Página 1 de 512345

Seguem os últimos oito perfis de unidades que foram transferidas da U.S.Navy para marinhas aliadas. A principal diferença, que é fácil de ser notada, é a ausência das duas antenas de comunicação por satélites localizadas sobre o hangar e sobre o passadiço. Esse sistema de comunicações era de uso restrito e apenas algumas unidades navais de marinhas aliadas (França, Inglaterra e Japão) “vip” o possuíam.

Turquia

Akdeniz (F 257) – com CIWS Phalanx, superestrutura do hangar e principal juntas, ECM SLQ-32, sem a baleeira aberta, mastro treliçado maior e a proa alta.

Akdeniz F257 v1

Karadeniz (F 255) – unidade muito interessante pois ainda possuía a proa original. Comparar o mastro treliçado com o da Akdeniz. Notar o domo do SATCOM turco sobre o hangar.

Karadeniz F255 v1

Zafer (F 253) – a diferença mais notável em relação a Akdeniz e Karadeniz é a plataforma onde está instalada a antena do ECM SLQ-32. Notar a marcação das duas estações de recebimento de combustível do lado de boreste.

Zafer F253 v1

Egito

Damyat (961) – nada de especial na aparência que não tenha sido tratado em outros navios, vale apenas como registro da aparência do navio com a pintura local.

ENS Damyat 961 v1

Tailândia

Phutthayotfa Chulalok (461) – Vale pela pintura com a bandeira e o nome que soa bizarro. Para quem gosta de navio de verdade, ótimo exemplo!

Phutthayotfa Chulalok 461 v1

Grécia

Thrace (F 457) – uma das marinhas que mais usou material de segunda-mão da USN. Vale pela pintura, bandeira e callsign nas adriças.

Thrace F457 v1

Taiwan

Hwai Yang (937) – outro grande usuário de material ex-USN. Notar que o poste para recebimento de carga leve no convés de vôo é levantado.

Hwai Yang 937 v1

Lan Yang (935) – as diferenças em relação a Hwai Yang são o mastro treliçado, a plataforma do ECM SLQ-32,  e o indicativo de casco de baixa visibilidade.

Lan Yang 935 v1Em breve desenhos de outros navios e outras classes. Quem não gosta de navios pode brincar de videogame.

Tagged with:
 

Convoo do NAe ‘São Paulo’

A-12 convoo

A foto acima do NAe São Paulo atracado no AMRJ foi enviada pelo leitor Cadu Ferreira e mostra um helicóptero SH-3  e um jato A-4 Skyhawk usados para treinamento das equipes de convoo.

VEJA TAMBÉM:

Tagged with:
 

‘Desafio Poder Naval’ 3

Desafio Poder Naval 3

De que navio são os hélices que aparecem na foto?

Tagged with:
 

Cheonan sinking

A Coreia do Sul está investigando as causas do afundamento da corveta da classe “Pohang”, que foi à pique após explosão na popa.

O ataque por torpedo foi descartado inicialmente, pois os operadores de sonar não detectaram nada. Porém, uma mina naval ainda é cogitada como uma possível causa da explosão.

Embora tripulantes do navio tenham dito após o resgate que a explosão teria vindo de fora do navio, a foto abaixo levanta uma suspeita: um navio da mesma classe com duas calhas de cargas de profundidade Mk.9 na popa. Não se pode descartar que alguma delas tenha explodido, por algum motivo.

Observar também que o navio da classe “Pohang” possui uma grande concentração de armamento na popa. Existem dois reparos de canhões automáticos, um Breda Bofors duplo de 40mm e outro reparo Oto Melara de 76mm no convés da popa.

Os paióis de munição dessas armas também poderiam ter originado a explosão.

roks768

Tagged with:
 

Mais três perfis da classe “Knox”, agora com a nova proa com amurada para diminuir o embarque d água, já que esses navios eram a espinha dorsal das forças ASW da US Navy e operavam por todo o mundo, em especial em lugares com condições climáticas severas, como o Atlântico Norte, Pacífico Norte, Índico e Mar do Sul da China.

Ainsworth (FF 1090) – com Phalanx, superestrutura do hangar e principal juntas, ECM SLQ-32, baleeira aberta e proa alta.

USS Ainsworth FF-1090 v1

Joseph Hewes (FF 1078) – também nossa conhecida, líder de sub-classe, com proa alta. Aparência de 1986, quando esteve no Brasil, inclusive Santos (ultima visita de navios da UNITAS a cidade). Notar a cinta na proa de tamanho menor que a Ainsworth e outros navios que tiveram a amurada levantada.

USS Joseph Hewes FF-1078 v1

Truett (FF 1095) – com proa alta, mas sem armamento na popa, sem sistema de ECM, superestruturas do hangar e principal separadas e vedeta aberta, ou seja, na época representada pelo desenho, o navio havia recebido as modificações na proa, mas mantinha a aparência limpa, típica da primeira metade da década de 70.

USS Truett FF-1095 v1

No próximo post, as unidades transferidas para outras marinhas.

Tagged with:
 

Uma fragata para o Brasil?

SAMSUNG DIGITAL CAMERA

SAMSUNG DIGITAL CAMERAA fragata F-101 “Álvaro de Bázan” está este fim-de-semana em Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, Açores para uma pequena escala técnica. Excelente oportunidade para assistir à manobra de atracação, conhecer mais de perto este navio que tanto sucesso tem tido no mercado da exportação, mas também de tomar um café com o seu comandante, capitán-de-fragata Íñigo de la Puente.

Este navio, inicialmente integrado no desenvolvimento do projecto europeu NFR90, do qual tem no casco grandes influências, foi um enorme sucesso dos estaleiros espanhóis NAVANTIA. Para além dos cinco navios da armada espanhola, teve uma versão de exportação representada por cinco navios noruegueses da classe “Fridtjof Nansen” e ganhou recentemente um contrato para mais três navios para a marinha australiana, a futura classe “Hobart”.

A “Álvaro de Bázan” tem 146,7 metros de comprimento, desloca 6.260 tons e atinge um velocidade máxima de 28.6 nós impulsionada por dois veios accionados por uma instalação propulsora CODOG (Instalação combinada ou Diesel ou Turbina a Gás).

SAMSUNG DIGITAL CAMERA SAMSUNG DIGITAL CAMERA

Mas o que mais impressiona na F-101 é o seu sistema de armas edificado em torno dum sistema de combate norte-americano AEGIS apoiado no radar 3-D SPY-1D e constituido por 48 células de lançamento vertical para mísseis AA Standard SM-2 Block IV, AA RIM-7P ESSM ou de cruzeiro RGM-109 Tomahawk. Para além deste armamento ainda dispõe duma peça de 127mm Mk45, de 8 células de lançamento de Mísseis anti-navio RGM-84 Harpoon, bem como torpedos Mk46 e um helicóptero orgânico SH-60B Seahawk.

Tendo saído de Ferrol no princípio de Janeiro deste ano, a fragata espanhola leva já quase três meses de missão. No entretanto, procedeu ao disparo de 5 mísseis ESSM e à qualificação do sistema de combate em conjunto com duas “Arleigh Burke” da USNavy na zona de S. Diego, CA e prestou apoio no Haiti, onde se encontrou com o navio anfíbio espanhol “Castilla”. Depois de Ponta Delgada, a próxima escala será em “casa”, de novo na base naval de Ferrol.

Tagged with:
 

O VDS das ‘Knox’

Na imagem abaixo, o sonar de profundidade variável (VDS) SQS-35  de uma fragata classe “Knox” sendo preparado para lançamento.

O sonar rebocado permite às escoltas que o possuem vasculhar as camadas de água de temperaturas diferentes, que desviam os feixes do sonar de casco dos navios. Nessas camadas, os submarinos ficam ocultos e só podem ser detectados por um VDS, um sonar de helicóptero ou de outro submarino que esteja dentro da camada.

A Marinha do Brasil já teve dois sonares rebocados nas fragatas “Niterói” e “Defensora”, que depois foram removidos.

vdsknox

COMO FUNCIONA O SONAR?

Tagged with:
 

Desenhos da classe ‘Knox’
– parte 2

Nessa sequência, quatro perfis da classe “Knox” nos seus primeiros tempos (clique nas imagens para ampliar). Todos ainda como (DE), contratorpedeiros de escolta, antes de serem reclassificados como fragatas (FF), em 1975.

Francis Hammond (FF 1067) – ainda com proa baixa, usando ECM ULQ-6, vedeta/baleeira coberta, hangar e convôo ampliado para os bordos, antenas de comunicação por satélite  a vante do passadiço e sobre o hangar e lançador do BPMDS Sea Sparrow na popa, com a respectiva diretora sobre o hangar.

USS Francis Hammond FF-1067 v1

Jessé L. Brown (FF 1089) – a “famosa”, com a aparência de 1983, quando esteve em Santos e no Rio, em sua 2ª UNITAS. Pequenas diferenças em relação ao desenho anterior, com destaque para a ausência do BPMDS Sea Sparrow na popa e sistemas correlatos, mas com destaque para uma modificação interessante, a menor distância entre o bloco de superestrutura de vante e o bloco do hangar. Notar o brasão do navio na lateral e uma das marcas da estação de TOM.

USS Jesse L.Brown FF-1089 v1

Pharris (FF 1094) – outra veterana de UNITAS e uma das poucas de nome “curto” que apreciamos. As principais diferenças com relação às anteriores são: a vedeta/baleeira aberta, CIWS Mk-15 Phalanx na popa e a presença do sistema de CME SLQ-32, que substituiu o ULQ-6. Notar a profusão de prêmios na asa do passadiço.

USS Pharris FF-1094 v1

W.S. Sims (FF 1059) – para os “santistas” mais íntimos, “William S. Sins”. Esse tem como maiores diferenças o mastro treliçado de formato diferente e o hangar telescópico aberto sobre o convôo. Para os mais novos que não conheceram os navios: as “Knox” foram adaptadas para receber os SH-2 Sea Sprite, nem o convôo original nem o ampliado, muito menos o hangar eram capazes de receber a aeronave, que não era muito grande em comprimento, mas era alta.

USS W.S.Sims FF-1059 v1

Resposta do teste do post anterior:

O leitor Molleri acertou parcialmente. Nossos CTs usavam MAGE da séries WLR-1 e WLR-3 e o ECM ULQ-6 estava presente no Espírito Santo (D 38),  Marcílio Dias (D 25) e Mariz e Barros (D 26). Os quatro Pará (Garcia) também tinham o ULQ-6.

Tagged with:
 

Cenário naval entre as Coreias

Cenário Naval entre as Coreias

Foto de 31 de março de 2009, mostrando um navio patrulha da Coreia do Norte entre pesqueiros. A imagem denota o grau de dificuldade em separar o que é alvo e o que é pesqueiro na área onde a corveta foi afundada, principalmente à noite e com o mascaramento da costa.

Tagged with:
 

Proa da Chonan aparecendo ainda na água, após seu afundamento

vinheta-clipping-navalNavios e aeronaves continuam a procurar sobreviventes nas águas geladas entre as duas Coreias, mas a esperança de encontrar sobreviventes fica cada vez mais remota. A tragédia ocorreu perto da tensa borda do Mar Amarelo, a cerca de 2 Km da ilha sul-coreana de Baekryongdo, que foi palco de outros embates sangrentos entre as duas marinhas, em 1999 e 2002.

O capitão Choi Won-Il, comandante da corveta classe “Pohang” afundada, disse aos parentes dos desaparecidos que o navio foi partido ao meio e afundou.

Ele disse que estava em sua cabine revisando um plano de operação quando ouviu o som de uma explosão e o navio se inclinou para boreste. O capitão ficou preso dentro de sua cabine por cinco minutos, até que outros militares conseguiram quebrar a janela e tirá-lo de lá. Quando o comandante saiu, a popa do navio já tinha desaparecido.

Proa da Chonan aparecendo ainda na água, após seu afundamento 2

O Joint Chief of Staff (JCS) da ROK Navy disse que resgatou 58 marinheiros, mas 46 ainda estavam desaparecidos até a manhã deste sábado. 13 militares estão feridos, mas em condição estável.

Foi dito também que muitos dos desaparecidos ficaram presos dentro do navio, segundo um membro do JCS.

Uma equipe de 18 mergulhadores da Marinha teve que adiar uma busca na parte do casco que ficou emborcada, por causa do tamanho das ondas e da escuridão.

O ministro da defesa Kim Tae-Young disse que imagens feitas indicam que o navio partiu-se ao meio, mas ainda não se pode dizer qual a causa exata.

A corveta Cheonan levava a bordo mísseis, torpedos e outras munições, mas de acordo com sobreviventes, a explosão teria vindo de fora.

A possibilidade de que o navio tenha sido atacado está sendo investigada. Os militares sul-coreanos disseram que não detectaram nenhuma atividade anormal nos movimentos do lado norte-coreano.

O JCS afirmou que os militares estão muito cautelosos em apontar o dedo para a Coreia do Norte no momento.

Em novembro passado, as marinhas das duas Coreias trocaram tiros e um navio patrulha norte-coreano se retirou em chamas.

As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, após o conflito de 1950-1953.  O lado Norte se recusa  a aceitar a fronteira marítima imposta pelas Nações Unidas após o conflito. Os norte-coreanos querem que a linha seja empurrada mais para o Sul.

ROK Navy procura por desaparecidos - Foto AP

FONTE: Reuters

Tagged with:
 

Um velho torpedeiro da Coreia do Norte da classe P-6 pode ter afundado a corveta da classe “Pohang” da Coreia do Sul. Outras possibilidades são o choque com uma mina ou acidente.

P-6

Tagged with:
 

HMS ‘York’ nas Malvinas

HMS York nas Malvinas

O destróier Type 42 da Marinha Real enfrentando o mar das Malvinas. O navio está há 25 anos em operação.

Tagged with:
 

SIMBAD-RC: velho conhecido da MB, agora controlado remotamente

simbad_rc - imagem MBDA

Na ilustração acima, da MBDA, vê-se o novo sistema lançador de mísseis superfície-ar de curto-alcance Mistral para navios, o SIMBAD-RC, controlado remotamente. Segundo a empresa, o sistema proporciona capacidade de defesa contra uma ampla gama de ameaças , de aeronaves de combate e mísseis antinavio a pequenos barcos.

O sistema se diferencia dos reparos SIMBAD já operados pela Marinha do Brasil no NAel Minas Gerais (A11) e reinstalados no NAe São Paulo (A12), por ser controlado remotamente, sem necessitar de um tripulante guarnecendo a arma. A MBDA informa que o SIMBAD-RC foi desenvolvido para atender aos mais recentes requerimentos de marinhas que operam tanto em áreas litorâneas quanto oceânicas, especialmente voltado para navios com pequena tripulação ou designs modernos que buscam características furtivas e de alta velocidade.

O lançador comporta dois mísseis Mistral 2, do tipo “dispare e esqueça”, podendo ser o sistema de defesa aérea primário para Navios Patrulha de alta velocidade, navios de apoio ou mesmo complementar os sistemas principais de defesa aérea de navios de primeira linha, como fragatas e destróieres.

Um único tripulante, guarnecendo um terminal compacto dentro do navio, pode  operar dois lançacores SIMBAD-RC, sem se expor aos elementos, o que proporciona disponibilidade em qualquer condição de tempo e de mar. A configuração básica do sistema é de um ou dois reparos giro-estabilizados equipados com uma câmera termal e uma câmera com largo campo de visão (este um opcional para uso sob a luz do dia).

Segundo a MBDA, o carregamento dos mísseis é fácil e rápido. O engajamento também: após o lançamento de um míssil, o disparo seguinte pode ser feito em menos de cinco segundos. Além disso, o reparo pode ser conectado de forma dedicada (slaved, ou “escravizado”) ao radar do navio ou seu sistema eletro-óptico. Para operadores do SIMBAD original, há a vantagem de que o novo sistema tem as mesmas interfaces mecânicas.

Sobre o míssil Mistral 2, a empresa destaca que a avançada cabeça de busca IR (infravermelho) foi desenvolvida para defender contra ataques de saturação por parte de mísseis manobráveis ou aeronaves. O Mistral já é operado / encomendado por aproximadamente 30 países, com taxa de sucesso em testes operacionais acima de 90%.

FONTE / IMAGEM: MBDA

NOTA DO BLOG: embora o emprego do sistema faça mais sentido em navios menores ou de apoio, como diz o texto da MBDA, ou mesmo como segunda linha de defesa aérea em navios mais sofisticados, é fato que a Marinha do Brasil já utiliza e tem experiência com a versão anterior, seja nos reparos que hoje estão no A12, seja nas versões que equipam os Fuzileiros Navais.

Por outro lado, foi incorporada recentemente a corveta Barroso (V34), que em pleno século XXI destoa de navios de seu porte em outras marinhas (e levando-se em consideração suas possibilidades de emprego, assim como a pequena quantidade de escoltas da MB) por não ter nenhum sistema de mísseis antiaéreos instalados: a Barroso confia sua defesa contra mísseis e aeronaves a dois armamentos de tubo, um de alta cadência de tiro (o Trinity Bofors, de 40mm) e outro de baixa cadência (o velho conhecido Mk8, de 114 mm).

Como a incorporação de outros sistemas de mísseis superfície-ar mais sofisticados na corveta demandariam modificações extensas, este sistema e outros similares poderiam ser uma solução para aumentar a capacidade de defesa do navio, mesmo levando-se em consideração o curto alcance dos mísseis Mistral, similar ao do canhão de 40mm. A diferença seria a capacidade de engajar com mais efetividade múltiplas ameaças, vindas de mais de uma direção, dificultando a tarefa para um eventual atacante.

E você, o que acha? Indo além e olhando a foto e as ilustrações abaixo, em que local do navio, com um mínimo aceitável de interferência / realocação de outros equipamentos, um par de reparos similares ao do topo desta matéria poderiam ser instalados na Barroso? (Foto MB e ilustrações Alexandre Galante)

Cv-Barroso-V34

v34 popa - imagem 3D Alexandre Galante

v34 proa - imagem 3D Alexandre Galante

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

Chonan

vinheta-clipping-navalUm navio sul-coreano com 104 pessoas a bordo afundou hoje perto da fronteira marítima do país com a Coreia do Norte. O naufrágio ocorreu após uma explosão não identificada na popa da embarcação da Marinha, segundo militares sul-coreanos. O governo de Seul convocou uma reunião emergencial de segurança, mas um porta-voz presidencial disse que ainda não está claro se o naufrágio foi resultado de alguma ação da Coreia do Norte.

Uma embarcação sul-coreana havia disparado contra um objeto não identificado, mas posteriormente concluiu-se que se tratava de uma revoada de pássaros, segundo o comando militar da Coreia do Sul. A embarcação de 1.200 toneladas, chamada Cheonan (PCC-772, classe “Pohang”), naufragou entre as 21h e as 22h (hora local), perto da ilha de Baengnyeong, no Mar Amarelo. Há uma operação de resgate em andamento. Um porta-voz militar informou que 58 tripulantes já foram resgatados.

“Por ora, não está certo que a Coreia do Norte esteja relacionada” com o incidente, afirmou um porta-voz do presidente Lee Myung-Bak. “Descobrir a verdade é importante, mas salvar nossos marinheiros é mais importante”, afirmou Lee Myung-Bak, segundo seu funcionário.

Uma fonte do governo, citada pela agência de notícias Yonhap, afirmou que funcionários investigavam as possíveis causas do naufrágio. Entre elas estavam um suposto ataque da Coreia do Norte com um torpedo lançado por um barco, uma mina norte-coreana ou a explosão de munições que estavam na própria embarcação.

A emissora YTN, citando um funcionário do escritório presidencial não identificado, afirmou que a embarcação estava bem ao sul da fronteira, onde seria improvável a presença de navios norte-coreanos. Os militares da Coreia do Sul afirmaram que não havia movimentações militares fora do comum na Coreia do Norte e na zona de fronteira marítima onde houve confrontos navais com mortes em 1999 e 2002. As informações são da Dow Jones.

FONTE: Estadão

NOTA DO EDITOR: o navio afundado é uma corveta da classe “Pohang”, que foi oferecida ao Brasil dentro da proposta de venda dos destróieres KDX-2.

SAIBA MAIS:

Type 26: a substituta da Type 22 e 23

Type 26 - ilustração BAE Systems

BAE System começa a desenvolver a nova geração de navios de guerra da Royal Navy

Nesta sexta-feira, 25 de março, a BAE Systems informou que recebeu do Ministério da Defesa britânico um contrato de 4 anos para avançar no programa da nova geração de navios de combate da Royal Navy (Marinha Real). O valor do contrato é de 127 milhões de libras.

O anúncio veio ao mesmo tempo que a Royal Navy revelou que os primeiros navios criados sob a égide do programa Future Surface Combatant serão conhecidos como Type 26.

Projetadas para substituir as fragatas Type 22 e Type 23, as Type 26 terão uma capacidade versátil a um custo acessível e poderão ser facilmente atualizadas ao longo de sua vida útil, para manterem sua capacidade militar.

Sob o contrato, a BAe vai trabalhar com uma equipe do MoD para avaliar as opções de projeto do conceito inicial, a fim de desenvolver especificações detalhadas para a construção.

Segundo o almirante Sir Mark Stanhope, First Sea Lord da Royal Navy, as Type 26 serão a espinha dorsal da RN, ao lado dos destróieres Type 45. São navios que poderão operar através de um amplo espectro de missões.

A Type 26 é a primeira de duas classes de navios que serão construídos sob o programa Future Surface Combatant, com capacidade melhorada para guerra antissubmarino (ASW) e resposta mais ágil para uma vasta gama de ameaças.

Ambas as classes serão projetadas com potencial para exportação, visando a redução de custos de desenvolvimento e de custo por unidade, beneficiando o MoD e os contribuintes.

O primeiro navio da nova classe deve entrar em serviço no começo da próxima década e por volta de 2030, metade do pessoal da linha de frente da Royal Navy estará operando a bordo de uma Type 26 ou da segunda variante, que será desenvolvida neste programa.

Type 26 concept

FONTE / ILUSTRAÇÃO: BAE Systems

Tagged with:
 

Astute

A BAE Systems recebeu a autorização para começar a construção do quinto submarino da classe “Astute” e iniciar o processo de aquisição da sexta unidade.

A notícia acompanha a afirmacão feita pelo Secretário do Estado para a Defesa, Bob Ainsworth, na qual ele sublinhou o apoio do governo na continuação do Programa Astute.

O primeiro submarino de ataque da classe encontra-se em provas de mar, o segundo deve ser lançado ainda este ano e a terceira e quarta unidades estão em estado avançado de construção.

O governo comprometeu-se contratualmente para iniciar a construção do quinto submarino e as atividades de aquisição associadas ao sexto casco, num custo total de £300 milhões (R$ 800 milhões). O comprometimento do governo garante a consitência do trabalho para indústria de submarinos do Reino Unido.

Os submarinos da classe “Astute” de 7.400t vão substituir os submarinos da classe “Swiftsure” e “Trafalgar”, que entraram em serviço nas décadas de 1970 e 1980, respectivamente.

Tagged with:
 

Desenhos da classe ‘Knox’ – parte 1

Nessa sequência, três perfis da classe “Knox” nos seus primeiros tempos (clique nas imagens para ampliar). Todos ainda como (DE), contratorpedeiros de escolta, antes de serem reclassificados como fragatas (FF), em 1975.

USS Harold E. Holt DE-1074 v1

Harold E. Holt (DE 1074) – sem armamento na popa, configurado para operar DASH com o convôo mais estreito sem chegar ao costado do navio, sem CME, proa baixa.

USS Patterson DE-1061 v1

Patterson (DE 1061) – semelhante ao anterior mas apresentando o callsign nas adriças, brasão do navio e placa com o nome.

USS Whipple DE-1062 v1

Whipple (DE 1062) – as diferenças em relação aos anteriores são a presença do BPMDS Sea Sparrow na popa, CME ULQ-6 nos bordos da chaminé, “Echo” gigante vermelho, simbolizando a eficiência em máquinas (tipico dos anos 70); “Echo” verde de eficiência no Depto de Operações e “Echo” branco sombreado, simbolizando o navio mais eficiente (maior número de departamentos e divisões premiados) dentro do seu esquadrão no ano anterior. Quem ganha esse “Echo” de Eficiência em Combate por cinco anos consecutivos pode ostentar um “Echo” dourado.

Os navios da classe “Knox”

Nome Nr Base Situação Atual
USS Knox FF 1052 Long Beach / CA Usado como alvo no Pacífico
USS Roark FF 1053 San Francisco / CA Vendido como sucata
USS Gray FF 1054 San Francisco / CA Vendido como sucata
USS Hepburn FF 1055 San Diego / CA Usado como alvo no Pacífico
USS Connole FF 1056 Newport / RI Vendido – Grécia
USS Rathburne FF 1057 Pearl Harbor / HI Usado como alvo no Pacífico
USS Meyerkord FF 1058 San Diego / CA Vendido como sucata
USS W.S.Sims FF 1059 Mayport / FL Vendido – Turquia
USS Lang FF 1060 San Francisco / CA Vendido como sucata
USS Patterson FF 1061 Philadelphia / PA Vendido como sucata
USS Whipple FF 1062 Pearl Harbor / HI Vendido – México
USS Reasoner FF 1063 San Diego / CA Vendido – Turquia
USS Lockwood FF 1064 Long Beach / CA Vendido como sucata
USS Stein FF 1065 San Diego / CA Vendido – México
USS Marvin Shields FF 1066 San Diego / CA Vendido – México
USS Francis Hammond FF 1067 Long Beach / CA Vendido como sucata
USS Vreeland FF 1068 Norfolk / VA Vendido – Grécia
USS Bagley FF 1069 San Diego / CA Vendido como sucata
USS Downes FF 1070 San Diego / CA Usado como alvo no Pacífico
USS Badger FF 1071 Pearl Harbor / HI Usado como alvo no Pacífico
USS Blakely FF 1072 Charleston / SC Vendido como sucata
USS Robert E. Peary FF 1073 Pearl Harbor / HI Vendido – Taiwan
USS Harold E. Holt FF 1074 Pearl Harbor / HI Usado como alvo no Pacífico
USS Trippe FF 1075 Newport / RI Vendido – Grécia
USS Fanning FF 1076 San Diego / CA Vendido – Turquia
USS Ouellet FF 1077 Pearl Harbor / HI Vendido – Tailândia
USS Joseph Hewes FF 1078 Charleston / SC Vendido – Taiwan
USS Bowen FF 1079 Norfolk / VA Vendido – Turquia
USS Paul FF 1080 Mayport / FL Vendido – Turquia
USS Aylwin FF 1081 Newport / RI Vendido – Taiwan
USS Elmer Montgomery FF 1082 Mayport / FL Vendido – Turquia
USS Cook FF 1083 San Diego / CA Vendido – Taiwan
USS McCandless FF 1084 San Diego / CA Vendido – Turquia
USS Donald B. Beary FF 1085 Norfolk / VA Vendido – Turquia
USS Brewton FF 1086 Pearl Harbor / HI Vendido – Taiwan
USS Kirk FF 1087 Long Beach / CA Vendido – Taiwan
USS Barbey FF 1088 San Diego / CA Vendido – Taiwan
USS Jesse L. Brown FF 1089 Charleston / SC Vendido – Egito
USS Ainsworth FF 1090 Norfolk / VA Vendido – Turquia
USS Miller FF 1091 Newport / RI Vendido – Turquia
USS Thomas C. Hart FF 1092 Norfolk / VA Vendido – Turquia
USS Capodanno FF 1093 Newport / RI Vendido – Turquia
USS Pharris FF 1094 Norfolk / VA Vendido – México
USS Truett FF 1095 Norfolk / VA Vendido – Tailândia
USS Valdez FF 1096 Newport / RI Vendido – Taiwan
USS Moinester FF 1097 Norfolk / VA Vendido – Egito

Teste seus conhecimentos:

  • O que era o sistema ULQ-6?
  • Quais foram os CTs da MB que tiveram esse sistema?

TABELA: Franz Neeracher / ARTE: J. Silva

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

FPB 01

A Marinha portuguesa comemorou no passado dia 22 de Março o 80º aniversário de entrada ao serviço do Farol da Ponta da Barca nos Açores.

Os faróis da costa de Portugal, são conduzidos e mantidos pela Marinha, através das Capitanias e com o precioso apoio duma direcção técnica, a Direcção de Faróis.

Para operar os faróis, a Marinha dispõe dum quadro de pessoal militarizado, os faroleiros, cuja formação decorre sob a direcção da Escola de Autoridade Marítima.

O Farol da Ponta da Barca está edificado numa ponta da costa NE da ilha Graciosa, no meio de várias pequenas baías de lava e bagacina vermelha, numa paisagem ao mesmo tempo agreste e bela que inclui uma formação rochosa em forma de cetáceo, o ilhéu da Baleia.

No alto da sua torre de 23mts, a mais alta dos faróis dos Açores, acende-se uma luz que amplificada por uma óptica de Fresnel de 2ªordem, alcança cerca de 20 milhas náuticas.

FPB 02

FPB 03

Página 1 de 512345