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Os oficiais do HA-1, CC Padão e CT Itapicuro junto ao kit do FLIR. O Poder Naval recebeu uma apresentação completa das capacidades do novo equipamento

Dia 24 de agosto marcou o início dos trabalhos no Esquadrão HA-1 para instalação do FLIR na primeira aeronave Super Lynx e o Poder Naval, em mais uma matéria exclusiva com a Força Aeronaval, esteve presente nessa importante data.

A aeronave AH-11A Super Lynx N-4011 (Lince 11) já estava com o nariz seccionado para a instalação do imageador térmico Star Safire III, produzido pela Flir Systems. O equipamento ficará na mesma posição que o do modelo Lynx Mk88A, utilizado pela Marinha Alemã. Porém, a versão adquirida pela Marinha do Brasil é a mais moderna atualmente no mercado.

O equipamento já foi apelidado carinhosamente pelo pessoal do Esquadrão como “Cabeça de ET”. A aquisição do sistema animou bastante o pessoal do HA-1 e exigiu uma série de mudanças na infraestrutura do esquadrão, para o armazenamento e manutenção.

O Star Safire III é um sensor passivo que amplia o alcance de reconhecimento e identificação de alvos noturnos, provendo imagens com o máximo de detalhe, fora do alcance de armas defensivas.

Além de combinar um imageador por infravermelho de múltiplas bandas e câmera com intensificação de luz, o equipamento também pode levar um laser para telemetria e designação de alvos.

Além dos técnicos da MB, encontram-se também no Esquadrão três técnicos da Agusta-Westland, que vão realizar a compatibilização dos sistemas do FLIR com as da aeronave. Para apresentar a imagem gerada pelo sistema, será utilizada a própria tela do radar Seaspray 2000.

O FLIR será operado com o auxílio de um joystick pelo 2P. Caso seja colocado um mini-monitor a bordo, a operação poderá ser feita por um operador posicionado na cabine de passageiros do helicóptero.

As 12 unidades adquiridas pela Marinha já estão no Esquadrão HA-1 e, tão logo o Lince 11 esteja pronto e seja aprovado nos testes de voo, os trabalhos serão estendidos às demais unidades.

Clique aqui para acessar a brochura técnica do Star Safire III.

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A BAE Systems, segunda maior companhia de defesa, segurança e aeroespacial do mundo, afiliou-se hoje à Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde). A decisão de juntar-se a esta conceituada organização é a mais recente demonstração do comprometimento da BAE Systems em construir relacionamentos com a indústria brasileira para apoiar o crescimento contínuo do setor de defesa no Brasil de forma sustentável.

“A afiliação da BAE Systems a uma entidade de tamanha importância para o setor de defesa como a Abimde mostra o compromisso da companhia com o país”, comenta Dean McCumiskey, diretor da BAE Systems para a região oeste. “O Brasil é nosso mercado prioritário e vamos continuar a desenvolver parcerias com organizações chave para consolidar as habilidades e tecnologias que o Brasil precisa para satisfazer suas necessidades de defesa no futuro”.

A Abimde representa empresas do setor de material militar de todo o Brasil e apoia o relacionamento entre a indústria e entidades governamentais, a fim de acelerar e estimular a comercialização, o desenvolvimento e a qualidade dos produtos brasileiros.

Sobre a BAE Systems

A BAE Systems é uma empresa global que atua nas áreas de defesa, segurança e aeroespacial, com aproximadamente 107 mil colaboradores em todo o mundo. A companhia oferece uma gama completa de produtos e serviços para forças aéreas, terrestres e navais, bem como avançadas soluções eletrônicas, de segurança, tecnologia da informação e serviços de apoio ao cliente. Em 2009, a BAE Systems registrou vendas de 22,4 bilhões de libras (36,2 bilhões de dólares).

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Navios-patrulha rápidos (Fast Patrol Boats) da Armada Chilena, Teniente Serrano, Teniente Orella, Teniente Uribe e Guardiamarina Riquelme operando com a fragata americana USS Klakring (FFG 42), ao largo de Iquique no Chile, em 19 de julho de 2010, no exercício Southern Seas 2010.

Os FPBs ou FACs (Fast Attack Craft) proliferaram depois do final do século de 19, por causa da Jeune École da Marinha francesa, com a tese da “poussiere navale” ou “poeira naval”, que defendia a idéia de que pequenos navios, fortemente armados, poderiam enfrentar navios de guerra maiores e mais poderosos, em águas costeiras.

As modernas FACs incorporam essa idéia, por serem fortemente armadas (com mísseis antinavio), pequenas, rápidas, baratas e, portanto, numerosas. Esse navios são vendidos pelos fabricantes como a nêmesis de navios de guerra maiores, como fragatas e corvetas.

Para enfrentar esse tipo de ameaça, surgiram os helicópteros de ataque embarcados, como o Super Lynx. Por essa razão, para serem efetivos contra forças-tarefa mais poderosas, esse pequenos navios precisam de apoio aéreo baseado em terra.

FOTOS: US Navy

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O Poder Naval, em mais uma cobertura exclusiva, acompanhou no dia 24 de agosto, a partida do AH-11A Super Lynx N-4006 (Lince 06) sob o comando do CF Gilberto (Imediato do HA-1).

O Lince 06  vai compor o Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) da Fragata Niterói (F-40), durante a participação da Marinha do Brasil no exercício IBSAMAR 2010, que acontecerá na costa da África do Sul.

Os exercícios tem o propósito de desenvolver intercâmbio entre as Marinhas da África do Sul, Índia e Brasil, com relação às ações e táticas executadas por cada uma delas no que diz respeito à guerra de superfície, antissubmarina e defesa contra ameaças aéreas.

NOTA do EDITOR: Antes de seguir para a Fragata Niterói, o Lince 06 participou da “Fotex” com o Poder Naval, tendo os editores Alexandre Galante e Guilherme Wiltgen embarcados no Lince 01.

Em breve, mais uma matéria exclusiva do Poder Naval.

IPERÓ – Em uma estrada vicinal, a 130 quilômetros de São Paulo, seguem em ritmo acelerado as obras da terceira usina nuclear brasileira, programada para 2014.Essa central, que está em desenvolvimento pela Marinha do Brasil no Centro Experimental de Aramar (CEA), Município de Iperó (SP), faz parte do seu programa nuclear, cujo objetivo é desenvolver o sistema de propulsão do primeiro submarino nuclear brasileiro, previsto para 2020.

Enquanto isso, o Ministério Público Federal discute com a Eletronuclear e com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) a paralisação das obras de Angra 3 (prevista para 2015).

A central de Iperó é uma miniusina que terá como função simular o funcionamento, em escala real, do reator que equipará esse “vetor de patrulhamento”, conforme classifica o coordenador do Programa Propulsão Nuclear, comandante André Luís Ferreira Marques.

A etapa da construção civil das 11 edificações que em 2014 irão compor a central termonuclear começa a tomar forma. O prédio central, que abrigará este reator, já está em fase avançada e, em paralelo, os operários trabalham nas fundações dos demais edifícios que devem suportar, segundo explicou o coordenador, do impacto de pequenas aeronaves a tempestades mais severas, como tornados, fenômenos estes não muito raros no interior do Estado de São Paulo.

É uma verdadeira usina que poderia ser chamada de Iperó-1, ou, como preferiu referir-se Ferreira Marques, “Eu diria a você Brasil-Marinha-Iperó-1″.

A construção desta central nuclear se deu pela necessidade de realizar testes intensivos no reator que equipará o futuro submarino que, de acordo com o capitão, é uma verdadeira usina que se desloca. Inclusive o coração dessa usina utiliza a mesma tecnologia empregada nas centrais termonucleares de Angra, a PWR, com água pressurizada para geração de energia.

Início

Esse projeto começou na década de 1970, em São José dos Campos (SP). A meta de desenvolver um projeto de propulsão movido a energia nuclear pela Marinha se deu em função da inexistência de uma indústria nacional que detivesse a tecnologia para o seu desenvolvimento. “Naquela época, havia necessidade de criar toda uma infraestrutura que não existia no Brasil, por isso a Marinha teve de se envolver em pesquisas para sua aplicação na defesa da soberania nas águas nacionais”, explicou o oficial, que é capitão-de-mar-e-guerra. Com esse objetivo em foco, uma área de oito milhões de metros quadrados (pertencente à Fazenda Ipanema), localizada no limite da pequena cidade, próxima de Sorocaba, foi a escolhida para receber o centro da Marinha. Ferreira Marques enumerou diversas vantagens que levaram à escolha. A Marinha já estava atrás de uma área que reunisse as condições encontradas aqui, entre elas a que disponibilizasse uma linha de transmissão – e neste local passa justamente a linha da usina hidroelétrica de Itaipu, que corta o terreno do Centro.

“Precisamos de abastecimento de um grande volume de energia para as atividades de Aramar, não somente para receber essa energia, mas para realizar o escoamento da produção do reator”, comentou ele. Além disso, destacou a característica inóspita da área, a proximidade aos maiores centros urbanos do País e o isolamento obtido para contornar qualquer incidente ou emergência, seja de caráter físico ou nuclear, que possa ocorrer.

Abastecimento

A fase mais adiantada de implantação é a de conversão do concentrado de urânio (yellow cake) em hexafluoreto de urânio (UF6), atividade que é realizada no Canadá no caso de atendimento das centrais nucleares de Angra dos Reis. As ultracentífugas que realizam o enriquecimento do urânio e os equipamentos para sua conversão em pastilhas já estão em operação.

“Um dos desafios para a operação do submarino é o fornecimento de combustível, pois ninguém vai vender esse produto, já que a meta é aplicação em defesa; há uma restrição das outras nações em fazer a venda. Encaramos o fato como uma medida natural. Por questão de soberania, uma nação não contribui com a defesa da outra”, explicou.

Aramar está a poucos meses de iniciar esse processo de conversão do concentrado de urânio para UF6. A previsão é de a Usexa, unidade responsável pela atividade, operar em 2011. Ferreira Marques não indicou uma data específica de inauguração. Atualmente, a unidade, que pode ser vista da rodovia que dá acesso ao complexo da Marinha, passa por testes nos sistemas de segurança.

Quando entrar em operação, o CEA terá capacidade instalada de 40 toneladas de UF6 por ano e atenderá todas as necessidades da Marinha. O excedente ainda será insuficiente para atender as usinas de Angra dos Reis. Segundo o capitão, essa demanda será suprida pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que construirá com o auxílio da própria Marinha, uma planta cerca de 30 vezes maior que a de Aramar. “Atendemos prioritariamente o nosso programa nuclear e, de forma secundária, a matriz energética nacional. Aqui é apenas o catalisador da pesquisa que é utilizado para evitarmos erros e aplicarmos esse conhecimento em escalas maiores com total segurança”, acrescentou. Mesmo com a proximidade das operações para as quais foi projetado, Ferreira Marques afirma que Aramar nunca será finalizado. “Sempre teremos um projeto novo para pesquisa e isso impede que possamos afirmar que o CEA está terminado.”

A 130 quilômetros da cidade de São Paulo, seguem em ritmo acelerado as obras da terceira usina nuclear brasileira, programada para começar a operar em 2014. Essa central, que está em desenvolvimento pela Marinha no Centro Experimental de Aramar (CEA), no município paulista de Iperó, faz parte do seu programa nuclear, cujo objetivo é desenvolver o sistema de propulsão do primeiro submarino nuclear nacional, previsto para 2020.

A central é uma miniusina que terá como função simular o funcionamento, em escala real, do reator que equipará esse “vetor de patrulhamento”, conforme classifica o coordenador do Programa Propulsão Nuclear, comandante André Luís Ferreira Marques.

Segundo o capitão, essa demanda será suprida pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que com o auxílio da Marinha construirá uma planta cerca de 30 vezes maior que a de Aramar. “Atendemos prioritariamente o nosso programa nuclear e, de forma secundária, a matriz energética brasileira. Aqui é apenas o catalisador da pesquisa, que é utilizado para evitar erros e aplicar esse conhecimento em escalas maiores com total segurança”, acrescentou. Mesmo com a proximidade do início da operação, Marques afirma que Aramar sempre terá um projeto novo.

Na sexta-feira, a Eletronuclear informou que a Usina Angra 1 teve de ser desligada. A empresa garantiu que os equipamentos que apresentaram problema não têm contato com a área onde está a radioatividade.

FONTE: DCI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem um pacote de medidas de agrado ao ministro Nelson Jobim. A sanção da lei complementar 97 reestrutura o Ministério da Defesa e dá poder de polícia à Marinha e à Aeronáutica nas fronteiras, a exemplo do que o Exército já possui.

O pacote amplia os poderes do ministro da Defesa, que passa a indicar ao presidente da República os comandantes das Forças – antes ele só era ouvido. A nova lei cria o Estado Maior de Defesa Conjunta, cargo para o qual Jobim nomeou o general da reserva gaúcho José Carlos de Nardi, que terá nível hierárquico equivalente ao de coma1212ndante das Forças Armadas e será responsável pela coordenação de ações do ministério, como as ações de militares brasileiros no Haiti.

Além do decreto aprovando a nova estrutura militar de defesa, que cria o Estado Maior de Defesa, o presidente assinou medida provisória criando duas novas secretarias na pasta. A primeira cria a Secretaria de Produtos de Defesa, que definirá a política de compras das Forças Armadas e a política relativa aos equipamentos das três Forças, dentro da Estratégia Nacional de Defesa.

As compras normalmente são feitas em cada Força e um dos objetivos da nova política é ampliar a participação do setor civil e da indústria nacional da produção de materiais de defesa. Foi criada ainda a secretaria de pessoal, ensino, saúde e desporto.

Mais cargos. Lula também encaminhou ao Congresso projeto que cria 647 novos cargos na Defesa. Os titulares das duas secretarias ainda não foram escolhidos. De acordo com a Defesa, a nova estrutura representará gasto adicional de R$ 18,9 milhões ao ano na folha de pagamentos do ministério.

Em seu discurso, Lula elogiou os comandantes militares que souberam compreender a importância das mudanças e comentou que esperava maior debate no Congresso sobre as alterações propostas na legislação e que houvesse mais resistência.

“Quero agradecer ao Congresso pela rapidez com que foi feita a mudança; às Forças Armadas, pela compreensão de que ninguém queria diminuir o papel de nenhuma das Forças. Pelo contrário, o que nós queríamos era fazer uma inovação na forma de entender a questão da Defesa no Brasil”, comentou Lula, ao defender a importância do reequipamento das Forças Armadas.

Lula acrescentou: “Com a descoberta do pré-sal, sabemos o que precisamos reestruturar a Marinha, para que ela possa tomar conta de um patrimônio que a gente ainda não tem dimensão de quanto é. É incalculável, a gente não sabe se tem 8 ou 80 bilhões de barris, a gente não sabe o conjunto da obra que Deus deixou preparado, quando permitiu a divisão do continente, a separação.”

FONTE: O Estado de S. Paulo – 26/08/2010

Fotos dos navios na Operação “Invincible Spirit”, realizada entre 25 a 28 de julho, em águas da Coreia do Sul.

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A Boeing e a US Navy comemoraram no dia 26 de agosto a milionésima hora de voo do T-45 Goshawk, o jato de treinamento da Marinha dos EUA.

Por mais de 18 anos o jato monomotor de dois assentos Goshawk tem preparado estudantes aviadores da US Navy e Marine Corps (além de pilotos navais de outras Marinhas, como a do Brasil).

O T-45 Goshawk é a única aeronave embarcada de treinamento do mundo. O Naval Air Training Command opera três alas de T-45.

O jato é um componente de um sistema de treinamento totalmente integrado, que inclui simuladores de voo com instrumentação de alta fidelidade, sistema de aprendizado com computadores e recursos automatizados de gerenciamento de treinamento.

Mais de 3.600 estudantes aviadores da US Navy, Marine Corps e outros forças do mundo já passaram pelas naval air stations em Meridian, Kingsville, e Pensacola, antes de receberem suas “asas douradas” de aviador naval.

A Boeing entregou seu 221º e último T-45 para a US Navy em novembro de 2009. A companhia continua a prover engenharia, logística e equipamento de apoio em parceria com a BAE Systems, que forneceu as seções central e de ré da fuselagem, além da montagem das asas e cauda.

A Boeing gerencia o suprimento de peças de reposição do T-45 e apoia a L-3 Vertex com a manutenção da aeronave. A Rolls-Royce fornece o turbofan Adour F405 para o T-45.

NOTA DO PODER NAVAL: Há quem defenda a aquisição de meia dúzia de jatos T-45 pela Marinha do Brasil, para realizar o treinamento e manter a proficiência dos nossos pilotos navais, já que a hora de voo deste jato deve ser bem mais barata que a do A-4.

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Submarinos russos voltam a caçar os submarinos de mísseis balísticos britânicos, num retorno às táticas da Guerra Fria, depois de 25 anos

Segundo o jornal britânico The Daily Telegraph, um submarino russo da classe “Akula” foi surpreendido tentando gravar a assinatura dos submarinos “Vanguard” da Royal Navy, que transportam mísseis Trident, de acordo com oficiais da Marinha Real.

Os submarinistas britânicos também disseram que estão experimentando o mais alto número de contatos com submarinos russos, desde 1987.

Se os russos puderem obter as assinaturas acústicas dos submarinos “Vanguard”, isto afetará seriamente a capacidade de deterrência nuclear britância, pois os “Akulas” seriam capazes de rastrear os “Vanguard” e afundá-los antes que estes pudessem disparar seus mísseis Trident D4.

Ainda segundo o Daily Telegraph, nos últimos seis meses um “Akula” entrou no Atlântico Norte para tentar rastrear um “Vanguard”. O incidente tinha permanecido secreto até agora.

Os russos teriam ficado ao largo de Faslane, onde a força nuclear britânica é baseada, esperando a saída de um submarino Trident, para sua patrulha de 3 meses de deterrência contínua.

Enquanto patrulhava no Atlântico Norte, o “Akula” russo tentou rastrear o “Vanguard” diversas vezes e seu ruído foi gravado pelos operadores de sonar britânicos. A Marinha Real agora vai ter que enviar um submarino de ataque “Trafalgar” para proteger os “Vanguard”.

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Type 214 sul-coreano

U214 ou Type 214 é o submarino não-nuclear de maior sucesso comercial atualmente, com 21 unidades encomendadas. A Coreia do Sul possui 3 submarinos da classe e encomendou mais 6, Portugal possui duas unidades (conhecidas como U209PN), a Turquia encomendou 6 e o Paquistão negocia 3 unidades.

Um U214 sul-coreano bateu o recorde mundial de autonomia submersa por submarinos convencionais, graças ao seu sistema de propulsão independente da atmosfera (AIP), que emprega células de combustível (fuel cell).

O U214 tem 60% de comunalidade com o U209 (Type 209) e 40% com o U212, facilitando a migração das marinhas que operam o modelo alemão anterior.

Depois deste segundo lote de 214, a Coreia do Sul pretende projetar e construir sua própria classe de submarinos convencionais denominada KSS-III. Será um submarino com deslocamento próximo de 3.000 toneladas, dotado de sistema AIP e capacidade de ataque terrestre. De acordo com o plano inicial, o mesmo estaria pronto em 2020, mas em maio de 2009 foi informado que o prazo foi esticado para 2022.

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Clique na foto para comparar os tamanhos de um navio-aeródromo da classe “Queen Elizabeth” e o HMS Illustrious da classe “Invincible” no dique, em Rosyth. A imagem do CVF foi feita em 3D.

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Nas fotos, submarinos da classe alemã Type 209/1200 da Marinha Sul-Coreana (ROK Navy). A Coreia do Sul opera 9 submarinos deste tipo e vai operar mais 9 da classe Type 214.

Esses submarinos são semelhantes aos da classe “Tupi” brasileira (Type 209/1400).

SAIBA MAIS:

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NAe ‘São Paulo’ fotografado da Ponte Rio-Niterói

Fotos feitas na tarde de 22 de agosto, quando estávamos a caminho de São Pedro da Aldeia. Na proa do Navio-Aeródromo São Paulo, aparece o NDD Ceará.

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A Marinha do Brasil, em parceria com empresas afetas à navegação e à comunidade náutica, realizará o VII SIMPÓSIO DE SEGURANÇA DO NAVEGADOR AMADOR, nos dias 28 e 29 de agosto, no Clube Naval de Brasília – Setor de Clubes Esportivos Sul – Trecho 2 – Lotes 6A/6B.

A cerimônia de abertura contará com as presenças do Governador do Distrito Federal, Dr. Rogério Rosso, do Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, e de autoridades civis e militares.

O Simpósio tem o propósito de fomentar a consolidação da mentalidade de segurança, por meio de palestras e demonstrações, divulgar experiências e discutir as normas que regem a navegação de esporte, bem como contribuir para o incremento da segurança da navegação a vela e a motor e para a salvaguarda da vida humana no mar e nas águas interiores. Como palestrantes, estarão presentes os senhores LARS GRAEL, VILFREDO SHURMANN e NELSON NAKAMURA, dentre outros especialistas em segurança da navegação, primeiros socorros, preservação ambiental e demais assuntos.

No dia 29 de agosto, o Corpo de Bombeiros Militar do DF realizará uma demonstração técnica-profissional de resgate e salvamento aquático, simulando um acidente no lago, com resgate de feridos, utilizando pessoal altamente treinado, lancha, helicóptero e outros materiais de salvamento.

Uma atração à parte serão as exposições montadas no estacionamento e no salão do Clube Naval. Os participantes do Simpósio interessados em realizar a prova de Arrais Amador poderão fazê-lo durante o evento.

O Simpósio é dirigido, principalmente, aos amadores, pescadores, mergulhadores, dirigentes de Clubes Náuticos e Marinas, fabricantes e representantes de equipamentos de navegação, segurança e salvatagem; e pretende ampliar a mentalidade de segurança da navegação.
Programação de Palestras e Demonstrações

Os órgãos de imprensa, interessados em participar do Simpósio, poderão realizar o credenciamento diretamente no local do evento, a partir das 08h do dia 28 de agosto.

Programação de Palestras e Demonstrações

Sábado, 28 de Agosto

  • 08h00 – Credenciamento
    Clube Naval de Brasília
  • 09h00 – Boas-vindas e abertura
    AE Julio Soares de MOURA NETO – Comandante da Marinha
  • Convidado: Governador do DF – Dr. Rogério Rosso
  • 09h15 – Palestra de Abertura
    LARS GRAEL
  • 10h15 – Segurança da Navegação / Responsabilidade Civil do Comandante
    CC ROGÉRIO LEITE – Delegado Fluvial de Brasília
  • 11h00 – COFFEE-BREAK
  • 11h30 – Primeiros Socorros
    CC (Md) Guilherme Guimarães WIMMER – Hospital Naval de Brasília
  • 12h15 – Como comprar sua embarcação
    Marcio DOTTORI – Revista Náutica
  • 14h30 – Preservação Ambiental e Turismo da Pesca
    Nelson NAKAMURA
  • 15h15 – Reciclagem Arrais Amador
    CMG (RM1) Jairo FONTENELLE – a cargo da Diretoria de Portos e Costas – DPC

Domingo, 29 de Agosto

  • 09h00 – Demonstração de Navegação com Hidrojatos
    ESAVE Motos e Náutica

  • 09h45 – Norma da Autoridade Marítima 03 (NORMAM 03 – Amadores, Embarcações de Esporte e/ou Recreio e para Cadastramento e Funcionamento das Marinas, Clubes e Entidades Desportivas Náuticas) – Alterações e Sugestões - CC(T) LUIZ ALBERTO – DPC
  • 10h15 – COFFEE -BREAK
  • 10h45 – Motores Leves – Reparos e Manutenção
    Ricardo PARAGON – Consultor da Revista Náutica
  • 11h30 – Palestra de Encerramento
    Vilfredo SCHURMANN
  • 12h15 – Demonstração do uso de Pirotécnicos
    PEDRO Miranda – Índios Pirotecnia
  • 12h45 – Demonstração Técnica-Profissional de Resgate e Salvamento Aquático
    Corpo de Bombeiros de Brasília
  • 14:30 – Premiação da Regata Eletrônica do Clube da Aeronáutica
    Clube Naval de Brasília
  • 14:30 – Exame para Habilitação de Arrais Amador
    Clube Naval de Brasília a cargo da Diretoria de Portos e Costas

Acadêmicos, pesquisadores, empresas e Forças Armadas se reúnem no XIII SPOLM para discutir ações e estratégias de defesa nacional

“ A Amazônia Azul e os Desafios da Estratégia Nacional de Defesa” foi o tema do XIII Simpósio de Pesquisa Operacional e Logística da Marinha (SPOLM), organizado pelo Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV) e pela Diretoria de Abastecimento da Marinha (DAbM). Cerca de 600 representantes das Forças Armadas, dos órgãos de governo, do meio acadêmico e do setor produtivo se reuniram nos dias 12 e 13 de agosto de 2010, na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, a fim de promover o intercâmbio de informações e identificar sinergias para a execução de projetos de desenvolvimento de tecnologia nas áreas de Pesquisa Operacional e Logística.

O Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior, abriu a Sessão Plenária, na manhã do dia 12, ressaltando a importância de trocar informações e conhecimentos. “A Marinha se sente honrada com tão distinto público. O SPOLM está sendo organizado pelo CASNAV, um Centro de excelência com 35 anos de profícuos trabalhos para a Marinha e para o Brasil, que serve como um farol para a nossa instituição, como para nossa sociedade. O Simpósio será um importante passo, uma importante carta de navegação, um fortalecimento da nossa soberania. Aqui está a pedra angular que representa a sobrevivência e a prosperidade do Brasil dentro dos desafios que estão por vir”, declarou o Vice-Almirante Ilques.

O Diretor do CASNAV, Contra-Almirante Pontes Lima, fez uma apresentação sobre o CASNAV e destacou a importância do tema Amazônia Azul. Em suas palavras, o compromisso de divulgar mais o SPOLM para gerar maior integração entre militares, setor acadêmico e empresas. “Nosso intuito é desenvolver e promover a Pesquisa Operacional e Logística, divulgando, integrando e disseminando experiências militares e acadêmicas em todo o país. Tenho certeza que essa iniciativa proporcionará bons frutos”, avaliou o Contra-Almirante Pontes Lima.

A abertura do SPOLM contou com a ilustre presença do Almirante-de-Esquadra Mauro Cesar Rodrigues Pereira, Ex-Ministro da Marinha e primeiro Diretor do CASNAV. Ele destacou a importância do SPOLM. “Não é só para a Marinha que esse Simpósio é importante, mas para toda a comunidade acadêmica. É através da indústria, da comunidade acadêmica e dos empresários que participam do evento, que se leva o conhecimento para a sociedade. O nome Amazônia Azul é uma forma de chamar a atenção do público da imensidão da nossa responsabilidade. A palestra de hoje mostrou com tanta facilidade como nós precisamos levar a sério esse tema. É preciso de apoio de toda a sociedade brasileira.”

Artigos Científicos

O XIII SPOLM recebeu 108 artigos inscritos, sendo 57 selecionados pelo Comitê Científico, formado por 72 professores e pesquisadores de institutos e universidade federais, estaduais e privadas. Eles foram convidados especialmente para avaliar cada trabalho submetido no Simpósio.

Os dois melhores artigos foram premiados com um notebook e exposição do tema para os congressistas. A estudante de Doutorado Mônica do Amaral, da Universidade Federal de São Carlos, autora do melhor artigo de Logística, na área de Seleção de Rotas Intermodais, recebeu do Vice-Almirante Ilques o Prêmio SPOLM Logística. “Essa é a segunda vez que eu participo do SPOLM. Esse artigo foi escrito juntamente com o projeto FINEP, que é um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo grupo de Pesquisa Operacional da Universidade Federal de São Carlos, há três anos. É muito gratificante para gente receber uma premiação desse tipo porque parte do trabalho que a gente vem desenvolvendo, embora seja um trabalho acadêmico, é bem contextualizado com a realidade. Fiquei muito feliz em poder participar do Simpósio e, principalmente, em poder participar com o artigo premiado”, comentou Mônica.

O Aluno Adriano Soares Koshiyama, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, autor do melhor artigo na área de Modelos Econométricos Espaciais, recebeu o Prêmio SPOLM Pesquisa Operacional”, entregue pelo Diretor do CASNAV. Adriano é estudante de Economia e está no 6º período. “Meu professor orientador, Wagner Tassinari, me informou que existia esse Simpósio e que seria muito bom para a parte de Estatística e Modelagem. O meu objetivo era participar dos minicursos e das palestras sobre esse assunto. Tive a oportunidade de submeter um artigo escrito junto com a equipe de Zootecnia e de Estatística. Ficamos todos muito felizes, principalmente por participar de um evento reconhecido nacionalmente pela sua renomada comissão científica. O “aceite” da banca já foi maravilhoso, mas quando recebi o prêmio, em nome da equipe, fiquei muito feliz. Será bom para todo mundo. Vai repercutir muito dentro da minha universidade”, disse Adriano.

Ele destacou também a possibilidade de assistir no SPOLM aplicações para a estratégia da Defesa Nacional. “A palestra sobre Submarino com Propulsão Nuclear foi ótima. O que começa a ser feito hoje será para as gerações futuras. Vou levar do Simpósio uma nova visão sobre as Forças Armadas, sobre as outras universidades na área de pesquisa científica. A gente vê aqui que as Forças Armadas reconhecem o pesquisador. Esse vento alia a Marinha à pesquisa científica, o que é muito bom”, analisou Adriano.

Sessão Plenária é destaque no primeiro dia do SPOLM

O primeiro tema da palestra foi “O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul”, proferida pelo Vice-Almirante Elis Treidler Oberg, Diretor de Sistemas de Armas da Marinha. “O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) será um conjunto de diversos sistemas que nós já temos hoje. Ele vai possibilitar um total conhecimento sobre o que se passa na superfície, na subsuperfície e no espaço aéreo das águas jurisdicionais brasileiras e em boa parte do Atlântico Sul. Ele vai ser constituído por fases. A primeira fase nós estamos começando a delinear a arquitetura, que será integrar toda uma série de sistemas que a Marinha já opera e, posteriormente, robustecendo as suas partes, agregando uma série de sensores e veículos aéreos não tripuláveis. Vamos partir do simples e ir aumentando as necessidades implementando outros sensores e outros sistemas de forma a ter total cobertura do que nós necessitamos saber dentro das águas jurisdicionais brasileiras, dentro da parte submarina e do espaço aéreo”, explicou o Vice-Almirante Oberg.

Para ele, por ser um evento tradicional, o SPOLM se torna fundamental inclusive para o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, uma vez que as ferramentas de apoio à decisão que vão estar dentro do Sistema terão a sua origem no CASNAV e nos acadêmicos de Pesquisa Operacional que no futuro estarão apoiando os sistemas a serem usados.

O tema Amazônia Azul também fez parte da palestra do Gerente-Geral da Unidade de Serviços de Transporte e Armazenamento da PETROBRAS, Ricardo Albuquerque Araújo, sobre “Dificuldades Logísticas na Exploração de Petróleo Offshore”.

“A Petrobras é uma empresa que tem uma atuação fortemente focada na área marítima, exatamente na Amazônia Azul. Todas as operações da Petrobras, oitenta e cinco por cento do petróleo que a Petrobras produz, está localizada no mar. Com o advento do Pré-sal, esse percentual deve crescer muito mais no Brasil, se aproximando dos cem por cento. Essa aproximação da Petrobras com a Marinha é vista pela alta direção da empresa como um assunto absolutamente estratégico. Nós verificamos que a Marinha está tomando o cuidado de se preparar para uma nova realidade da atividade econômica no mar territorial brasileiro, que é a produção do petróleo, muito focado agora no Pré-Sal. As outras áreas de produção no mar também vão crescer, mas o Pré-Sal traz uma significância muito maior da Amazônia Azul. Eu não quero restringir as operações da Petrobras somente ao polo Pré-sal. A gente hoje tanto tem perspectivas de explorar a margem equatorial brasileira, como de ampliar a nossa prospecção no Nordeste e mais ao Sul. É possível que novas fronteiras petrolíferas apareçam no mar territorial e a natureza tem mostrado que é na Amazônia Azul onde se mostra muito mais promissor para descobrirmos novas riquezas. A Petrobras tem conseguido com muito sucesso explorar essas oportunidades e a empresa tem plena consciência que, sem o apoio da Marinha, não vamos chegar lá. Eventos como esse são da mais absoluta importância. A integração da Petrobras com a Marinha do Brasil já é muito efetiva, mas pode se estreitar cada vez mais”, concluiu o Gerente-Geral da Petrobras.

A convite da organização do evento, o Professor Doutor Hugo Passos Simão, Pesquisador do Departamento de Pesquisa Operacional e Engenharia Financeira da Universidade de Princeton – USA, proferiu a palestra “Aplicações de Pesquisa Operacional para Defesa da Amazônia Azul: Aprendizado Ótimo – Como Coletar Dados Eficientemente na Era da Informação”.

“É uma maneira de tentar orientar o processo de coleta de informação dentro dos recursos que se possui para tomar a melhor decisão. O desafio principal foi apresentar a modelagem matemática, embora não seja extremamente complicada e dá uma ideia da utilidade da metodologia, como ela pode ser usada, sem alienar o público por causa dos detalhes matemáticos. Esse assunto apresentado no SPOLM tem sido desenvolvido pela Universidade de Princeton ao longo de cinco a seis anos. É um assunto novo a metodologia especificamente e nós achamos que essa seria uma oportunidade de expor para o público brasileiro essa técnica. Como somos pessoas trabalhando em Pesquisa Operacional, interessados em otimização, nós aproximamos essa técnica com o ponto de vista ligeiramente diferente dos Engenheiros de Computação. Essa que é a novidade. A técnica foi desenvolvida por pessoas trabalhando em Pesquisa Operacional e Logística que tinha uma necessidade de manusear dados daquela maneira de informação”, explicou o professor.

Com relação ao SPOLM, o professor Hugo destacou a exposição e o conhecimento adquiridos no estágio das pesquisas e da política militar brasileira. “Aprendi muitas coisas interessantes e importantes, um benefício pessoal. Eu espero que a minha interação com as outras pessoas no Simpósio tenha sido capaz de fornecer uma ideia do que a gente está fazendo fora do Brasil e, quem sabe, fomentar a possibilidade de futura interação.”

Encerrando a Sessão Plenária, a exposição do Almirante-de-Esquadra José Alberto Accioly Fragelli, Coordenador-Geral do Programa de Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear, chamou a atenção do público presente. “A palestra foi muito interessante. Ela deu para a gente uma visão muito boa de como a Marinha está se preparando para fazer o controle e o monitoramento da Amazônia Azul, não somente com seus submarinos convencionais, mas com os futuros submarinos nucleares que têm maior agilidade e que vão permitir um maior deslocamento e controle dessa área tão rica e necessária para o nosso país”, ressaltou o professor assistente da Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antônio Carlos Sá de Gusmão, onde leciona disciplinas no curso de Engenharia de Produção, entre as quais se inclui Logística.

De acordo com o projeto de construção de submarino nuclear, a grande novidade é a construção de um estaleiro e da Base Naval de submarinos na Ilha da Madeira, em Itaguaí, Rio de Janeiro. “Será o maior estaleiro que a Marinha terá”, informou o Almirante-de-Esquadra Fragelli.

Para o Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior, no âmbito do SPOLM, deve-se ter sempre em mente a dimensão do desafio que se tem pela frente, que é de conhecer cada vez mais profundamente a Amazônia Azul, um espaço tridimensional. “Temos que conhecer o ambiente da profundidade, da superfície e do espaço aéreo. Para isso, um evento dessa magnitude, envolvendo as Forças Armadas, a comunidade científica e a academia, com a hospitalidade da EGN, se traduz em um evento marcante. É mais um passo de fortalecimento de nossa soberania e de situações estratégicas.”

Três meses após encontrar uma mina marítima enterrada no litoral de Maragogi (135 km de Maceió-AL), a Marinha anunciou que outras cinco minas utilizadas para destruir navios durante a Segunda Guerra Mundial foram localizadas na cidade litorânea.

Das cinco minas, três estão na parte urbana da cidade (sendo duas no centro) e duas enterradas na areia da praia. Há ainda a suspeita de que uma sexta mina esteja enterrada na parte urbana, mas as autoridades não confirmam.

Segundo o capitão dos Portos em Alagoas, André Pereira Meire, as minas estão localizadas em áreas de grande concentração de moradores e necessitam de uma grande operação para serem retiradas, transportadas e detonadas em segurança. O trabalho, porém, só deve ser realizado após as eleições de outubro, a pedido da Prefeitura de Maragogi.

“Essas minas foram enterradas por moradores em áreas que, naquela época, há 70 anos, não eram ocupadas. Só que a cidade cresceu e hoje elas estão em áreas urbanas”, afirmou.

Segundo Meire, todo o trabalho deve durar 25 dias. Uma equipe do Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais virá do Rio de Janeiro para auxiliar no trabalho. “Vários órgãos vão participar dessa operação, como prefeitura, Secretaria de Saúde, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, já que precisaremos interditar uma área de 150 metros de cada uma das minas e, claro, precisamos estar prontos se algo der errado”, explicou.

Apesar de não saber se as minas ainda têm potencial explosivo, Meire afirma que a remoção é necessária. “Um raio, por exemplo, pode detonar um artefato explosivo. E vamos supor que, daqui a 15 anos, por exemplo, esse assunto caia no esquecimento e alguém vá escavar e cause uma explosão. Por isso foi decidido, após análise de equipe técnica, que as minas serão retiradas.”

Moradores de Maragogi estão assustados. “Fico com receio porque sei que essa bomba pode causar uma grande explosão”, disse a comerciante Maria Aparecida, que vende artesanato na orla da cidade.

Primeira mina detonada
No dia 11 de maio desse ano, funcionários que trabalhavam em uma obra de saneamento encontraram uma mina marítima enterrada a menos de dois metros de profundidade na areia da praia, no centro da cidade. Militares do esquadrão antibombas da Polícia Militar foram até o município, retiraram e detonaram a bomba em uma área deserta.

Porém, devido à força dos explosivos, estilhaços da bomba foram arremessados a quase 1 km de distância e atingiram casas, hotéis e estabelecimentos comerciais, que protestaram contra a detonação em uma área próxima aos prédios.

À época, os militares explicaram que escolheram o local por conta da dificuldade em remover a bomba para mais longe. Segundo eles, não havia um lugar completamente seguro para detonação.

FONTE: UOL / COLABOROU: Molleri

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