a situação e não bravatas.
    Creio que para a Inglaterra, Falklands é mais um problemão que outra coisa (não podemos nos esquecer que a Inglaterra está numa guerra de verdade e a situação financeira não está boa), quem tem problema sempre vai tentar ajeitar a batata quente desde que a coisa não seja ruim para ela..
    []

  27. Fábio Mayer 19 de fevereiro de 2010 at 16:21 #

    Vamos por partes:

    1. Quando os ingleses “invadiram” FNoronha, o Brasil era parceiro preferencial deles, ou, melhor dizendo, capacho deles desde a independência. Mas eles não ficaram em FNoronha mesmo com esse quadro.

    2. Os EUA usaram FNoronha com autorização do governo brasileiro, que em troca, recebeu equipamentos usados na guerra européia e no patrulhamento do Atlântico Sul, processo chamado “lend-lease”, do qual a Inglaterra também se beneficiou. E não existe informação de que os EUA tenham querido se apossar em definitivo de F.Noronha. Aliás, se quisessem se apossar de algo, ficariam com Natal, terra com base aérea deles, belas praias, belas mulheres e mais próxima da Europa.

    3. Os ingleses não invadiram as Falklands. Eles à colonizaram, até porque os argentinos não fizeram isso antes. Sempre digo que entregar as Falklands aos argentinos seria colocar em dúvida até os territórios brasileiros à oeste da linha de Tordesilhas, mais o Acre e parte de Rondônia, que foram reconhecidos como nossos em razão do princípio do “uti possidetis” de modo geral, a posse para quem possuiu e desenvolveu, ou seja, para quem colonizou. Imaginem a Bolívia requisitando o Acre de volta, alegando que ele foi trocado por um cavalo e que não valem mais os antigos conceitos diplomáticos territoriais?

    4. A Argentina, por sua vez, pode negar seus portos para a Inglaterra, atrapalhando a exploração econômica das Falklands. Mas isso é burrice, porque apenas lhe rouba receitas, negócios e mais do que isso, a põe em perigo de sanções comerciais.

    5. E militarmente, a Argentina não tem condições de discutir a questão. Não tem efetivos e equipamentos e não terá apoio da Europa e dos EUA, se entrar num conflito com a Inglaterra, vai acabar de vez com suas FFAA. Se a Argentina tivesse FFAA(s) bem preparadas e no estado da arte, teria condições dada a proximidade do local do conflito, mas trabalhando com sucata, isso é impossivel, mesmo com a Inglaterra a milhares de km.

    6. A Argentina poderia resolver a questão das Falklands. Bastaria entrar em acordo com a Inglaterra: encontraram petróleo lá? Simples, então tomem mão-de-obra, serviços e equipamentos argentinos. Isso desenvolveria a industria petrolifera argentina, traria dividendos ao país e não impediria os ingleses de ganhar sua parte.

    7. O que acontece é que as Malvinas são uma táboa de salvação política para os populistas eleitoreiros argentinos. Sempre que um governo de lá faz água, eles lembram da questão para fazer a população lembrar do assunto e tirar o ncionalismo e o patriotismo da gaveta. Os militares fizeram isso, Ménem fez isso, De la Ria só não fez porque não teve tempo, e agora, os Kirchner fazem, sabendo que reconquistar o território é tão impossível quanto inútil, a Argentina não tem uma Petrobrás e parceiros para explorar petróleo lá se ele existir, e não pode contar nem com a PDVSA, que está quebrada, apesar dos arrotos grossos de Hugo Chaves.

    8. O Brasil tem mais é que ficar quietinho no seu canto e não se meter, esta questão não é nossa. Negar a passagem e o reabstecimento de caças em nosso território até entendo, mas não altera em nada a questão, se eles não passarem por aqui, darão jeito de outra forma, e as ilhas serão guarnecidas por Typhoons do mesmo jeito. Se entrar nessa questão, vai dar outro vexame, porque o casal K faz água, a Argentina está em crise grave e não podemos ajudá-los nem econômica, nem militarmente além o que já fazemos. Ademais, em caso extremo, vai negar o acesso às Falklands como? Enviando o São Paulo e corvetas com canhões para combater mísseis de última geração das fragatas inglesas? Sem contar que só perde diplomatica e economicamente.

  28. Bernardo 19 de fevereiro de 2010 at 17:13 #

    Tenho pena dos hermanos……
    Até no futebol só restaram gritos…. hahaha

    Agora falando sério…. Quem dá ouvidos prum país capenga desses???
    O Brasil até tem um importância econômica, e não é legal nos enfrentar por pouca coisa, agora oq se tem a perder com os argenmtyinos???

  29. Filipa 22 de fevereiro de 2010 at 14:55 #

    Esta tudo muito explicito, o casal Kirchner é bichinho de estimação do tio Chavez e sentadinhos no colinho do bolivariano idiota escutam historinhas da carochinha.
    As Ilhas Falkland não estão dentro do mar territorial da Argentina, portanto é dos ingleses que lá estão e colonizaram a Ilha.
    Esta mais que evidente que para a miss botox Argentina este prato Malvinas é um prato cheio já que ser bolivarista consiste em ser nacionalista e idiotista.
    Eu concordo com a população das Ilhas Falkland, não suportam a ideia de serem argentinos, eu os entendo muito bem.
    FAAAAAA, FAAAAA, vão é caminhar. Bom vai ser ver os bolivarianus desaparecerem do mata para que a AL possa talvez encontrar o seu caminho.
    O Chile certamente seria um bom aliado britanico, o Brasil que se alie aos perebas sul americanos, pois tendo um presidente marionete o que dá cara ao partido populista do PT nada mais, quem governa é a figura malevola do MAG e este vai de joelhos até a Argentina se precisar, o homem é louco, desapareceram dois parafusos que mantinham o cerebro dele no lugar.

  30. R.Afonso 20 de julho de 2010 at 0:04 #

    Em minha opinião, o governo brasileiro, deve se preocupar mais com as questões internas, que ficar se preocupando com as questões internacionais que não nos diz respeito, inclusive abraçando causa de pais vizinho, quero dizer aquele vizinho que ninguém gostaria ter, não soma nada, depende daqui para vender seus produtos, inferior aos nossos, não gosta da gente mais ta sempre por aqui, e ai o nosso governo deixa de dar o apoio básico a uma potência, que poderá no futuro lembrar o incomoda decisão, que só atrapalha, mas não impede a conclusão, porque por que o fato de proibir o abastecimento de aeronave em nosso território não os impede de chegar ao destino

  31. Velho Huno 27 de outubro de 2010 at 6:17 #

    Bom mesmo que a GB estivesse em marte os argentinos não tinham como ganhar essa briga e outra se os caras devolvessem as ilhas podem certeza que a população em sua totalidade iria voltar para a inglaterra e aquilo voltaria a ser um pedaço de rocha gelada no meio do nada ou vcs tem alguma dúvida disso? entre ser argentino e ser inglês que dúvida cruel….hehehehe…

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