‘Big E’ no Golfo de Aden

O porta-aviões USS Enterprise (CVN 65) fotografado no dia 7 de junho, no Golfo de Aden. O navio realiza operações de segurança marítima na área de responsabilidade da 5ª Frota.

O Enterprise foi o primeiro porta-aviões nuclear do mundo e entrou em serviço em 25  de Novembro de 1961.

FOTOS: US Navy

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

14 Responses to “‘Big E’ no Golfo de Aden” Subscribe

  1. Observador 15 de junho de 2011 at 21:18 #

    O Enterprise entrou em operação um ano depois do Foch (hoje São Paulo). Ou seja, a marinha americana também tem “velharia”.

    Tudo bem que ele vai sair de serviço daqui uns três anos, mas o velhinho ainda é pau para toda obra.

    Talvez mais que o porta-aviões em si e que lhe torna uma arma efetiva é a qualidade de sua aviação embarcada, das suas escoltas e da defesa anti-aérea destas, bem como dos submarinos que o acompanham.

    Sem nada disto, qualquer porta-aviões fica reduzido à condição do São Paulo.

    É apenas um alvo enorme.

  2. eraldocalheiros 15 de junho de 2011 at 22:57 #

    É mesmo sendo um senhor de cinquenta anos, bem que gostaria de velo içando a bandeira verde e amarela.

  3. daltonl 16 de junho de 2011 at 9:19 #

    Na verdade o “Big E” é mais antigo que o ex-Foch, sendo comissionado em novembro de 1961 enquanto o Foch foi comissionado em meados de 1963.

    Pela primeira vez um NAe americano ultrapassará os 50 anos de vida e
    será a primeira vez que um NAe nuclear será descomissionado, portanto uma experiencia nova, complexa e cara para os técnicos de Newport News.

  4. Wagner 16 de junho de 2011 at 9:45 #

    ” Imperial Stardestroier “

  5. Mauricio R. 16 de junho de 2011 at 12:29 #

    Pô tremenda idéia, a RN vai ficar sem porta-aviões por pelo menos uns 10 anos.
    Então poderiam doa-lo a RN, equipado, grupamento aéreo inclusive, assim a FAA não teria que treinar junto aos franceses.
    E ao mesmo tempo os americanos auxiliariam aos ingleses, reterem a mão de obra especializada em operação de NAe.
    Seria um arranjo similar aquele do Japão, c/ a diferença que o navio seria operado pela RN.
    Já pensaram, de USS Enterprise, p/ HMS Enterprise, chique no último!!!
    Audaciosamente indo aonde nenhum porta-aviões jamais foi, evitar que a RN dependa da Marine Nationale e da Aeronavale, p/ treinar suas tripulações!!!

  6. daltonl 16 de junho de 2011 at 12:43 #

    O problema com a “doação” é que o USS Enterprise está no fim de seu combustivel nuclear …teoricamente seria possivel reabastece-lo uma ultima vez , porém o custo e a idade avançada dele, 52 anos quando do descomissionamento em 2013, não seria compensador.

    Também a RN não tem tripulantes, muito menos especializados para compor uma tripulação de 3000, sem a ala aérea, para o “Big E”.

  7. Observador 16 de junho de 2011 at 19:51 #

    O problema não é a ausência de meios aeronavais para a Royal Navy.

    O problema é DINHEIRO.

    Os ingleses tinham o HMS Illustrious e harries que podiam aguentar até a entrada em serviço do HMS Queen Elizabeth em 2019.

    Mas a pindaíba anda tão grande na terra da rainha que eles passaram a tesoura em tudo.

    Se já não aguentam um porta-aviões de bolso, o que dizer do Enterprise, que é o maior navio militar da atualidade?

  8. daltonl 16 de junho de 2011 at 20:12 #

    Observador…

    os “Nimitz” são maiores que o “Big E” em umas 5000 toneladas no minimo, são mais “largos” na proa, possuem um convoo em angulo mais comprido, perdem apenas um pouco no comprimento total, mas os “Nimitz” é que são os maiores navios militares da atualidade.

    abraços

  9. Observador 16 de junho de 2011 at 21:18 #

    Caro Daltonl:

    Você tem razão. Me expressei mal. Os Nimitz são mais pesados (100.000 ton), mas o enterprise é mais comprido, tem 342 metros (mas já vi fontes em que tem 335), contra 330 do Nimitz.

    De qualquer forma, suas 89.000 toneladas dão QUATRO Illustrious.

  10. aericzz 16 de junho de 2011 at 22:14 #

    vi uma placa no São Paulo q fala o ano dele em 1956…digamos q seja a do inicio da construção….qual seria a do Big E????

  11. Wagner 17 de junho de 2011 at 9:49 #

    Daltooooooooooooooonnnnn !!!!!!

    Não dá para mandar o Enterprise trocar o reator, e fazer um super-overhaul, trocando tudo ?? Tipo o que os russos fizeram no Gorshkov ??

    O casco está ali, está inteiro, não está ?? Não dá para trocar tudo por dentro ?? Os EUA tem tecnologia para isso !!

  12. Wagner 17 de junho de 2011 at 10:35 #

    off topic :

    “””” Black Sea Fleet (BSF) large ASW ship Kerch monitored activities of US warships in the Black Sea and is returning to homebase, reported a source in Russian defense ministry on June 16.

    According to the source, “Russian large ASW ship Kerch had been tracing guided missile cruiser USS Anzio until she left the Black Sea on June 14. During this time USS Anzio visited Varna, Batumi, and Odessa ports”.

    “At present, another American warship – USS Monterey – is still deployed at the site of the Sea Breeze 2011 Ukrainian-American naval exercise, although Russian Foreign Ministry had expressed concern over presence of the Aegis-carrying ship next to Russian coast”, pointed out the interviewee.

    According to Russian Foreign Ministry, this indicates the US still ignores Russia’s concerns and demonstratively shapes that missile defense configuration opposed by Moscow. US State Department neglected to react on this statement.

    “All movements of that ship are also in the limelight of Russia’s Black Sea Fleet”, added the source.

    He emphasized that actions of any non-regional warship in the Black Sea draw close attention of Russia and are subject to the Montreux Convention 1936 restricting presence of foreign warships in the Black Sea with a 21-day period, reports RIA Novosti.

    Alexander Dikusarov, spokesman for Ukrainian Foreign Ministry stated on June 15 that the Sea Breeze 2011 naval exercise with participation of Aegis-equipped USS Monterey posed no threat to regional countries.

    Later on that day, representative of US State Department Mark Toner said that Russia was free to hold by own opinion as for presence of the American cruiser armed with ICBM interceptors in the Black Sea, since only Ukraine’s stance was of importance.

    That was the US State Department’s reaction on the concern expressed by Russian Foreign Ministry on Sunday. Moscow warns it will interpret such steps as a threat to Russia’s national security. “”””

  13. daltonl 17 de junho de 2011 at 17:28 #

    Wagner…

    o “Big E” é um projeto antigo, com 8 reatores e para instalar os 2 que um Nimitz possue, ele teria que ser completamente dissecado, algo que consumiria bilhoes de dólares, portanto, não compensa, ainda mais em um casco de 50 anos e tendo o futuro USS Gerald Ford em construção.

    aericzz…

    vc tem certeza da data ser 1956 ? É que ele teve a construção iniciada
    em 1957! “O Big E” teve a construção iniciada em 1958, depois que o Foch, mas foi completado em tempo recorde e comissionado um ano e meio antes.

    Observador…

    há muita discrepancia quanto ao comprimento do USS Enterprise e talvez um dos motivos é que no “Big E” os bridle catchers foram mantidos embora não tenham uso, enquanto que os 3 primeiros Nimitz possuiam mas já os tiveram removidos, assim, dependendo de como a medida é feita, pode se ter uns 6 metros para mais ou para menos.

    abs

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