Despedida do Navio-Escola ‘Brasil’ – 2011

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    O Navio-Escola “Brasil” (NE Brasil) foi construído a partir de projeto desenvolvido pela Diretoria de Engenharia Naval. Sua construção foi iniciada em setembro de 1981, com o batimento da quilha no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. O Navio foi lançado ao mar em setembro de 1983 e incorporado à Marinha em 21 de agosto de 1986, ocasião em que foi transferido à Esquadra.

    Anualmente, é realizada por este navio a Viagem de Instrução de Guardas-Marinha (VIGM), a fim de complementar, de forma prática, os conhecimentos teóricos adquiridos na Escola Naval, onde os Guardas-Marinha (GM) habilitaram-se nos Corpos da Armada, de Fuzileiros Navais e de Intendência, e aperfeiçoar suas formações culturais. Considerada o último ciclo na formação do futuro Oficial de Marinha, a Viagem tem como tarefas ministrar aulas eminentemente práticas de Navegação; Meteorologia; Marinharia; Operações Navais; Controle de Avarias; Administração Naval; Embarque e Carregamento; além de Liderança, bem como proporcionar a participação ativa dos GM na vida de bordo.

    Durante a XXV Viagem de Instrução, com partida prevista para julho de 2011, o Navio visitará 20 portos no Brasil e no exterior, entre os meses de julho e dezembro de 2011, a saber: Salvador (BA), Tenerife (Espanha), Amsterdam (Holanda), São Petersburgo (Rússia), Hamburgo (Alemanha), Le Havre (França), Londres (Inglaterra), Lisboa (Portugal), Pireu (Grécia), Civitavecchia (Itália), Valência (Espanha), Baltimore e Fort Lauderdale (EUA), Nassau (Bahamas), Cartagena (Colômbia), Guayaquil (Equador), Callao (Peru), Valparaíso (Chile), Montevidéu (Uruguai) e Buenos Aires (Argentina). Em cada uma destas localidades, o Navio será visitado por autoridades civis e militares, brasileiros a serviço do Estado e estrangeiros, bem como por representantes da sociedade local, a convite de nossas Embaixadas, contribuindo para o estreitamento dos laços de amizade com as nações amigas, atuando como uma embaixada itinerante. Neste sentido, são realizadas exposições a bordo sobre temas relativos à cultura nacional.

    O Comandante do Navio-Escola “Brasil” é o Capitão-de-Mar-e-Guerra Luiz Octávio Barros Coutinho, que assumiu o cargo em 11 de janeiro de 2011.

    A Turma é composta por 195 Guardas-Marinha, sendo 133 do Corpo da Armada, 30 do Corpo de Fuzileiros Navais e 32 do Corpo de Intendentes de Marinha. Participam, ainda, como convidados, um 2º Tenente da Força Aérea Brasileira, um Aspirante-a-Oficial do Exército Brasileiro, dois integrantes da Marinha Mercante Nacional, um diplomata do Ministério das Relações Exteriores e um Oficial da Marinha do Uruguai.

    A Cerimônia Oficial de Despedida do NE Brasil rumo a XXV Viagem de Instrução ocorrerá no dia 06 de julho. É imprescindível que os órgãos da mídia interessados em cobrir o evento se credenciem previamente junto ao Comando-em-Chefe da Esquadra pelos telefones (21) 2189-1097 ou (21) 9635-4978 (Tenente Viviane Soares) ou pelo e-mail: [email protected] No dia 06 de julho, os órgãos credenciados deverão se encaminhar ao Cais da Bandeira, no Comando do Primeiro Distrito Naval – Praça Barão de Ladário, s/nº, às 8h. Uma lancha será disponibilizada até o local do evento.

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    Mauricio R.
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    Mauricio R.

    Um trato nessas obras mortas, no estilo “Visby” ou mesmo “LCS-1” c/ esse tanto de convoo, digno de uns 2 Seahawks e teríamos um excelente design p/ uma possível fragata; substituindo quem sabe as “Niterói”.
    Faltam somente a vontade política, em faze-lo e a grana, p/ custea-lo.

    daltonl
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    daltonl

    O convoo realmente é longo Mauricio, mas nem tanto assim, semelhante ao de uma Oliver Perry, mas não sei se suporta um Seahawk, principalmente carregado… até hoje só vi Esquilos operando dele. Independente disso, não há hangar, portanto, parte desse longo convoo desapareceria a partir do momento que um fosse adicionado para abrigar os 2 Seahawks. Com uma velocidade máxima de 18 nós, seria necessário encontrar espaço para uma propulsão mais eficiente também, sem falar nas armas e sensores o que adicionaria mais peso. Ou seja, não há “milagre” em um desenho de menos de 4000 toneladas principalmente quando se… Read more »

    Mauricio R.
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    Mauricio R.

    “…mas não sei se suporta um Seahawk, principalmente carregado… até…” O design original de onde o design do navio escola foi derivado, previa um helicóptero de 6 ton, não deve ser nada mto complicado adequa-lo a operação de um helo na faixa das 10 ton. “…parte desse longo convoo desapareceria a partir do momento que um fosse adicionado…” Não creio, o espaço ocupado pelo hangar, no design original, teve outra destinação no design do navio escola. A extensão do convoo, se dá sobre a área hoje ocupada pelo sistema Albatrós. “…seria necessário encontrar espaço para uma propulsão mais eficiente também,… Read more »

    daltonl
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    daltonl

    Mauricio… vc parte do principio que o Seahawk dobrado é mais curto que o lynx, porém tendo 2 Seahawks, vc necessitará de mais espaço para manter estes 2, ter maior capacidade de reabastecimento, armas, misseis, torpedos, etc…nas Perrys por exemplo, este espaço encontra-se adiante dos hangares. Veja quanto do comprimento da “Perry” é devotado ao convoo, hangares, que ocupam toda a boca, ligeiramente maior que a do U-27 e depositos, por isso acho que o espaço reservado aos cadetes não seria suficiente, portanto parte do convoo teria que ser utilizado. Quanto ao convoo em si, ele teria que ser adequado… Read more »

    GUPPY
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    GUPPY

    Daltonl disse:

    “…o espaço reservado aos cadetes não seria suficiente,…”

    Caro Dalton, “cadetes” ?

    Abraços

    daltonl
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    daltonl

    Oi Guppy… veja abaixo a origem do termo cadete… ” O cadete é o oficial estudante que cursa a Academia Militar. Vem do francês da Gasconha capdet (literalmente, “pequena cabeça”, “pequeno chefe”) e designava os filhos dos nobres gascões que se incorporavam ao exército do Rei da França para fazer seu aprendizado militar. Como essa missão geralmente cabia aos filhos não-primogênitos, o termo passou a designar, por extensão, “o filho que nasce depois de outro; o segundo ou terceiro filho”. No sentido tradicional de jovem que se inicia na carreira das armas, o termo ficou famoso com a figura inesquecível… Read more »

    GUPPY
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    GUPPY

    Beleza Dalton. Quando perguntei, eu tinha plena convicção de que não havia erro da sua parte, apenas eu gostaria de um esclarecimento já que o termo “cadete” é mais conhecido em relação à AFA. Imaginei mesmo que tratava-se de um termo geral como podemos, por extensão, considerar um Almirante como um General, até porque é mesmo do ciclo de Oficiais-General. Outro dia, fiz uma pergunta no post “Um dia em Kiel” sobre se o Submarino polonês “Kondor” era dotado ou não do sistema AIP, no que fui respondido prontamente pelo Coral Sea. Bom, eu sabia que a resposta era negativa… Read more »

    GUPPY
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    GUPPY

    Ops: Oficiais-Generais

    daltonl
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    daltonl

    Guppy…

    toda vez que nós perguntamos alguma coisa no blog, pode ter certeza
    que além de nós,muita gente que não sabe irá ler e aprender também, por isso, continue perguntando.

    A “filosofia” do MO é a seguinte: não sabe alguma coisa? é só admitir que não sabe e perguntar e não ficar com “achismos”…rs

    abraços

    Mauricio R.
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    Mauricio R.

    “…vc parte do principio que o Seahawk dobrado é mais curto que o lynx, porém…” Não de maneira alguma, o Seahawk dobrado, é somente um pouco mais longo que o Lynx. Isto já foi explicado aqui no blog por um outro forista, a MB já teria feito essas medições e verificado, que o Seahawk dobrado caberia no hangar do Lynx. “…nas Perrys por exemplo, este espaço encontra-se adiante dos hangares.” O “helicopter shop” não é assim tão extenso, ocorrendo somente de um lado da estrutura e ainda há mta interferência da chaminé, de seu downtrunking e de algumas outras ventilações… Read more »

    daltonl
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    daltonl

    Mauricio… “o Seahawk dobrado, é somente um pouco mais longo que o Lynx.” O Seahawk dobrado na verdade mede 12,50 metros portanto mais curto que o Lynx ,portanto sim, ele até caberia no hangar da Niteroi, mas a ideia levantada por vc são 2 Seahawks e para tal seria necessário um hangar duplo e convoo reforçado dotado com RAST. “O “helicopter shop” não é assim tão extenso” verdade, mas o peso extra tem que ser considerado, afinal a Niteroi foi projetada para apenas 1 helicoptero leve e consequentemente armas e combustivel para um apenas. “Não me parece ser prática corrente… Read more »

    Mauricio R.
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    Mauricio R.

    “…mas a ideia levantada por vc são 2 Seahawks e para tal seria necessário um hangar duplo e convoo reforçado dotado com RAST.” “…afinal a Niteroi foi projetada para apenas 1 helicoptero leve e consequentemente armas e combustivel para um apenas.” Daltonl, As “Perry” iniciaram a carreira c/ 3600 ton. de deslocamento, 39 ton. de previsão projetada de crescimento, 1 helo LAMPS II, além de Mk-13, Mk-75, Mk-32, Mk-36 e Mk-15. Qndo a US Navy terminou de converte-las p/ “long hull”, deslocavam 4100 ton. incluíndo tdo aquele equipamento detalhado antes, exceto pelos 2 helos LAMPS III incluídos no update. O… Read more »

    daltonl
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    daltonl

    Mauricio…

    cheguei quase a mesma conclusão, uns 30 metros de comprimento !

    Entendo que vc queira permanecer nos limites de uma Niterói ou Perry,
    como algo mais adequado para a MB.

    Acho que eu é que estou de “saco cheio” de promessas não cumpridas ao longo de tantos anos e queira ver algo na faixa de 5000/6000 toneladas, sem tantos “compromissos” de desenho.

    abs

    Mauricio R.
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    Mauricio R.

    Eu tb gostaria de ver algum design de 1º mundo na MB, mas entre os 14 anos da “Barroso” e as atuais “Macaés”, tá difícil manter a esperança.

    Mauricio R.
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    Mauricio R.

    OFF TOPIC…

    …mas nem tanto.

    Da série:

    Raios duplos, raios triplos!!!
    Mutley, faça alguma coisa!!!

    “PLAN activity outside of Varyag”

    (http://www.informationdissemination.net/2011/07/plan-activity-outside-of-varyag.html)

    Medalha, medalha, medalha!!!