Um navio com 33 tripulantes da Transpetro, subsidiária da Petrobras, enfrentou problemas técnicos há 11 dias, no oceano Índico, e, desde então, a empresa tenta rebocá-lo para um estaleiro em Hong Kong.

A embarcação Livramento, segundo a Transpetro, teve problemas no motor em um ponto a 900 milhas das Ilhas Maurício, no Sudoeste da África, enquanto era conduzido para revisão no mesmo estaleiro onde será reparado.

Um rebocador já está no local, mas não conseguiu acoplá-lo porque o mar na região está agitado. A expectativa da Transpetro, baseada na previsão meteorológica, é conseguir amanhã iniciar o transporte do navio em pane.

De acordo com a subsidiária, o Livramento estava sem carga. A embarcação vem sendo monitorado por satélites 24 horas por dia. Ainda segundo a Transpetro, há mantimentos suficientes para mais 75 dias.

FONTE: Folha.com

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No dia 9 de julho, o Diretor de Aeronáutica da Marinha, Vice-Almirante Nelson Garrone Palma Velloso, assinou portaria designando o modelo e o indicativo visual das novas aeronaves da Marinha do Brasil.

A escolha foi baseada em instruções internas e publicações internacionais, levando em consideração o emprego principal, tipo de aeronave e ordem cronológica de incorporação à MB.

As oito aeronaves EC-725 BR-B “Super Cougar” (versão básica) foram designadas UH-15, serão de Emprego Geral (transporte de tropas, evacuação aeromédica e busca e salvamento) e terão indicativos visuais de N-7101 a N-7108.

A primeira delas, a N-7101, será entregue à Marinha do Brasil, ainda este ano, e já encontra-se com o indicativo visual pintado.

As oito aeronaves EC-725 BR-M “Super Cougar” (versão operacional) foram designadas UH-15A, serão empregadas tanto em ASuW (armamento anti-superfície) como em Emprego Geral e terão indicativos visuais de N-7109 a N-7116.

As aeronaves S-70B “Sea Hawk” foram designadas MH-16, serão Multi-emprego e terão indicativos visuais de N-3032 a N-3035.

As quatro aeronaves deverão ser recebidas no 1º Esquadrão de Helicópteros Anti-submarino (HS-1) no início de 2012.

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ARABelgrano

O almirante Woodward em seu livro “One Hundred Days” conta que a Frota Britânica, no dia 2 de maio de 1982, estava dentro da zona de exclusão de 200 milhas imposta pela Inglaterra à Argentina em torno das Malvinas, posicionada em algum ponto à nordeste das ilhas.

Às 3h20 da manhã, Woodward foi acordado por seu staff, com o aviso de que um avião Tracker tinha iluminado sua Força-Tarefa com o radar de busca e que os argentinos agora sabiam sua posição.

Um jato Sea Harrier foi enviado para a marcação do contato, a fim de investigar. O jato britânico mais tarde informou que durante o voo, seu RWR (Receptor de Alerta Radar) registrou que o caça foi iluminado por um radar de direção de tiro, Type 909, que equipava os destróieres Type 42 argentinos. Desta forma, confirmou-se a presença, a cerca de 200 milhas de distância da FT britânica,  do NAe 25 de Mayo e de suas escoltas Type 42, Santissima Trinidad e Hercules.

Woodward sabia que o 25 de Mayo levava 10 jatos Skyhawk com 3 bombas de 500kg cada, o que significava um possível ataque de 30 bombas à FT britânica, logo após o amanhecer. E ainda havia o temor de que os jatos Super Étendard também pudessem decolar do 25 de Mayo, com Exocets.

Para piorar a situação, 200 milhas ao sul das Ilhas Malvinas, o cruzador General Belgrano e duas escoltas estavam à espreita e poderiam chegar em poucas horas à distância de tiro de seus Exocet contra a FT britânica.

O cruzador General Belgrano era o ex-USS Phoenix da classe “Brooklin”, de 13.500t de deslocamento, armado com 15 canhões de 6 polegadas, oito canhões de 5 polegadas, todos maiores que os canhões da FT britânica.

O navio era o sexto da classe, com construção iniciada em 1935 e lançamento em 1938. Ele escapou do ataque japonês à Pearl Harbor em 1941 e foi descomissionado em 1946, sendo transferido à Argentina em 1951.

Além dos canhões, o General Belgrano também tinha recebido lançadores de mísseis Exocet MM38, assim como suas escoltas.

O almirante britânico percebeu que o 25 de Mayo e o Belgrano estavam fazendo um movimento em pinça e que um dos dois precisava ser eliminado. Como a posição do navio-aeródromo argentino não era conhecida, o Belgrano foi o escolhido.

O submarino nuclear HMS Conqueror, comandado por Christopher Wreford-Brown, estava acompanhando o cruzador argentino de perto há dois dias, enquanto o submarino HMS Spartan ainda não tinha encontrado o navio-aeródromo argentino.

O HMS Conqueror descobriu um navio-tanque argentino e o acompanhou até o ponto de encontro com o Belgrano e assistiu à operação de reabastecimento.

As ROE (Regras de Engajamento) não permitiam ao HMS Conqueror disparar contra o Belgrano, pois o mesmo se encontrava fora da Zona de Exclusão.

O almirante Woodward precisava pedir ao Comandante-em-Chefe na Inglaterra para alterar as ROE e ordenar ao Conqueror o afundamento do Belgrano imediatamente. Mas o pedido enviado à Inglaterra por satélite iria demorar muito, o que poderia fazer com que o submarino britânico perdesse contato com seu alvo.

Sendo assim, Woodward ordenou o ataque enviando a seguinte mensagem ao submarino: From CTG (Commander Task Group) 317.8 to Conqueror, text prority flash – attack Belgrano group. Ao mesmo tempo, solicitou permissão da revisão da ROE, esperando que ele fosse atendida, pela emergência da situação.

ARA General Belgrano

O Grupo-Tarefa do Belgrano estava navegando a 13 nós, acompanhado pelo HMS Conqueror, que fazia perseguição padrão “sprint-and-drift”, que consiste em navegar em grande profundidade a 18 nós por 15 ou 20 minutos, depois indo para a cota periscópica, navegando a 5 nós, a fim de atualizar a posição do alvo pelo oficial de controle de tiro. Depois, a perseguição começava novamente.

O temor de Woodward e do comandante do submarino era o Belgrano rumar para o Banco Burdwood, uma elevação no fundo do mar que obrigaria o submarino a navegar numa profundidade menor e perder o contato com o cruzador e seu grupo. Por isso a pressa em tomar logo a iniciativa de afundá-lo, enquanto havia contato com ele.

Às 0810Z do dia 2 de maio, o GT do Belgrano mudou de curso, agora rumando para o continente. Às 1330Z, o Conqueror recebeu o sinal de mudança de ROE vindo da Inglaterra.

O Comandante do HMS Conqueror, Christopher Wreford-Brown, comentou mais tarde suas impressões sobre a navegação tática do Belgrano. O comandante do navio, capitão Hector Bonzo, parecia não estar nem um pouco preocupado em ser alvo naquele momento.

Navegava a 13 nós, com os escoltas mais à frente, num leve ziguezague. O comandante do navio argentino não era submarinista e parecia conhecer pouco de submarinos, principalmente de nucleares. Se conhecesse, estaria navegando em velocidade bem mais alta, com os escoltas lado a lado protegendo seu costado e fazendo um ziguezague mais agressivo, para evitar possíveis torpedos.

Para completar, os escoltas do Belgrano estavam navegando com os sonares ativos desligados.

Às1830, o HMS Conqueror aproximou-se do Belgrano em alta velocidade por bombordo, passando por baixo dele e indo para a cota periscópica por boreste, a fim de conseguir uma boa solução de tiro.

O comandante Christopher já tinha se decidido em usar velhos torpedos de tiro reto Mk.8 da Segunda Guerra Mundial, pois levavam maior carga explosiva e eram mais confiáveis que os novos Tigerfish Mk.24, guiados a fio.

Os tubos foram carregados com 3 torpedos Mk.8 e 3 Mk.24, por precaução. Os torpedos foram disparados à proa do Belgrano, para que encontrassem o navio numa posição futura.

Segundo o comandante do Conqueror, os disparos dos torpedos foram feitos à “queima-roupa”, à distância de 1.380 jardas (1.255m), com os operadores de sonar do Conqueror ouvindo bem alto o característico som dos hélices do Belgrano, algo parecido com “Chuff-chuff-chuff… chuff-chuff-chuff…”.

Após 55 segundos do primeiro disparo, o primeiro torpedo explodiu na proa do cruzador, no ponto após a âncora e antes da primeira torreta. A proa foi arrancada pela explosão. O comandante Christopher viu a explosão pelo periscópio e ficou abismado.

Logo veio a explosão do segundo torpedo, que atingiu o navio na altura da superestrutura.

O terceiro torpedo acabou errando o Belgrano e explodiu por acionamento da espoleta de proximidade, na popa do destróier argentino ARA Bouchard, sem maiores danos. Vinte minutos depois do ataque, o comandante do Belgrano ordenou à tripulação o abandono do navio, o que foi feito sem pânico, em botes salva-vidas infláveis.

Como estava escuro, as escoltas do Belgrano não sabiam ainda o que havia acontecido, pois o cruzador após o ataque ficou sem rádio. Quando as escoltas perceberam o ocorrido, tentaram inutilmente o lançamento de cargas de profundidade.

Navios argentinos e chilenos resgataram 770 tripulantes do Belgrano do mar, entre os dias 3 e 5 de maio. Um total de 323 homens pereceram no ataque, entre eles dois civis.

A foto abaixo mostra o HMS Conqueror, retornando à Inglaterra após a Guerra das Malvinas, com sua bandeira de pirata Jolly Roger hasteada, que ao invés dos tradicionais dois ossos cruzados com a caveira, tem dois torpedos.

SAIBA MAIS:

Nas fotos, lançamento de míssil ar-superfície AGM-65 Maverick por uma aeronave de patrulha marítima AP-3C Orion da Austrália, contra o casco do ex-USS Monticello (LSD 35), da classe ”Thomaston”.

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Pressionado pela Casa Branca para cortar gastos, o Departamento de Defesa dos EUA está tendo de enfrentar uma ofensiva da indústria militar americana. Lobistas de empreiteiras e fornecedoras de material bélico do país acusam o governo de estar travando uma “guerra ao lucro”.

Em junho, o Departamento de Defesa exigiu que o Pentágono (comando militar americano) começasse a cortar gastos e renegociasse contratos com os fornecedores. O secretário de Defesa, Robert Gates, disse que o objetivo era economizar US$ 100 bilhões em cinco anos. “É uma questão de princípio. A realidade política exige que demos conta de cada dólar do contribuinte que é gasto”, disse ele.

O Instituto Lexington, um think-tank conservador baseado em Washington, disse que os cortes de custos seriam direcionados exatamente para as áreas que respondem pela maior parte dos lucros das empresas de material bélico. Usando as conclusões do instituto, lobistas do setor bélico disseminaram na capital americana a versão de que o Departamento de Estado estaria em meio a uma “guerra ao lucro”.

Eles teriam aventado também que isso seria perigoso num momento em que as Forças Armadas estão engajadas em dois conflitos importantes no exterior: no Iraque e no Afeganistão.

“Não estamos em meio a uma guerra aos lucros”, respondeu Brett Lambert, diretor de política industrial do Pentágono. “Não é uma guerra aos empreiteiros. O que estamos tentando é tornar nosso sistema mais eficiente. E você não se torna mais eficiente só cortando as margens de lucro.”

Executivos de empresas de defesa importantes, tais como Lockheed Martin, Boeing, Northrop Grumman, General Dynamics e BAE Systems, já foram convocados pelo governo para renegociar contratos.

Em uma das reações mais radicais da indústria de defesa, a Northrop Grumman, uma das maiores fornecedoras da Marinha, disse que pretende fechar um de seus sete estaleiros e que pode vender toda a sua operação naval. Seria uma das maiores viradas estratégicas da indústria.

“Nas prioridades de longo prazo da empresa, estamos vendo pouca ou nenhuma sinergia entre a construção naval e nossos outros empreendimentos”, disse o CEO da empresa, Wes Bush.

O estaleiro fechado servia exclusivamente para a construção de corvetas para a Marinha – área severamente afetada pelos cortes de compras militares.

Analistas dizem que a empresa deve se voltar para áreas da indústria de defesa que possam ser mais atrativas para a exportação.

O Pentágono gasta US$ 400 bilhões em produtos e serviços de um orçamento de cerca de US$ 700 bilhões por ano, segundo dados oficiais. O que as autoridades estão tentando fazer é mudar os contratos para que tenham preços fixos, adaptar serviços e programas para que possam ser usados por mais de um sistema de armas e incentivar a concorrência.

As propostas do governo são de cortes e remanejamentos para chegar a uma economia de 3% a 5% do orçamento ao ano.

“Não se trata de reduzir o lucro. Trata-se de reduzir os custos”, disse o diretor do Departamento de Compras do Pentágono, Ashton Carter. Ele salientou que os lucros “podem ser alcançados nos contratos de preço fixo” e por “um bom desempenho”. E acrescentou que o Pentágono quer usar o lucro como um incentivo para a produtividade na indústria de defesa.

FONTE: Valor Econômico – 19/07/2010

O governo britânico está preparando o maior corte de gastos em seu Ministério da Defesa desde a Segunda Guerra Mundial. Fontes dizem que o total de corte de gastos pode chegar a 20% de todo o orçamento do ministério.

As primeiras vítimas devem ser os jatos que sendo desenvolvidos para a nova geração da Força Aérea. O programa deve ser eliminado. Discute-se também a diminuição de dezenas de milhares de soldados no efetivo das Forças Armadas.

O governo já havia anunciado cortes adicionais nos efetivos da Marinha, reduzindo drasticamente o número de navios. Não só estão colocados na situação de reserva 13 navios, como sairão definitivamente de serviço outros 6. Dos navios em reserva, o porta-aviões HMS Invincible só estaria operacional depois de 18 meses da eventual decisão de o recolocar na ativa.

Agora, discute-se também a diminuição do número de ogivas nucleares no país e o afastamento do serviços de alguns submarinos.

Segundo a imprensa britânica, o Ministério da Defesa está protestando contra o que chama de “exigências pouco razoáveis” de cortes por parte do Tesouro. Autoridades de defesa estariam reclamando de que as exigências estão sendo feitas sem que haja discussão com o setor sobre as implicações dos cortes e sobre as possibilidades de remanejamento de verbas.

O governo tem de fechar os planos de corte até outubro, quando apresenta seu novo Orçamento ao Parlamento.

FONTE: Valor Econômico / Agências Internacionais

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O Comando do 1º Distrito Naval informa que por volta das 09h30min desta segunda-feira, 19 de julho, foi encontrado o corpo do 2º SG-EL-SB João Domingos da Silva Filho, na ponta Sul da Ilha da Trindade.

O militar estava desaparecido desde sábado, 17 de julho, quando foi atingido inesperadamente por uma onda “camelo”, fenômeno típico de ilhas oceânicas, que o arrastou para o mar quando ele fazia uma trilha acompanhada por outros três militares. Em seguida, uma segunda onda empurrou-o em direção às pedras.

Equipes de busca da Marinha do Brasil trabalharam incessantemente – com apoio de bote e de uma embarcação pesqueira – desde o momento do desaparecimento, no sábado, até a manhã desta segunda-feira, quando foi encontrado o corpo do Sargento.

A família do militar foi informada e está sendo assistida por uma equipe multidisciplinar do Comando do 1º Distrito Naval.

Um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apurar as circunstâncias do acidente.

Pilotos e tripulantes dos helicópteros Sea King Mk4, do Commando Helicopter Force (CHF), estão realizando instrução no deserto da Califórnia, antes de seguirem para o Afeganistão .

As tripulações dos 845 e 846 Naval Air Squadron foram submetidos a treinamento de qualificação ambiental na Naval Air Facility El Centro, ao norte da fronteira mexicana.

O objetivo deste treinamento, denominado de exercício Desert Commando, é de atualizar alguns dos pilotos mais velhos e tripulantes do CHF nas técnicas necessárias para operar nas duras condições do deserto, que são semelhantes aos que irão enfrentar no Afeganistão.

Ao mesmo tempo, o pessoal que vai pela primeira vez para a linha de frente, estão tendo a noção do que vão enfrentar e de como é duro trabalhar neste ambiente, onde o suor é constante dentro do cockpit sob o sol escaldante.