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O porta-aviões ’25 de Mayo’ na Guerra das Malvinas

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25demayo 1

EscudoV-2O navio-aeródromo argentino ARA 25 de Mayo, ex-HNLMS Karel Doorman, foi o capitânia da Armada Argentina na Guerra das Malvinas, em 1982.

Da mesma classe (“Colossus”) que o brasileiro NAeL Minas Gerais, o 25 de Mayo era um navio-aeródromo de ataque, equipado com jatos A-4Q Skyhawk.

A atuação do ARA 25 de Mayo no conflito não é muito divulgada e poucos sabem que o navio e seu grupo aéreo embarcado estiveram bem perto de mudar o rumo da guerra, no que teria sido o primeiro combate travado entre porta-aviões desde a Segunda Guerra Mundial.

25demayo 2

Quando a Força-Tarefa britânica desceu para retomar as Malvinas, a Armada Argentina colocou a Força-Tarefa 79 no mar (divida em três Grupos-Tarefa) para tentar impedí-la: o GT 79.1, capitaneado pelo ARA 25 de Mayo, escoltado por um contratorpedeiro Type 42 (Santissima Trinidad), o GT 79.2, composto pelo contratorpedeiro classe “Gearing” FRAM II Comodoro Py, três corvetas A69 e o contratorpedeiro Type 42 Hercules, mais o GT79.3, composto pelo cruzador General Belgrano e dois contratorpedeiros “Allen M. Sumner”, o Piedrabuena e o Bouchard. A FT argentina era comandada pelo almirante Gualter Allara, a bordo do ARA 25 de Mayo.

Na manhã do dia 1 de maio, Allara foi avisado pelo Alto Comando argentino que os ingleses haviam atacado as ilhas Malvinas.  Os GTs 79.1 e 79.2 navegaram no rumo leste-sudoeste enquanto os S-2E Tracker procuravam a FT britânica.

25 de Mayo

Às 15:30h um S-2E enviou pelo rádio a seguinte mensagem: “um alvo grande e seis alvos de tamanho médio na marcação 031 distantes 120 milhas de Port Stanley”. A posição da FT britânica era 49°34′ latitude sul e 57°10′ longitude oeste, portanto entre 200 e 300 milhas de distância do ARA 25 de Mayo. Por todo o dia 1 de maio o almirante Allara navegou em direção à FT britânica para encurtar mais a distância. O contato foi retomado por outro S-2E às 23h00.

De fato, o almirante Sandy Woodward, comandante da FT britânica, conta no seu livro “One hundred days” que na madrugada do dia 2 de maio de 1982, foi acordado pelo centro de operações do HMS Hermes com o alerta de que sua Força-Tarefa tinha sido iluminada pelo radar de um S-2E Tracker argentino. Era justamente uma aeronave do 25 de Mayo, como as da foto abaixo.

25 de Mayo S-2 Trackers

Naquele momento, os argentinos estavam em vantagem tática, pois sabiam a posição exata da Força-Tarefa britânica, que estava a cerca de 200 milhas de distância. O trabalho de tentar localizar a FT de Woodward foi feito competentemente pelos S-2E argentinos, que voavam “colados” no mar para evitar a detecção radar e faziam periodicamente “pop-ups” para dar algumas varreduras de radar, desligando logo em seguida para minimizar o risco de detecção pelos sistemas MAGE (ESM) ingleses.

Às 10h30 do dia 1 de maio, o almirante Allara recebeu a informação errada de que os ingleses estariam desembarcando a sudoeste de Port Stanley. No mesmo momento ele destacou as corvetas A69 do grupo principal, com o objetivo de atacar os navios ingleses com mísseis MM38.

25 de Mayo nas Malvinas

Os ingleses por sua vez, só sabiam a marcação (direção) de onde tinha vindo a aeronave argentina e despacharam logo um caça Sea Harrier para investigar.

O GT do ARA 25 de Mayo estava navegando a noroeste das ilhas Malvinas e a FT britânica estava no nordeste. O Sea Harrier britânico enviado para o voo de esclarecimento acabou sendo iluminado pelo radar 909 de direção de tiro do sistema Sea Dart de um contratorpedeiro Type 42 (ARA Hercules, foto abaixo), confirmando que o 25 de Mayo realmente estava nas proximidades.

Mais tarde foi revelado que o Type 42 argentino iluminou o Sea Harrier para alvejá-lo com um míssil Sea Dart, mas o disparo falhou. Por ironia do destino, a novíssima escolta era de projeto inglês (da mesma classe do HMS Sheffield afundado dois dias depois por um AM39) e os argentinos ainda estavam aprendendo a operar seu sofisticado sistema antiaéreo.

ARA Hercules D28

O almirante Woodward tinha certeza de que os argentinos estavam preparando um ataque nas primeiras horas da manhã com jatos A-4Q Skyhawk contra a sua FT e ele realmente estava certo.

A cerca de 200 milhas dali, técnicos a bordo do navio-aeródromo argentino prepararam os A-4Q com bombas de 250kg Snakeye. Na famosa foto abaixo (crédito CC Phillip), uma bomba com a inscrição HMS Invincible num cabide prestes a ser colocado no A-4Q a bordo do ARA 25 de Mayo. O momento de glória para o qual os pilotos navais argentinos tinham treinado tanto havia  chegado.

Pilotos y mecánicos de la 3ra escuadrilla de Caza y Ataque preparando los aviones para bombardear a Frota Inglesa

O grupo aéreo embarcado do 25 de Mayo

A-4Q_Skyhawk_3-A-306

Os A-4Q Skyhawk estavam preparados, durante o trânsito, da seguinte forma: 2 aviões para Patrulha Área de Combate, estacionados no convés de vôo e prontos a decolar em 5 minutos (Alerta 5); 4 para ataque de superfície, armados com 6 bombas MK 82 de 250kg cada; 1 avião lançador de “chaff” pronto a decolar em 30 minutos; e o oitavo como tanqueiro, para reabastecimento dos demais em vôo.

Os aviões de interceptação que compunham a Patrulha Aérea de Combate (PAC) poderiam aguardar o ataque inimigo em pleno vôo ou estar prontos a decolar do convés de vôo do porta-aviões, permitindo o engajamento dos incursores inimigos antes que estes atacassem o 25 de Mayo.

A-4Q

Diante da informação valiosa obtida pelos S-2E Tracker sobre a posição da FT britânica, o “Comandante de la Flota de Mar” ordenou o planejamento do ataque nas primeiras horas do dia 2 de maio. Prontificaram-se 6 A-4Q armados com 4 bombas MK 82. Seria mantido um avião de reserva e outro como reabastecedor de combustível.

Segundo as tabelas de probabilidades, nas quais se considerava a defesa aérea e antiaérea britânica, dos 6 aviões atacantes apenas 4 conseguiriam lançar suas bombas (16 bombas), com 25% de probabilidade de impacto. Destes, esperava-se que somente 2 retornariam ao 25 de Mayo. A neutralização de um porta-aviões britânico justificaria a perda dos 4 Skyhawk.

25 de Mayo nas Malvinas com neblina e calmaria

Segundo o livro “Signals of war”, de Lawrence Freedman, durante a noite do dia 1° de maio o vento na área onde o 25 de Mayo navegava começou a diminuir, coisa rara naquelas latitudes. Próximo à hora da catapultagem dos jatos para o ataque pela manhã, quando era necessário um vento de 30 nós de velocidade, este passou a ser quase nulo, razão pela qual cada avião poderia decolar apenas com uma única bomba ou com combustível para alcance de apenas 100 milhas.

O 25 de Mayo, só conseguia fazer 20 nós, velocidade insuficiente para produzir o vento relativo no convés de vôo requerido para o lançamento dos aviões com as quatro bombas. A probabilidade de impacto passaria a ser desprezível, não justificando, assim, o ataque. A missão foi abortada.

Outro fator que também somou na decisão de abortar o ataque foi a perda de contato com a FT britânica, pois novos voos dos S-2E Tracker não encontraram mais os navios ingleses.

Pilotos y mecánicos de la 3ra escuadrilla de Caza y Ataque preparando los aviones para bombardear a la flota inglesa.

Coincidentemente, no mesmo dia 2 de maio ocorreu o afundamento do cruzador General Belgrano e a partir dali, não se soube mais do ARA 25 de Mayo no conflito. O submarino nuclear HMS Spartan, tinha sido designado para caçar e “sombrear” o navio-aeródromo argentino, mas não obteve sucesso em localizá-lo.

SAIBA MAIS:

65 COMMENTS

  1. Devido as numerosas variáveis, essa missão está carregada de perguntas (especulações) “e se”:

    – E se eles tivessem decolado, teriam condições de encontrar a esquadra britânica?

    – As Mk.82 seriam suficientes para afundar um PA da classe do Invencible?

    – Os Sea Harrier teriam decolado para interceptar?

    São tantas perguntas, que só podemos esperar ansiosamente o lançamento do simulador Jet Thunder para podermos testar todas as possibilidades.

    http://www.thunder-works.com/port/noticias.htm

  2. Muito bom o resumo do que foi a atuação do ARA 25 de MAYO na Guerra das Malvinas; Os Ingleses tiveram sorte e ajuda da mãe Natureza.

    Se o ataque tivesse sido feito e levando em conta as estimativas dos próprios Argentinos, provavelmente 4 A-4Q seriam abatidos pelas defesas do INVINCIBLE, por suas escoltas ou pelos Harrier, mas se pelo menus um A-4Q conseguise despejar suas bombas no INVINCIBLE ainda que não o afundasse seria realmente a Gloria p/ a Armada Argentina e poderia abalar em muito a moral dos Ingleses, Quis o destino que não !??

  3. Certa vez li comentários, acho que aqui mesmo no blog, que questionavam essa estranha diminuição do vento naquela região. De qualquer forma, tudo poderia ser difererente se o NAe fosse mais veloz. Ou estou enganado?
    Sds.

  4. Fico imaginando nossos hermanos com mais uns 200 Exocets ,

    não sei ate que ponto è verdade a historia .De que França era o país que havia vendido às forças armadas argentinas os mísseis Exocet, de sua fabricação. No entanto, por fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte, um pacto militar norte-americano e europeu, ela forneceu aos ingleses os códigos que permitiam desviar os mísseis de seus alvos, assim que o primeiro Exocet afundou uma embarcação inglesa.

  5. Muito bom esse artigo, adoro esse assunto, porque a força Argentina envolvida no conflito se parecia muito com a brasileira na época.

  6. Apesar de ser um assunto sempre interessante de rever, e por isso felicito o autor e o Blog pelo artigo, que reputo de um bom registo histórico, o conflito das Falklands/Malvinas foi um momento trágico na história do mundo ocidental.
    Depois da 2ª guerra mundial esperavamos todos que com o surgimento da democracia e do chamado estado de direito, não fosse possível a duas nações assim organizadas entrar em conflito armado. Julgo que todas as mortes do conflito foram injustificadas e criminosas.
    A tomada das ilhas pelos britânicos aconteceu numa época em que os valores eram diferentes. Hoje, o recurso à violência não pode ser justificável para esgrimir os argumentos que estão em causa.
    Já li argumentação histórica de ambos os lados e parece-me que só um fórum internacional aceite pelas duas partes poderá resolver este conflito.
    João Gonçalves

  7. Senhores
    Sem contar que os aviões estavam em processo de desativação, a ARA estava desativando seus A4Q quando a guerra começou. Eles não tinham cartuchos para assentos ejetores, os tanques das asas estavam fraturados (alguns perdiam combustível por estas fraturas), o sistema de navegação somente era operacional em 3 dos A4Q’s e os canhões não funcionavam.
    Fizeram muito com o que tinham, sem dúvida nenhuma.
    At
    Joaca

  8. Enquanto os argentinos ficaram esperando melhores condições de ataque mesmo já sabendo da localização da FT britânica. A capitânia britânica já vinha com o submarino nuclear pronto para disparar em quem encontra-se primeiro.

  9. Os Argentinos nem precisariam de mais mísseis exocets, muito menos 200… Bastava uma maior resistência do exército argentino em terra e um pouco de sorte, mas uns 20 exocet a mais já fariam uma graaande diferença.

    O porta-aviões não é uma arma muito ideal de se usar em defesa, por isso mesmo acho uma burrice o Brasil insistir em investir no A-12.

    Se você não controla o espaço aéreo e não sabe o que tem por baixo d´agua, como você vai arriscar um porta-aviões desse jeito? Seria o fim da guerra, assim como seria o fim se acertassem o invencible ou o hermes, mas os birtânicos tinham uma grande frota de navios e submarinos nuclear para defende-los. Basta ver o que aconteceu com o Belgrano…

  10. Muito boa a Matéria.

    Esse ataque dos Argentinos seria a primeira batalha entre porta-aviões desde a II Guerra.

    Um ponto importante para se pensar é. Se a esquadro britânica localizasse a frota Argentina qual seria a resposta?

    Afastar os Porta-Aviões para preservar e atacar com submarinos? Ou usariam os Sea Harrier?

    Um ponto notável é a determinação dos Argentinos em defender as ilhas. Eu particularmente acredito que seria bem difícil para os A-4 conseguirem atingir os dois PA já que teriam de passar pelas escoltas e pelas defesas dos próprios navios, mas isso é algo que jamais poderemos saber com toda certeza.

  11. Fico imaginando, se os Super-Etandart com Exocet pudessem ja estar operacionais no ARA-25 naquele episódio com as condições de lançamento ideiais atingidas, seria uma ação sem precedentes!!!

  12. “A tomada das ilhas pelos britânicos aconteceu numa época em que os valores eram diferentes. Hoje, o recurso à violência não pode ser justificável para esgrimir os argumentos que estão em causa.”

    Vai dizer isto ao povo do Iraque, do Afeganistão, e daqui a pouco ao Irã.
    E a gente que não se cuide, pois já já..este recurso não aceitável da violência chega até a amazônia.

  13. Esta é uma lição valiosa que sempre deveremos ter em mente. Principalmente quando se decide o futuro da FAB, por exemplo no FX2. Os meios operantes devem estar sempre prontos e capazes de desempenhar sua função mesmo com ventos nulos e condições atmosféricas que impedem tais operações. A Argentina perdeu muitas oportunidades de virar o jogo nesta Guerra em 82. Perdeu coisa mais valiosa, o direito de algum dia sonhar com a retomada das ilhas, uma vez que com o pré-sal, é mais fácil as ilhas se tornarem independentes do que voltarem as mãos dos Argentinos. Falta de planejamento, falta de foco, falta de conhecimento sobre o equipamento, falta de disponibilidade do equipamento, falta de sorte, esta última que eles apostaram tudo ou quase tudo que tinham.
    A atitude de sair das operações da Marinha Argentina foi, no meu entender, algo que pode ser dito fugir da luta, da batalha, quando mais se esperavam deles.

  14. Muito bom esse artigo, adoro esse assunto, porque a força Argentina envolvida no conflito se parecia muito com a brasileira na época.

    Erikson, uma diferença interessante entre a marinha argentina e a nossa, na época, é que eles operavam os Trackers, os A4-Skyhawk, os Super Entandart, etc enquanto que os Trackers brasileiros eram operados pela FAB e o relacionamento entre a marinha brasileira e a força aérea nunca foi excepcional, quer dizer, a marinha não estava tão à vontade para planejar e executar uma operação com prováveis perdas de aeronaves. Também não dispúnhamos de aeronaves(asa fixa) com capacidade de operar Exocets.

    Abraços

  15. Cada vez que leio um artigo ou documentário sobre a guerra das Malvinas chego a conclusão que só uma palavra define a estratégia da argentina para o conflito: SUICÍDIO!

    – Força Aérea, Marinha e Exército NÃO realizaram um planejamento conjunto!

    – Principais aviões mal tinham alcance para chegar nas ilhas;

    – Não estavam operacionais os sistemas de misseis dos contratorpedeiros;

    – Não possuiam aviões de esclarecimento maritimo;

    – Misseis exocet em pouquissima quantidade;

    – Tropas mandadas para as ilhas não eram de “primeira linha”;

    Na verdade tiveram sorte de não “apanhar” mais ainda!
    Podem ser citados alguns fatos heróicos individuais, mas a “cúpula militar”, os “planejadores” foram no mínimo uns “fanfarrões” !!

  16. Muito bem foi por pouco, que nossos hermanos argentinos não conseguiram neutralizar um aerodromo britanico, coisa muito dificil de se conseguir, imagino como os pilotos argentinos deviam estar se sentindo horas antes de iniciar um ataque que infelizmente não ocorreu pois teria mudado a direção do conflito.

    História muito boa, valeu blog !

  17. Quatro coisas:
    a) com menos vaidade e mais trabalho duro, um porta avião inglês tinha sido afundado. O custo seria vários A4 e talvez o próprio 25 de maio;
    b) os ingleses reagiriam intensificando a campanha submarina, a qual foi restrita;
    c) as bases argentinas no continente seriam atacadas, para a sorte argentina, pois seria uma derrota militar mas uma vitóriaa política;
    d) os EUA intervieriam e fariam uma posse simultânea da ilha tanto para a Argentina como para a Inglaterra.

  18. Creio que muita coisa ainda vai ser dita sobre o assunto, de acordo com o texto os Argentinos esperavam decolar e destruir a FT Britânica basicamente sem oposição.
    Possivelmente estavam sendo monitorados de perto por submarinos ingleses prontos a atacar, a providencial falta de vento acredito mais em uma possível detecção de submarinos, evitou o ataque.

    No geral quanto a guerra, faltou combinar com os Ingleses.

  19. Gostaria de sugerir um tópico discutindo o que o Brasil fez ou poderia ter feito para ajudar los hermanos, levando em consideração a soberania sul americana diante da arrogância inglesa, e as restrinções sofrida na questão de armamentos.

    Saudações alagoanas!

  20. Wolfpack,

    Concordo com vc, me desculpem mas para mim a entrada da Argentina nessa guerra foi uma TREMENDA burrice! Obviamente uma burrice da cúpula que governava o país. Os militares tentaram “fazer o possível” e a Força Aérea argentina fez até o “impossível” com o que dispunha.

    Mas foi tanta burrice dos governantes que dá até raiva! Como é que um país ataca a Inglaterra sem possuir nem sequer mísseis(parece que haviam 5 ou 6 Exocet)? Porque não se prepararam??? Porque o cabeça de bagre e “cachaceiro” Gen. Galtieri não comprou mais mísseis, revitalizou as aeronaves que estavam em péssimo estado??? Porque o imbecil do Galtieri não esperou nem sequer a integração dos exocets aos Super Entendart pelos engenheiros franceses que estavam na argentina???? Tem explicação para isso?

    Parece também que o Invencible ou um dos Porta aviões iria ser desativado em semanas ou entrar em período de manutenção, porque os IMBECIS do governo argentino não esperaram o PA ficar fora de serviço???

    O governo argentino fez tudo errado, sem planejamento nenhum!!! Com equipamentos sucateados, etc. Como alguém se lança em uma guerra com a Inglaterra, uma nação que a séculos luta em guerras “ACHANDO” que eles iriam entregar de “mão beijada” justamente as Malvinas/Falklands??? As Falklands são um ponto muito estratégico para a Inglaterra no atlântico sul! Dela podem controlar todo o atlântico sul e a região próxima da Antártida em um conflito e ainda uma base importante para a exploração da Antártida em tempo de paz.

    Essa guerra foi uma “burrice total” por parte da Argentina e para mim os hermanos mereceram a derrota!

    Há muitos outros pontos como, por exemplo, apenas alguns estavam operacionais. Dos que estavam, parece que quase todos tinham FISSURAS na fuselagem. E os pilotos voaram assim, com medo de que os Skyhawks literalmente se despedaçassem em pleno vôo ao exigir uma manobra mais brusca que forçaria a estrutura! Isso não é inteligente!
    Os Exocets não estavam integrados ainda aos Super Entendart e só haviam chegado/comprado aproximadamente 6. Os engenheiros franceses da fabricante dos mísseis estavam trabalhando na integração dos mísseis quando estourou o conflito! A França mandou que eles retornassem para seu país. Sabem quem “INTEGROU TABAJARAMENTE” os Exocets??? Os engenheiros e técnicos aeronáuticos argentinos, numa corrida frenética de tentar descobrir os códigos de integração e controle dos mísseis à aeronave na base da tentaiva e do erro!!!

    Isso é absurdo!

    Eles conseguiram controlar o lançamento dos mísseis pelas aeronaves, mas parece que não completamente toda a capacidade de opções de programação que os mísseis possuiam(não me lembro bem o que agora).

    Os militares, principalmente a FAA fizeram “o impossível” para superar os problemas e tentar cumprir a sua parte. E não devemos esquecer quantas vidas foram perdidas por esse erro colossal, vergonhoso e ridículo, pois a entrada nessa guerra foi uma burrice completa do governo argentino!

    Sinto que muitos falam com ar de “saudosismo” das proezas da argentina neste conflito, mas a verdade é que não tinham a menor capacidade de se aventurar em uma guerra com uma nação como a Inglaterra e que foi um verdadeiro absurdo os militares que governavam o país enviarem seus militares para serem mortos como “ovelhas na toca de lobos”!!!

    Devíamos analisar é se algo semelhante acontecesse atualmente no Brasil os militares deveriam ou não se negar a cumprir uma “possível maluquice” de nossos governantes atuais ou futuros… Eu penso que deveriam se negar!

    Um abraço a todos!

  21. Vou falar o que já falei, se for verídico que cada A4 ou mirage, davam rasantes nas embarcações inglesas, pois só tinham os canhões e mísseis ar-ar, eu dou muita risada, porque se houvesse ao menos um exocet em cada mirage seria um kill cada tiro, caso for verdade que eles se aproximavam tanto das embarcações inglesas. Se a defesa de ponto inglesa fosse tão bom nao chegariam tão perto.

    claro tem dessa dos franceses boicotarem….que não se sabe ser verdade ou não.

  22. O melhor e mais verdadeiro documentário que já vi sobre o conflito das Malvinas estão nos links abaixo. Prestem atenção quando os pilotos falam da situação em que se encontravam as aeronaves.
    Este documentário que foi feito com os pilotos que voaram no conflito vai elucidar muitas dúvidas e desmitificar muito “papo furado” que se vê na internet!
    Os pilotos argentinos realizaram verdadeiras proezas, mas não devemos esquecer a burrice que foi a falta de planejamento e a burrice da entrada nesta guerra naquele momento! Vejam e aprendam meus amigos!

    Um abraço a todos!

    Partes:

    1) http://www.youtube.com/watch?v=DilxP1OiUug
    2) http://www.youtube.com/watch?v=jnXIHIw3cxc
    3) http://www.youtube.com/watch?v=EXEPAX6QMU4
    4) http://www.youtube.com/watch?v=PXJ9g9hU0L0
    5) http://www.youtube.com/watch?v=KYn08VyCCyk
    6) http://www.youtube.com/watch?v=vt7R0FroQDw
    7) http://www.youtube.com/watch?v=N1dqw41ocBE
    8) http://www.youtube.com/watch?v=CTLd2_gJYC0
    9) http://www.youtube.com/watch?v=wkD6teJSVak

  23. Erikson em 23 mar, 2010 às 17:00
    “Muito bom esse artigo, adoro esse assunto, porque a força Argentina envolvida no conflito se parecia muito com a brasileira na época.”

    ??????

    Acredito que o amigo estejas deveras equivocado. A Armada Argentina estava a anos-luz a frente da MB, só o fato de terem um NAe OPERACIONAL e JATOS(lembre-se de que o A-4 no início dos Anos 80 ainda era um avião novo…)!!!! E a MB? Um NAe com seus S-2 e nada mais…nada mais…

    O triste nisto tudo é que as FA argentinas, apesar da derrota, deveriam ter saído deste conflito bem mais poderosas, bem mais capazes, pois poderiam aprender com os erros, mas infelizmente, a nação argentina, sempre governada por de$miolado$(epa! Qualquer coincidencia com alguns vizinhos do norte é mera casualidade…hehehe…) virou esse monte de sucata…Lembram que o Menen tentou reaparelhar as FA´s? E foi escorraçado! A esquerda raivosa caiu de pau em cima dele…foi o canto dos cisnes para as FA´s hermanas…

    Mas o consequente ataque argentino a FT Britânica não mudaria o curso da guerra…a nao ser o fato de quem com toda a certeza um submarino nuclear teria encontrado o 25 de Mayo…

    Faltou um detalhe: EXCELENTE MATÉRIA!

    Alguém sabe dizer se algum dos livros mencionados foi editado em português?

    Recomendo um filme argentino: FOGO DO CÉU

  24. Numa análise simplista, sem querer tirar o brilho da Armada Argentina, seus meios e estratégias, assim como da sua Força Aérea e Exército na ocasião; o que ocorreu de fato em relação à tomada das Malvinas é que a junta militar que governava a Argentina (o Galtieri e companhia) não contava realmente com a reação da Dama de Ferro, a Sra. Margaret Tatcher. Imaginaram que estando as Malvinas muito longe de Londres, não valeriam a retomada. Enganaram-se e jovens argentinos pagaram com suas vidas pelo erro da Junta Militar.
    Na realidade foi uma aventura. Uma cartada que não deu certo, porque a Sra. Tatcher levantou o valor das apostas e ganhou, pois tinha cacife para tal.

  25. LATINO,

    à epoca a França nao fazia parte da OTAN (havia saido em 1966 e só voltaria em 2009)

    Giordani RS,

    o filme que voce citou não seria iluminados pelo fogo (titulo original- iluminados por el fuego)

    abraços a todos

    excelente post, adoro ler sobre as malvinas e debates se,…

  26. Para além da consentãnea explicação acima identificada por “The Captain”, a outra explicação da burrice do general Galtieri é simples: um general do exército decidiu sobre uma guerra que era essencialmente aeronaval.
    João Gonçalves

  27. outra coisa,

    dificilmente vejo falar em algum lugar sobre o ataque ao cargueiro hercules por camberra argentinos, que por fim veio a afundar em aguas brasileiras

    galante, nunão, poggio, bashera…

    alguma informação?

  28. Cargueiro naum, VLCC (Petroleiro) … rsss

    MO

    vitima de uma bomba acidental que não explodiu e ficou em seus tanques.

    Arribou no brasil (RJ) aonde após inseção foi decidido por seuaarmador em afunda-lo em aguas abertas, o que foi feito na cocosta de Santa Catarina, sob escolta do CT Sergipe

    Vessel OverviewDetails of the vessel including registration, dimensions, ownership and other characteristics…updated 24/7
    NameHercules IMO7038434
    StatusDead
    FlagLiberia
    TypeTanker (Unspecified)
    Year of Build1971
    DWT 220117
    GT99827
    Contact n/a
    Hull Type Single
    Collapse All
    Expand All
    Registration (Name, Flag, Callsign, IMO, MMSI)
    Name Hercules since: 13 Jun 1982
    Flag Liberia , From: 13 June 1982
    Callsign n/a
    IMO 7038434
    MMSI n/a
    Port of Registry Monrovia
    Tonnages (GT, Net DWT)
    GT 99827
    Net 82120
    DWT 220117
    Formula DWT 163407
    History (Construction Details, Launch Details)
    Construction Yard Number:n/aBuilt By:n/a Built At: n/a
    Launch Launched:n/aFirst Movement:n/a
    Dimensions (Breadth, Depth / Draught, Length)
    Breadth Extreme:48.23mMoulded:48.23m
    Depth / Draught Depth:25mDraught:19.39mFreeboard:5610mm
    Length Between Perpendiculars:307mRegistered:n/aOverall:322m
    Classification & Insurance (Clubs, ISM, ISPS, Societies) Clubs P&I : n/a
    ISM Vessel has no current ISM
    ISPS Vessel has no current ISPS
    Class Class: Not known
    Class History Class From Until
    ABS (Americas) (AB) After 01 January 1976 Before 31 December 1983

    Hull details (Hull Info, Ballast) Hull Info Build Material:SteelDeck(s):1Watertight Compartments:n/aBulkheads:n/aHull Type:SingleBulbous Bow:Y
    Ballast Capacity (tonnes):n/aSegregated Capacity (tonnes):n/a
    Facilities details (Details on available facilities) Pumps Total:4Description:4 X 14000 CBM/HRCapacity (Cubic):n/aCapacity (Tonnes):14000
    Tanks Total:20Center Tanks:n/aSegregated Ballast Tank
    Special Tanker Details •Inert Gas Systems

    Lifting Gear (0)
    Machinery (Engines, Speed, Propellers, Boilers, Generators) Engines (1) Typen/a (1)Power (Kilowatts)22371Designed by:Unknown Engine D.Built by:n/a Built at:n/a ()Position Cylinders Bore Stroke Fuel Designation:
    n/a n/a n/a n/a n/a UNKNOWN

    Primary Fuel Type Typen/aCapacityn/aConsumption15.25KTS ON 148MT (L)
    Speed Speed (Knots)15.25Speed Typen/a
    Propellers (1) Number1TypeFixed Pitch

  29. A Argentina tambem poderia ter colocado alguns agentes de espionagem pra ficar monitorando o movimento e a saída dos meios navais britânicos, por exemplo em Gibraltar e outras bases navais a serviço de “vossa magestade”.

    Quem não vai atrás de infomação numa guerra deixa de ganhar tempo e deixa de prevê algumas ações do inimigo.

  30. Mesmo que tivessem levantado vôo… acho que num iria dar para os hermanos, só ia deixar os piratas mais brabos… e a sua vingança seria “maligrina”…

  31. Mais sobre o Hercules

    Note (from the legal brief):
    “Respondent United Carriers, Inc., a Liberian corporation, chartered one of its oil tankers, the Hercules, to respondent Amerada Hess Shipping Corporation, also a Liberian corporation. The contract was executed in New York City. Amerada Hess used the Hercules to transport crude oil from the southern terminus of the Trans-Alaska Pipeline in Valdez, Alaska, around Cape Horn in South America, to the Hess refinery in the United States Virgin Islands. On May 25, 1982, the Hercules began a return voyage, without cargo but fully fueled, from the Virgin Islands to Alaska. At that time, Great Britain and petitioner Argentine Republic were at war over an archipelago of some 200 islands – the Falkland Islands to the British, and the Islas Malvinas to the Argentineans – in the South Atlantic off the Argentine coast. On June 3, United States officials informed the two belligerents of the location of United States vessels and Liberian tankers owned by United States interests then traversing the South Atlantic, including the Hercules, to avoid any attacks on neutral shipping.”

    By June 8, 1982, after a stop in Brazil, the Hercules was in international waters about 600 nautical miles from Argentina and 500 miles from the Falklands; she was outside the “war zones” designated by Britain and Argentina. At 12:15 Greenwich mean time, the ship’s master made a routine report by radio to Argentine officials, providing the ship’s [488 U.S. 428, 432] name, international call sign, registry, position, course, speed, and voyage description. About 45 minutes later, an Argentine military aircraft began to circle the Hercules. The ship’s master repeated his earlier message by radio to Argentine officials, who acknowledged receiving it. Six minutes later, without provocation, another Argentine military plane began to bomb the Hercules;

    the master immediately hoisted a white flag. A second bombing soon followed, and a third attack came about two hours later, when an Argentine jet struck the ship with an air-to-surface rocket. Disabled but not destroyed, t

    the Hercules reversed course and sailed to Rio de Janeiro, the nearest safe port. At Rio de Janeiro, respondent United Carriers determined that the ship had suffered extensive deck and hull damage, and that an undetonated bomb remained lodged in her No. 2 tank. After an investigation by the Brazilian Navy, United Carriers decided that it would be too hazardous to remove the undetonated bomb, and on July 20, 1982, the Hercules was scuttled 250 miles off the Brazilian coast.

  32. #
    Dan B/USA em 23 mar, 2010 às 23:00

    Please! The 25 de Mayo would have been sunk faster than you can say would have been sunk!

    Sim amigo Dan… Vc tem razão, o 25 de mayo seria afundado muito rápido numa batalha dessas.

  33. Pelo que me consta, na época o Hercules foi afundado com absolutamente tudo o que tinha pois a seguradora não autorizou a retitrada de nada. Provavelmente devido a bomba não detonada. Agora francamente!!! Esses argentinos!!! Não bastava atacar o navio errado ainda fizeram mal feito. Nem afundar conseguiram. Sorte que não mataram ninguém. Era muita pretenção querer ganhar a guerra. Para piorar agora vem com esse papo novamente. Tem gente que não aprende nunca.

  34. Mesmo que os 6 tivessem levantado voo, as chances de terem afundado um dos NAes britanicos era minuscula, teriam que passar por todo o guarda-chuva das escoltas, os Sea Harriers, as defesas do proprio Nae e ainda acertarem compartimentos importantes com bombas burras que falharam em explodir em outras ocasioes.

    Importante lembra que os Harriers tiveram um kill ratio de 22/0!

    A Argentina simplismente subestimou os ingleses e deu no que deu. Hoje nao seria diferente o resultado final, mas com certeza o placar…

    Sds!

  35. Marine e se os americanos pensassem dessa forma no ataque Doolittle?
    Não realizariam a missão.

    Se os ingleses também tivessem medo do risco, não teriam arriscado tudo para recuperar as Malvinas.

    Quem lê o livro do almirante Woodward tem uma percepção totalmente diferente da Guerra das Malvinas. Primeiro que os americanos recomendaram aos ingleses que não viessem, dizendo que a missão seria de alto risco e fracassaria.

    Segundo que se um navio-aeródromo inglês ficasse fora de combate, o que esteve prestes a ocorrer várias vezes, a missão também fracassaria.

    É só contar o número de navios ingleses afundados e avariados e mesmo assim, porque 60% das bombas argentinas falharam.

    Faltou muito pouco e no momento crucial o comando argentino não soube aproveitar a oportunidade. E vão amargar a frustração pelo resto da história.

  36. Galante

    É verdade. Poderiam ter ganho a guerra. O Almirante Woodward fala isso mesmo. Se os argentinos tivessem noção o quão perto estavam da vitória, se tivessem tomado atitudes mais combativas teriam ganho. Agora só resta lamentar e reclamar. Ganha a guerra quem erra menos. Dançaram.

  37. Pelo que dá pra vê na foto do google terra, noto que a frota britânica ocupou primeiro na zona de exclussão da ilha. A ARA deveria ter ocupado primeiro a zona com seus GT’s. Incoerente? Que será que acontece?

    Mesmo assim acho que se a Argentina e a Inglaterra tivessem perdido seus porta aviões, a Inglaterra ainda sustentaria-se usando suas fragatas.

  38. RodrigoBR,

    “Sabem quem “INTEGROU TABAJARAMENTE” os Exocets???”

    Adorei. Só tenho pena dos leitores deste blog que precisarem traduzir.

    Galante,

    “… e se os americanos pensassem dessa fotrma no ataque Doolittle?

    Muito boa analogia.

  39. “à epoca a França nao fazia parte da OTAN (havia saido em 1966 e só voltaria em 2009)”

    A França retirou-se da estrutura de comando da OTAN mas permaneceu dentro da organização e atraves de acordos secretos com os EUA,” the Lemnitzer-Aillert Agreements ” ficou estabelecido como a França apoiaria as operações da OTAN em caso de guerra com a URSS…De Gaulle na teoria fez uma coisa e na pratica … outra.

    Quanto ao “ataque Doolitle”, não sei se é uma boa analogia, pois o ataque tinha como unico objetivo elevar o moral dos aliados no mundo todo e mesmo atrair para a causa nações que ainda se encontravam neutras.

    Nunca se esperou que 16 B-25s, voando isoladamente, tendo como alvo varias cidades, fizessem algum dano material de monta ou mudassem o curso da guerra ou de uma batalha e se falhassem seria apenas mais uma das tentativas que os “iniciantes” americanos estariam fazendo, ou seja, um risco calculado e pouco a perder.

    Acho que a batalha de Midway seria um exemplo melhor, quando aeronaves obsoletas e pilotos inexperientes foram enviados com poucas chances de vitoria e havia muito mais em jogo.

    Como o Galante bem escreveu “no guts, no glory”…talvez os argentinos devessem ter arriscado um pouco mais …mas…para mim é fácil falar pois a vida de centenas de homens no 25 de Mayo estava nas mãos de outros.

    sds

  40. Dalton, sim, o exemplo de Midway seria uma comparação melhor. O ARA 25 de Mayo devia ter feito valer o seu lema: “Juramos con gloria morir”.

    A frustração dos pilotos de A-4Q argentinos deve ter sido grande. Dá pra ver nas fotos.

  41. Galante,

    Ja li o livro do Almirante Ingles, e concordo que a Argentina poderia ter ganho a guerra caso varios “Se” tivessem acontecido. Se os Naes britanicos tivessem sido afundados, se mais escoltas tivessem sido afundadas, se os Harriers tivessem tido percas grandes, se o exercito argentino tivesse dado mais trabalho…Mas e muito “se” pra garantir uma vitoria, dizer que sorte ou falta dela e “quase” ganhar ou perder uma guerra, deixar a vitoria a chance e algo que no final nao vale o esforco militar. Comandantes nao se podem deixar levar e arriscar as vidas de seus comandados baseados so nisso.

    O Doolittle Raid foi em outro contexto, a missao era considerada suicida e nao tinha nenhum valor militar, apenas psicologico, representava um numero infimo de avioes americanos quando perdidos. Ja o caso do 25 de Mayo era uma missao com carater e objetivo militar maior do que psicologico, buscavam uma manobra “Hail Mary”, um desespero para nocautear a Inglaterra da guerra e caos falha-sem toda a aviacao naval argentina teria sido destruida, um risco muito maior do que o Doolitlle raid, estrategicamente falando.

    O fato e que a Inglaterra estava melhor preparada, treinada, equipada, doutrinada, liderada e ate motivada do que a Argentina e numa guerra convencional como foi essa fica dificil ganhar quando o inimigo tem tudo isso.

    Semper Fidelis!

  42. Faltou dizer que concordo com a decisao do Almirante argentino, apesar de que militares queremos sempre ser agressivos e audaciosos, existe uma fina linha entre audacia e suicidio principalmente para aqueles que estao executando as ordens na ponta da lanca. E facil pra nos aqui generais de poltrona criticar que esse ou aquele comandante nao foi agressivo mas nesse caso concordo que os riscos nao justificavam a missao, as chances de serem bem sucedidas eram muito pequenas pra arriscar a perda de toda a aviacao naval embarcada argentina.

    Sds!

  43. Bravo!! Galante!!! Belo Texto.

    O ministério da saúde adverte:

    Acessar o triologia causa dependência e tendinite.

    Abs.

  44. Alagoano em 23 mar, 2010 às 20:16

    Alagoano, o Brasil atuou de forma exemplar durante o conflito. Tivemos uma “neutralidade ativa” que foi uma das grandes razões por trás da distensão entre Brasil e Argentina no período de redemocratização, dois países que até então só se bicavam e faziam uma mini corrida nuclear regional.

    Ao contrário do Chile, o Brasil não deu informações aos ingleses e (com muita coragem) interceptou e apreendeu um avião inglês que não conseguiu realizar um REVO e invadiu o espaço aéreo brasileiro.

    Mais do que fizemos, não deveríamos e não poderíamos ter feito, pois a Argentina tinha razão no mérito (titularidade sobre as Ilhas) mas errou completamente na forma (agressão unilateral para fins populistas).

  45. Marine em 24 mar, 2010 às 13:32

    Concordo totalmente que é fácil demais ser profeta do passado. Só o Almirante argentino sabia os limites de seu equipamento e não se pode levianamente considerá-lo covarde.

    Se o 25 de Mayo e seus aviões estavam em estado tão ruim como dizem alguns, é realmente plausível que o NAe tivesse mais valor estratégico como “fleet in being”, desviando atenção e recursos dos ingleses, do que afundando inutilmente (só para a glória).

    http://en.wikipedia.org/wiki/Fleet_in_being

  46. Os aviões do 25 de Mayo atuaram depois operando de terra, causando bastante estrago.

    Logo após a guerra, o ARA 25 de Mayo começou a operar os jatos Super Étendard, então o navio não estava em estado tão ruim assim.

  47. Colegas Guppy e Giordani, sei dos efetivos da MB e ARA na época, é que me expressei mal, concordo plenamente com a argumentação de vcs, oque eu quiz dizer foi numa maneira geral nas 3 forças, lógico que diferenças existiam e existem mais ainda agora.
    Abraços

  48. Alguém acha que a situação da nossa MB com o A-12 São Paulo é muito diferente da ARA nas Malvinas 1982?

    Dois NAes sem a menor capacidade de atuar na Guerra moderna, antes e agora.

  49. Está aí uma coisa que não pode acontecer, depender to tempo para executar uma operação! Até parece que estava usando velas.
    Equipamentos modernos e eficientes só provam que podem mudar o destino de uma guerra!

    []’s

  50. Galante em 24 mar, 2010 às 15:25

    Talvez o equipamento não estivesse tão ruim, mas naquele momento o risco de ir só com uma bomba por avião poderia não ser justificado.

    Hoje sabemos que o conflito durou somente 70 e tantos dias e que, portanto, aquele era um momento de tudo ou nada. Mas o Almirante argentino obviamente não podia saber disso.

    Naquele momento, era perfeitamente razoável acreditar que a melhor estratégia para a Argentina – enfrentando um inimigo mais forte, mas dependente de uma longuíssima e vulnerável linha de suprimentos – seria vencer pelo cansaço. Em tal cenário, a preservação do 25 de Mayo como ameaça real para essa linha de suprimentos seria, talvez, um elemento importante demais para ser arriscado em uma única cartada.

    Ninguém poderia imaginar que as ilhas seriam re-conquistadas tão rapidamente quanto foram.

    Não estou dizendo que o sujeito acertou, provavelmente não, mas não podemos ser tão duros no juízo sem saber o que ele conhecia e que o tinha realmente à disposição.

  51. Bla, bla, bla

    SE tivessem decolado, SE o vento ajudasse, SE as bombas explodissem…SE não tivessem apanhado feito gente grande.
    DESCULPA DE MAU PERDEDOR!!!!!

    No site da Royal Navy pode-se ver em detalhes a Guerra…
    O ARA Gral. Belgrano foi afundado…e a gloriosa armada argentina recolheu-se a suas águas territoriais.
    3 submarinos nucleares britânicos ficavam no limite desse local, de sobreaviso.
    Naquela época dizia-se que apenas 1 submarino nuclear poderia afundar a totalidade da Armada argentina, que sabendo disso ficou quietinha…
    Agora vem com essa estória, é muito feio…

  52. DV,

    Obrigado pelo link. Tinha a ideia, errada pelos vistos, de que o Brasil tinha adoptado uma posição neutral durante o conflito.

    Quanto à interceptação do Vulcan, fico na duvida, pois pelo que sei a FAB afirma ter interceptado com sucesso o bombardeiro enquanto a RAF pelos vistos é de opinião contrária. O meu interesse na matéria é só e apenas a verdade dos factos.

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