Royal Navy: depois de seis anos, um novo ‘Triunfo’

HMS Triumph após refit - foto RN

Renovado e mais poderoso, após um período de manutenção de seis anos, o submarino nuclear de ataque HMS Triumph volta ao mar

A Marinha Real  (Royal Navy) informou que o submarino nuclear de ataque HMS Triumph voltou ao mar para provas, (que deverão durar três meses) após um período de manutenção e reabastecimento que durou seis anos, realizado em parceria com a Babcock.

Segundo a Marinha Real, entre as melhorias implementadas incluem-se a instalação do mais recente sistema de sonar e de um novo sistema de comando e controle, além da modernização no sistema de mísseis de cruzeiro Tomahawk. Uma nova rede de computador em figra óptica foi instalada, assim como um sistema melhorado de comunicações via satélite. Instalou-se também uma bomba adicional para esvaziamento mais rápido dos tanques de lastro, assim como realizou-se diversas outras melhorias nas capacidades de segurança e combate a incêndios.

O custo dos trabalhos foi de aproximadamente 300 milhões de libras (por volta de 800 milhões de reais), envolvendo 1.000 pessoas e totalizando 2,75 milhões de horas-homem.  Segundo o informe, trata-se do último período de manutenção e reabastecimento realizado por um submarino da classe Trafalgar, da qual o Triunph é o último dos sete construídos (comissionamento em outubro de 1991).

Características da classe Trafalgar:

  • Deslocamento submerso: 5.200 toneladas
  • Comprimento: 85,4 m
  • Boca: 9,8 m
  • Tripulação: 130
  • Armamento: 5 tubos capazes de disparar torpedos Spearfish e mísseis Tomahawk.

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FONTE / FOTOS: Royal Navy

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COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

15 Comentários to “Royal Navy: depois de seis anos, um novo ‘Triunfo’”

  1. rogerio disse:

    Não sabia que um submarino nuclear poderia ser menor 100 comprimento

  2. Galileu disse:

    CARACA 6 anos!!….e eu que achei que o OPALÃO ta demorando….

    Uma pergunta para o pessoal ou editores do site:

    Porque os valores referentes a armas no exterior parece custar tão menos quando se compararmos com aquisições aqui no brasil, vou dar um ex: gastaram 300 milhões de libras nessa manutenção do Triumph, enquanto se fosse algo parecido aqui em convertecemos em libras tambem daria um valor bem maior, isso é impressão minha ou realmente aqui tudo é mais caro, ou os caras de lá “MAQUEIAM” o valor????

    Favor responder essa dúvida

    abraço

  3. Dalton disse:

    6 anos ?

    Os trabalhos tiveram inicio em meados de 2005 e terminaram em fins de 2009, portanto está mais proximo de 4 anos do que 6 mas mesmo assim levou o dobro do mesmo procedimento que os primeiros submarinos da classe americana Los Angeles tiveram que passar e o custo também acabou saindo o dobro.

    A razão do atraso parece ter sido que outro submarino, um SSBN,
    o HMS Victorious dividiu durante um tempo a atenção, pois também estava passando por reabastecimento e modernização…e ter 2 submarinos passando por tão intenso trabalho ao mesmo tempo é um desafio muito grande para as marinhas, excetuando-se a marinha americana que conta com maiores recursos e números maiores de submarinos.

  4. Rogério disse:

    rogerio em 16 mar, 2010 às 18:05

    É xará os subs franceses da classe Rubis são menores ainda 72m de comprimento e 2.600 ton de deslocamento submerso.

    []s

  5. Rafael disse:

    O submarino é lindo, o porto é lindo, e a paisagem é linda. Mesmo não tendo o mesmo poder da epoca imperial, a marinha inglesa é incrivel, seja por profissionalismo, tecnologia e principalmente historia, começando com Lorde Nelson

  6. humberto disse:

    Caro Galileu,
    Não entendi bem a sua dúvida, se tiver entendido errado me desculpe.
    Usaram Libra pois é a moeda local deles, ou seja, os contribuintes Britanicos vão ter uma noção melhor do valor gasto dos seus impostos, nada de maquiar algo (dizem que os militares chineses são expert neste assunto).
    Existe muita confusão nos preços de equipamentos adquiridos pelo Brasil e por um outro pais, por exemplo, o SeaHawk que a MB deseja. O valor pago aqui é muito superior ao da USNAVY por exemplo, pois como é o lote inicial, no valor pago, acaba sendo embutido além do heli, treinamento dos tripulantes, do pessoal do suporte, como é a primeira compra, existe a necessidade de adquirir toda uma bancada, material de suporte (como manuais), ferramental especifico, viagens, transporte, seguro etc etc, tudo isto ajuda para encarecer o produto final.
    O nosso SubNuc vai ser bem mais caro que a dos Britanicos pois vai estar embutido todo um ciclo de desenvolvimento e testes, sem contar o problema de escala (vc construir um molde somente para uma peça é um preço, vc aproveitar o mesmo molde para várias peças otimiza os custos) no qual existe a TENDENCIA de baixar e bem os outros de uma série.
    Em tese, se tivermos nas mesmas condições que os Britanicos ou Franceses, o mesmo produto fabricado no Brasil iria acabar saindo mais em conta (principalmente pelo custo da mão de obra) que lá.
    Abraço
    Humberto
    PS é um saco ter que ficar traduzir um texto e ficar convertendo as moedas.. acredite em mim..hehehehe

  7. caravlhomtts disse:

    Eta servicinho mole este,em 6 anos trabalharam 2.750.000 horas e ainda ganharam em libras,o inveja,tenho que arrumar uma boquinha destas.
    Brincadeiras a parte,a troca de combustível deve ser muito complicado mesmo.
    será que alguém poderia dizer,deste tempo todo de docagem do subnuc,qual o tempo relativo a troca de combustível e mais os reatores ingleses são parecidos com os dos americanos ou são totalmente diferentes.
    abraço a todos.

  8. Dalton disse:

    O tempo normal médio para modernização e reabastecimento é de 2 anos e meio…o reabastecimento em si, leva bem menos, não sei quanto, mas aproveita-se o reabastecimento para se fazer uma grande modernização seja nos sensores, ou mesmo habitabilidade.

    Os submarinos classe Trafalgar, possuem o reator PWR-1(pressurized water reactor) derivado do americano S5W da westinghouse que equipou
    os submarinos americanos anteriores a classe Los Angeles.

    O reator britanico foi projetado para funcionar durante os primeiros 12 anos do submarino, sendo reabastecido durante uma grande modernização de meia vida de cerca de 2 anos, para então
    o submarino servir por outros 12 anos, o que daria uma vida de
    25/26 anos.

    Os primeiros 31 submarinos americanos da classe Los Angeles recebiam o reabastecimento após cerca de 16 anos de serviço, quando então passavam pelo reabastecimento e modernização, cerca de 2 anos,
    servindo por outros 15 anos, uma vida de 32/33 anos.

    Os ultimos 31 da classe não precisam de reabastecimento graças a melhorias introduzidas no reator S6G, mas obrigatoriamente precisam passar por uma modernização de meia vida.

    Os novos Virginias também não precisarão de reabastecimento em sua vida de 30 ou mais anos sendo os novos reatores S9G menos sensiveis a corrosão além de serem de tamanho e peso menor.

    sds

  9. Leonardo disse:

    Dalton,

    Como sei que vc é um dos mestres da blog naval, vou explorá-lo um pouco rsrsrsrs

    Tem idéia de mais quanto tempo a USN irá operar os Los Angeles remanescentes até a completa substituição para os da classe Virginia?

    Outra pergunta é que segundo esquema apresentado do nosso sub-nuclear, o reator não irá acionar diretamente o hélice, ao que parece irá alimentar um motor elétrico, e este sim acionará o eixo, o que deve torná-lo extremamente silencioso, tal recurso é utilizado pelos Virginias?

    Um abraço amigo.

  10. A marinha inglesa tem permanecido atuante, pois sua política sempre foi globalizada, desde os tempos que era a Rainha dos Mares, título que se encerrou na II GM com a entrada em evidëncia dos EUA, como maior potência naval. Entretanto esta não deixou sua estratégia global, mantendo frotas ou navios em movimento pelo mundo afora em exercícios, mas dispotos a atuar em caso de necessidade onde seus interesses econômicos, políticos e militares precisarem de seu apoio. É o caso das Falklands/Malvinas, eles deixaram segundo a mídia “apenas” 4 navios por alí, no entanto, segundo sua estratégia global, é plausível que diversas outras belonaves, inclusive submarinos nucleares em missões pelo Atlântico Sul tenham como plano B o deslocamento para aquelas paragens numa emergência.

  11. Penso que o nosso país também deve se equipar com submarinos desta qualidade e, principalmente ter uma estratégia global, com bases espalhadas pelo mundo todo, de modo a que as belonaves em operação possam se deslocar, reabastecer e efetuar reparos nesta diretriz.
    Nossa atual política estratégica ainda é bairrista, estamos ainda olhando para o umbigo.
    Nós só poderemos proteger efetivamente nossos interesses econômicos, políticos e militares, no caso da marinha, se pudermos estar presentes num permanente deslocamento de frotas e navios pelos mares afora.
    Penso que frota naval baseada em porto, como ocorre hoje, por falta de recursos e estratégia global, é totalmente incapaz de se defender numa guerra naval, porque estando em movimento se está em ação, parado está inerte.
    O Poder Naval só tem valor se estiver no mar, em constante deslocamento, como fazem os ingleses e americanos. A melhor forma de preservar sua frota é estar em movimento, fato que denota estar em constante atenção aos acontecimentos.

  12. Fábio Mayer disse:

    Prova incontestável de que tão logo esteja pronto o primeiro sub-nuc brasileiro, já se deve pensar em comissionar o segundo e o terceiro… manutenções de meia-vida assim, necessitam de uma força capaz de operar com a esquadra entre 30 e 60% da capacidade, de modo que apenas um submarino é um vetor temporário.

  13. rogerio disse:

    O brasil no minimo deveria ter 10 submarinos 3 nucleares e 7 convencionais mais com tecnologia de ponta para impor respeito nos seus limites

  14. Dalton disse:

    Grande leonardo!

    Obrigado pela deferencia, mas não passo de mais um entusiasta,
    por este assunto e outros afins.

    Quanto aos Los Angeles, uma pequena introdução:

    62 foram comissionados, mas, com o fim da URSS, cerca de metade do
    primeiro grupo de 31 unidades foram descomissionados com menos de
    20 anos de serviço, justamente porque estes do primeiro grupo precisavam ser reabastecidos após cerca de 18 anos e a marinha americana pós-guerra fria não necessitava de tantos submarinos nem tinha mais tantos recursos para mante-los.

    Hoje em dia, os 52 submarinos de ataque, são constituidos por 44 Los Angeles – 13 do primeiro grupo e 31 do segundo grupo – 3 Seawolf e 5 Virginias…outro Virginia será comissionado este mês porém 1 Los Angeles já está encostado aguardando o descomissiona- mento, portanto para este ano, o nr total de 52 será mantido.

    Todos os Los Angeles foram projetados para uma vida de cerca de 35 anos, os 31 primeiros, necessitavam de reabastecimento e uma grande modernização na metade de suas vidas uteis e que duravam 2 anos ou pouco mais, já os do segundo grupo, eram melhorados, principalmente os ultimos 23, tanto que estes poderiam até ser considerados como uma classe diferente…mas…sabe como é americano, não tem muita imaginação…Hornet – Super Hornet, Los Angeles – Los Angeles melhorado…rs.

    Pois bem, se vc considerar que o ultimo Los Angeles melhorado foi comissionado em 1996, provavelmente ele será descomissionado por volta de 2030…34 anos de serviço.

    A classe Virginia deverá a principio ter 30 unidades, porém apenas um está sendo autorizado por ano e o ideal e provavel é que 2 passem a ser autorizados em 2011, levando em média 5 anos para entrar em serviço, os demais 24 da classe deverão estar todos comissionados por volta de 2025, mas mesmo assim, os Virginias não estarão substituindo os Los Angeles a razão de um para um.

    Já existem planos para uma nova classe, o SSN 804, mas caso haja atraso a força de submarinos corre o risco de ficar reduzida a 40
    unidades pouco antes de 2030, os 30 Virginias, 3 Seawolf e os ultimos 7 Los Angeles melhorados…se bem que…teoricamente,
    mesmo um Los Angeles melhorado de 33 anos, poderia ser reabastecido e servir por outros 10 anos, mas é provavel que recursos sejam canalizados para o SSN 804.

    Quanto a propulsão, os Virginias não diferem dos submarinos anteriores, apenas possuem um reator mais compacto e eficiente,
    e que exige menor manutenção além de não precisar ser reabastecido
    ao longo de 30/35 anos.

    Quanto ao nosso subnuc…deixo alguém mais capaz discorrer…até porque mal sei onde fica o tanque de combustivel de meu proprio automovel…estes detalhes técnicos são meio cansativos.

    grande abraço!

  15. Leonardo disse:

    Mestre Dalton,

    Valeu mesmo, obrigado pela pequena aula, sem dúvida a USN estará bem servida tanto com os “velhos” Los Angeles, quanto aos moderníssimos Virgínias e Sea Wolf’s.

    Um abraço, amigo.

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