O Eximbank dos Estados Unidos deverá anunciar durante a visita do presidente Barack Obama ao Brasil a concessão de até US$ 1 bilhão em financiamentos para projetos ligados à exploração de petróleo na camada pré-sal, numa confirmação do interesse americano em ter o país como um de seus principais fornecedores de combustível fóssil. No ano passado, o banco firmou com a Petrobras um protocolo que garante linhas de financiamento estimadas em até US$ 2 bilhões.

Os dois governos assinarão, ainda, um memorando de entendimento para cooperação em exploração de petróleo, que lança as bases para, no futuro, consolidar a posição brasileira como fornecedor aos EUA. A disposição de fazer do país um grande fornecedor de petróleo aos EUA foi comunicada pela própria presidente Dilma Rousseff a autoridades americanas, como revelou o Valor, no início do mês. Um outro programa de impacto está previsto entre os anúncios a serem feitos durante a visita de Obama: um acordo para desenvolver biocombustível para aviação, assunto acompanhado com interesse pela Embraer.

FONTE: Valor Econômico/Sergio Leo | De Brasília

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

7 Responses to “Pré-sal terá US$ 1 bilhão do Eximbank americano” Subscribe

  1. Ozawa 17 de março de 2011 at 19:41 #

    Se o Brasil for um parceiro sério, e deixar de lado a megalomania, e saber de fato a sua real estatura na geopolítica mundial, parar de arrotar caviar quando na verdade come diariamente iscas de fígado (aliás de meu gosto pessoal), poderá fazer a melhor parceria comercial com os EEUU nos últimos tempos.

    Eles, os americanos, sabem respeitar parceiros sérios, mas tripudiam sim, e eu com eles, de gaiatos, fanfarrões e malandros…

    Eles sabem que nossas FFAA estão falidas e obsoletas como forças militares, todos sabem, menos a classe política brasileira, e repito o que já disse, o ambiente na FAB, hoje, está no chão, como as aeronaves da força. O “pacotão do Obama”, em consonância com este tópico, visa dar um pouco de credibilidade militar a um país do qual eles pretendem tornar seu fornecedor estratégico de petróleo nos próximos longos anos.

    Podemos, se formos hábeis, sérios e críveis, colher excelentes frutos de uma relação estratégica com os EEUU. Como Reino Unido, Alemanha, Japão, Coréia do Sul, e Israel. E estes, não são nem um pouco diminutos no cenário político mundial por essa parceria. Tal, “diminuição de soberania” só existe na cabeça de uma classe política guerrilheira ou terrorista, recalcada e na verdade, invejosa da projeção mundial dos EEUU, que ainda existem na América Latina e Oriente Médio (estes últimos na verdade invejam o seu aliado Israel).

    É pegar ou largar, Brasil…

  2. Ozawa 17 de março de 2011 at 20:49 #

    Segue abaixo o nosso último papelão na presidência do Conselho de Segurança da ONU. Atitude medíocre, omissa, diante de um genocídio ocorrendo na Líbia. A abstenção neste caso é o mesmo que consentir.

    Nunca esperemos uma cadeira no CS da ONU. Aquilo é lugar ou de países com posturas decisórias firmes, ou possuidor de um grande aparato militar, ou os dois. Este último nós não temos mesmo, nem nunca teremos, mas poderíamos ser pelo menos firmes e sérios na defesa objetiva dos valores democráticos:

    NAÇÕES UNIDAS – O Conselho de Segurança da ONU aprovou no início da noite desta quinta-feira uma resolução que impõe uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia. A votação teve 10 votos a favor e CINCO ABSTENÇÕES, INCLUINDO O BRASIL. Não houve votos contrários. A resolução, elaborada por EUA, Reino Unido, França e Líbano, autoriza ainda o uso de “todas as medidas necessárias” – código para ação militar – a fim de proteger os civis contra as forças de Muamar Kadafi.

    Apresentada pela França, pelo Líbano, pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos, a resolução autoriza o uso da força para fechar o espaço aéreo líbio, permitindo apenas voos de missões humanitárias ou de retirada de pessoas do país. (…)

  3. Ozawa 17 de março de 2011 at 20:59 #

    p.s. um adendo ao último comentário acerca da abstenção brasileira à zona de exclusão aérea sobre a Líbia, e pedindo desculpas pelo off topic excessivo, como também a minha ira:

    Com exemplos como esse, de sua “presidência” junto ao CS, o único assento que lhe é digno e o do vaso sanitário…, e espero que caia dentro dele e algum país sério dê a descarga imediatamente…

  4. Marine 17 de março de 2011 at 22:19 #

    Ozawa,

    Estou batendo palmas de pe para seu comentario!!

  5. Wagner 18 de março de 2011 at 8:43 #

    Vamos torcer para que se gerem muitos empregos, muita riqueza e que os investimentos rendam bons frutos.

  6. Observador 18 de março de 2011 at 12:36 #

    O Pior é que esta decisão americana está sendo alvo de críticas lá nos EUA.

    a Sarah Palin (candidata à vice-presidência dos EUA derrotada nas últimas eleições) está criticando duramente a medida. VEjam o que ela escreveu em seu facebook?

    - “Por que, nestes tempos difíceis, quando passamos por enormes necessidades aqui, a Casa Branca de Obama se prepara para mandar mais de US$ 2 bilhões do seu sofrido dinheiro de impostos para o Brasil de modo que a empresa petrolífera estatal Petrobras, possa furar poços de petróleo na costa brasileira e criar empregos desenvolvendo seus próprios projetos?”

    É claro que ela foi governadora do Alaska e defende a exploração do petróleo no seu curral eleitoral.

  7. cfsharm 18 de março de 2011 at 14:12 #

    Ozawa, parabéns pela análise objetiva e lúcida – concordo plenamente com você. Fez-me lembrar um ex-presidente da Costa Rica que resolveu botar o dedo na ferida: a América do Sul sofre problemas por pura incompetência e tende a jogar isso como culpa dos outros.
    Quando chegará a hora de fazermos uma análise LÚCIDA sobre nossa situação. Aqui não é os Estados Unidos da América do Sul e nem CuBRASIL – importar modelos que não temos como sustentar e nem exemplos de como NÃO SE FAZ continuam a nos manter atrasados, mentalmente incapazes e ridicularizados no cenário internacional.
    E temos que saber lidar com as benesses e revezes das decisões. Evidente que os EUA tem interesse no petróleo brasileiro – está mais perto, num país parceiro comercial e que não teria problemas em exportar. Caberia fazer um acordo honesto – e não me venham com a choradeira que os negócios com os EUA são ruins – pior é entregar de bandeja uma refinaria; dar mais dinheiro aos vizinhos chorões que acham que tem que ser indenizados pela eternidade por terem perdido uma guerra que eles provocaram e manter relações amistosas com governos que querem nos ver pelas costas.
    Teddy Roosevelt já dizia: “Talk softly and carry a big stick!” – Fale manso mas carregue um porrete grande!”.
    Negociar sim, mas sem submissão a ninguém.

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