Marinha do Brasil resgata tripulantes do ‘Wiltamar III’

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    A Marinha do Brasil informa que os seis tripulantes da embarcação “Wiltamar III” foram resgatados na noite de 27 de junho, todos com vida e aparentemente em bom estado de saúde. O navio mercante “Marola” atendeu ao pedido de socorro da embarcação, que se encontrava a 290 milhas sudeste do Rio de Janeiro. O “Wiltamar III” desatracou de Cabo Frio no dia 01 de junho e a previsão de volta seria por volta do dia 09 do mesmo mês.

    No dia 10 de junho último, o Comando do 1º Distrito Naval após tomar conhecimento de que a embarcação não havia retornado ao porto de destino, determinou a abertura de um evento de Busca e Salvamento (Search and Rescue – SAR), acionando o sistema de salvaguarda da vida humana no mar, mobilizando navios e aeronaves da Marinha para tentar localizar a referida embarcação, e acionando por meio de chamadas rádio todos os navios mercantes que trafegavam ou viriam a trafegar na área, de modo que os pescadores pudessem ser assistidos e resgatados, o que felizmente ocorreu .

    A chegada do navio “Marola” está prevista para terça-feira às 12h. O Navio-Patrulha Gurupá, do Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Sudeste, irá acompanhar o mercante até a entrada da Baía de Guanabara, onde uma lancha da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro irá receber os tripulantes, trazendo para sede da Capitania dos Portos, e ambulâncias estarão aguardando para a realização dos primeiros socorros e encaminhamento para hospitais.

    10 COMMENTS

    1. Olá,

      Bravo Zulu !!!!!

      Alguem tem mais informações? foi o P-46 que localizou o navio? Foi algum heli? Navio mercante?

      Seria interessante a divulgação de mais alguns dados, quando um trabalho é bem feito essa divulgação é necessaria para mostrar o valor de nossas forças armadas, quem não apareçe nunca é visto!!!!

      Abraços,

    2. Ta escrito no texto …. o Marola é im LPG italianense de 38.400 dwt,

      Perdi ele (Foto) em sua ultima escala em SSZ (09/06) por uma hora … passou na Ponta da Praia as 1820h … escuro, apenas vi passar, tava lá desde 1400h….

      Em tempo: quem resgatou foi o N/M

    3. Era para terem retornado ao porto no dia 09/06…………. mas nada…….

      No dia seguinte (10/06), a MB tomou conhecimento do fato e acionou os meios de resgate disponíveis………. tá…….. tudo bem………….

      Mas………. foram resgatados somente ontem à noite, depois de 17 dias.

      Questão bem básica: Esse pesqueiro não tinham nenhum rádio de comunicação à bordo????????? nada que conseguisse sintonizar em 121.5mhz?????????????? ou, sei lá……. 513mhz………… ou 10khz, sei lá…………

      abraços.

    4. Caro Vassili:

      Devia ter rádio, mas numa situação destas acontece tudo tão rápido que não dá tempo para nada.

      Tenho um amigo metido a pescador que se meteu em uma enrascada destas e levou o marido da irmã junto (cunhadão esse, hein?).

      O sujeito tinha uma lancha aberta e a mania de, em um barco destes, ir para mar aberto, uns vinte, trinta quilômetros da costa, de onde não se vê terra. Mar aberto. Saía de madrugada, pescava até perto de meio-dia e voltava.

      No dia fatídico, pleno verão, resolveu levar o cunhado para pescar.
      Saíram os dois de uma praia em Penha/SC onde ele tem casa de praia e foram embora.

      O sujeito até que se preparava: a lancha tinha coberta de lona, caixa de gelo para comida, bebida, coletes salva-vidas, sempre levava celular um plástico. Além disto, a lancha era daquelas inafundáveis.

      Quer dizer, o vendedor da loja DISSE QUE ERA.

      Naquele dia, quando já estavam recolhendo tudo para vir embora, veio uma onda enorme, não sabem de onde, que virou e AFUNDOU a tal lancha inafundável.

      Quando o barco virou, ele perdeu o celular (estava no bolso) e ficaram sem água e sem comida.

      As duas únicas coisas que flutuaram da lacha foram os dois coletes salva-vidas e a tal caixa de gelo, porque era guarnecida de isopor. Ficaram os dois agarrados na caixa esperando o resgate.

      Era uma da tarde.

      O tempo passava e um dizia para o outro: “calma, o pessoal já deve ter se tocado que aconteceu alguma coisa. Já vão nos resgatar”.

      Deu cinco horas. Seis. Sete. Oito horas e o sol se pondo (horário de verão) e o resgate que é bom nada. Eas ondas incansáveis batendo no rosto eram uma tortura.

      Caiu a noite e eles conseguiam ver as luzes do litoral, mas é claro que não a linha da costa. Tão longe e tão perto. Foi ficando frio, frio… …uma luta para dominar o pânico e não sair nadando feito um desesperado para a praia e para não dormir.

      Amanheceu. Sede. Muita sede. A língua parecia uma lixa na boca. a garganta doendo por causa da água salgada. E a tortura de resistir a tentação de beber a água do mar.

      Oito horas de domingo. Nove. Dez. O sol queimava as vistas. A pele queimada pelo sol e irritada pelo sal ardia. Os dois tão cansados que um não olhava para o outro. E um silêncio de morte entre os dois, esperando o inevitável.

      Meio-dia. Ninguém aparece! Por que?! Duas horas. Os coletes já estavam encharcados e não tinham mais flutuabilidade. O único apoio era o da caixa de gelo.

      Duas e meia. Começam a ouvir um “tuc-tuc” característico de uma baleeira. Mas de onde? Por causa das ondas não podiam ver. Tentavam gritar, mas já não tinham voz.

      De repente, o som mudou de rumo e perceberam que estava vindo direção na sua direção. Estavam salvos!

      Ficaram vinte e cinco horas em mar aberto.

      Um pescador soube que não tinham voltado na noite anterior. Enquanto a capitania dos portos procurava em frente a Penha, o pescador, pós-graduado na lida com o mar, sabia que uma corrente marinha levava barcos, lixo – naufrágos – para uma região ao largo da ilha de São Francisco, já na fronteira com o Paraná, onde ficava girando em redemoinhos.

      Para lá ele foi. E só achou os dois no meio do mar por causa da caixa de gelo, que branca, refletia de muito longe os raios do sol.

      FIM.

      E é tudo verdade.

    5. É meus caros, por isso que digo tinha paixão pela gloriosa, mas tenho pavor do oceano então so tinha uma alternativa fui parar no terceiro BEC. fazer o que, ali tinha certeza estava com meus pés bem firme em terra. Rsssss acabei com o sonho do meu velho e do meu tio que na época era Cap. de mar e guerra.

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