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O porta-aviões ’25 de Mayo’ na Guerra das Malvinas

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25demayo 1

EscudoV-2O navio-aeródromo argentino ARA 25 de Mayo, ex-HNLMS Karel Doorman, foi o capitânia da Armada Argentina na Guerra das Malvinas, em 1982.

Da mesma classe (“Colossus”) que o brasileiro NAeL Minas Gerais, o 25 de Mayo era um navio-aeródromo de ataque, equipado com jatos A-4Q Skyhawk.

A atuação do ARA 25 de Mayo no conflito não é muito divulgada e poucos sabem que o navio e seu grupo aéreo embarcado estiveram bem perto de mudar o rumo da guerra, no que teria sido o primeiro combate travado entre porta-aviões desde a Segunda Guerra Mundial.

25demayo 2

Quando a Força-Tarefa britânica desceu para retomar as Malvinas, a Armada Argentina colocou a Força-Tarefa 79 no mar (divida em três Grupos-Tarefa) para tentar impedí-la: o GT 79.1, capitaneado pelo ARA 25 de Mayo, escoltado por um contratorpedeiro Type 42 (Santissima Trinidad), o GT 79.2, composto pelo contratorpedeiro classe “Gearing” FRAM II Comodoro Py, três corvetas A69 e o contratorpedeiro Type 42 Hercules, mais o GT79.3, composto pelo cruzador General Belgrano e dois contratorpedeiros “Allen M. Sumner”, o Piedrabuena e o Bouchard. A FT argentina era comandada pelo almirante Gualter Allara, a bordo do ARA 25 de Mayo.

Na manhã do dia 1 de maio, Allara foi avisado pelo Alto Comando argentino que os ingleses haviam atacado as ilhas Malvinas.  Os GTs 79.1 e 79.2 navegaram no rumo leste-sudoeste enquanto os S-2E Tracker procuravam a FT britânica.

25 de Mayo

Às 15:30h um S-2E enviou pelo rádio a seguinte mensagem: “um alvo grande e seis alvos de tamanho médio na marcação 031 distantes 120 milhas de Port Stanley”. A posição da FT britânica era 49°34′ latitude sul e 57°10′ longitude oeste, portanto entre 200 e 300 milhas de distância do ARA 25 de Mayo. Por todo o dia 1 de maio o almirante Allara navegou em direção à FT britânica para encurtar mais a distância. O contato foi retomado por outro S-2E às 23h00.

De fato, o almirante Sandy Woodward, comandante da FT britânica, conta no seu livro “One hundred days” que na madrugada do dia 2 de maio de 1982, foi acordado pelo centro de operações do HMS Hermes com o alerta de que sua Força-Tarefa tinha sido iluminada pelo radar de um S-2E Tracker argentino. Era justamente uma aeronave do 25 de Mayo, como as da foto abaixo.

25 de Mayo S-2 Trackers

Naquele momento, os argentinos estavam em vantagem tática, pois sabiam a posição exata da Força-Tarefa britânica, que estava a cerca de 200 milhas de distância. O trabalho de tentar localizar a FT de Woodward foi feito competentemente pelos S-2E argentinos, que voavam “colados” no mar para evitar a detecção radar e faziam periodicamente “pop-ups” para dar algumas varreduras de radar, desligando logo em seguida para minimizar o risco de detecção pelos sistemas MAGE (ESM) ingleses.

Às 10h30 do dia 1 de maio, o almirante Allara recebeu a informação errada de que os ingleses estariam desembarcando a sudoeste de Port Stanley. No mesmo momento ele destacou as corvetas A69 do grupo principal, com o objetivo de atacar os navios ingleses com mísseis MM38.

25 de Mayo nas Malvinas

Os ingleses por sua vez, só sabiam a marcação (direção) de onde tinha vindo a aeronave argentina e despacharam logo um caça Sea Harrier para investigar.

O GT do ARA 25 de Mayo estava navegando a noroeste das ilhas Malvinas e a FT britânica estava no nordeste. O Sea Harrier britânico enviado para o voo de esclarecimento acabou sendo iluminado pelo radar 909 de direção de tiro do sistema Sea Dart de um contratorpedeiro Type 42 (ARA Hercules, foto abaixo), confirmando que o 25 de Mayo realmente estava nas proximidades.

Mais tarde foi revelado que o Type 42 argentino iluminou o Sea Harrier para alvejá-lo com um míssil Sea Dart, mas o disparo falhou. Por ironia do destino, a novíssima escolta era de projeto inglês (da mesma classe do HMS Sheffield afundado dois dias depois por um AM39) e os argentinos ainda estavam aprendendo a operar seu sofisticado sistema antiaéreo.

ARA Hercules D28

O almirante Woodward tinha certeza de que os argentinos estavam preparando um ataque nas primeiras horas da manhã com jatos A-4Q Skyhawk contra a sua FT e ele realmente estava certo.

A cerca de 200 milhas dali, técnicos a bordo do navio-aeródromo argentino prepararam os A-4Q com bombas de 250kg Snakeye. Na famosa foto abaixo (crédito CC Phillip), uma bomba com a inscrição HMS Invincible num cabide prestes a ser colocado no A-4Q a bordo do ARA 25 de Mayo. O momento de glória para o qual os pilotos navais argentinos tinham treinado tanto havia  chegado.

Pilotos y mecánicos de la 3ra escuadrilla de Caza y Ataque preparando los aviones para bombardear a Frota Inglesa

O grupo aéreo embarcado do 25 de Mayo

A-4Q_Skyhawk_3-A-306

Os A-4Q Skyhawk estavam preparados, durante o trânsito, da seguinte forma: 2 aviões para Patrulha Área de Combate, estacionados no convés de vôo e prontos a decolar em 5 minutos (Alerta 5); 4 para ataque de superfície, armados com 6 bombas MK 82 de 250kg cada; 1 avião lançador de “chaff” pronto a decolar em 30 minutos; e o oitavo como tanqueiro, para reabastecimento dos demais em vôo.

Os aviões de interceptação que compunham a Patrulha Aérea de Combate (PAC) poderiam aguardar o ataque inimigo em pleno vôo ou estar prontos a decolar do convés de vôo do porta-aviões, permitindo o engajamento dos incursores inimigos antes que estes atacassem o 25 de Mayo.

A-4Q

Diante da informação valiosa obtida pelos S-2E Tracker sobre a posição da FT britânica, o “Comandante de la Flota de Mar” ordenou o planejamento do ataque nas primeiras horas do dia 2 de maio. Prontificaram-se 6 A-4Q armados com 4 bombas MK 82. Seria mantido um avião de reserva e outro como reabastecedor de combustível.

Segundo as tabelas de probabilidades, nas quais se considerava a defesa aérea e antiaérea britânica, dos 6 aviões atacantes apenas 4 conseguiriam lançar suas bombas (16 bombas), com 25% de probabilidade de impacto. Destes, esperava-se que somente 2 retornariam ao 25 de Mayo. A neutralização de um porta-aviões britânico justificaria a perda dos 4 Skyhawk.

25 de Mayo nas Malvinas com neblina e calmaria

Segundo o livro “Signals of war”, de Lawrence Freedman, durante a noite do dia 1° de maio o vento na área onde o 25 de Mayo navegava começou a diminuir, coisa rara naquelas latitudes. Próximo à hora da catapultagem dos jatos para o ataque pela manhã, quando era necessário um vento de 30 nós de velocidade, este passou a ser quase nulo, razão pela qual cada avião poderia decolar apenas com uma única bomba ou com combustível para alcance de apenas 100 milhas.

O 25 de Mayo, só conseguia fazer 20 nós, velocidade insuficiente para produzir o vento relativo no convés de vôo requerido para o lançamento dos aviões com as quatro bombas. A probabilidade de impacto passaria a ser desprezível, não justificando, assim, o ataque. A missão foi abortada.

Outro fator que também somou na decisão de abortar o ataque foi a perda de contato com a FT britânica, pois novos voos dos S-2E Tracker não encontraram mais os navios ingleses.

Pilotos y mecánicos de la 3ra escuadrilla de Caza y Ataque preparando los aviones para bombardear a la flota inglesa.

Coincidentemente, no mesmo dia 2 de maio ocorreu o afundamento do cruzador General Belgrano e a partir dali, não se soube mais do ARA 25 de Mayo no conflito. O submarino nuclear HMS Spartan, tinha sido designado para caçar e “sombrear” o navio-aeródromo argentino, mas não obteve sucesso em localizá-lo.

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Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Devido as numerosas variáveis, essa missão está carregada de perguntas (especulações) “e se”:

– E se eles tivessem decolado, teriam condições de encontrar a esquadra britânica?

– As Mk.82 seriam suficientes para afundar um PA da classe do Invencible?

– Os Sea Harrier teriam decolado para interceptar?

São tantas perguntas, que só podemos esperar ansiosamente o lançamento do simulador Jet Thunder para podermos testar todas as possibilidades.

http://www.thunder-works.com/port/noticias.htm

STORM
Visitante
STORM

Muito bom o resumo do que foi a atuação do ARA 25 de MAYO na Guerra das Malvinas; Os Ingleses tiveram sorte e ajuda da mãe Natureza.

Se o ataque tivesse sido feito e levando em conta as estimativas dos próprios Argentinos, provavelmente 4 A-4Q seriam abatidos pelas defesas do INVINCIBLE, por suas escoltas ou pelos Harrier, mas se pelo menus um A-4Q conseguise despejar suas bombas no INVINCIBLE ainda que não o afundasse seria realmente a Gloria p/ a Armada Argentina e poderia abalar em muito a moral dos Ingleses, Quis o destino que não !??

André
Visitante
André

Certa vez li comentários, acho que aqui mesmo no blog, que questionavam essa estranha diminuição do vento naquela região. De qualquer forma, tudo poderia ser difererente se o NAe fosse mais veloz. Ou estou enganado?
Sds.

LATINO
Visitante

Fico imaginando nossos hermanos com mais uns 200 Exocets ,

não sei ate que ponto è verdade a historia .De que França era o país que havia vendido às forças armadas argentinas os mísseis Exocet, de sua fabricação. No entanto, por fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte, um pacto militar norte-americano e europeu, ela forneceu aos ingleses os códigos que permitiam desviar os mísseis de seus alvos, assim que o primeiro Exocet afundou uma embarcação inglesa.

Erikson
Visitante
Erikson

Muito bom esse artigo, adoro esse assunto, porque a força Argentina envolvida no conflito se parecia muito com a brasileira na época.

João Gonçalves
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João Gonçalves

Apesar de ser um assunto sempre interessante de rever, e por isso felicito o autor e o Blog pelo artigo, que reputo de um bom registo histórico, o conflito das Falklands/Malvinas foi um momento trágico na história do mundo ocidental. Depois da 2ª guerra mundial esperavamos todos que com o surgimento da democracia e do chamado estado de direito, não fosse possível a duas nações assim organizadas entrar em conflito armado. Julgo que todas as mortes do conflito foram injustificadas e criminosas. A tomada das ilhas pelos britânicos aconteceu numa época em que os valores eram diferentes. Hoje, o recurso… Read more »

Joaca
Visitante
Joaca

Senhores
Sem contar que os aviões estavam em processo de desativação, a ARA estava desativando seus A4Q quando a guerra começou. Eles não tinham cartuchos para assentos ejetores, os tanques das asas estavam fraturados (alguns perdiam combustível por estas fraturas), o sistema de navegação somente era operacional em 3 dos A4Q’s e os canhões não funcionavam.
Fizeram muito com o que tinham, sem dúvida nenhuma.
At
Joaca

ditongo
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ditongo

Enquanto os argentinos ficaram esperando melhores condições de ataque mesmo já sabendo da localização da FT britânica. A capitânia britânica já vinha com o submarino nuclear pronto para disparar em quem encontra-se primeiro.

Raul cotrim de Mattos
Visitante

Os Argentinos nem precisariam de mais mísseis exocets, muito menos 200… Bastava uma maior resistência do exército argentino em terra e um pouco de sorte, mas uns 20 exocet a mais já fariam uma graaande diferença. O porta-aviões não é uma arma muito ideal de se usar em defesa, por isso mesmo acho uma burrice o Brasil insistir em investir no A-12. Se você não controla o espaço aéreo e não sabe o que tem por baixo d´agua, como você vai arriscar um porta-aviões desse jeito? Seria o fim da guerra, assim como seria o fim se acertassem o invencible… Read more »

Invincible
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Invincible

Muito boa a Matéria.

Esse ataque dos Argentinos seria a primeira batalha entre porta-aviões desde a II Guerra.

Um ponto importante para se pensar é. Se a esquadro britânica localizasse a frota Argentina qual seria a resposta?

Afastar os Porta-Aviões para preservar e atacar com submarinos? Ou usariam os Sea Harrier?

Um ponto notável é a determinação dos Argentinos em defender as ilhas. Eu particularmente acredito que seria bem difícil para os A-4 conseguirem atingir os dois PA já que teriam de passar pelas escoltas e pelas defesas dos próprios navios, mas isso é algo que jamais poderemos saber com toda certeza.

GERSON VICTORIO
Visitante
GERSON VICTORIO

Fico imaginando, se os Super-Etandart com Exocet pudessem ja estar operacionais no ARA-25 naquele episódio com as condições de lançamento ideiais atingidas, seria uma ação sem precedentes!!!

OTV
Visitante
OTV

“A tomada das ilhas pelos britânicos aconteceu numa época em que os valores eram diferentes. Hoje, o recurso à violência não pode ser justificável para esgrimir os argumentos que estão em causa.”

Vai dizer isto ao povo do Iraque, do Afeganistão, e daqui a pouco ao Irã.
E a gente que não se cuide, pois já já..este recurso não aceitável da violência chega até a amazônia.

Wolfpack
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Wolfpack

Esta é uma lição valiosa que sempre deveremos ter em mente. Principalmente quando se decide o futuro da FAB, por exemplo no FX2. Os meios operantes devem estar sempre prontos e capazes de desempenhar sua função mesmo com ventos nulos e condições atmosféricas que impedem tais operações. A Argentina perdeu muitas oportunidades de virar o jogo nesta Guerra em 82. Perdeu coisa mais valiosa, o direito de algum dia sonhar com a retomada das ilhas, uma vez que com o pré-sal, é mais fácil as ilhas se tornarem independentes do que voltarem as mãos dos Argentinos. Falta de planejamento, falta… Read more »

GUPPY
Visitante
GUPPY

Muito bom esse artigo, adoro esse assunto, porque a força Argentina envolvida no conflito se parecia muito com a brasileira na época. Erikson, uma diferença interessante entre a marinha argentina e a nossa, na época, é que eles operavam os Trackers, os A4-Skyhawk, os Super Entandart, etc enquanto que os Trackers brasileiros eram operados pela FAB e o relacionamento entre a marinha brasileira e a força aérea nunca foi excepcional, quer dizer, a marinha não estava tão à vontade para planejar e executar uma operação com prováveis perdas de aeronaves. Também não dispúnhamos de aeronaves(asa fixa) com capacidade de operar… Read more »

rocky
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rocky

clésio e quando que o simulador estara disponível para download?
grato

Fabio
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Fabio

Cada vez que leio um artigo ou documentário sobre a guerra das Malvinas chego a conclusão que só uma palavra define a estratégia da argentina para o conflito: SUICÍDIO! – Força Aérea, Marinha e Exército NÃO realizaram um planejamento conjunto! – Principais aviões mal tinham alcance para chegar nas ilhas; – Não estavam operacionais os sistemas de misseis dos contratorpedeiros; – Não possuiam aviões de esclarecimento maritimo; – Misseis exocet em pouquissima quantidade; – Tropas mandadas para as ilhas não eram de “primeira linha”; Na verdade tiveram sorte de não “apanhar” mais ainda! Podem ser citados alguns fatos heróicos individuais,… Read more »

Danilo
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Danilo

Muito bem foi por pouco, que nossos hermanos argentinos não conseguiram neutralizar um aerodromo britanico, coisa muito dificil de se conseguir, imagino como os pilotos argentinos deviam estar se sentindo horas antes de iniciar um ataque que infelizmente não ocorreu pois teria mudado a direção do conflito.

História muito boa, valeu blog !

Clausewitz
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Clausewitz

Quatro coisas:
a) com menos vaidade e mais trabalho duro, um porta avião inglês tinha sido afundado. O custo seria vários A4 e talvez o próprio 25 de maio;
b) os ingleses reagiriam intensificando a campanha submarina, a qual foi restrita;
c) as bases argentinas no continente seriam atacadas, para a sorte argentina, pois seria uma derrota militar mas uma vitóriaa política;
d) os EUA intervieriam e fariam uma posse simultânea da ilha tanto para a Argentina como para a Inglaterra.

claudio
Visitante
claudio

Creio que muita coisa ainda vai ser dita sobre o assunto, de acordo com o texto os Argentinos esperavam decolar e destruir a FT Britânica basicamente sem oposição.
Possivelmente estavam sendo monitorados de perto por submarinos ingleses prontos a atacar, a providencial falta de vento acredito mais em uma possível detecção de submarinos, evitou o ataque.

No geral quanto a guerra, faltou combinar com os Ingleses.

Alagoano
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Alagoano

Gostaria de sugerir um tópico discutindo o que o Brasil fez ou poderia ter feito para ajudar los hermanos, levando em consideração a soberania sul americana diante da arrogância inglesa, e as restrinções sofrida na questão de armamentos.

Saudações alagoanas!

Raul
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Uma coisa é certa: a Argentina devia ter se preparado melhor antes de invadir e a vitória estaria quase que garantida.

RodrigoBR
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RodrigoBR

Wolfpack, Concordo com vc, me desculpem mas para mim a entrada da Argentina nessa guerra foi uma TREMENDA burrice! Obviamente uma burrice da cúpula que governava o país. Os militares tentaram “fazer o possível” e a Força Aérea argentina fez até o “impossível” com o que dispunha. Mas foi tanta burrice dos governantes que dá até raiva! Como é que um país ataca a Inglaterra sem possuir nem sequer mísseis(parece que haviam 5 ou 6 Exocet)? Porque não se prepararam??? Porque o cabeça de bagre e “cachaceiro” Gen. Galtieri não comprou mais mísseis, revitalizou as aeronaves que estavam em péssimo… Read more »

Danilo
Visitante
Danilo

Aliás por falar em navio Aerodromo, alguem sabe do A-12 são paulo ?

Saudações,

Gerson Victorio
Visitante
Gerson Victorio

testando…

Galileu
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Galileu

Vou falar o que já falei, se for verídico que cada A4 ou mirage, davam rasantes nas embarcações inglesas, pois só tinham os canhões e mísseis ar-ar, eu dou muita risada, porque se houvesse ao menos um exocet em cada mirage seria um kill cada tiro, caso for verdade que eles se aproximavam tanto das embarcações inglesas. Se a defesa de ponto inglesa fosse tão bom nao chegariam tão perto.

claro tem dessa dos franceses boicotarem….que não se sabe ser verdade ou não.

RodrigoBR
Visitante
RodrigoBR

O melhor e mais verdadeiro documentário que já vi sobre o conflito das Malvinas estão nos links abaixo. Prestem atenção quando os pilotos falam da situação em que se encontravam as aeronaves. Este documentário que foi feito com os pilotos que voaram no conflito vai elucidar muitas dúvidas e desmitificar muito “papo furado” que se vê na internet! Os pilotos argentinos realizaram verdadeiras proezas, mas não devemos esquecer a burrice que foi a falta de planejamento e a burrice da entrada nesta guerra naquele momento! Vejam e aprendam meus amigos! Um abraço a todos! Partes: 1) http://www.youtube.com/watch?v=DilxP1OiUug 2) http://www.youtube.com/watch?v=jnXIHIw3cxc 3)… Read more »

Giordani RS
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Giordani RS

Erikson em 23 mar, 2010 às 17:00 “Muito bom esse artigo, adoro esse assunto, porque a força Argentina envolvida no conflito se parecia muito com a brasileira na época.” ?????? Acredito que o amigo estejas deveras equivocado. A Armada Argentina estava a anos-luz a frente da MB, só o fato de terem um NAe OPERACIONAL e JATOS(lembre-se de que o A-4 no início dos Anos 80 ainda era um avião novo…)!!!! E a MB? Um NAe com seus S-2 e nada mais…nada mais… O triste nisto tudo é que as FA argentinas, apesar da derrota, deveriam ter saído deste conflito… Read more »

The Captain
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The Captain

Numa análise simplista, sem querer tirar o brilho da Armada Argentina, seus meios e estratégias, assim como da sua Força Aérea e Exército na ocasião; o que ocorreu de fato em relação à tomada das Malvinas é que a junta militar que governava a Argentina (o Galtieri e companhia) não contava realmente com a reação da Dama de Ferro, a Sra. Margaret Tatcher. Imaginaram que estando as Malvinas muito longe de Londres, não valeriam a retomada. Enganaram-se e jovens argentinos pagaram com suas vidas pelo erro da Junta Militar. Na realidade foi uma aventura. Uma cartada que não deu certo,… Read more »

airacobra
Visitante
airacobra

LATINO,

à epoca a França nao fazia parte da OTAN (havia saido em 1966 e só voltaria em 2009)

Giordani RS,

o filme que voce citou não seria iluminados pelo fogo (titulo original- iluminados por el fuego)

abraços a todos

excelente post, adoro ler sobre as malvinas e debates se,…

João Gonçalves
Visitante
João Gonçalves

Para além da consentãnea explicação acima identificada por “The Captain”, a outra explicação da burrice do general Galtieri é simples: um general do exército decidiu sobre uma guerra que era essencialmente aeronaval.
João Gonçalves

airacobra
Visitante
airacobra

outra coisa,

dificilmente vejo falar em algum lugar sobre o ataque ao cargueiro hercules por camberra argentinos, que por fim veio a afundar em aguas brasileiras

galante, nunão, poggio, bashera…

alguma informação?

MO
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Cargueiro naum, VLCC (Petroleiro) … rsss MO vitima de uma bomba acidental que não explodiu e ficou em seus tanques. Arribou no brasil (RJ) aonde após inseção foi decidido por seuaarmador em afunda-lo em aguas abertas, o que foi feito na cocosta de Santa Catarina, sob escolta do CT Sergipe Vessel OverviewDetails of the vessel including registration, dimensions, ownership and other characteristics…updated 24/7 NameHercules IMO7038434 StatusDead FlagLiberia TypeTanker (Unspecified) Year of Build1971 DWT 220117 GT99827 Contact n/a Hull Type Single Collapse All Expand All Registration (Name, Flag, Callsign, IMO, MMSI) Name Hercules since: 13 Jun 1982 Flag Liberia , From:… Read more »

ditongo
Visitante
ditongo

A Argentina tambem poderia ter colocado alguns agentes de espionagem pra ficar monitorando o movimento e a saída dos meios navais britânicos, por exemplo em Gibraltar e outras bases navais a serviço de “vossa magestade”.

Quem não vai atrás de infomação numa guerra deixa de ganhar tempo e deixa de prevê algumas ações do inimigo.

Felipe Cps
Visitante
Felipe Cps

Mesmo que tivessem levantado vôo… acho que num iria dar para os hermanos, só ia deixar os piratas mais brabos… e a sua vingança seria “maligrina”…

Dan B/USA
Visitante
Dan B/USA

Please! The 25 de Mayo would have been sunk faster than you can say would have been sunk!

MO
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Mais sobre o Hercules Note (from the legal brief): “Respondent United Carriers, Inc., a Liberian corporation, chartered one of its oil tankers, the Hercules, to respondent Amerada Hess Shipping Corporation, also a Liberian corporation. The contract was executed in New York City. Amerada Hess used the Hercules to transport crude oil from the southern terminus of the Trans-Alaska Pipeline in Valdez, Alaska, around Cape Horn in South America, to the Hess refinery in the United States Virgin Islands. On May 25, 1982, the Hercules began a return voyage, without cargo but fully fueled, from the Virgin Islands to Alaska. At… Read more »

J Curitiba
Visitante
J Curitiba

#
Dan B/USA em 23 mar, 2010 às 23:00

Please! The 25 de Mayo would have been sunk faster than you can say would have been sunk!

Sim amigo Dan… Vc tem razão, o 25 de mayo seria afundado muito rápido numa batalha dessas.

Alexandre
Visitante
Alexandre

Pelo que me consta, na época o Hercules foi afundado com absolutamente tudo o que tinha pois a seguradora não autorizou a retitrada de nada. Provavelmente devido a bomba não detonada. Agora francamente!!! Esses argentinos!!! Não bastava atacar o navio errado ainda fizeram mal feito. Nem afundar conseguiram. Sorte que não mataram ninguém. Era muita pretenção querer ganhar a guerra. Para piorar agora vem com esse papo novamente. Tem gente que não aprende nunca.

Marine
Visitante
Marine

Mesmo que os 6 tivessem levantado voo, as chances de terem afundado um dos NAes britanicos era minuscula, teriam que passar por todo o guarda-chuva das escoltas, os Sea Harriers, as defesas do proprio Nae e ainda acertarem compartimentos importantes com bombas burras que falharam em explodir em outras ocasioes.

Importante lembra que os Harriers tiveram um kill ratio de 22/0!

A Argentina simplismente subestimou os ingleses e deu no que deu. Hoje nao seria diferente o resultado final, mas com certeza o placar…

Sds!

Alexandre
Visitante
Alexandre

Galante

É verdade. Poderiam ter ganho a guerra. O Almirante Woodward fala isso mesmo. Se os argentinos tivessem noção o quão perto estavam da vitória, se tivessem tomado atitudes mais combativas teriam ganho. Agora só resta lamentar e reclamar. Ganha a guerra quem erra menos. Dançaram.

ditongo
Visitante
ditongo

Pelo que dá pra vê na foto do google terra, noto que a frota britânica ocupou primeiro na zona de exclussão da ilha. A ARA deveria ter ocupado primeiro a zona com seus GT’s. Incoerente? Que será que acontece?

Mesmo assim acho que se a Argentina e a Inglaterra tivessem perdido seus porta aviões, a Inglaterra ainda sustentaria-se usando suas fragatas.

Azevedo
Visitante
Azevedo

Quanto a Gibraltar e a guerra das Malvinas:
http://es.wikipedia.org/wiki/Operaci%C3%B3n_Algeciras

GUPPY
Visitante
GUPPY

RodrigoBR,

“Sabem quem “INTEGROU TABAJARAMENTE” os Exocets???”

Adorei. Só tenho pena dos leitores deste blog que precisarem traduzir.

Galante,

“… e se os americanos pensassem dessa fotrma no ataque Doolittle?

Muito boa analogia.

Dalton
Visitante
Dalton

“à epoca a França nao fazia parte da OTAN (havia saido em 1966 e só voltaria em 2009)” A França retirou-se da estrutura de comando da OTAN mas permaneceu dentro da organização e atraves de acordos secretos com os EUA,” the Lemnitzer-Aillert Agreements ” ficou estabelecido como a França apoiaria as operações da OTAN em caso de guerra com a URSS…De Gaulle na teoria fez uma coisa e na pratica … outra. Quanto ao “ataque Doolitle”, não sei se é uma boa analogia, pois o ataque tinha como unico objetivo elevar o moral dos aliados no mundo todo e mesmo… Read more »

Esdras
Visitante

Estes sim, souberam usar um porta aviões como deve ser usado.

Marine
Visitante
Marine

Galante, Ja li o livro do Almirante Ingles, e concordo que a Argentina poderia ter ganho a guerra caso varios “Se” tivessem acontecido. Se os Naes britanicos tivessem sido afundados, se mais escoltas tivessem sido afundadas, se os Harriers tivessem tido percas grandes, se o exercito argentino tivesse dado mais trabalho…Mas e muito “se” pra garantir uma vitoria, dizer que sorte ou falta dela e “quase” ganhar ou perder uma guerra, deixar a vitoria a chance e algo que no final nao vale o esforco militar. Comandantes nao se podem deixar levar e arriscar as vidas de seus comandados baseados… Read more »

Marine
Visitante
Marine

Faltou dizer que concordo com a decisao do Almirante argentino, apesar de que militares queremos sempre ser agressivos e audaciosos, existe uma fina linha entre audacia e suicidio principalmente para aqueles que estao executando as ordens na ponta da lanca. E facil pra nos aqui generais de poltrona criticar que esse ou aquele comandante nao foi agressivo mas nesse caso concordo que os riscos nao justificavam a missao, as chances de serem bem sucedidas eram muito pequenas pra arriscar a perda de toda a aviacao naval embarcada argentina.

Sds!