Em recente encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff, preocupada com as contas do governo, ponderou sobre a compra dos 36 caças na licitação da FAB e a do submarino nuclear pela Marinha, projetos de aproximadamente R$ 50 bilhões. Dilma citou orientações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre segurar os gastos. Lula, meio à brinca, meio a sério, soltou: “Se você ficar ouvindo o Mantega, não vai conseguir fazer nada no governo”. O fato é que, por ora, os caças são esboços, e o submarino nem mergulhou num tanque. Os processos de compra continuam, a que velocidade é um mistério.

FONTE: Informe JB – Leandro Mazzini

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Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

5 Comentários para “Dilma quis desistir de caças e submarinos”

  1. Observador 28 de janeiro de 2011 at 13:18 #

    Pois é. Eu avisei.

    E quem avisa, amigo é.

    Depois do estelionato eleitoral, ganhando os votos dos militares e simpatizantes, é assim que a Dilma vai pagar:

    Com uma banana bem GRANDE para os programas da defesa.

    Defesa não dá voto.

    Mas não vão cortar simplesmente: político é assim, mestre na arte de evitar dar o SIM ou o NÃO.

    Vão colocar o SUB-NUC na geladeira onde ele estava e, se o Tio Sam não der uma excelente contra-partida comercial, vamos partir para um novo caça tampão, o mais barato possível, apenas para calar a boca da FAB.

  2. Vader 28 de janeiro de 2011 at 15:54 #

    “Se você ficar ouvindo o Mantega, não vai conseguir fazer nada no governo”

    E é assim, com esse nível de planejamento todo, de altos estudos, que esse cidadão governou 190 milhões de habitantes. Na base da pilhéria. Da piada.

    Depois nego fica assombrado com um programa de reequipamento de caças demorar 15 anos pra decidir pelo pior… :)

    Sem comentários pra esse cara… qualquer coisa mais que eu fale e tomarei puxão de orelha da edição, porque falar desse sujeitinho me dá uma enorme vontade de xingar. Ao menos sua íncuba sabe ler algo mais do que gibi do Zé Carioca…

    No mais, impressionante como é difícil para uma certa imprensa parar de falar no cidadão né? Que coisa…

    Que imprensinha mais vagabunda e lambe-botas que temos “nefte paíf” não? Não me admira que a PeTralhada insista de tempos em tempos em silenciá-la…

    Imprensinha patrulhada, rendida, arregada e vendida. Você merece ter o Brasil que tem.

  3. Ozawa 28 de janeiro de 2011 at 16:40 #

    Mais um motivo para a MB parar de delirar com a possibilidade de operar um Nae…, motivo pelo qual ainda insiste na manutenção de um navio-aeródromo-escola como é o “São Paulo”…

    A despeito disso, se a matéria enfim se concretizar, e tanto a MB e a FAB tiverem tais planos paralisados, diga-se, estratégicos para o país, e se seus comandantes, ainda com o apoio do EB, tiverem um mínimo de brio, caráter e honradez, devem imediatamente entregar seus cargos, irem para a reserva, e então assinarem conjuntamente uma carta aberta à nação, explicando minudentemente a temeridade com que vem sendo tratado o assunto defesa neste país, há anos !

    Quando a(s) serra(s) desaba(m), os mosquitos da dengue se proliferam, os traficantes tomam o “Alemão”, aí se lembram das FFAA, quando então as demais instituições civis ou paramiliatares, falidas, não dão conta de suas tarefas. Aí chamam o Exército, os Fuzileiros, a FAB…

    Repito, se assim for, como diz a matéria, que os comandantes entreguem seus cargos e, de pijama, para não configurar insubordinação, divulguem carta aberta em respeito à nação, que está acima dos governos.

  4. Observador 28 de janeiro de 2011 at 17:10 #

    Osawa:

    É exatamente este o quadro: nossas forças armadas vêm há anos sendo transformadas em uma guarda nacional/costeira, para cumprir papéis que outros entes estatais não cumprem: saúde (na amazônia), segurança (fronteiras e Rio de Janeiro), defesa civil e bombeiros (sempre que ocorre um desastre como o da Serra Fluminense).

    Chegaram a dar poder de polícia para as FAs. É um absurdo. Isto é tarefa das polícias estaduais e da federal.

    Para o papel hoje reservado para as FAs, elas não precisam de FX, SUB-NUC, novos NAes, escoltas, novos blindados… …bastam alguns helicópteros e lanchas para patrulha e resgate e alguns blindados antigos para invadir as favelas, sempre que necessário.

    Inconscientemente (ou não), é isto que a classe política tem feito das FAs, estão transformando-as em guarda-costeira, guarda-florestal, polícia de fronteiras, defesa civil…

    Esta é a razão do sucateamento. A desvirtuação e desconhecimento do verdadeiro papel das FAs.

    Eu espero que os almirantes acordem para esta realidade e, vendo o orçamento pífio, preparem um plano de aquisição de alguns dos navios que foram descomissionados pela RoyalNavy, por que a MB só terá dinheiro para compras de ocasião, e muitos dos meios atuais terão que dar baixa nos próximos anos.

    Afinal, o lixo de uns é o luxo de outros. Esta é a nossa realidade.

  5. joseboscojr 28 de janeiro de 2011 at 19:29 #

    Se o program do sub nuclear fosse um “projeto de Estado”, não passaria a nenhum presidente eleito sequer a vontade de interrompê-lo.
    Ou seja, o sub nuclear, que eu duvidava que estaria no mar antes de 2030, já está fazendo água e não vai emplacar.
    E quanto à transferência de tecnologia no F-X2, idem.
    Não haverá!
    Vão comprar o pato, mas não vão matar o pato, não vão depenar o pato, não vão cozinhar o pato e não vão comer o pato. Mas quem vai pagar o pato, somos nós.

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