Durante a Segunda Guerra, 36 navios brasileiros foram torpedeados, entre 1942 e 1944, por submarinos do Eixo, na área do Oceano Atlântico que vai desde a Filadéfia, nos Estados Unidos, até Santos, no Brasil, além do extremo sul da África (Boa Esperança).

O balanço total foi de 1.074 mortos e 1.686 sobreviventes. Dois pequenos navios torpedeados não foram identificados, mas por terem sido afundados em região junto à costa, concluiu-se que eram navios brasileiros, provavelmente veleiros. Dos navios torpedeados, somente o Cabedelo não teve sobreviventes.

O Brasil perdeu, ainda, dois outros navios na Segunda Guerra Mundial, ambos da Marinha de Guerra. A Corveta Camaquã afundou, virada pelo mar grosso, em 21 de julho de 1944, morrendo 23 tripulantes. O Cruzador Bahia foi a pique no dia 4 de julho de 1945, por acidente em exercício de tiro real que atingiu uma das de suas bombas de profundidade. Morreram no naufrágio 333 homens.

A tragédia do Cruzador Bahia

Após o término das hostilidades da Segunda Guerra no Atlântico, coube à Marinha do Brasil uma última tarefa: controlar as aeronaves aliadas, que retornavam com tropas no trajeto Dakar-Natal, e apoiar, com eventuais socorros, as que se vissem em dificuldades. Os navios eram mantidos em locais específicos, “estações” em alto-mar, controlando por rádio as passagens dos aviões. Nessa missão, um avião B-17, do Exército americano acidentou-se, em setembro de 1945, e teve 14 militares salvos pelo Contratorpedeiro Greenhalgh, comandado pelo capitão-de-fragata Ari Rongel.

Neste contexto, na manhã de um sábado, 30 de junho de 1945, o Cruzador Bahia, após trinta dias de preparativos, suspendia de Recife com destino à Estação 13, distante cerca de 500 milhas. Na manhã do dia 2 de julho, uma segunda-feira, rendia, no posto, o Contratorpedeiro-de-Escolta Bauru. No dia seguinte, foi realizada, a bordo, com bom tempo, a tradicional festa pela Passagem da Linha do Equador. A expectativa do retorno ao Rio de Janeiro e ao convívio familiar, logo após o cumprimento daquela tarefa, prevista para dez dias, animava a tripulação.

Ao completar o segundo dia na missão, em 4 de julho, o navio preparava-se para exercício de tiro de superfície a curta distância, com as sete metralhadoras Oerlikon de 20mm. Às 0900h, parou máquinas para o lançamento do alvo flutuante e, minutos após, 0910h, ouviram-se disparos imprevistos de uma das metralhadoras. No 5 ou 6 disparo, conforme o relato do então primeiro-tenente Torres Dias, na ocasião, de serviço no Camarim da Máquina, uma forte explosão sacudiu o navio. A rajada da metralhadora havia atingido as bombas de profundidade localizadas no tombadilho.

O quadro que se seguiu foi trágico. Conforme o relato: “densos rolos de fumaça (…) corpos dilacerados, destruição total e os gemidos dos feridos, que mal se arrastavam pelo convés”, e a área de ré destruída e em chamas. Apenas três minutos após a explosão , o navio começou a afundar a popa, com uma rapidez impressionante.

Quatro baleeiras haviam sido destruídas pela explosão e duas outras pendiam dos turcos, impossibilitadas de serem arriadas pela grande inclinação tomada pelo navio. Apenas 17 balsas salva-vidas haviam sido poupadas pela onda destruidora que varrera o navio”, sendo rapidamente lançadas ao mar.

Atos heróicos e de extrema solidariedade foram registrados, como a persistente tentativa do 1° Sargento Enfermeiro João Morais de Lima, o Sargento Lima, de levar da enfermaria para uma balsa, em meio aquele horrendo cenário, o Comandante, capitão-de-fragata Garcia D’Ávila Pires e Albuquerque, que, gravemente ferido, o havia ordenado para deixá-lo e salvar-se. Ambos “foram tragados pelo mar quando o navio submergiu”.

Em cerca de cinco minutos, o navio mergulhou de popa, elevando a proa no ar, e, com a quilha em posição vertical, afundou. A surpresa, a rapidez com que se desenrolou o acontecimento, somadas às dificuldades técnicas das comunicações da época, não permitiram que qualquer pedido de socorro fosse emitido de bordo.

Comprimindo-se nas pequenas 17 balsas, 271 homens, muitos dos quais feridos, queimados ou agonizantes, enfrentariam extenuantes e mortais privações. Para os que sobreviveram, o martírio durou quatro longos dias.

Na primeira noite, as balsas, que eram mantidas juntas, se dispersaram, ficando apenas seis no grupo chefiado pelo Tenente Torres Dias. Falta de água e alimentos, o frio noturno e o calor diurno insuportáveis, desespero, ataques de tubarões, a insolação, fadiga, delírios, alucinações e a morte foram as companhias desses bravos marujos, até a chegada do Cargueiro Balfe.

Um Grupo-Tarefa da Marinha, especialmente mobilizado para as buscas, recolheu, posteriormente, apenas mais oito sobreviventes do grupo cujas balsas haviam se desgarrado.

Estavam a bordo do Bahia 372 pessoas: no primeiro choque, e no soçobro, morreram 101 militares, incluindo quatro marinheiros norte-americanos empregados nas comunicações com os aviões em trânsito. Dos 271 homens que alcançaram as 17 balsas, morreram 230 no mar e mais cinco no Balfe. A oficialidade foi a categoria que mais baixas sofreu, em razão de suas acomodações se localizarem na popa, local da explosão. No total, morreram 17 oficiais, 15 suboficiais, 42 sargentos, 224 cabos e marinheiros, 29 taifeiros, cinco fuzileiros navais e quatro marinheiros norte-americanos, num total de 336 mortos. Salvaram-se: um oficial, um suboficial, quatro sargentos, 29 de cabos e marinheiros e um taifeiro, num total de 36 sobreviventes.

Perdas navais brasileiras na Segunda Guerra Mundial

Navio / Tonelagem Beligerante Data / Posição Danos e vítimas
1 - Buarque – 5152ton U-432 15.02.1942 / 36º35’N 75º20’W Torpedeado, um morto
2 - Olinda – 5085 ton U-432 18.02.1942 / 37º30’N 75º00’W Bombardeado ou torpedeado, 46 mortos
3 - Cabedelo – 3557 ton Torelli (ita) 25.02.1942 / 16º00’N 49º00’W Torpedeado, toda tripulação perdida, 54 mortos
4 - Arabutan – 7874 ton U-155 07.03.1942 / 35º15’N 73º55’W Torpedeado, um morto
5 - Cairu – 5152 ton U-94 09.03.1942 / 39º10’N 72º02’W Torpedeado, 53 mortos
6 - Parnaíba – 6692 ton U-162 01.05.1942 / 10º12’N 57º12’W Torpedeado, 07 mortos
7 - Cmt Lira – 5052 ton (b) Barbarigo (ita) 18.05.1942 / 02º59’N 34º10’W Torpedeado, 02 mortos
8 - Gonçalves Dias – 4996 ton U-502 24.05.1942 / 16º09’N 70º00’W Torpedeado, 06 mortos
9 - Alegrete – 5970 ton U-156 01.06.1942 / 13º40’N 61º30’W Torpedeado, toda tripulação perdida, 64 mortos
10 - Paracuri – 300 ton U-159 05.06.1942 / 17º30’N 68º34’W Torpedeado, sem informações
11 – Não Identificado (*) U-159 Sem informação Torpedeado, sem informações
12 - Pedrinhas – 3666 ton U-203 26.05.1942 / 23º07’N 62º34’W Torpedeado, sem vítimas
13 - Tamandaré – 4942 ton U-66 26.06.1942 / 11º34’N 60º30’W Torpedeado, 04 mortos
14 - Piave – 2547 ton U-155 28.07.1942 / 12º30’S 55º47’W Torpedeado, um morto
15 - Barbacena – 4772 ton U-66 28.07.1942 / 13º10’N 56º00’W Torpedeado, 06 mortos
16 - Baependi – 4801 ton U-507 16.08.1942 / 11º50’S 37º00’W Torpedeado, 270 mortos
17 - Araraquara – 4871 ton U-507 16.08.1942 / 12º00’S 37º09’W Torpedeado, 131 mortos
18 - A. Penévolo – 1904 ton U-507 16.08.1942 / 11º41’S 37º21’W Torpedeado, 150 mortos
19 - Itagibe – 2055 ton U-507 17.08.1942 / 13º20’S 38º40’W Torpedeado, 36 mortos
20 - Arará – 1075 ton U-507 17.08.1942 / 13º21’S 38º49’W Torpedeado, 20 mortos
21 – Não identificado (*) U-507 17.08.1942 / 13º31’S 38º36’W Torpedeado, sem informações
22 - Jacira – 89 ton U-507 19.08.1942 / 14º30’S 38º40’W Torpedeado, 06 mortos
23 - Osório – 2370 ton U-514 28.09.1942 / 00º13’N 47º47’W Torpedeado, 05 mortos
24 - Lajes – 5578 ton U-514 28.09.1942 / 00º13’N 47º47’W Torpedeado, 03 mortos
25 - Antonico – 1243 ton U-516 28.09.1942 / 06º17’N 52º35’W Torpedeado, 16 mortos
26 - Porto Alegre – 5187 ton U-504 03.11.1942 / 35º27’S 28º02’W Torpedeado, um morto
27 - Apalóde – 5766 ton U-163 22.11.1942 / 13º11’N 54º39’W Torpdedado, 05 mortos
28 - Brasióide – 6076 ton U-518 18.02.1943 / 12º38’S 37º57’W Torpedeado, sem vítimas
29 - Afonso Pena – 3539 ton Barbarigo(ita) 02.03.1943 / 16º14’S 36º03’W Torpedeado, 125 mortos
30 - Tutoia – 1125 ton U-513 01.07.1943 / 24º40’S 47º05’W Torpedeado, 07 mortos
31 - Pelotaslóide – 5228 ton U-590 04.07.1943 / 00º27’S 47º36’W Torpedeado, 05 mortos
32 - Bagé – 8235 ton U-185 01.08.1943 / 11º29’S 36º58’W Torpedeado, 28 mortos
33 - Itapagé – 4965 ton U-161 26.09.1943 / 11º29’S 35º45’W Torpedeado, 22 mortos
34 - Cisne Branco – 299 ton U-161 28.09.1943 / costa brasileira Torpedeado, 4 mortos
35 - Campos – 4.663 ton U-170 23.10.1943 / 24º07’S 43º50’W Torpedeado, 12 mortos
36 - Vital de Oliveira – 1300 ton (f) U-861 20.07.1944 / 22º29’S 45º09’W Torpedeado, 99 mortos
37 – Corveta Camaquã 21.07.1944 / Fernando Noronha Virou devido ao mar agitado, 33 mortos
38 – Cruzador Bahia 04.07.1945 / costa brasileira Acidente em exercício de tiro real, 333 mortos

(*)Adimitidos como brasileiros, visto que navegavam bastante próximos à costa, apesar de não identificados.

Notas

  • a) Ver localização no mapa acima;
  • b) Embora torpedeado, não afundou;
  • c) O submarino U-159, depois de atacar com artilharia o veleiro Paracuri, atacou, na mesma área, um veleiro menor (150t), pondo-o a pique também a tiros de canhão. Como se tratava de um navio costeiro, a velas, e a região achar-se junto à costa, só poderia se tratar de um navio brasileiro;
  • d) O submarino U-513 foi afundado 18 dias depois desta ação por um avião Mariner do Esquadrão UP-74, operando de tênder, ao largo de Florianópolis;
  • e) O U-161, após torpedear o navio Itapagé, avistou o veleiro Cisne Branco a grande distância e junto à costa. Perseguiu-o e o atacou a tiros de canhão. Este foi o último ato de guerra do U-161 — no dia seguinte foi afundado por um avião Mariner do Esquadrão UP-74, baseado em Aratu, Bahia;
  • f) Navio Auxiliar da Marinha de Guerra
  • g) As posições 37 e 38 do mapa correspondem aos dois últimos navios que o Brasil perdeu na guerra. A Corveta Camaquã afundou, virada por mar grosso, a 21 de julho de 1944, às 9:00h, morrendo 33 tripulantes. O Cruzador Bahia (38) foi à pique às 9h10min do dia 14 de julho de 1945, a 30 graus Oeste, sobre o Equador, por acidente em exercício de tiro real que atingiu uma de suas bombas de profundidade. Morreram 333 homens no naufrágio, inclusive o seu Comandante, Capitão de Fragata Garcia D’Ávila Pires de Carvalho e Albuquerque;
  • h) De todos os submarinos atacados pela aviação brasileira, o único que se tem certeza de ter sido afundado foi o U-199. A ação deu-se a 31 de julho de 1943, tendo a embarcação sido atingida por um avião norte-americano ao se aproximar da área do Rio de Janeiro. Convocados pela FAB, um avião A-2 Hudson e um Catalina localizaram o submarino navegando à superfície.

FONTE: Revista Marítima Brasileira (RMB) nº 1/3 v.117 jan/mar 1997; Nomar n° 671

Tags: , , ,

Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

21 Responses to “Perdas Navais brasileiras na 2ª Guerra Mundial” Subscribe

  1. Paulo Andrade 4 de outubro de 2010 at 17:47 #

    Ótima matéria e uma justa homenagem ao que perderam a vida em todos esses casos citados.

    Com relação ao Bahia, lembro de ter lido há muito tempo, se não me engano na antiga Tecnologia e Defesa ou na Defesa Latina, uma matéria sobre os mistérios daquele trágico acidente.

    Lembro que uma das teorias seria a de que um dos artilheiros que operava uma das metralhadoras anti-aéreas poderia ter visto o rastro de um torpedo alemão vindo em direção ao navio.

    Na tentativa desesperada de “interceptá-lo” teria atingido as cargas de profundidade e causado o acidente.

    Porém havia relatos que diziam que isso seria impossível devido ao alto grau de treinamento dos artilheiros.

    Na verdade nunca saberemos realmente o que ocorreu.

    Sem falar nas teorias conspiratórias que afirmam que ele vários ataques contra avos brasileiros creditados aos alemães teriam sido obra de aliados buscando tornar a posição de neutralidade brasileira insuportável.

    Particularmente acho mais do que ridículas essas teorias.

    No mais apenas o sentimento de pesar pela perda de tantas vidas por um conflito tão distante.

  2. Manock 4 de outubro de 2010 at 19:21 #

    Como se denomina quando um navio “afunda a si mesmo”?
    Fogo-amigo? Parricídio? Fatricídio?

  3. Wilson Figueiredo 4 de outubro de 2010 at 19:27 #

    Meu avô estava lá. Sobreviveu e ajudou muita gente, naquele dia, todos foram bravos brasileiros. Reverencio esses homens.
    Abraços.

  4. Vader 4 de outubro de 2010 at 20:23 #

    Excelente matéria, parabéns ao Naval.

  5. MVMB 4 de outubro de 2010 at 20:39 #

    verdadeira aula de historia naval. Parabens !!!!!!!

    que a bravura desses homens nunca caia no esquecimento

  6. Rogerio Cirino 4 de outubro de 2010 at 21:45 #

    Vejam meu site

    http://www.brasil2gm.hpg.ig.com.br

  7. Milton 4 de outubro de 2010 at 22:03 #

    Tem um livro bem interessante sobre o assunto que é se não me engano “O Brasil na mira de Hitler”

  8. Dalton 4 de outubro de 2010 at 23:56 #

    Paulo, apenas confirmando…

    vc leu na “Defesa latina” nr 6 Ano 1 julho de 1980.

    Na capa um M-41 do exercito brasileiro.

    Valor na capa : Cr$ 100,00

    Bons tempos!

    abs

  9. Dalton 5 de outubro de 2010 at 0:34 #

    Para quem não sabe ou não lembre…

    a primeira agressão direta dos nazistas contra um navio mercante brasileiro se deu a 22 de março de 1941, quando um avião alemão
    atacou com bombas e metralhou o vapor “Taubaté” que encontrava-se no mar mediterraneo, exibindo as cores brasileiras pintadas nos dois bordos e na superestrutura e com tempo bom, não achou-se admissivel
    a alegação de engano do piloto.

    Morreu no ataque o conferente de carga José Francisco Fraga de
    31 anos e outros 8 tripulantes ficaram feridos.

    O Brasil enviou uma reclamação ao governo nazista, o qual prometeu uma reparação, que nunca foi cumprida.

  10. Zorann 5 de outubro de 2010 at 7:28 #

    Realmente não sabia que tinham sido afundados tantos navios.

    Com tudo isso fica muito clara a importancia de termos uma bela frota de submarinos. Já se passaram 60 anos e ainda continuam sendo armas muito importantes.

    Só para fazer uma analogia. Contei quase 20 submarinos alemães na lista acima. E só teremos 5 quando todos os submarinos forem entregues pela França para negarmos o uso de todo nosso litoral. Muito pouco não?

  11. SCintra 5 de outubro de 2010 at 9:38 #

    Analisando o quadro, a tripulação do U-507 trabalhou muito, em 3 dias fizeram o maior estrago da estatística, provocou centenas de mortes de passageiros civis e determinou a entrada do Brasil na 2a. guerra mundial.
    Só isso.
    Também torpedeou um cargueiro sueco no dia 22/8/42.
    O comandante era tinhoso pois atacou na foz do rio Mississipi.
    Um Catalina americano acertou-o próximo à costa do Brasil, na esquina do continente ao norte de Natal, em 1943, quando iniciava nova “patrulha” na região.

  12. Paulo Andrade 5 de outubro de 2010 at 11:58 #

    Grande Dalton…me fez lembrar perfeitamente da capa…Ponha bons tempos ali….

    Era uma excelente publicação. Eu tinha até a primeira, se não me engano com um A-10 na capa. Depois por essas imbecilidades da vida acabei me desfazendo de todas.

    Hoje ainda tenho algumas bem mais novas da Segurança e defesa e Tecnologia e defesa.

    Se quiser anote meu e-mail que podemos trocar matérias scaneadas se tiver interesse

    [email protected]

    Um abraço e obrigado pela lembrança

  13. Raul Coelho Barreto Neto 5 de outubro de 2010 at 15:08 #

    Prezados: Apenas retificando, a Marinha de Guerra, na verdade, perdeu 3 unidades ao longo do conflito. Além da corveta Camaquã e do cruzador Bahia, o navio auxiliar Vital de Oliveira (apesar de não ser uma belonave propriamente dita, pertencia à MGB) foi torpedeado no litoral fluminense em 19 de julho de 1944, apenas dois dias antes da perda da Camaquã. No livro Flores ao Mar, dedico um capítulo à perda do Vital. Abraços e muito obrigado pela homenagem.

  14. ednardo ferreira 5 de outubro de 2010 at 15:39 #

    Excelente matéria!

    Só uma observação: segundo o texto, apenas o Cabedelo não teria tido sobreviventes. mas no quadro diz-se que toda a tripulação do Alegrete também pereceu.

  15. Dalton 5 de outubro de 2010 at 15:42 #

    Paulo…

    obrigado pela oferta ! Assim como vc livrei-me de boa parte da minha
    coleção, até para criar espaço para outros interesses meus, mas ainda guardo muitas, uma delas este exemplar da Defesa Latina.

    Hoje não coleciono mais…o advento da internet e mesmo o acesso a livros/revistas especificos em inglês “libertou-me”, além do que, apesar de gostar de aviação militar, principalmente naval, nem é meu segundo objeto de “adoração” e há uma tendencia de todas as revistas darem mais enfase aos “aviaozinhuns” .

    Mas que sinto falta daquela época em que aguardavamos ansiosos o próximo exemplar destas revistas, sinto sim!

    abraços

  16. Dalton 5 de outubro de 2010 at 15:47 #

    Boa observação Ednardo…

    na verdade todos salvaram-se !

    abs

  17. Paulo Andrade 5 de outubro de 2010 at 16:36 #

    Dalton, não sei sua idade, mas como tenho 42 o problema maior na época para mim nem era o de aguardar o próximo número, afinal tempo eu tinha de sobra, mas sim arrumar a grana…rs

    Um grande abraço

  18. defourt 5 de outubro de 2010 at 17:11 #

    Matéria excelente!

  19. Edcreek 6 de outubro de 2010 at 9:22 #

    Olá,

    Nossa tivemos um numero de baixa de navios consideravel, se fosse atualmente teriamos perdido metade da esquadra, praticamente.

    Obrigado aos que lutaram para manter nossas posições, e impedir a ameaça Nazista de avançar no Atlantico Sul, eu os saúdo.

    Parabens para oa blog.

    Abraços,

  20. raphael angelo 19 de outubro de 2010 at 1:40 #

    é possivel que um submarino U-977 alemão encontrado na argentina depois de 4 meses do término da 2° guerra mundial,possa ter destruido o cargueiro bahía?

  21. Carlos jobim 7 de novembro de 2010 at 23:23 #

    É verdade, diferente da tabela, a tripulação do Alegrete sobreviveu. Alguem tem a lista dos passageiros?

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.

Navios-patrulha do Brasil e da França em operação contra pesca ilegal

Segundo nota divulgada pelo Ministério da Defesa da França nesta segunda-feira, 20 de outubro, o navio-patrulha La Capricieuse da Marinha Francesa […]

Rússia diz que submarino ‘misterioso’ na Suécia é da Holanda, mas holandeses negam

A Rússia foi acusada de ter enviado o submarino ao local, mas negou. Porém, segundo jornal sueco, a Holanda também […]

Compre agora sua revista Forças de Defesa número 11

Outra revista igual a essa, só daqui a 100 anos! A Revista Forças de Defesa 11ª edição de 140 páginas na versão impressa […]

Suecos investigam presença de submarino estrangeiro perto de sua capital

Submarino estrangeiro estaria operando no Arquipélago de Estocolmo, do qual faz parte a capital da Suécia, o que levou ao […]

Mora em Brasília ou está na cidade? Então experimente um simulador da Marinha

Simulador de Aviso de Instrução, utilizado pelos aspirantes da Escola Naval no Rio de Janeiro (RJ), além de maquete da […]

Baixe 7 edições da revista Forças de Defesa e doe quanto quiser

Agora você poderá baixar para o seu computador, tablet ou smartphone as melhores reportagens da nossa revista impressa Forças de […]