No dia 24 de fevereiro, o Contra-Almirante Luiz Henrique Caroli assumiu o Comando da Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL). A cerimônia ocorreu a bordo da Fragata Turca “Yildirim”, atracada na Base Naval de Beirute.

A solenidade foi presidida pelo Comandante da UNIFIL, Major-General Alberto Asarta Cuevas, e contou com a presença do Embaixador do Brasil em Beirute, Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura, dos Embaixadores latino-americanos (Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, México, Paraguai, Uruguai e Venezuela) e de países com navios na FTM (Alemanha, Turquia e Indonésia), além de Oficiais-Generais da UNIFIL, do Comandante da Marinha libanesa e de Adidos Militares de diversas nacionalidades.

Na manhã do dia 25 de fevereiro, como parte da programação de assunção do Comando da FTM, o Contra-Almirante Caroli, acompanhado dos Oficiais brasileiros do Estado-Maior da Força-Tarefa, suspendeu com os navios da Força-Tarefa Marítima para a realização do exercício FOTEX.

A UNIFIL foi criada em 1978 para monitorar a retirada das Forças israelenses do território libanês. Já a FTM surgiu em 2006 sob o mandato da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas e em atendimento à solicitação do Governo libanês. Ela tem como tarefas principais impedir a entrada ilegal nos portos do Líbano de armas e materiais afins e treinar a Marinha libanesa para que, no futuro, possa assumir o controle de suas águas jurisdicionais. Atualmente, a Força tem sob seu comando cerca de 800 militares e oito navios de cinco nacionalidades (Alemanha, Bangladesh, Grécia, Indonésia e Turquia).

A FTM é o primeiro componente naval de uma missão de paz da ONU e pela primeira vez será comandada por um país não integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

FONTE: MB

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12 Responses to “Cerimônia marca assunção do Comando da Força-Tarefa Marítima da ONU no Líbano” Subscribe

  1. Ozawa 14 de março de 2011 at 14:28 #

    Ok. E a escolta brasileira, se irá, qual será, quando irá ?

  2. Ozawa 14 de março de 2011 at 14:35 #

    Imagine agora uma “AB” com a bandeira brasileira chegando naqueles mares e como nau capitânea da FTM.

    Sonhar não tem custo de aquisição nem de operação, e pode navegar a 30 nós…

  3. Ivan 14 de março de 2011 at 14:50 #

    Um Contra-Almirante brasileiro comandando uma força-tarefa SEM um único navio brasileiro é algo Contraditório.

  4. Marine 14 de março de 2011 at 15:26 #

    FOTEX, quando sera que forcas militares vao para com essas manias de Dog and Pony show!! O mentalidade de Peacetime que nao morre….

    O Almirante brasileiro e aquele na foto de botas marrom? Porque se for, e dose um oficial general que nao consegue sequer tocar os calcanhares quando em posicao de atencao, um minimo de disciplina e postura militar nunca fez mal a ninguem.

    Quanto a falta de um navio brasileiro nao ha sequer o que comentar…

  5. MO 14 de março de 2011 at 16:05 #

    Bute Maaraum, o CA eh FN ?

    ??

  6. MO 14 de março de 2011 at 16:08 #

    Er, Ozawa o serviço la , tecnicamente é pra NPa, escolta so se fosse, no caso, função de capitanea

  7. Ozawa 14 de março de 2011 at 16:15 #

    Faltam escoltas,
    Faltam recursos,
    Falta marcialidade…
    Sobram bravatas, formaturas… Aliás, se a MB só faz formaturas ultimamente, nem para aprimoramento da ordem unida elá anda servindo então…

    E agora, segundo informação que obtive de fonte do meio, a FAB está toda no chão, exceto o EIA, por ordem da Srª Dilma, para avaliar gastos com as horas/vôo…, pelo jeito a MB deve estar seguindo caminho paralelo, então escolta no Líbano nem pensar.

    Ora, afinal, então para quê a marinha brasileira precisa de navio ? A próxima constatação será: para quê precisamos de uma marinha…

  8. Vader 14 de março de 2011 at 19:44 #

    Ozawa disse:
    14 de março de 2011 às 16:15

    “A próxima constatação será: para quê precisamos de uma marinha”

    Você pode ter certeza que no governo da companheirada, e na politicanalha em geral, não falta quem pense assim. Aliás, em relação a todas as FFAAs, pra ser justo.

    Abs.

  9. Vader 14 de março de 2011 at 19:45 #

    Quanto ao tópico: ridículo. Nada mais a dizer.

  10. Mauricio R. 14 de março de 2011 at 21:12 #

    “…quando sera que forcas militares vao para com essas manias de Dog and Pony show!!”

    Tão armando um alí na Líbia, mas os “atores” estão inseguros qnto ao roteiro.

    Ah, o reparo quad gemeo a direita do hangar, é uma das torretas GBM-B1Z do sistema CIWS “Sea Zenith”

  11. Wagner 15 de março de 2011 at 11:27 #

    Como ousam falar mal da Ascendente Super Potência brasileira, equipada COM A ÚLTIMA PALAVRA DA DÉCADA DE 70 em armamentos !!??

    Que falta de patriotismo !!!

    ah ah ah ah ah ah ah !!!!

    :)

  12. Mauricio R. 15 de março de 2011 at 18:38 #

    OFF TOPIC…

    …afinal é sobre avinhãozinhú, afundando navios, na Líbia!!!

    E entra em cena a Força Aérea LIVRE da Líbia!!!
    Aliás entrando em grande estilo, afundando 2 navios legalistas e danificando um 3º!!!

    (http://www.reuters.com/article/2011/03/15/libya-ships-newspaper-idUSLDE72E2F120110315)

    O site da oposição líbia, tb noticiou, mas em árabe:

    (http://www.libya-alyoum.com/news/index.php)

    A rede Al-Jazeera de TV, tb teria noticiado essa ação.

    Ah, e qnto ao “pony and dog show” no Mediterrâneo…

    Israel apreendeu navio procedente de Latakia na Síria, destinado ao Egito, contrabandeando armas.

    (http://www.informationdissemination.net/2011/03/israeli-navy-seizes-arms-smuggling.html)

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