Uma fragata para o Brasil?

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SAMSUNG DIGITAL CAMERAA fragata F-101 “Álvaro de Bázan” está este fim-de-semana em Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, Açores para uma pequena escala técnica. Excelente oportunidade para assistir à manobra de atracação, conhecer mais de perto este navio que tanto sucesso tem tido no mercado da exportação, mas também de tomar um café com o seu comandante, capitán-de-fragata Íñigo de la Puente.

Este navio, inicialmente integrado no desenvolvimento do projecto europeu NFR90, do qual tem no casco grandes influências, foi um enorme sucesso dos estaleiros espanhóis NAVANTIA. Para além dos cinco navios da armada espanhola, teve uma versão de exportação representada por cinco navios noruegueses da classe “Fridtjof Nansen” e ganhou recentemente um contrato para mais três navios para a marinha australiana, a futura classe “Hobart”.

A “Álvaro de Bázan” tem 146,7 metros de comprimento, desloca 6.260 tons e atinge um velocidade máxima de 28.6 nós impulsionada por dois veios accionados por uma instalação propulsora CODOG (Instalação combinada ou Diesel ou Turbina a Gás).

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Mas o que mais impressiona na F-101 é o seu sistema de armas edificado em torno dum sistema de combate norte-americano AEGIS apoiado no radar 3-D SPY-1D e constituido por 48 células de lançamento vertical para mísseis AA Standard SM-2 Block IV, AA RIM-7P ESSM ou de cruzeiro RGM-109 Tomahawk. Para além deste armamento ainda dispõe duma peça de 127mm Mk45, de 8 células de lançamento de Mísseis anti-navio RGM-84 Harpoon, bem como torpedos Mk46 e um helicóptero orgânico SH-60B Seahawk.

Tendo saído de Ferrol no princípio de Janeiro deste ano, a fragata espanhola leva já quase três meses de missão. No entretanto, procedeu ao disparo de 5 mísseis ESSM e à qualificação do sistema de combate em conjunto com duas “Arleigh Burke” da USNavy na zona de S. Diego, CA e prestou apoio no Haiti, onde se encontrou com o navio anfíbio espanhol “Castilla”. Depois de Ponta Delgada, a próxima escala será em “casa”, de novo na base naval de Ferrol.

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47 Comentários to “Uma fragata para o Brasil?”

  1. Rodrigo Rauta disse:

    Realmente é um belissimo navio, muito bem armado e equipado. Seria uma excelente escolha se a MB as escolhesse.

    Abraços

  2. Samuel Henrique disse:

    Os atributos são tantos que quase fiquei sem folego!
    Mas todo esse sistema de combate não caberia em nosso lindo e maravilhoso orçamento.
    Misseis de cruzeiro RGM-109 Tomahawk…acho que nem pagando o dobro!
    Um belissimo navio, seria uma grande aquisição, mas este é o momento de ter os pés no chão e assimilar as FREEM, aprender como fazer (direito) e ai partirmos para misseis de lançamento vertical, de cruzeiro e quem sabe um dia…Nuclear!!!!!

  3. Galileu disse:

    concordo….samuel em gênero numero e grau, mas confesso que até as fremm está longe da realidade da MB, mas a fremm italiana é minha preferida

    abraço

  4. Samuel Henrique disse:

    Galileu em 28 mar, 2010 às 2:16

    Você acaba de tocar num ponto que eu tenho até medo de mencionar!!
    Um Pais que não consegue operar 06 Niterois e 04 Type 22, não quer construir nem uma Barroso a mais (com objetivo de aprimorar suas capacidades) e tem um porta-avioes que há anos não consegue navegar; isso sem falar nos aviôes que um dia foram 23 e agora, se muito, serão 12 ou até menos, quer construir FREEM????
    Estou um pouco desacreditado de nossa Marinha!
    Tenho achado que nosso pais esta tentando dar um passo muito grande! No passado, já tentamos ser uma grande nação Militar e hoje, só temos sucatas funcionais!
    Espero estar errado, mas não acredito tanto que seremos capaz!

    Plageando seus dizeres, “concordo em genero numero e grau” e também prefiro as Italianas!
    Desde a primeira vez que li sobre as FREEM Italianas, sempre considerei um navio melhor que o modelo Frances. Além de já termos um historico de cooperação militar entre o Brasil e a Italia!
    Acho que assim, também evitariamos uma total dependencia dos franceses!
    Torço todos os dias para estar errado e espero que sejamos capaz!!
    Mas eu queria uns 06 desses ai em cima em nossa costa…como queria!!!!!!!

    Forte abraço!!!

  5. Samuel Henrique disse:

    Uma pequena correção….FREMM e não FREEM.

    O plantão tá acabando, a vista vai ficando cansada…

  6. Paulo disse:

    Prezado Samuel Henrique

    “Estou um pouco desacreditado de nossa Marinha!”

    Em todo país democrático o poder militar está subordinado ao poder civil. Logo, não é com a Marinha (ou as outras Armas) que a gente deve ficar desacreditado.

    Abraços

  7. Bosco disse:

    Interessante que essa classe não tem um CIWS ou canhões de pequeno calibre para defesa contra ameaças assimétricas.
    Confia inteiramente no ESSM para a defesa antimíssil e nas estações de metralhadoras para a defesa assimétrica.

  8. João Gonçalves disse:

    Caro bosco,
    de facto não se identifica nenhuma arma CIWS, mas possui duas peças Oerlikon de 20mm e oito brownings de 12,7mm.

    João Gonçalves

  9. Dalton disse:

    Bosco…

    há provisão para um CIWS Meroka 20 mm no topo do hangar…da mesma forma como há provisão para CIWS nos novos T-45 britanicos…em ambos os casos, fáceis de instalar se necessário.

    abraços

    P.S. Tudo bem com a esposa e o futuro rebento ??

  10. Bosco disse:

    Dalton e João.
    Obrigado pelas informações.

    Dalton,
    a Luana está prevista para “desembarcar” no dia 10 de junho.rsrsr..
    A comandante Cláudia passa bem.
    Um abraço e obrigado.

  11. corsario01 disse:

    Bosco disse:”Interessante que essa classe não tem um CIWS ou canhões de pequeno calibre para defesa contra ameaças assimétricas.
    Confia inteiramente no ESSM para a defesa antimíssil e nas estações de metralhadoras para a defesa assimétrica.”

    Essa confiança é que normalmente acaba por ser o famoso “tiro no pé”.

    Quando a Alvaro de Bazan esteve aqui no Rio, na Passex com a MB, nossos A4 realizaram um ataque a baixissima altura e segundo informações( tinhamos oficiais a bordo), quando eles foran detectados, dependendo do armamento utilizado, o navio teria sido atacado com êxito e os estragos seriam enormes.

    Reza a Lenda! OK? rsrsrsrsrsrs

    Abaixo o modelo desta classe com sensores que poderiamos usar nela, afinal, o SPY 1 nunca seria ofertado ao Brasil, face nossa postura de não querermos ser “amigos” dos EUA.

    http://s67.photobucket.com/albums/h311/luizpadilha/?action=view&current=SFFG-100lvarodeBazn2AU.gif&newest=1

    http://s67.photobucket.com/albums/h311/luizpadilha/?action=view&current=SFFG-100lvarodeBazn0AU.gif&newest=1

    E o Alvaro de Bazan aqui no Rio de Janeiro clicado por mim.

    http://s67.photobucket.com/albums/h311/luizpadilha/?action=view&current=ABazan1.jpg

  12. Nick disse:

    Belíssima nave de guerra, na minha opinião superior às FREMM. Seria inferior apenas as De Zeven Provicien Holandesas.
    Se ficar em uma shortlist, será descartada por ter armas, sensores e propulsão americanos…

    []‘s

  13. Dalton disse:

    As FREMM utilizarão propulsão americana na forma das turbinas LM 2500 da mesma forma como as Horizon utilizam.

    sds

  14. Harpia disse:

    É um sonho mesmo, assim como os A. Burk. Dinheiro no Brasil não seria problema (desde que largassem um pouco o osso) para adquirir e manter essas maravilhosas naves.

    Tá com a vista cansada mesmo Samuel Henrique, hehe…
    Até o nº de T22 na MB vc errou. São 3 em operação, pois a DODSWORTH foi pro beleleu.
    Um abraço.

  15. Celio Andrade disse:

    DINHEIRO TEM.
    Com uma marinha eficiente e uma guarda costeira operante só o que ia ser arrecado de apreensão e taxas dava para comprar varias.
    Vários navios vem em nossa costa pescar..e nada é feito.. se pagassem para isso seria uma arrecadação brutal.
    Foram o combate ao tráfico e armas que todos sabem entram direto pela baia de Guanabara e fronteiras…

  16. Bosco disse:

    Corsário,
    sem dúvida. Sem falar no fator psicológico que é você ter um CIWS. Igual a faca de combate ou a baioneta para um infante. Ela pode até nunca ser usada mas deve sempre esta a disposição.
    Mas com certeza o sistema ESSM deve ser fantástico. Até as Burkes estão vindo sem CIWS ou RAM’s.
    É um sistema com mínima intervenção humana e de resposta rápida além de cobrir quase até o limite do horizonte radar e até a poucos quilômetros do navio. Outro fator interessante é que o ESSM, apesar de ser guiado por um sistema semi-ativo e não por um sistema “ativo”, pode fazer frente a ataques de saturação já que ele usa o próprio radar de varredura eletrônica SPY-1D para prover tanto a atualização quanto a iluminação, não sendo necessário nenhum tipo de antena mecânica em qualquer fase, com isso vários mísseis podem ser atualizados e vários alvos podem ser iluminados simultaneamente.
    Um abraço.

  17. jsilva disse:

    Corsario01

    “face nossa postura de não querermos ser “amigos” dos EUA”.

    vc fez o meu comentario. pra que comprar vestido novo se não quer ir ao baile.

  18. jsilva disse:

    Ooooh Pad

    Tu nao tem esses desenhos maiores não?

  19. corsario01 disse:

    Zé meu amigo, eu pegue este desenho naquele site do cara que bão pra burro em desenhos. Argh! Num lembro o nomis deles. hehehehehe

    Mas como a F100, segundo muitos comentários vindos do oficialato, seria uma das preferidas pelo seu desempenho marinheiro, eu encontrei esses desenhos com versões sem o SPY 1, logo, poderia ser este o caminho, mas no fundo, eu não acredito não.
    Vamos de DCNS. :)

  20. Defourt disse:

    Parabéns pela matéria, gostei muito!

    Pô mas me deu vontade de tomar um cafezinho igual ao da foto

    O café e a xícara eu tenho mas aquele biscoitinho ali…
    Terei que ver na padaria chique aqui do bairro…

  21. jsilva disse:

    Defourt

    Bem vindo a “Liga do Café” A liga dos amigos!

    Corsario (Fogão) valeu. Gosto dessas configs diferentes. A F 100 é a terceira na minha lista.

  22. Patriota disse:

    As fragatas Alvaro de Bazan são um show !, mas tambem me chamou a atenção a falta de CIWS e canhões de pequeno calibre .
    Sistemas eletronicos podem falhar e por isto é sempre bom ter canhões a bordo .

    Quanto ao custo operacional , em todo caso teremos que aumentar o nosso orçamento uma vez que com oq temos não dá para manter uma esquadra de navios modernos ( nem mesmo as FREMM que tem um custo operacional menor).

  23. ivan disse:

    Olha, eu não entendo nada de equipamento militar…mas:

    a) tecnologia espanhola????? Isso existe?????
    Seria uma novidade

    b) se os navios forem de tecnologia europeia(como os aviões Airbus, feitos em vários países), aí será bom.

    Mas confiar num país que nunca teve destaque tecnológico não seria um pouco demais?????

  24. João Gonçalves disse:

    Caro Ivan,
    convém não ter preconceito quando falamos de origem da tecnologia.
    O Brasil é reconhecidamente um país tecnologicamente na vanguarda em muitas áreas, desde a indústria automovel, passando pela aviação e até na medicina.
    A Espanha tem provas dadas na construção naval senão nem a Noruega, nem a Austrália adquiriam fragatas AEGIS ou porta-helicopteros.
    E que dizer de Portugal, que hoje dá cartas a nível mundial com os seus Sistemas Integrados de Comunicações navais, em uso nas marinhas britânica, espanhola, holandesa, tailandesa e… brasileira.
    A tecnologia espanhola é de facto muito avançada, na contrução naval, na electronica militar, na aviação e na indústria espacial, entre outros.
    Bem haja,
    João Gonçalves

  25. ivan disse:

    Caro João Gonçalves,

    OK, fiz só uma pergunta. Obrigado pela resposta, que foi muito boa.
    Só discordo do termo “preconceito”. Entendo que a Espanha, o Brasil e Portugal podem ter áreas específicas em que estão desenvolvendo boa tecnologia. No Brasil, por exemplo, a Embraer é – empatada com a Bombardier canadense- a 3a. maior exportadora de jatos no mundo.
    Mas no geral esses países ainda carecem de tecnologia avançada, se comparados aos USA, Alemanha e Reino Unido.
    Abraços

  26. Bosco disse:

    Ivan,
    vale salientar que todo o recheio é americano. A única exceção fica por conta do CIWS Meroka que é de origem espanhola.
    Um abraço.

  27. Defourt disse:

    Interessantes as dicotomias habituais..

    Num outro post (DESTE ANO) queriam sair do padrão OTAN;

    Agora só devemos comprar de países com “tradições” tecnológicas etc;

    Afinal, saímos ou ficamos?

    Eu assovio ou chupo cana? Eu chupo cana ou assovio? (risos)
    ___X___

    jsilva,

    Obrigado então! Lógico que eu aceito o convite.

  28. Dunga disse:

    Esta fragata espanhola parece mal acabada e tem uma aparencia de que estava em construção na Espanha e os americanos em visita levaram o AEGIS para eles, quando os espanhois “ajeitaram” o AEGIS no topo do navio e ficou este “troço”…

    Navio com AEGIS é Arleig Burke ou ate o japones novo…

    Com a palavra, nosso consultor de navios ” o Mr Ostra…”

  29. Samuel Henrique disse:

    Paulo em 28 mar, 2010 às 9:54

    Comandante…acho que você têm razão! Mas também acredito que nossos comandantes militares estão sentados na sombra esperando a banda passar! Tudo é culpa do governo, tudo é porque o governo não libera dinheiro, tudo é culpa de alguem!
    No meu trabalho, levo a culpa de tudo que acontece, esteja diretamente ligado ao meu trabalho ou não! Não posso por a culpa em flata de efetivos, falta de recursos ou falta de estrutura (tecnica ou fisica) para justificar o que ocorre ao meu redor!
    Sempre escuto que tenho de fazer o melhor, com o que eu tenho a disposição!
    Há pelo menos 10 anos, tenho acompanhado com muito interesse o que acontece em nossas forças armadas e tenho percebido que não é só falta de dinheiro! Há muita desordem, falta de projetos claros, falta de objetivos tangiveis e de orientação para o que se irá fazer!
    Não há planejamento, comprasse o que está a disposição e me parece que, em alguns casos, não se precisa exatamente do que foi comprado!
    É facil culpar o governo por tudo que acontece. Mas acredito que ficar sentado numa sala cheio de quadros bonitos, com ar condicionado e maquetes de navios e aviões, esperando o governo melhorar…não vai resolver o problema!

    Harpia em 28 mar, 2010 às 11:51
    Pô camarada… eu sei que são só três em “condições” de uso. Mas eu não lembrava de jeito nenhum o nome da que foi para o saco!!!!
    Mas para você ver como a coisa tá ruim. Compra 4 e depois percebe que não dá para trabalhar com 4! Como diz um funcionario que trabalha comigo “é pra acabar!!!”.

    Forte abraço a todos

  30. Samuel Henrique disse:

    corsario01 em 28 mar, 2010 às 11:01

    Tá difcil de escolher o que ficou melhor na foto! Se foi a belonave ou a paisagem da minha terra natal ao fundo!!!!!

    nota 10!

  31. caiozin disse:

    alguém sabe se é melhor que uma FREMM ?

  32. corsario01 disse:

    Samuel, que bom que gostou.

  33. MO disse:

    Risos Rezzara

    Não, elas eram assim de projeto, mas quem não curtiu muito, ao menos a principio foi os norueguelicos, que tiveram algumas dor de cxabeça com a Fridtoj Nanssen (ou fritqualquer coisa …) (segundo

    Oss norueguelicos que conheço, alguns ex KNM, falaram principalmente de problemas pequenos no seu acabamento que poderão vir ser problemoes a longo prazo de manutenção, sem contar o dito por eles, custo beneficio

    Abs
    MO

    aahhh tah , Aegis são Ticos, Burkes and improved, Kongos and Improved e King Sejong the Great

  34. MO disse:

    Ei Pad

    Vc poderia colocar as Nossas (tuas) rss as foto da “firma’ da Bazan and da Baleares chegando ai no Bairro distante de Santos, a Bahia do Guvernador, perto da Ilha da Guanabara, tipo proximo a General Severiano and Caio Matins,ai sim, os cara ia Baba e made por nos (vc) e lidezimerrimmas

    MO

  35. Dalton disse:

    E os espanholicos Alvaro de Bazan e futuramente os Hobart dos australopitecos.

    Acertei Mestre ?

  36. MO disse:

    Afirmativo Mestre

    Deixei elas justamente pra vc completar, tipo Joint Completor warrior

    Os Australopitecos são punk, quase tão bons quanto os nova zelandicos, so que de Meko 200 …. :-)

    Abs
    MO

  37. MO disse:

    Ei Pad

    So falto a Alvaro de Souza … e ela ?

    Abs
    MO

  38. Alexandre disse:

    Samuel

    Concordo com vc. Quando o Brasil comprou as 4 type 22, houve muita gritaria por parte de alguns integrantes do alto comando inglês. Até o Almirante Woodward que comandou a retomada das Malvinas, já na reserva, mandou uma carta ao alto comando repudiando a venda por achar que era uma temeridade se livrar de equipamento tão valioso. O que demonstrava a excelente oportunidade que a MB estava tendo. Entretanto qual não foi a decepção ao ver que não havia dinheiro para as 4 e optou-se pela baixa da DODSWORTH ou “12 Volts”. Como podemos chamar o que ocorreu nesse caso. Planejamento ?? Acho que não. Abraços

  39. Samuel Henrique disse:

    Alexandre em 29 mar, 2010 às 0:12

    É comandante…compra o PS2 travado nas casas Bahia, e depois descobre que o jogo original custa R$120,00 (os melhores). E ai, cade dinheiro para comprar jogo todo mês?????
    É preciso se planejar, saber de quanto você irá dispor e por quanto tempo você terá estes recursos. Não comprar, porque está barato e depois ver se dá para manter funcioando!!!
    E se não der….é só dizer que foi o governo e tá tudo bem!!!!

    Mas que eu queria uma belezura destas navegando com nossas cores…..imagina a correria que isso desencadearia nas marinhas da america do sul?????

    Um abraço!!!!

  40. corsario01 disse:

    MO eu coloquei a Alvaro de Bazan no meu 1º post aqui. Logo abaixo do desenho das F100, tem o link para a foto dela.

    E voltando ao tópico em questão, tem essa aqui do México da última UNITAS.

    http://i67.photobucket.com/albums/h311/luizpadilha/Mina.jpg

  41. corsario01 disse:

    Samuel e Alexandre.

    Na verdade a razão não foi assim tão simples. Não tem dinheiro é uma razão pra lá de simplória para a real razão da 12 volts ter dado baixa.

    Conta a Lenda, rsrsrsrs, que quando a MB foi fazer o PMG na F46, a mesma descobriu que necessitava trocar praticamente 50% das chapas do navio, tal o estado em que as partes internas se encontravam. Mas, já que estavam ali com tudo desmontado, resolveram terminar e o gasto foi bem alto. Bem acima do estipulado e pretendido.
    Na ordem, a 12 volts seria a próxima e após um estudo, verificou-se que a mesma tb estava mal. Então, o custo benefício falou mais alto e por obra do destino, a F49 sofreu o acidente com o Sarandi. A MB não teria como adquirir tudo o que a F49 precisava com os Mercadores da Morte, face ao alto preço ou ao fato de que todos os equipamentos já tinham sido descontinuados.
    Por isso a 12Volts deu a vez a navios que estavam em melhores condições como a F48 e a própria F49.

    É triste? sim, mas foi uma atitude racional. Mesmo que tivessemos dinheiro, não valeria a pena.

    Lembrem-se: Custo Benefício!

  42. Alexandre disse:

    Olá Corsário

    Tudo bem com vc? Entendo sua posição também. Me lembro bem do fogo amigo da ARA Sarandi. O mais gozado é que uns dois mêses depois estive na Rademaker para a passagem de comando. Imagina qual era a nova comissão do comandante? Adido na Argentina. Logo onde. Mas eu tendo a achar que alguém comeu bola nesse caso da “12 volts”. Assim como o Samuel a pressão no meu trabalho também é constante e tem coisas que se não tiver explicação plausível, é rua na certa. Todo dia ponho meu emprego em risco, se não a própria vida. Portanto o custo benefício pode ser uma explicação para tudo. Em fim como se diz “explica mas não justifica”. Será que os engenheiros em Plymouth, se não me engano, quando do recebimento desses meios não poderiam ter visto isso? Tenho todo carinho e respeito pela MB e pelos amigos que lá estão ou estiveram até por isso que participo desse blog mas ainda acho há um pouco de falta de comprometimento por parte de alguns tomadores de decisão. Vc sabe disso tão bem quanto eu. O profissionalismo e correção de muitos pode ser anulada pela incompetência ou má fé de uns poucos que detem o poder. Em fim, só sei que se comprou 4 e pouco depois só restaram 3. Não consigo ver isso como normal. Adoraria ver uma Bazan aqui mais acho quase impossível. Um grande abraço.

  43. ivan disse:

    Bosco,

    Tinha visto seu comentário só depois. Obrigado. Foi o que imaginei, carcaça espanhola e recheio americano ou inglês…

  44. Samuel Henrique disse:

    Boa noite Corsário!!!

    Acho que o Alexandre sistetizou muito bem o que eu iria escrever!
    Assino em baixo!

    Acredito ser ainda pior está situação que você descreveu! Significa que podemos ter este problema mais para frente com outros maios adquiridos recentemente!

    Como eu escrevi anteriormente, nem tudo é culpa do governo!

    Forte abraço!

  45. Harpia disse:

    Alexandre em 29 mar, 2010 às 12:20

    Bom amigo.
    Se pensar-mos assim, com relação a adquirir navios usados, quase não teríamos marinha. A MB faz um grande esforço para se manter na melhor situação possível. O(os) governo(s) tem culpa sim, pois as altoridades navais tem total ciencia da situação que a força está passando e comprar meios de segunda mão, mostra que eles estão preocupados com a manutenção do poder naval, nem que seja no mínimo possível (coisa que nenhum presidente brasileiro civil se preocupa) e as T-22 vieram para cobrir a lacuna gerada com a modernização das classe NITERÓI, pois a MB não teria os seus principais meios disponíveis naquela ocasião da modernização.
    Muito se critica das T22, mas uma coisa eu posso falar com toda certêza, são navios magníficos.
    Confortáveis, robustos, grande velociddade mantida, ótimas tripulações, eficientes, bem armadas (só faltou um canhão de médio calibre).
    Tenha certêsa de uma coisa.
    As autoridades navais sabem muito bem do que a marinha precisa para ser grande e poderosa, mas quem financia tudo isso, é o “GOVERNO FEDERAL”, pois as FAs não tem fins lucrativos, e quem quase destruiu as FAs, foi o governo passado, que tem uma verdadeira repulsa por militares.

    “Pode escrever”
    Todos os atuais projetos das FAs, serão parcialmentes cancelados, caso o antigo governo volte ao poder.

    Um grande abraço amigo.

  46. Defourt disse:

    “Todos os atuais projetos das FAs, serão parcialmente cancelados, caso o antigo governo volte ao poder.” (Harpia)

    É bom demais estar vivo para se poder vivenciar esta IRONIA (do destino?). Não defendo governo algum, tão pouco esta é uma opinião política.

    Mas poder enxergar dicotomias (contradições) virou um “hobbie” meu ao longo da minha ainda jovem vida! [comecei cedo]

    De acusado como desmantelador das FFAA até a situação na qual se configura >>>> NÃO TEM PREÇO! Para todas as outras “mastercard”…

    E olha que as FFAA precisam de muuuuito CRÉDITO INTERNACIONAL!

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