A foto feita ontem, mostra o navio-aeródromo da classe “Nimitz” USS Carl Vinson navegando rumo ao Brasil. O navio, que deve fazer escala no Rio de Janeiro, fará exercícios com a Marinha do Brasil, inclusive de toque e arremetida com os jatos AF-1 Skyhawk, do Esquadrão VF-1.
SAIBA MAIS:
O Comando do Primeiro Distrito Naval (SALVAMAR SUESTE) informa que por volta das 17h de ontem (18 de fevereiro) solicitou à Força Aérea Brasileira que uma aeronave investigasse a emissão de um sinal de emergência acionado pelo Navio Veleiro “Concórdia”, distante cerca de 300 milhas do litoral do Rio de Janeiro. Por volta das 20h, a aeronave localizou uma balsa salva-vidas com pessoas nas proximidades do local onde foi detectada aquela emissão.
O Navio Veleiro “Concórdia” pertencente à “West Island College International” do Canadá estava realizando a travessia de Recife para Montevidéu, tendo partido dia 08 de fevereiro com previsão de chegada dia 23 de fevereiro.
A MB enviou a Fragata Constituição com uma aeronave a bordo para dar prosseguimento nas buscas, com chegada prevista para às 13h. Além disso, foi determinado que três navios mercantes navegando naquela área marítima se dirigissem ao encontro da balsa. Participando da operação de resgate, também partiu do Rio de Janeiro, o Rebocador de Alto Mar Almirante Guillobel, com chegada prevista na madrugada do dia 20. A Fragata Liberal partirá do Rio de Janeiro às 09h. A FAB mantém uma aeronave Hercules, C-130 nas buscas.
Até o momento foram localizadas 03 balsas com aproximadamente 48 pessoas, que estão sendo resgatados pelo Navio Mercante “Hokuetsu Delight”. Os Navios Mercantes “Cristal Pionner” e “ SE Stao Knutsen” já chegaram na área.
Segundo um dos tripulantes que foi resgatado, durante a travessia o Navio Concórdia”, com cerca de 64 tripulantes, enfrentou fortes ventos, vindo a emborcar e naufragar. Também informou que ainda faltaria uma balsa, possivelmente com 16 pessoas, a ser localizada.
Informações sobre o Navio Veleiro e sua viagem podem ser encontradas no
site www.classafloat.com.
FONTE: Marinha do Brasil
As Malvinas, chamadas pelos britânicos de Falklands, são um arquipélago de dezenas de ilhas ao sul do Oceano Atlântico. O território pertence à Grã-Bretanha, e a grande maioria da população das ilhas é de origem britânica.
A Guerra das Malvinas de 1982 foi resultado de uma disputa territorial entre a Grã-Bretanha e a Argentina. Os argentinos reivindicam a soberania da região desde o século 19. Negociações para resolver a disputa política começaram em 1965, mas não deram resultados. Em 1982, o governo militar argentino resolveu tomar as ilhas à força, o que provocou a reação militar britânica.
História das Ilhas
Existe uma divergência quanto ao primeiro a descobrir a existência das ilhas. Segundo os ingleses, o primeiro navegador a aportar nas Malvinas foi John Davis a bordo da nau Desire. Segundo a versão argentina, foram os Espanhóis e os Portugueses os primeiros a chegarem.
- 1592 – Descoberta pelos britânicos
- 1690 – Primeiro desembarque
- 1764 – Primeira base francesa
- 1767 – Base francesa passa ao controle espanhol
- 1770 – Espanha expulsa colonos britânicos
- 1820 – Argentina recém-independente toma posse das ilhas
- 1831 – EUA declaram as ilhas “free of government”
- 1833 – Britânicos retomam a ilha da Argentina
A última ocupação das Malvinas pelos britânicos, em 1831/33, é considerada ilegal pelos argentinos em vista das ilhas terem sido tomadas pela força à Província de Buenos Aires.
Mas foi só a partir de 1964 que as discussões entre os dois países passaram a tomar corpo, provocadas por um cidadão argentino que pousou em Puerto Argentino num pequenino avião e fincou a bandeira argentina.
Os britânicos chamam a localidade Puerto Argentino de Port Stanley, da mesma forma que é comum se referirem à Guerra das Malvinas como Falklands Campaing. Desde então, os argentinos passaram a invocar a soberania sobre as ilhas nos foros internacionais, com ênfase no período de 1975 a 1977.
Em 2 de janeiro de1980, o governo britânico apresentou ao Parlamento uma moção de solução a exemplo de Hong Kong, pela qual a soberania seria cedida aos argentinos com arrendamento ao Reino Unido. Essa idéia, entretanto, foi duramente criticada pelos ilhéus das Malvinas – os chamados “kelpers” – que desejavam a soberania britânica.
Os britânicos sempre enfatizaram, como ponto fundamental nas negociações, que a vontade dos “kelpers” deveria prevalecer na decisão.
Ao final de março de 1982, o governo da Grã-Bretanha já possuía informações sobre a provável invasão argentina, a qual viria a tornar-se realidade em 2 de abril, a despeito do apelo pessoal do Presidente Ronald Reagan, dos Estados Unidos, em conversação telefônica com o Presidente argentino General Leopoldo Fortunato Galtieri, no sentido de evitar a ação armada.
A comunidade internacional criticou o uso da força, não só porque entendia ser uma agressão, como, também, porque existiam negociações diplomáticas em curso. Em decorrência, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas emitiu a Resolução 502, pela qual a Argentina deveria retirar, imediatamente, suas tropas e procurar a solução pacífica.
Os países do mundo desenvolvido ficaram do lado britânico. A decisão do governo norte-americano de apoiar o Reino Unido, nos aspectos militares, e de bloquear a ajuda à Argentina, no campo econômico e também militar, fortaleceu de maneira decisiva a posição britânica. Igualmente,a Comunidade Econômica Européia, ao resolver suspender o apoio militar e boicotar as importações de produtos argentinos, muito contribuiu para o enfraquecimento do seu esforço de guerra.
O cenário que antecedeu a guerra de 1982
A economia argentina, da mesma forma que a economia mundial, experimentava uma rigorosa crise em 1982. Os protestos do povo argentino contra o seu próprio governo, pela maneira como conduzia os problemas sociais, tornavam-se cada vez mais vigorosos nos dias que antecederam a invasão.
Com o bloqueio econômico dos Estados Unidos e da Comunidade Econômica Européia, o poder nacional da Argentina obviamente se debilitou nos primórdios do conflito, diminuindo em muito a possibilidade da nação conseguir sustentar uma guerra mais prolongada.
O governo britânico anunciou que a despeito dos gastos que a campanha viesse a despender, já existiam recursos no orçamento militar da Grã-Bretanha para cobri-los. Mesmo que isso não fosse rigorosamente verdadeiro, admite-se que a economia britânica teria fôlego suficiente para manter uma campanha não muito demorada contra um país em processo de desenvolvimento, como a Argentina.
O cenário militar
É necessário salientar dois pontos indispensáveis ao entendimento do cenário militar: as características geoestratégicas das ilhas e a comparação dos poderes combatentes, seja no aspecto quantitativo dos meios bélicos de cada país, seja no estado da arte tecnológica dos equipamentos utilizados.
Quanto à geografia da região, as Ilhas Malvinas estão situadas a cerca de 400 milhas a leste da extremidade sul do território continental argentino. Para efeitos de comparação, uma milha náutica equivale a 1.852 m. Aqueles que estão acostumados com o sistema métrico decimal terão uma boa idéia das distâncias envolvidas se considerarem que a milha vale, aproximadamente, 2 km.
As Malvinas ocupam uma posição bastante importante sob o ponto de vista estratégico. Ficam muito próximas da passagem do Cabo Horn, pela qual o Pacífico e o Atlântico Sul se unem, e permitem aos que as dominam um substancial grau de controle das vias de acesso à Antártica. A sua ocupação facilita a projeção do poder militar sobre a área marítima do Atlântico Sul, por onde passavam, no início da década de 80, 70% das mercadorias e bens de interesse dos Estados Unidos e dos países da Europa Ocidental em tempo de paz
A localização geográfica das Malvinas em relação aos territórios metropolitanos dos países em conflito parecia favorecer mais a Argentina, pela proximidade. Afastadas de quase 8 mil milhas do Reino Unido, permitiu uma pequena superioridade aérea inicial argentina, enquanto a Força-Tarefa britânica ainda se deslocava para o Teatro de Operações. Quando chegou nas proximidades das ilhas, a superioridade aérea britânica veio a prevalecer, já que os porta-aviões podiam operar entre 150 e 200 milhas das ilhas.
Mesmo assim, as distâncias envolvidas representavam uma desvantagem respeitável para os britânicos, particularmente sob o aspecto do apoio logístico, isto é, do fornecimento de sobressalentes, substituição de pessoal e material, reabastecimento de toda a ordem etc. Além disso, a aproximação do inverno antártico fazia prever a existência de freqüente mau tempo na área de operações, o que prejudicaria de forma mais intensa o desempenho dos meios de combate britânicos. Eles não tinham a alternativa de poder retirar as suas forças para um local abrigado, próximo e com boa estrutura de apoio, quando fosse necessário.
Ainda no contexto geográfico, a utilização das instalações norte-americanas na Ilha de Ascensão, afastadas de cerca de 3 mil e 800 milhas das Malvinas, foi importante no desfecho da guerra. De lá partiram os ataques dos aviões de bombardeio Vulcan ao aeroporto de Puerto Argentino e vieram os reforços dos 10 Harrier GR III que, reabastecendo-se no ar, incorporaram-se à Força-Tarefa. Formou-se uma corrente de quase 70 navios mercantes e auxiliares entre Ascensão e Malvinas, destacando-se navios-tanque, navios-transporte de tropas e de carga, navio-hospital, rebocadores e navios-oficina.
O Teatro de Operações
As condições de mau tempo e o conseqüente mar agitado iriam prejudicar, igualmente, o desempenho dos navios de superfície. Com relação às operações aéreas, entretanto, os argentinos levariam alguma vantagem, pois operariam os aviões partindo de aeroportos. Os britânicos, ao contrário, teriam que operar seus aviões decolando de conveses de vôo submetidos às más condições do mar. De um modo geral, os argentinos pareciam ser os menos prejudicados pelas influências negativas do clima reinante.
Quanto aos meios de combate – navais e aéreos – a Força-Tarefa britânica possuía 29 navios: 2 porta-aviões, 8 contratorpedeiros lançadores de mísseis guiados, 15 fragatas de emprego geral, 3 submarinos nucleares e 1 convencional. Os argentinos possuíam praticamente a metade, 14 navios: 1 porta-aviões, 2 contratorpedeiros lançadores de mísseis guiados tipo 42, 3 corvetas, 5 contratorpedeiros da Segunda Guerra Mundial de origem norte-americana e 3 submarinos convencionais. Dois desses submarinos eram alemães classe IKL-209, modernos, e o terceiro classe Guppy, de origem norte-americana e também da Segunda Guerra Mundial. Quantitativamente, portanto, o Reino Unido apresentava número superior de navios.
Com relação à dotação de aviões de caça e ataque à jato, os argentinos possuíam 12 da Aviação Naval e 59 da Força Aérea(71 no total), contra 20 Sea Harrier e 10 Harrier GR III dos britânicos (30 no total). Assim, os argentinos possuíam substancial superioridade numérica de aviões. Convém salientar que os Sea Harrier foram projetados para operarem de porta-aviões enquanto os Harrier GR III, baseados em terra, o foram para ataques a objetivos terrestres.
O estado da arte tecnológica dos navios, aviões e respectivos equipamentos sugeria haver superioridade britânica no que concerne à comparação de poderes combatentes navais e aéreos, a despeito do menor número de aviões.
O emprego do Poder Naval argentino na Operação Rosário
No dia 1º de abril de 1982, um Grupo de combate desembarcou do destróier ARA Santíssima Trinidad.
No dia 2 de abril, às 04:30 h, outro Grupo foi desembarcado por helicóptero do Transporte ARA Almte. Irizar. Ainda na madrugada do dia 2, um terceiro grupo foi desembarcado pelo Submarino ARA Santa Fé ao norte de Port Stanley.
A escalada
Realizada a invasão, ficou claro que os britânicos utilizariam o Poder Militar caso falhassem as tentativas para uma saída pacífica.
A Primeira Ministra Mrs. Margareth Thatcher anunciou o envio de uma força-tarefa em direção ao Atlântico Sul.
As primeiras unidades britânicas zarparam de seus portos no Mar do Norte no dia 5 de abril, apenas três dias depois da invasão.
O conflito durou 74 dias. Morreram em combate 649 argentinos e 255 britânicos. Três habitantes das ilhas morreram durante os bombardeios.
Misperception
A invasão das Malvinas pela Argentina pode ser um bom exemplo de misperception. A Junta Militar equivocou-se ao pensar que a Grã-Bretanha não optaria pela via militar para a recuperação das Ilhas. O descaso do governo inglês pelas Malvinas era apenas aparente, pois se os ingleses cedessem, outras possessões britânicas também poderiam ser contestadas.
O regime militar argentino entrou em colapso, e o país realizou eleições democráticas em 83. O plano do general Leopoldo Galtieri, presidente da Argentina, de ganhar apoio popular com a invasão, teve, no final, efeito inverso.
Do lado britânico, a vitória consolidou o governo da primeira-ministra Margaret Thatcher. Para a comunidade das ilhas, a guerra acabou trazendo efeitos positivos, já que a Grã-Bretanha renovou seu compromisso com o arquipélago e passou a investir no lugar.
Como está a situação diplomática hoje?
Argentina e Grã-Bretanha têm hoje boas relações diplomáticas. Os argentinos continuam a reivindicar a soberania das ilhas, mas os britânicos não aceitam negociar. Os habitantes das ilhas voltaram a aceitar a entrada de argentinos no lugar em 1999, mas a relação entre o arquipélago e o continente ainda é ruim.
Todas as 64 pessoas que estavam no veleiro Concórdia que naufragou na tarde de ontem (18) a cerca de 300 milhas náuticas (aproximadamente 550 km) do litoral do Rio de Janeiro já foram resgatados. As informações são do Comando do Primeiro Distrito Naval, do Rio de Janeiro.
A Fragata Constituição da Marinha Brasileira, que leva uma aeronave a bordo, deve chegar ao ponto do naufrágio às 13h de hoje. Navios mercantes que navegam naquela área marítima também estão seguindo para participar da operação.
A Marinha não informou a nacionalidade das vítimas do naufrágio, nem tampouco em que condições de saúde elas se encontram.
Segundo um dos tripulantes resgatado, durante a travessia o a embarcação enfrentou fortes ventos antes de naufragar.
A Marinha informa que por volta das 17h de ontem (18) solicitou à Força Aérea Brasileira que uma aeronave investigasse a emissão de um sinal de emergência acionado pelo navio. Por volta das 20h, a aeronave localizou uma balsa salvavidas com pessoas nas proximidades do local onde foi detectada aquela emissão.
O navio veleiro Concórdia, que pertencente à “West Island College International” do Canadá, estava realizando a travessia de Recife para Montevidéu, no Uruguai. A partida foi dia 08 de fevereiro e a previsão de chegada era o próximo dia 23.
FONTE: UOL Notícias COLABOROU: Osvaldo Antunes

O HMDS Absalon (L 16), que integra o Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG 1), resgatou a tripulação do navio MV Ariella, pertencente a empresa Splosna Plovba International Shipping and Chartering Ltd , em 5 de fevereiro, depois que o mesmo foi sequestrado por piratas no Golfo de Aden.
Vinte e cinco marinheiros estavam a bordo, quando o navio foi abordado por dois botes ocupado por piratas armados com AK-47.
O MV Ariella estava navegando dentro do Internationally Recommended Transit Corridor, sob a proteção de forças navais da coalizão, quando ocorreu o ataque.
Como os piratas tentaram tomar o controle do navio, um pedido de socorro foi emitido e recebido pela fragata indiana INS Tabar que, segundo a UE NAVFOR, transmitiu um alerta geral.
Um helicóptero Super Lynx Mk-90B foi lançado pela HMDS Absalon e disparou tiros de advertência, tendo os piratas revidado o fogo antes de fugirem rapidamente, abandonando o navio e seus tripulantes.
FONTE: JANES Colaborou: Osvaldo Antunes
O Jaguar M, a versão naval do jato de ataque SEPECAT Jaguar, foi testada a bordo do PA Clemenceau em 1970 e 1971, em três campanhas de pousos e decolagens.
Nos testes a aeronave revelou alguns defeitos graves para operar em navio-aeródromo e seriam necessárias muitas modificações para torná-la adequada a operar embarcada com segurança. Em 1973, a Marine Nationale cancelou o programa do Jaguar M.
Alguns dos defeitos relatados do Jaguar M que resultaram em seu cancelamento:
- Era mais pesado que a versão baseada em terra => performance reduzida
- Pouca potência
- Usava mais o afterburner => alcance menor
- Sistema de navegação primitivo
- Necessidade de fazer modificações no navio-aeródromo (catapultas mais longas, sistema de refrigeração à água nos defletores dos jatos e reforço no convoo)
- A aeronave sofreu danos estruturais devido à aceleração da catapulta
- Problemas de corrosão
Para aliviar os problemas foram sugeridas extensivas modificações, incluindo uma nova asa, novos motores e novo sistema de armas, que o transformariam em praticamente um novo avião e um programa de alto risco para apenas 100 aeronaves.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou nesta quinta-feira que seu país já fez “todos os preparativos necessários” para proteger sua soberania sobre as ilhas Malvinas (chamadas de Falklands pelos britânicos). As declarações foram feitas em meio ao aumento da tensão diplomática com a Argentina na disputa pelo controle das ilhas.
“Fizemos todas as preparações que são necessárias para garantir que as ilhas Malvinas estejam adequadamente protegidas”, disse o premiê. Apesar disso, Brown disse que não planeja o envio de um reforço militar à região e que espera que prevaleçam as “discussões sensatas” com a Argentina.
Um decreto do governo argentino na terça-feira determinou a exigência de que todos os barcos que transitarem entre o país e as Malvinas peçam autorização prévia às autoridades argentinas.
A medida foi anunciada após o governo britânico ter autorizado, no começo de fevereiro, o início da exploração de petróleo na região nesta semana. A disputa sobre as ilhas Malvinas, sob controle britânico desde 1833, já foi objeto de uma guerra em 1982, quando os argentinos foram derrotados após tentarem uma invasão.
Reforço
O Ministério da Defesa britânico negou relatos publicados pelo tabloide britânico “The Sun” de que estaria ordenando o envio de um reforço naval para as Malvinas. Em uma entrevista à BBC nesta quinta-feira, o deputado William Hague, ex-líder do Partido Conservador (oposição) e atual porta-voz do partido para assuntos de Defesa, defendeu em entrevista à BBC o aumento da presença naval britânica na região.
“Algum tipo de presença naval maior -pode ser somente um navio em visitas regulares–, este tipo de coisa mostraria claramente à Argentina -com quem, novamente, queremos manter relações amistosas- que estamos firmes em relação a isso”, disse Hague.
“Seria um sinal para que não interpretassem mal as intenções britânicas. Uma das coisas que deram errado nos anos 1980 foi que os argentinos acharam que nós não estávamos realmente comprometidos com as ilhas Falklands. Então, não podemos cometer o mesmo erro novamente. Nosso comprometimento deve ser muito claro”, afirmou.
O Ministério da Defesa britânico afirmou que não necessita aumentar sua presença na região por já contar com uma presença permanente que inclui quatro navios e mais de mil soldados estacionados nas ilhas. A presença britânica foi reforçada após a guerra de 1982, que resultou na morte de 649 soldados argentinos e de 255 britânicos.
Escalada
Para a especialista da BBC em questões de Defesa Caroline Wyatt, o governo britânico parece disposto a evitar uma escalada na disputa sobre a exploração de gás e petróleo no Atlântico Sul, apesar das medidas anunciadas pela Argentina na terça-feira.
O correspondente da BBC em Buenos Aires Andrew Harding diz que é difícil encontrar alguém na Argentina que acredite que haja algum risco de as Malvinas gerarem um novo conflito militar. Mas o vice-ministro das Relações Exteriores da Argentina, Victorio Taccetti, disse que seu país tomará “as medidas adequadas” para impedir a exploração do petróleo na região.
Antes de estabelecer o controle do tráfego naval para as ilhas, o governo argentino já havia ameaçado proibir as empresas que participassem da exploração de gás e petróleo nas águas do entorno do território de operar na Argentina. Apesar disso, a empresa britânica Desire Petroleum, que ganhou uma concessão para a exploração na região, afirmou que poderia iniciar as perfurações já na próxima semana.
Na semana passada, um navio levando equipamentos para perfuração foi interceptado pelas autoridades argentinas.
Grandes reservas
Geólogos dizem que o leito oceânico no entorno das Malvinas pode conter grandes reservas de gás e petróleo. No ano passado, a Argentina submeteu às Nações Unidas um pedido para o reconhecimento de soberania sobre uma vasta extensão do Atlântico Sul, baseado em pesquisas sobre a extensão da plataforma continental do país. O pedido aumentaria o território marítimo argentino em 1,7 milhão de quilômetros quadrados e incluía as ilhas controladas pelo Reino Unido. As águas no entorno das Malvinas são consideradas pelo Reino Unido como território britânico além-mar.
Nesta quinta-feira, um porta-voz do Ministério da Defesa britânico disse que o governo está “totalmente comprometido” com as ilhas Malvinas. O Ministério das Relações Exteriores britânico, por sua vez, disse que o Reino Unido e a Argentina são “parceiros importantes” em questões como a economia global e o combate às mudanças climáticas.
“E queremos, e já oferecemos, uma cooperação em questões relacionadas ao Atlântico Sul. Vamos trabalhar para desenvolver ainda mais este relacionamento”, afirmou um porta-voz.
FONTE: BBC Brasil, via Folha online
FOTO: Royal Navy (Marinha Real) – HMS York, destróier de defesa aérea Tipo 42, que no ano passado fez viagem ao Atlântico Sul, fazendo escala no Rio de Janeiro. O navio rendeu o HMS Gloucester (outro destróier Tipo 42) na patrulha da região austral, que inclui as Malvinas / Falklands. A matéria do jornal The Sun, citada no texto acima, era ilustrada por esta foto – mas vale lembrar mais uma vez que a presença naval britânica na região é constante.
VEJA MAIS:
Pela primeira vez o HMS Daring (D 32) e HMS Dauntless (D 33) navegaram juntos, lado a lado.
Tal fato ocorreu no dia 15.02, ao sul da ilha Wight, quando os dois destróieres de defesa aérea Type 45 partiram para simular a defesa a um importante navio de guerra.
O treinamento também consistiu em testar os equipamentos de comunicação dos navios, visando um treinamento operacional em alto mar a ser realizado ainda este ano.


SAIBA MAIS:
Volta e meia recebemos e-mails e comentários de leitores perguntando sobre o desenvolvimento de uma versão naval do AMX para emprego embarcado em navio-aeródromo.
Por mais que tenhamos esclarecido a questão em vários posts ela renasce. Pedimos então a ajuda dos leitores mais antigos, para darem sua opinião sobre a questão e esclarecerem os neófitos nesta dúvida que sempre renasce.
SAIBA MAIS:
Aproveitamos o feriadão para fazer manutenção nos sites da Trilogia Blog de Defesa. Sentiram a nossa falta?

























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