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A parceria estratégica Brasil-Itália estabelecida entre os Presidentes dos dois países, em abril desse ano, resultou em um ato concreto de fortalecimento de suas relações militares.

Na manhã do último dia 24, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnico-militar e de Defesa, entre o Subsecretário do Ministério da Defesa da Itália, o Ministro da Defesa do Brasil e os Comandantes das Marinhas das duas nações, no Salão Nobre do Ministério da Defesa, em Brasília-DF.

O acordo entre as Marinhas brasileira e italiana visa desenvolver um relacionamento privilegiado no campo da defesa, embasado na parceria industrial e transferência de tecnologia.

Além disso, será estabelecido o intercâmbio regular de visitas de oficiais, buscando um diálogo regular no campo do Controle Naval do Tráfego Marítimo.

O Subsecretário do Ministério da Defesa da Itália, Guido Crosetto, expressou ser uma honra participar da assinatura de um acordo como esse: “Nossa aliança não deve ser apenas técnica, mas de cultura, valores e pensamentos”, registrou. Segundo ele, a cooperação estabelecida é fruto do respeito e amizade que sempre existiu entre as duas Marinhas.

Na opinião do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Acordo de Cooperação é um marco no processo de concretização da Estratégia Nacional de Defesa e, em especial, do projeto de Reaparelhamento da Marinha do Brasil.

FONTE e FOTO: MB

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No dia 16 de junho, a Corveta Barroso (V-34) atracou no Porto de Walvis Bay, na Namíbia, após 11 dias de mar e cerca de 3.200 milhas náuticas, realizando sua primeira travessia do Oceano Atlântico, sem a necessidade de reabastecimento.

A comissão África 2010 é a primeira comissão operativa do navio, após o período de comissionamento de equipamentos e sistemas, testes no mar e Inspeção Operativa.

Walvis Bay foi, também, o primeiro porto em que atracou a Corveta “Barroso”.

Como parte das comemorações do Aniversário da Batalha Naval do Riachuelo – Data Magna da Marinha, foi realizada, no dia 11 de junho, uma cerimônia alusiva à data, que possui um significado especial para a Corveta Barroso, já que o navio ostenta o nome do comandante que conduziu a Armada Brasileira à vitória na Batalha do Riachuelo.

Hoje, os sinais de Barroso servem de incentivo à tripulação do mais novo escolta da Esquadra.

Também componente do Grupo-Tarefa, o Navio-Tanque Almirante Gastão Motta atracou em Walvis Bay, em 19 de junho.

A comissão incluirá, ainda, os seguintes Portos: Luanda (Angola), Malabo (Guiné Equatorial), São Tomé (São Tomé e Príncipe), Lagos (Nigéria), Acra (Gana) e Recife (PE).

FONTE e FOTO: MB

SAIBA MAIS:

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Os navios-aeródromo e o futuro da Marinha

O Brasil necessita de uma Marinha de Guerra polivalente, capaz de operar em áreas marítimas distantes de seu litoral, na defesa da soberania e dos interesses nacionais. Além das águas sob jurisdição nacional (que constituem a “Amazônia Azul”), a fronteira marítima Brasil-África e as vias de acesso ao Atlântico Sul são áreas estratégicas essenciais para o país.

É amplamente difundido o emprego de helicópteros a bordo de navios de guerra. Entretanto, o Brasil está entre os nove países do mundo que possuem algum tipo de navio-aeródromo (NAe) capaz de operar com aeronaves de asa fixa. Na América do Sul, apenas Brasil e Argentina já possuíram navios dessa classe (dois NAe cada). Atualmente resta apenas o São Paulo, da Marinha do Brasil.

As Marinhas de potências navais médias empregam seus NAe em cenários limitados, no desempenho das tarefas de controle de área marítima e de projeção de poder sobre terra (em apoio a operações anfíbias de porte modesto). A Marinha dos EUA, ao contrário, emprega seus NAe de propulsão nuclear como instrumentos de projeção de poder em escala global.

O Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (PAEMB) para o período 2010-30 prevê a obtenção de dois NAe capazes de operar com aeronaves de asa fixa, no horizonte temporal 2010-32. Este plano também contempla a perspectiva de obtenção de quatro navios-aeródromo de helicópteros de assalto (NAeHA), no horizonte temporal 2012-28.

A relação dos meios aéreos previstos aparentemente confirma a opção da Marinha por aviões de tipo convencional. Isto inclui a obtenção de 48 aeronaves de interceptação e ataque de alto desempenho (possivelmente uma variante naval do F-X2). Também está prevista a obtenção de outras 24 aeronaves de asa fixa para missões de apoio, além de diversos tipos de helicópteros.

Os meios operativos mencionados no PAEMB resultam de estudo de necessidades, não constituindo – ao contrário do que supõem alguns – um programa de encomendas. Os planos do Ministério da Defesa para as três forças singulares só terão força de lei após serem aprovados pelo Congresso Nacional e sancionados pelo presidente da República.

Há quem pergunte para quê o Brasil precisa de um NAe – ou até defenda a opção por uma classe de navios porte mais modesto, dotados de rampa “Ski Jump” na proa e capazes de operar com aeronaves STOVL (Short Takeoff/Vertical Landing), de decolagem curta e pouso vertical, ou STOAL (Short Takeoff/Arrested Landing), de decolagem curta e pouso com aparelho de parada.

Contudo, se a tendência atual for confirmada, o NAe São Paulo poderá ser substituído por dois NAe de 50 a 60 mil toneladas de deslocamento carregado, dotados de catapultas e aparelho de parada para aviões convencionais. Apesar de ser mais caro, um NAe com tais características teria relação custo-benefício mais favorável do que um menor, operando com número reduzido de aeronaves.

O custo total de vida útil de um navio inclui os custos de obtenção, manutenção e operação (inclusive o custo da tripulação). No caso de um NAe, devem ser incluídos também os custos de obtenção, manutenção e operação das aeronaves. O custo de projeto e construção de belonaves pode também ser reduzido pela economia de escala obtida com o aumento do número de encomendas.

A futura classe de NAe da Marinha do Brasil poderá ser projetada e construída no País – possivelmente em parceria com algum estaleiro ou escritório de projetos internacional. Se tal parceria envolvesse outros países – como a Argentina – o custo unitário de obtenção das belonaves (e das respectivas dotações de aeronaves) poderia ser bastante reduzido.

Devemos lembrar que, embora já não possua nenhum NAe, a Armada argentina ainda dispõe de aeronaves de combate capazes de operar a partir de navios dessa classe. Desde a década de 90 do século passado, tais aeronaves vêm participando, com sucesso, de exercícios a bordo de ambos os NAe brasileiros.

O fato de Brasil e Argentina disporem de aeronaves embarcadas de asa fixa e terem optado por aeronaves de tipo convencional – que necessitam de um NAe dotado de catapultas e aparelho de parada – sugere algum tipo de solução comum para o problema da obtenção de uma nova classe de NAe. Além de reduzir custos, tal solução permitiria – em tese – incrementar a interoperacionalidade.

Com relação às aeronaves de interceptação e ataque, a tendência parece ser a adoção da versão embarcada daquela que for selecionada para o Programa F-X2 da Força Aérea Brasileira (FAB), uma vez que as três finalistas agora possuem uma variante naval em serviço ou projetada. A indústria aeronáutica brasileira deverá produzir tais aeronaves no país.

No Brasil, os baixos orçamentos de defesa tornam impraticável investir na modernização das Forças Armadas, empregando recursos ordinários. Para tal, é necessário lançar mão de recursos extra-orçamentários (tais como empréstimos e financiamentos provenientes do exterior), sendo incluídas nos orçamentos anuais apenas as parcelas para amortização e pagamento de juros.

A concretização do PAEMB depende da garantia de um fluxo constante de investimentos, durante duas décadas ou mais. A obtenção dos futuros NAe, com os respectivos meios aéreos, será um dos aspectos mais custosos de tal plano. A solução definitiva para o problema dos investimentos em defesa no Brasil talvez só seja possível quando o Orçamento da União se tornar impositivo.

Eduardo Italo Pesce – Especialista em Relações Internacionais, professor no Cepuerj e colaborador permanente do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Escola de Guerra Naval.

FONTE: Monitor Mercantil

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Com importante colaboração do comando e tripulação do Navio Patrulha Fluvial Raposo Tavares (P 21) e do Comando da Flotilha do Amazonas conseguimos enriquecer mais um pouco a pagina do “Leão dos Rios” com informações e fotos de comissões recentes, além do mascote e de sua bandeira de faina.

Convidamos os leitores do Blog Naval e do Navios de Guerra Brasileiros a conhecer um pouco mais do navio em nossas páginas e sobre a história do Comando da Flotilha do Amazonas em sua página oficial.

 

O 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2) está ajudando as vítimas da enchentes em Alagoas, com a aeronave UH-14 Super Puma N -7071 (Pégasus 71), que se encontra a uma semana na região.

A aeronave partiu da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia/RJ no dia 19 e, após 2,3 horas de voo, chegou a Vitória (SBVT) onde pernoitou e no dia seguinte rumou para Alagoas, com escalas em Porto Seguro (SBPS) e Salvador (SBSV), para finalmente chegar a Maceió (SBMO), após 7,0 horas de voo.

Efetivamente, os voos de ajuda humanitária se iniciaram no dia 21 de junho, transportando 700Kg de mantimentos e medicamentos para o município de Santana do Mandaú, perfazendo 2,3 horas de voo.

Primeira aeronave militar a chegar na região, o Pégasus 71 já realizou mais de 30,8 horas de voo em proveito da missão e transportou aproximadamente 15Ton de material (água potável,cestas básicas, leite e emedicamentos) para a população atingida, além de conduzir a comitiva da Presidência da República e do Ministério da Defesa.

Do dia 22 ao dia 27 de junho, foram atendidos os seguintes municípios:

22.06: Santana do Mandaú e transporte da comitiva do MinDef – 5,1 horas de voo e 2,7Ton de água potável e cestas básicas;

23.06: Santana do Mandaú e transporte da comitiva da Presidência da República – 3,6 horas de voo e 1,5Ton de água potável e cestas básicas;

24.06: Transporte da comitiva do MinDef – 2,4 horas de voo;

25.06: Santana do Mandaú – 2,3 horas de voo e 3,5Ton de água potável, cestas básicas e leite;

26.06: Santana do Mandaú e Quebrangulo – 4,6 horas de voo e 5,0Ton de água potável e cestas básicas e

27.06: Quebrangulo – 1,2 horas de voo e 1,5Ton de água potável e cestas básicas.

NOTA do EDITOR 1: BRAVO ZULU HU-2!

NOTA do EDITOR 2: Se você também quer ajudar as vítimas das enchentes, confira AQUI as informações fornecidas pelo portal  G1 dos locais e entidades que estão recebendo os donativos.

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A Aviação Naval tem dois novos Pilotos de Combate, o CT Rangel  do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-1) e o 1º Ten (FN) Esteves do 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-3), que concluíram o Curso de Piloto de Combate, realizado pelo Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx), sediado em Taubaté-SP.

Leia a cobertura exclusiva no ForTe, clicando aqui.

Nota do Editor: Bravo Zulu CT Rangel e 1º Ten Esteves!

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Navios estarão abertos à visitação pública

Dois navios da Marinha do Brasil poderão ser visitados pelo público no porto de São Francisco do Sul (SC) no sábado e domingo (26 e 27), das 14h às 17h20.

O primeiro é a corveta Imperial Marinheiro, com 60 metros de comprimento, 9 metros de boca e 4 metros de calado.

O segundo é o navio patrulha Benevente, com 50 metros de comprimento, 10,50 de boca e 4 metros de calado.

As informações são da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional – Joinville e foram enviadas ao Correio do Litoral.com pelo asssitente da preidência do Porto de São Francisco do Sul, Carlos Alberto Ferreira Dias.

A Corveta Imperial Marinheiro – V 15, terceiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem aos marinheiros-nacionais. As Corvetas classe Imperial Marinheiro foram idealizadas e mandadas construir pelo Almirante Renato de Almeida Guillobel, em sua gestão à frente do Ministério da Marinha.

Foi construída pelo estaleiro C.C. Sheepsbower & Gashonder Bedriff Jonker & Stans, em Rotterdam, Holanda. Teve sua quilha batida em 26 de outubro de 1953, lançada ao mar em 19 de novembro de 1954 e incorporada em 18 de junho de 1955, em Rotterdam). Naquela ocasião, assumiu o comando, o Capitão-de-Corveta Maurílio Augusto da Silva.

As corvetas classe Imperial Marinheiro foram originalmente concebidas, como navio guarda-costas, rebocador, mineiro e varredor. Já nos anos 1990, as unidades remanescentes mantinham apenas as características de unidade de patrulha (guarda-costas) e salvamento (rebocador). Seus trilhos para lançamentos de minas e paravanas de varredura não existem mais a bordo.

Atualmente a maior restrição das corvetas nas missões de patrulha é a sua baixa velocidade em relação às velocidades atuais dos navios mercantes. A corveta tem uma velocidade máxima mantida de apenas 12 nós.

O Navio Patrulha Benevente – P 61, ex-HMS Blackwater – M 2006, é o segundo navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil. Foi construído pelo estaleiro Richards Shipbuilders Ltd., em Great Yarmouth, Grã-Bretanha. Foi incorporado a MB em 10 de julho de 1998, na Base Naval de Portsmouth, Inglaterra.

FONTE:
Correio do Litoral.com

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Brasília, 24/06/2010 – O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e o Sub-Secretário de Defesa da Itália, Guido Crosetto, assinaram nesta quinta-feira (24/06) um “Ajuste complementar” ao Acordo sobre cooperação em defesa existente entre os dois países. O Acordo foi assinado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, em 12 de abril, quando ambos se encontraram em Washington (NOTA DO BLOG – VEJA TRECHOS DO TEXTO DO ACORDO EM LINK AO FINAL DESTA MATÉRIA).

Na cerimônia de hoje foi assinado também um “Ajuste Complementar Técnico” ao mesmo acordo, entre os comandantes da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra Júlio Soares de Moura Neto, e da Itália, Almirante Bruno Branciforte.

Segundo Guido, o acordo será útil aos dois países, especialmente na facilitação das trocas de tecnologia. “Este acordo representa a conclusão de um percurso de amizade e respeito”, afirmou. Ele lembrou que o impulso dado à Embraer deveu-se em grande parte às parcerias com a indústria aeronáutica italiano, a ponto de a empresa brasileira hoje superar suas parceiras.

O ministro Jobim explicou que o entendimento na área de defesa se soma aos de outros setores, como cultura e meio ambiente. “Significa a intensificação das relações com a Itália, de entendimentos que possam aproximar mais a Itália, além daquelas,digamos relações que já temos a muitos anos, de simpatia e amizade”, comentou Jobim.

O aprofundamento dos acordos facilitam, entre outras coisas, a absorção de tecnologia italiana na construção de navios destinados à proteção das riquezas do Atlântico, a nossa Amazônia Azul. “É um dos elementos de concretização (da Estratégica Nacional de Defesa),tendo em vista que um dos objetivos fixados na Estratégica Nacional de Defesa é a dissuasão em relação do Atlântico e monitoramento do Atlântico”, disse Jobim.

FONTE: Ministério da Defesa (Assessoria de Comunicação Social)

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Segundo colunista do ‘Monitor Mercantil’, Brasil rompe negociações e fecha pacote bélico com Itália – acordo poderá ser sancionado na terça-feira

Nesta quinta-feira, o Brasil firmou com a Itália um inesperado acordo militar. Isso implicará o desenvolvimento de projetos para a construção de navios de guerra, em especial, navios de patrulha oceânica, fragatas e navios de apoio logístico. Assinado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo subsecretário de Defesa da Itália, Guido Crosetto, o acordo inclui também transferências de tecnologia e desenvolvimento de sistemas de combate, navegação, armamento e radares. O documento abrange o desenvolvimento de mecanismos de segurança para a comunicação militar por meio de satélites. Atingirá ainda os sistemas utilizados pelo Projeto Amazônia Azul, responsável por proteger a costa brasileira.

Mas nem tudo é tão simples como parece. Na verdade, a Marinha do Brasil tinha emitido cartas-convite a grandes produtores mundiais de navios-patrulha. Assim, há mais de um ano, vinha negociando especificações e preços com gigantes da área bélica internacional, como: BVT (Inglaterra); Navantia (Espanha); Daewoo (Coréia do Sul); ThyssenKrupp e Fassmer (Alemanha); e Damen (Holanda). Da noite para o dia, o Brasil enviou uma carta a essas empresas – todas ligadas a seus governos, pois isso é fundamento básico na área de defesa – informando que o governo desistia de fazer encomendas isoladas e estava interessado em fechar um pacote mais amplo com um governo. Logo após receberem a carta, as empresas e seus governos ficam sabendo do acordo Brasil-Itália, que poderá ser sancionado na terça-feira, em Brasília, na presença do primeiro-ministro Silvio Berlusconi. “Segundo a Estratégia Nacional de Defesa, o país prefere priorizar parcerias estratégicas para aquisição de “pacotes”, em vez e negociar a compra isolada de meios navais”.

O que se comenta é que o caso Cesare Battisti provocou um curto-circuito nas relações entre Brasília e Roma. A Itália queria ficar com Battisti, que lá tinha diversas condenações, e o Brasil, impulsionado pelo então ministro da Justiça, Tarso Genro, defendia a manutenção do preso por aqui, por considerá-lo criminoso político e não comum. Lula e Berlusconi desenvolveram, então, uma forma de pacificação, que vem a calhar para os europeus, diante da crise econômica e de emprego por lá: um pacote de compras.

Com a França, Lula assinou um contrato de R$ 19 bilhões, que envolve cinco submarinos, um estaleiro e uma base naval. E pode ainda comprar 36 aviões Rafale, da Dassault, por R$ 8 bilhões. Com a Itália, o interesse econômico passaria por cima de rusgas de relacionamento político. Mais uma vez Lula mostra que é um negociador de alto nível. E tudo vem a calhar, pois a primeira-dama, Marisa Letícia, e os filhos do casal presidencial têm cidadania italiana. O pacote italiano é estimado em R$ 3 bilhões, mas ninguém sabe que valor final poderia atingir.

Desagrado externo

No documento enviado aos licitantes, a Marinha afirmava que, caso as empresas possam fornecer todo o conjunto – navios-patrulha, navios-escola e navios de apoio logístico, “em parceria estratégica de governo a governo”, as negociações poderão ser mantidas. Com a rápida assinatura do acordo bilateral, confirma-se o que todos já desconfiavam: a parceria estratégica já está selada com a Itália e não adianta os demais interessados perderem tempo.

Sabe-se que muitos desses empresários comunicaram a seus governos seu desapontamento com a mudança de orientação do Brasil, o que pode provocar um desgaste de curto prazo, sem implicações graves no futuro.

Fontes empresariais já jogam no ar que os navios-patrulha italianos seriam pequenos e inadequados para operar no Atlântico Sul. Um consultor comentou com a coluna: “Empresas de todo o mundo investiram na licitação brasileira e agora estão aborrecidos, achando que o Brasil fechou um acordo comercial com viés político, com a Itália. Mas os demais governos, talvez só para dificultar a ação brasileira, vão mobilizar suas embaixadas, fazer contatos comerciais, apresentar propostas, nem que seja só para obrigar o governo brasileiro a ter muito trabalho e sofrer algum desgaste com ingleses, espanhóis, coreanos, alemães e holandeses”. Ou seja, haverá leve retaliação dos preteridos.

Pazes com a Itália

Há dias, informou o site Tecnologia & Defesa que, no dia 12 de abril último, Lula assinou, em Washington, com o primeiro-ministro Silvio Berlusconi, acordo de parceria estratégica. “Com base neste acordo, a Itália teria apresentado através da Orizzonti Sistemi Navali, joint venture entre a Fincantieri e a Finmeccanica, uma proposta de parceria que abrangeria a construção no Brasil, com total transferência de tecnologia, de fragatas tipo Fremm, designadas localmente por Classe Carlo Bergamini, navios de patrulha oceânicos da Classe Commandante e de apoio logístico da Classe Etna. Existem indicações de que a Marinha do Brasil teria sido autorizada a iniciar as negociações quanto ao chamado “pacote italiano”".

As fragatas de 5.800 toneladas da Classe Carlo Bergamini são a versão italiana da Classe Aquitaine francesa, construídas pela DCNS. Comenta-se que os navios italianos, em princípio, teriam custo menor que os franceses, o que permitira a obtenção de um lote inicial de cinco unidades.

FONTE: Monitor Mercantil (coluna de S. Barreto Motta)

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Vídeo do projeto de SSK Vidar-36 do BMT Group Ltd, provavelmente visando os futuros submarinos da Austrália.

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O exercício RIMPAC 2010 começa no dia 23 de junho com a participação de 14 nações e com 32 navios, 05 submarinos , mais de 170 aeronaves e 20 mil militares, que se concentrarão no Havaí.

Participam da edição 2010 as marinhas da Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, França, Indonésia, Japão, Malásia, Holanda, Peru, República da Coreia, Singapura, Tailândia e Estados Unidos .

O maior exercício marítimo multi-nacional do mundo, acontece em águas havaianas e consiste de três fases principais.

Fase I:  Fase de porto, de 28 de junho a 5 de julho, será composto por reuniões de planejamento operacional, briefings  e eventos esportivos. Esta fase destina-se a fazer os preparativos finais para as fases de mar dos exercícios , bem como desenvolver relacionamentos profissionais e pessoais entre os países participantes.

Fase II:  Operacional, começa no dia 06 de julho e vai até 24 de julho. Esta fase inclui  os exercícios de tiro, lançamentos de mísseis, interdição de área marítima, abordagem de navios suspeitos, guerra antissuperfície e antissubmarina, manobras navais, exercícios de defesa aérea, eliminação de dispositivos explosivos, operações de mergulho e de resgate, operações de contramedidas de minagem e desembarque anfíbio .

A Fase II exercita cada nação a conduzir operações de comando e controle em ações multi-nacionais e aumenta a capacidade operacional de cada unidade.

Fase III: Parte tática do exercício e acontecerá de 25 a 30 de julho com umtreinamento intenso, permitindo que as nações participantes aumentem as suas e capacidades de transporte marítimo, de comunicação e de operação em cenários hostis simulados.

Esta fase termina com o regresso dos navios a Pearl Harbor, onde as nações participantes vão se reunir novamente para discutir os resultados gerais obtidos com o exercício.

RIMPAC 2010 tem como tema, ” Agilidade combinada, sinergia e suporte “, que marca o 22° exercício da série, que se originou em 1971.

FONTE e FOTOS: US Navy

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Estivemos ontem a bordo do mais novo navio da classe “Horizon” da Marine Nationale, a convite da DCNS, que está visitando o porto do Rio de Janeiro.

Chevalier Paul é irmão da Forbin, que também tivemos a oportunidade de visitar em 2009 e da italiana Andrea Doria, que também esteve no Brasil este ano.

Os franceses, assim como os italianos, estão de olho na futura concorrência da Marinha do Brasil para aquisição de navios escolta que vão substituir as fragatas classe “Niterói”, “Greenhalgh” e corvetas da classe “Inhaúma”.

O PEAMB (Plano de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil) prevê a construção de 18 navios escolta (cinco unidades até 2020), ao custo de cerca de R$ 1 bilhão por unidade.

As seguintes empresas já apresentaram pré-propostas à Marinha do Brasil sobre a construção de escoltas: AEGIR,  VIK-SANDVIK, BMT, DAMEN, NAVANTIA, THYSSEN, VOSPER, FASSMER, DCNS, DSME e NORTHROP GRUMMAN.

Entre a FREMM francesa e italiana

A Chevalier Paul e a Forbin são navios dedicados à defesa aérea e não terão mais unidades construídas, ficando a classe limitada a dois navios em cada Marinha, por causa do seu alto custo de aquisição.

Para resolver o problema, França e Itália estão construindo as FREMM, que são navios menores (6.000 toneladas carregados) e multimissão.

Muitas das tecnologias presentes na classe “Horizon” estarão presentes na classe “FREMM”, por isso a visita da Forbin e agora da Chevalier Paul ajudam a divulgar o produto para os oficiais da Marinha do Brasil.

Quem visita uma “Horizon” tem uma boa ideia de como serão as FREMM. São navios muito automatizados, que contam com equipamentos e sistemas de última geração para gerenciamento e controle. Uma “Horizon”, navio de 7.000t, tem 193 tripulantes, sendo 27 oficiais, 120 sargentos e 46 marinheiros. A FREMM, de 6.000t terá apenas 108 tripulantes.

Como comparação, a corveta Barroso, escolta mais nova da MB, precisa de 145 tripulantes.

São navios com baixíssima taxa de indiscrição, isto é, são plataformas com baixas assinaturas de radar, acústica, magnética e infravermelho.

Todas as aberturas do casco são fechadas, visando reduzir ao máximo a assinatura do navio contra a ação de mísseis guiados por radar.

Segundo a DCNS, esses navios estão preparados para enfrentar as ameaças clássicas severas: o míssil antinavio e o torpedo, que mostraram sua letalidade na Guerra das Malvinas.

A baixa assinatura acústica das futuras FREMM também visa enfrentar os modernos submarinos convencionais com AIP.

Um das novidades que vimos no Chevalier Paul em relação à Forbin foi o SLAT (Systeme de Lutte Anti-Torpille), que fica na popa do navio. O sistema é semelhante a um towed array, com cabos dotados de sensores acústicos que são arrastados pela popa.

O SLAT permite ao navio detectar torpedos lançados contra ele, avaliar o grau de ameaça e passa informações para os sistemas anti-torpedo, como os “effectors” de softkill ou torpedos MU90, para hardkill.

Para mais informações sobre as “Horizon” e as “FREMM”, clique nos links abaixo:

SAIBA MAIS:

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Presidente deverá comparecer à cerimônia de início das obras

Fontes empresariais revelam à coluna que o presidente Lula deverá desembarcar até o fim de mês ou início de julho em Itaguaí (RJ). Lá, comandará a cerimônia de início das obras de cinco submarinos. Algumas peças já começaram a ser feitas pelo grupo DCNS, em Cherbourg, na França, e nas próximas semanas um ato marcará o evento no Brasil. Até agora, o Brasil tinha optado, com ótimos resultados, por submarinos alemães, mas Lula deu início a nova era, mediante a colaboração com os franceses, que poderá ainda ser fermentada com a compra de 36 aviões Rafale, da Dassault. O custo dos submarinos Scorpène – incluindo estaleiro e base naval – é de R$ 19 bilhões, e o dos aviões é estimado em R$ 8 bilhões. Na licitação dos aviões participam ainda a Suécia – com o Gripen NG – e Estados Unidos – com o F-18, da gigante Boeing, embora o presidente Lula já tenha declarado sua preferência pelos gauleses.

Foi constituída a empresa Itaguaí Construções Navais (ICN), que tem seu capital igualmente dividido entre a francesa DCNS e a brasileira Odebrecht, sendo que o governo brasileiro, através da Marinha, possui uma golden share, ou seja, tem o direito de vetar questões básicas referentes à atuação da ICN. Caberá à ICN construir tanto a base da Marinha como o estaleiro e os submarinos. De acordo com as fontes desta coluna, a estatal Nuclep participará intensamente da iniciativa. A Nuclep tem equipamentos sofisticados e apresenta elevada ociosidade, que será reduzida com os trabalhos de suporte à construção dos submarinos.

Essas unidades serão quatro convencionais e um capacitado a receber motor nuclear – que terá de ser desenvolvido pela Marinha, em Aramar (SP), pois a França não pode ceder essa tecnologia ao Brasil. A Nuclep, além das máquinas que possui, terá de importar equipamentos, para atender a essa demanda especial. Foi criada uma área chamada de “extensão do estaleiro”, cedida pela Nuclep, diante do gigantismo das obras. Como haverá um componente nuclear no quinto submarino, a área teve de ser aprovada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). A Cnen não autoriza produção de itens ligados a submarino nuclear em local aterrado, o que obrigou a Marinha a usar maior área já existente, nas proximidades da Nuclep.

Há problemas menores, como o atraso brasileiro no pagamento do sinal aos franceses, mas, em termos gerais, o projeto dos submarinos está se tornando realidade, para alegria da Marinha, que poderá modernizar sua frota. Quanto a Lula, como bom metalúrgico, está mantendo forte ligação com estaleiros e portos. Fez uma grande festa no lançamento ao mar do primeiro navio da Transpetro, em Pernambuco, e repetirá a dose, nesta quinta-feira, no estaleiro Mauá, em Niterói, para ver o petroleiro Celso Furtado ter contato com a água.

FONTE: S. Barreto Motta, colunista do Monitor Mercantil

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Caboclo V 19

A Corveta Caboclo recebeu, no dia 21 de maio, os prêmios de “Navio de Socorro do Ano e Navio de Socorro Distrital 2009”, em cerimônia realizada a bordo do navio, presidida pelo Comandante de Operações Navais, Almirante-de-Esquadra Marcus Vinicius Oliveira dos Santos, acompanhado do Comandante do 2ºDN, Vice-Almirante Carlos Autran de Oliveira Amaral.

O prêmio de Navio de Socorro do Ano é concedido anualmente ao navio que totalizar o maior número de pontos entre os navios de socorro e salvamento da Marinha do Brasil, e o prêmio de Navio de Socorro Distrital, o que totalizar o maior número de pontos entre os navios de socorro e salvamento da área de Serviço de Busca e Salvamento (SAR), associada a cada Serviço de Busca e Salvamento da Marinha (Salvamar) distrital.

Pela quarta vez a Corveta Caboclo sagrou-se vencedora como o Navio de Socorro do Ano, repetindo os feitos dos anos de 1986, 1987 e 1996, ao totalizar o maior número de pontos entre os navios de Socorro e Salvamento da Marinha do Brasil.

Cabe ressaltar a sua relevante e elogiada participação no evento SAR SNE 003/2009, quando na manhã do dia 06 de junho de 2009, a Corveta Caboclo localizou e recolheu os dois primeiros corpos e objetos que puderam ser identificados positivamente como sendo do Vôo 447 da Air France.

Este fato teve grande destaque e repercussão internacional por ter sido um evento de grande envergadura e a maior Operação de Busca e Salvamento já realizada pela Marinha do Brasil.

Cv Caboclo

FONTE e FOTO INFERIOR: MB

FOTO SUPERIOR: Guilherme Wiltgen/Poder Naval

NOTA do EDITOR: Bravo Zulu ‘Chico Bento’!

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Barra de Cinco Pixels

vinheta-clipping-navalCom um projeto independente, a França ofereceu à Marinha uma alternativa às fragatas FREMM ítalo-francesas. Trata-se de nova versão do modelo equipada com mísseis que alcançam 1.500 km, bem mais que os 200 km da versão binacional. A Itália não gostou.

FONTE: IstoÉ edição 2119 – coluna Brasil Confidencial (Octávio Costa)

NOTA DO BLOG: Scalp Naval? Como base para discussão aqui no Blog, os números de alcance citados na breve nota servem para fomentar discussões entre o público mais afeito ao assunto e aos dados sobre  mísseis que equipam / podem equipar diversas versões das FREMM,  (clique nos links abaixo para mais detalhes sobre os armamentos).

Mas para o público em geral, ao qual é direcionada a nota, os dados de alcance colocados em comparação ajudam mais a desinformar do que a informar. Pode-se estar comparando, por exemplo, mísseis antinavio (pra não falar de mísseis antiaéreos) com mísseis de cruzeiro, com emprego diverso, respondendo a requisitos e decisões estratégicas também diversas.

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vinheta-exclusivoEm novembro de 1981 um submarino soviético da classe “Whiskey” encalhou nas rochas  perto de Karlskrona, Suécia.

A situação foi extremamente embaraçosa tanto para URSS, quanto para a Suécia. Para a primeira, por ter um submarino surpreendido operando bem dentro das águas suecas e a Suécia, por não ter tido condições de detectar o velho submarino russo, pois o mesmo foi visto inicialmente por um pesqueiro, que avisou as autoridades navais.

A União Soviética deu a desculpa de que o submarino teve problemas no sistema de navegação e por isso teria errado a rota, mas a Suécia não acreditou.

Afinal, a detecção de atividade submarina soviética era constante por unidades suecas.

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Whiskey on the rocks - 4A situação piorou quando o capitão do submarino soviético, comandante Pyotr Gushin, se recusou a deixar o navio para conversar com os suecos, durante seis dias.

Só quando o ministro soviético dos negócios estrangeiros Andrey Gromyko interveio, o comandante resolveu colaborar. Então Gushin e seu oficial de navegação apareceram, para conversar com os suecos.

A situação tornou-se ainda mais embaraçosa para os soviéticos após os suecos anunciarem que investigações resultaram na descoberta de urânio 238 a bordo do submarino, levando à acusação de que ele provavelmente carregava torpedos nucleares a bordo.

Os soviéticos concordaram em pagar US$658.000 pela operação de resgate do submarino e depois de duras notas diplomáticas, a Suécia concordou em deixar o submarino sair.

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A Marinha Sueca estava inicialmente mal equipada, por isso recebeu grandes investimentos para novos equipamentos ASW.

Nos anos seguintes, até meados da década de 1990, vários submarinos intrusos foram detectados pelas aeronaves suecas, então já modernizadas para enfrentar a ameaça submarina soviética.

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As relações entre a URSS e a Suécia foram severamente testadas neste período e os suecos lidaram duramente com os contatos suspeitos, atacando-os com cargas de profundidade, para obrigá-los a emergir.

Explosão carga de profundidade

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Quem viveu essa época, deve se lembrar das imagens na TV dos helicópteros suecos dipando seus sonares em busca de contatos submarinos.

FOTOS: imagens em exposição no Museu da Força Aérea Sueca

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Barra de Cinco Pixels

vinheta-clipping-navalNo dia 17 de Junho, em Kiel, na Alemanha, ocorreu a cerimónia da recepção provisória do submarino Tridente, presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Fernando Melo Gomes.

O submarino Tridente permanecerá durante as próximas semanas em Kiel para serem realizados treinos da guarnição a bordo, que culminarão com novos testes de mar.
O NRP Tridente é comandado pelo Comandante Salgueiro Frutuoso e tem uma guarnição de 33 militares.

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A Saab só desenvolverá o versão embarcada do Gripen NG, conhecida como Sea Gripen, caso um dos possíveis clientes externos tenha interesse. Atualmente existem dois países (Brasil e Índia) onde o Gripen NG participa de licitações que poderiam encomendar a versão embarcada do mesmo.

Eddy de la Motte, executivo da empresa sueca responsável pelo Gripen no programa indiano, informou na última semana que as Forças Armadas da Suécia não pretendem encomendar a versão embarcada.

O Gripen E/F, versão terrestre de produção do demonstrador Gripen NG, será encomendada pela Força Aérea da Suécia, mas não o Sea Gripen. “[O desenvolvimento do Sea Gripen] só faz sentido se a Índia ou o Brasil comprar o NG, uma vez que a Suécia não possui navio-aeródromo”, informou o executivo durante o Aerospace Forum Sweden, ocorrida na última semana em Linköping (Suécia).

Segundo de la Motte, a versão terrestre do Gripen necessita de pequenas modificações para operar embarcado. Isto incluiria um trem de pouso mais reforçado, freios maiores e gancho de parada (algo que o NG terá). As características do Gripen que favorecem sua operação embarcada incluem pouso preciso, estrutura reforçada e proteção contra corrosão melhorada. A versão do motor empregado, oF414G, já é uma versão desenvolvida para uso naval, uma vez que é largamente empregado pela US Navy em operações embarcadas.

Mesmo que ocorra uma eventual vitória do Gripen NG em uma das duas licitações citadas acima, a versão naval do Gripen seria para clientes diferentes, uma vez que a Marinha da Índia e a Marinha do Brasil possuem seus próprios requerimentos, necessidades e orçamentos.

Com informações da Jane’s e do correspondente do Poder Aéreo enviado à Suécia.

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