domingo, setembro 19, 2021

Saab Naval

Brasil vai assinar acordo de defesa com Reino Unido, diz jornal

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Negócio pode envolver 6 navios-patrulha e 5 a 6 fragatas e chegar a US$ 4,5 bilhões

LONDRES – A Grã-Bretanha e o Brasil assinarão um acordo na área de defesa que o governo do Reino Unido espera que abra caminho para um contrato bilionário de fornecimento de navios para a Marinha brasileira, publicou o jornal Financial Times, nesta terça-feira.

O acordo com a BAE, que pode envolver 6 navios-patrulha e 5 a 6 fragatas Type-26, pode chegar a 2,9 bilhões de libras (US$ 4,5 bilhões) se as embarcações forem construídas no Reino Unido, disse o jornal.

O FT publicou que os seis navios-patrulha, custando entre 60 milhões a 80 milhões de libras cada, devem ser usados para vigilância e dissuasão na região dos campos de petróleo no litoral brasileiro, assim como em operações de segurança e de busca e resgate.

O maior prêmio para a BAE, maior fornecedora de produtos bélicos da Europa, seria um contrato para manutenção e atualização dos navios nas próximas duas ou três décadas, segundo o FT.

As empresas britânicas de produtos militares têm enfrentado cortes em um momento que o governo de coalizão do país revisa seu orçamento para a área. Os detalhes sobre essa revisão devem ser anunciados em 20 de outubro.

FONTE: Estadão/Reuters

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Invincible

Alguém aí pode dar um palpite de quais seriam as opções britânicas e como eles se enquadram com as FREMM???

MVMB

Se adquirirmos tudo que estão nesses contratos – italia, reino unido, frança e outros – seremos a maior marinha do mundo.

Pesquisei e os custos destas “opções de aquisição” totalizam mais de US$ 20 bilhões. Tirem suas proprias conclusões…..

emilson

Só faltaria um Nae a propulsão nuclear com alguns caças, dai sim marinha dos sonhos…

MVMB

me esqueci dos 27 NAPAS 500, do NAPA 1800 e da 2 esquadra (infra-estrutura, pessoal e logistica).

BRASIL, SIL, SIL……!!!!!!!!!!!!

Colt

Taí uma coisas que os Ingleses sabem fazer.
Navios de guerra. Tem alguma tradição nisso. rs

Invincible

Talvez o plano seja reequipar a marinha com duas frotas.

O que pode ser feito é a aquisição de alguns meios para defesa AA e outros com foco em ASW. Ou quem sabe nesse contrato não vem algumas coisas a mais.

Tairusiano

Olá e bom dia a todos
bom se formos analisar a preferencia da MB por navios inglese faria sentido mesmo a compra desses navios
agora alguem tem alguma informação sobres essas type-26

Humberto

Interessante, o Type-26 vai ser fortemente usado pela Royal Navy e é considerado uma das táboas de salvação da industria naval bélica deles. Seria ótimo entramos neste projeto, teremos uma marinha tecnologicamente superior da época da entrada das fragatas da classe Niteroi, no mais, pela tradição da MB em usar belonaves inglesas, creio que a coisa tenda a andar mais facilmente.
[]

Guto

Bem papel é uma coisa … espero que realmente passe do papel para a realidade.

Fabio ASC

Seguem os links sobre os navios citados, direto da BAE ystems, em inglês:

Fragata Type 26:

http://www.baesystems.com/Businesses/SurfaceShips/platformsandproducts/FutureSurfaceCombatant/index.htm

Navio Patrulha Oceânica:

http://www.baesystems.com/Businesses/SurfaceShips/platformsandproducts/OffshorePatrolVessels/index.htm

Estou “à caça de mais informações”.

Bronco

Alguma informação sobre o OPV? Serão os C3, do VT Shipbuilding? Ou algum outro projeto da BAE Systems (desconheço)? Quanto à Type 26, sua concepção é a de ser um navio capaz de substituir as Type 22 Batch III e as Type 23. No caso das Type 22, embora em pequeno número, tratam-se, ainda hoje, de uma das melhores escoltas do planeta. Entretanto, a história recente de construção de escoltas para a RN demonstrou que os navios novos, além de caros, tem pouca confiabilidade do comando em relação aos cascos mais antigos. Razões pelas quais a vida útil das Type… Read more »

Almeida

França, EUA, Itália, agora Reino Unido… já não tô mais entendendo quais são as verdadeiras intenções do nosso Governo ao fechar tantas parcerias e acordos de defesa…

Vamos acabar sem nada.

Almeida

Ou entrando pra OTAN rsrsrs

Tairusiano

Fabio ASC disse:
14 de setembro de 2010 às 10:34
Valeu pelos links Fabio agora deu pra ter uma idéia.

agora viajando um pouco será que isso não poderia nos abrir as portas para a compra de um dos queen elizabeth vixe acho que agora fui longe mais quem sabe XD

Fabio ASC

Acho que o melhor de tudo nestas Type 26 é que elas estão na fase inicial do projeto, ou seja, poderemos, quem sabe, trabalhar juntos desde o início.

Isso sim seria uma ToT de verdade.

Fernandi

O Brasil ainda vai assinar, como aqui tudo levar tempo não vou sonhar nem bater palma só acredito vend., Estamos em época de eleições e os militares são 1/4 de voto, vou espera para ver.

Leandro Requena

Não sei o que dizer.

Falaram que a “compra italiana” já estava fechada.
Agora falam em “compra inglesa”.
Daqui a pouco aparece a “compra coreana”.

Tudo muito estranho…

Meu medo é que os políticos estejam começando a se meter nas compras da Marinha. Dai ferrou tudo.

Cláudio Melo

O modelo do negócio descrito pelo Finacial Times vai de encontro ao que está descrito na END. Um acordo que preveja a construção de unidades navais em estaleiros britânicos conjugado com um contrato de manutenção por duas décadas pode ser bom para a economia britânica mas é contrário aos interesses nacionais. Qualquer aquisição de material de defesa aos fornecedores externos deve buscar a transferência de tecnologia e a independência tecnológica para que, no futuro, nos capacitemos a projetar, construir e reparar os nossos meios navais. Como a divulgação é do FT não estranho que eles sonhem com um negócio que… Read more »

Mario Tavares

Jamais neste país o governo gastará tanto e tão “bem” !
Vide Copa, Olimpiada, programa FX, submarino nuclear, ajuda ao Haiti, Bolivia etc….
De concreto, cadê o investimento em infraestrutura, saúde, educação e segurança pública no Brasil?
A lei de responsabilidade fiscal foi pro saco, já era.
Só espero que o pré-sal pague essa conta toda, senão estamos ferrados.

Ozawa

Cara ! É só acordo atrás de acordo ! E navio que é bom ?

Fabio ASC

Mas Claudio, talves eu tenha entendido errado, mas no FT fala-se de coinstruiur 1 no Reino Unido e as demais no Brasil, primeiro “ensinando” os construtores brasileiros e depois transferindo tecnologia., ainda citam como modelos a Grécia e Tailandia.

Link do FT com a notícia completa.

http://www.ft.com/cms/s/0/3d6adeb4-bf6a-11df-965a-00144feab49a,s01=1.html?ftcamp=rss

Yasser

Noticias boas! Espero que realmente a Marinha se reequipe a altura para pelo menos ter capacidade de proteger nossos recursos naturais..

Tairusiano

Ozawa disse:
14 de setembro de 2010 às 11:19
“Cara ! É só acordo atrás de acordo ! E navio que é bom?”
É meu caro almirante se uma guerra fosse decidida em assinar acordos
o Brasil seria a maior potencia do mundo mais fazer o que né parece que assinar acordos estratégicos virou esporte pra nossos governantes
no mais é aguardar pra ver o que irá acontecer se bem que, se formos analizarmos ainda é um navio a ser projetado uma Transferencia de tecnologia poderia ser mais “facil”

Cláudio Melo

Consegui ler o artigo do Financial Times no endereço http://www.ft.com/cms/s/0/3d6adeb4-bf6a-11df-965a-00144feab49a,s01=1.html É preciso cadastro e depois você pode ter acesso limitado aos conteúdos, ou assinar para ter acesso total. Na verdade, eles estão esperançosos em fechar esse acordo conosco, e existe uma promessa do governo britânico em ajudar a BAE a conseguir contratos para fornecimento de material de defesa em países como Brasil, para compensar os cortes nas aquisições domésticas. Eles dizem que o Brasil tem um dos mercados de armamentos que mais cresce no mundo, e referem os campos petrolíferos no mar que precisam ser defendidos. Segundo Ben Palmer, Diretor… Read more »

RtadeuR

Não faz negócios com esses royal em defesa , já falei que é cavalo de tróia de colonizador. Antes eles davam espelhos, panela, etc. para os índios, agora vem com essa infiltração na cara dura.
A itália a França tão esperando. Acorda meu.
Fico imaginando quantos GPS dá pra esconder e um navio desse.

Cláudio Melo

Fábio ASC,

Você tem razão e no meu segundo cometário já faço a devida referência ao texto original.

O problema é que o post não deixa isso claro e eu fico preocupado com a cultura de defesa expressa por muitos comentaristas do blog, que falam simplemente em “comprar”, “comprar”, “comprar”… sem se preocupar com a independência nacional.

Você foi muito feliz no seu comentário em acrescer a referência aos contratos firmados pela BAE com a Grécia e a Tailândia.

Abraço,

Cláudio Melo.

Mr.Marcus

Não vai comprar nada simplesmente porque não tem dinheiro, só tem o desejo de ter, igualzinho o FX que está há mais de dez anos engavetado e vai ficar assim por muito tempo. Sem falar do VLS, e sub nuclear em desenvolvimento há 30 anos mas na maquete aparece como um dos mais modernos do mundo.

Fábio Mayer

Kkkkkkkkk! O Brasil assina acordo de cooperação com todo mundo e inevitavelmente sai algum comentário sobre aquisição de meios, meios estes que não são adquiridos, porque acordo de cooperação não é compra e venda, é apenas troca de informações militares e eventuais exercícios. Não sonhem com fragatas FREMM ou Horizon, não percam seu tempo achando que o Brasil vai adquiria um ou dois Mistral, entendam como quimera a aquisição de F-18 navais, etc… isso tudo é apenas falatório. Compra é compra, acordo é acordo!!! Daqui há pouco vamos fazer um acordo militar com Vanuatu, e teremos certeza que a marinha… Read more »

Águia

Ninguém pode criticar a Marinha por tentar… acordo com a França… acordo com a Itália… acordo com o Reino Unido… a estratégia da MB parece aquela do joguinho “batalha naval”: algumas tentativas vão dar “água”, mas de tentativa em tentativa acaba acertando um submarino (4 + 1), umas fragatas, uns NaPaOc, um porta-aviões… A União Européia está toda no vermelho. Parece que a MB está sabendo explorar esse fato, e usando-o em benefício próprio para conseguir melhores equipamentos e melhores condições. Agora é ver pra crer. Sorte da Marinha que ninguém do Planalto (ainda) apadrinhou esse ou aquele fornecedor… e… Read more »

Thomas

A Type 26 não existe – somente como projeto, e para daqui a alguns anos, isto se não for cancelada como parte da contenção de despesas, o que e’ bem provável.

Marcelo M

Minha opinião bate com a do Fábio, o que foi anunciado é um acordo. Os ingleses que estão esperançosos que com isso nos vendam a Type 26, que é concorrente direta das FREMM, navios de 6000T. Acredito que ou será uma ou será outra, não as duas.
Na prática, o mais provável é que este acordo facilite a vinda do Ocean. Abraços
MM

Leonardo Angelozi

KKKK boa Fábio, a maior frota de canoas de guerra do planeta rs…

Estou gostando da tática de assinar acordos, vai deixar eles completamente confusos assim como nós e quem sabe não da para tirar proveito…

Fabio

Sr Claudio Melo, obrigado pelas palavras.

Agora quando não estão “comprando, comprando, comprando” estão “torcendo, torcendo, torcendo”, parece jogo de futebol.

Sobre colocarem GPS nos navios (sic), o que garante que franceses ou italianos não fariam o mesmo? Afinal são todos membros da OTAN.

Já que é pra viajar na maionese, nunca entramos em guerra com a Inglaterra, mas com a Itália sim.

Rodrigo

Galante disse:
14 de setembro de 2010 às 12:57

Galante, mas o lance com os italianos já não estava adiantado ?

Fabio

Sobre os acordos, acredito que temos que fazer mais e mais ainda.

Fico imaginando qtos acordos tÊm França, Itália, UK, EUA, Russia, etc

Alguns acordos, principalmente com países da África já estão dando lucro ao Brasil.

Carlito

Sem querer parecer pessimista ou chato, mas há anos vejo o Brasil assinando acordos com Deus e o mundo, mas com poucos resultados práticos.

É verdade que alguns avanços foram feitos, mas ainda falta muita coisa para termos forças armadas condizentes com as pretensões brasileiras.

Zorann

Eu acho sempre uma ótima idéia se fechar acordos de cooperação na área de defesa. Mas ao mesmo tempo me preocupo com a falta de ação e na demora na escolha do projeto de nossas futuras escoltas. Defendo que deveríamos continuar no desenvolvimento da classe Barroso, aproveitar que uma unidade deste navio será exportado e produzirmos mais unidades para serem nossos NaPOc. De repente não são navios de concepção tão moderna, mas manteríamos no Arsenal da Marinha a mão de obra especializada que já possuimos e teríamos a oportunidade de criar aperfeiçoamentos que futuramente somados a outros contratos de TT… Read more »

Galileu

Eu sou as Fremm, mas qualquer coisa tá ótimo, se vier Type com armamento e não simbad tá blz.

Mas me respondam uma coisa porque a MB pode comprar de prateleira, ué não tinha que produzir aqui não? ahah

Raptor

É Galante… e seguindo o exemplo dos Mestres e criando escola no continente africano…

Abraços.

Jjose Henrique

Os Navios Ingleses, são bem projetados e se construidos no BRASIL acho que é a melhor opção para nossa MARINHA.Acho graça de como estas notícias deixam os derrotistas de plantão no blog P.da vida.MARINHA sempre,BRASIL acima de tudo.Abraços do MENDES.

lucio da silva moraes

FÁBIO MAYER
voçe estar certo
O brasil tem só blá blá blá

eduardo

Águia disse: 14 de setembro de 2010 às 12:26 “…Sorte da Marinha que ninguém do Planalto (ainda) apadrinhou esse ou aquele fornecedor… e enquanto isso o FX-2 pode virar 3, 5, 99…” Deixe-me dar a minha visão das coisas. O Planalto já tá de olho nessas compras, por isso esses inúmeros acordos (França, Itália, Inglaterra). Cada um dos concorrentes vai montar um lobby, procurar grupos políticos dentro do governo, oferecer “facilidades”. Com a concorrência aumentando, o valor das “facilidades” também deve aumentar. Um dos grupos vai ganhar, mas os perdedores não poderão se queixar, dentro do governo, de não terem… Read more »

Fabio ASC

Galileu

Uma será fabricada na Inglaterra, as outras no Brasil.

Já os Patrulhas eu nãosei.

Andre Luis

O Reino Unido não fazia parte da joint-venture entre franceses e italianos para a construção de uma classe horizon que no final ficou muito mais caro do que o imaginado? Ou o projeto era para construção das FREMM?? De qualquer modo,os britânicos pularam fora desse projeto e criaram uma classe sozinhos, estou certo? Quando um ministério de defesa europeu abre mão de material bélico por achar caro demais fico me perguntando como os iluminados do planalto central podem pensar em adquirir tais meios. Ou o Brasil está blefando com todos ou já fechou com alguém e está se inclinindo para… Read more »

GUPPY

off-topic

Curso de Estratégia Marítima – 05 de outubro a 23 de novembro de 2010 (Escola de Guerra Naval e FEMAR(Fundação de Estudos do Mar)).
Propósito: O curso visa proporcionar aos participantes conhecimentos básicos que alicerçam a Estratégia Marítima Nacional enfatizando os aspectos estratégicos das Relações Internacionais, da Conjuntura Internacional e Nacional, do Poder Marítimo e do Poder Naval e da Política e Estratégia Nacional de Defesa

Maiores informações: http://www.fundacaofemar.org.br

Abs

Ozawa

Em gestão de estoques existe um ponto em que se deve iniciar a renovação de itens, chamado ponto de ressuprimento, daí em diante é uma contagem regressiva até o ponto de ruptura. Evidente que a reposição de meios navais é uma tarefa mais complexa do que a aquisição de itens de almoxarifado, mas o princípio é o mesmo, e olhando para nossos esquadrões de escoltas navais… Nossa ! Ultrapassamos o ponto de ruptura a muito ! Tá difícil alinhar meia dúzia de escoltas em condições críveis de sustentar combate num cenário da moderna guerra naval. E ainda temos que ouvir… Read more »

marujo

Já não entendo mais nada. Para mim, o negócio com a Itália já estava fechado, aguardando apenas as eleições para ser anunciado. Todo esse processo – ou seria confusão – poderia ser resumido assim: inteções demias, navio de menos.

marujo

Complementando: pode ser um comportamento protelatório de quem tem interesse em empurrar eternamente com a barriga e deixar tudo como dantes no quartel da Abrantes.

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