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Escondidas em meio a quatro grandes navios-aeródromo, duas fragatas fazem parte da frota da reserva da Marinha dos EUA, a chamada “mothball fleet”, em Bremerton, no Estado de Washington, costa noroeste dos EUA. Segundo o jornal Seatle Times (com informações do site Kitsapsin), uma terceira vai se juntar a elas no próximo dia 15 de julho: trata-se da fragata  USS Jarrett (FFG33) da classe OHP, que fará companhia a suas irmãs USS George Philip e USS Sides.

A Jarrett serviu por 27 anos e deverá ser colocada à venda, com a possibilidade de virar sucata se nenhum comprador aparecer nos próximos anos. As outras duas, apesar de terem servido por menos tempo (22 anos) e despertado interesse em Portugal e Turquia, não foram vendidas e continuam atracadas.

Em Bremerton também estão os navios-aeródromo USS Ranger, USS Constellation, USS Kitty Hawk e USS Independence, que podem se tornar museus ou memoriais, serem afundados como alvos ou tornarem-se recifes artificiais. O Kitty Hawk, visto na foto acima em operação com a Jarrett, será mantido na reserva até 2015, quando o novo CVN (navio-aeródromo de propulsão nuclear) Gerald Ford entrar em serviço.

A cidade de Wilmington, na Carolina do Norte, quer que o navio se torne um museu flutuante, atracado ao lado do encouraçado North Carolina. Já os outros três não estão mais no Registro de Navios da Marinha dos EUA (Naval Vessel Register). Um grupo sem fins lucrativos trabalha para que o Ranger vá para Fairview, no Oregon, para se tornar um museu naval e aeroespacial, centro educacional e palco de eventos. Os outros dois, que foram usados para fornecer peças para a frota em serviço, provavelmente serão sucateados nos próximos anos. À exceção do Kitty Hawk, os demais navios-aeródromo estão na catetoria de reserva X, e não recebem nem manutenção nem preservação, sendo protegidos apenas contra fogo, alagamento e roubo. O Kitty Hawk está na categoria B, recebendo manutenção para o caso de uma emergência.

  

Também em Bremerton está o comando da “Puget Sound Naval Shipyard and Intermediate Maintenance Facility”, que controla várias instalações nos EUA e no Japão. Sob seus cuidados estão navios e submarinos de propulsão nuclear inativos, classificados na categoria Z, aguardando reciclagem. É o caso do cruzador lançador de mísseis guiados USS Long Beach e de 16 submarinos nucleares de ataque: USS Salt Lake City, USS Atlanta, USS Augusta, USS Hyman G. Rickover, USS Minneapolis-St. Paul, USS Portsmouth, USS Baltimore, USS Phoenix, USS Indianapolis, USS New York City, USS Birmingham, USS Groton, USS Cincinnati, USS Omaha, USS Los Angeles e USS Narwhal.

FONTE: Kitsapsin via Seatle Times (tradução, adaptação e edição: Poder Naval)

FOTOS via navsource

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13 Responses to “Mais uma fragata OHP vai para a reserva: USS Jarret” Subscribe

  1. GUPPY 10 de julho de 2011 at 13:31 #

    Se a MB negociasse o casco, o projeto e trouxesse umas duas OHP dessas, será se não dava para o EMGEPROM, analisando cada detalhe, planejar uma excelente fragata e construi-la no Brasil ?

    Abs

  2. Coral Sea 10 de julho de 2011 at 13:40 #

    E no fim do mês; mais uma dará baixa.
    USS Doyle, FFG 39

  3. Coral Sea 10 de julho de 2011 at 13:49 #

    Guppy

    Creio que o problema não é esse……e sim de dinheiro ( grande novidade)
    Projetar uma fragata não teria nenhuma dificuldade, mas sim outros problemas práticos:
    Mão de obra qualificada…..quando foi mesmo a última vêz que a MB construiu um navio?
    Economia de escala? Quantas unidades o Brasil iria construir?

    Eu ainda acho que a melhor solução seria através de parcerias com outros países como Coréia do Sul, Espanha, Itália, França ou o Reino Unido…..

    Mas enquanto não houver vontade política, nada acontecerá….

  4. Nautilus 10 de julho de 2011 at 14:48 #

    Além disso, não considero as OH Perry um exemplo de excelência em fragatas. Não que sejam navios ruins, mas o projeto foi feito para atender necessidades específicas da US Navy, de um navio de escolta barato e, por isso, com limitações. Um dos aspectos mais polêmicos do navio (incluindo principalmente a US Navy) é o fato de possuírem apenas um eixo de propulsão. Eu, particularmente, não gosto da localização do canhão médio de 76 mm, à meia-nau. Ele cobriria um arco maior se fosse instalado à proa. O fato de usar um lançador em vez de um sistema do tipo VLS (de lançamento vertical) para os mísseis AAé Standard também é uma limitação importante. Mas são bons navios para ASW, podendo levar até dois SH-60 Sea Hawk.

  5. GUPPY 10 de julho de 2011 at 15:01 #

    Beleza, Coral Sea.

    Só que, infelizmente, ficamos impossibilitados de termos uma verdadeira fragata brasileira. Continuaremos dependentes. Só que, em caso de guerra, isso é fatal.

    Abraços

  6. Coral Sea 10 de julho de 2011 at 15:11 #

    Construir somento o “casco” não seria difícil….mas e o resto?
    Radares, armamentos, propulsão e toda a eletrônica?

    O Brasil já recebeu no passado várias ofertas interessantes de vários países, incluindo construir algumas unidades no Brasil…..mas nada vai para a frente….

  7. Mauricio R. 10 de julho de 2011 at 17:03 #

    “…o projeto foi feito para atender necessidades específicas da US Navy, de um navio de escolta barato e, por isso, com limitações.”

    Até aí nada de diferente, em relação a outras marinhas.
    A RN solicitou sugestões a MB, qndo desenvolveu as Type 22???
    Ou a MB pediu a US Navy, sugestões de como o design da “Barroso” deveria ser???

    “…o fato de possuírem apenas um eixo de propulsão.”

    É característica tradicional dos designs de navios de escolta da US Navy, as classes “Knox”; “Brooke” e “Garcia”, que inclusive serviram á MB como classe “Pará”, eram assim tb.
    Contrastando c/ a orientação mais “britânica” da MB e a preferência por 2 eixos.

    “…não gosto da localização do canhão médio de 76 mm, à meia-nau. Ele cobriria um arco maior se fosse instalado à proa.”

    O maior arco de tiro, a US Navy preferiu deixar p/ o sistema antiaéreo.

    “O fato de usar um lançador em vez de um sistema do tipo VLS (de lançamento vertical) para os mísseis AAé Standard…”

    Austrália e Turquia estão instalando o VLS Mk-41, p/ misseis ESSM, em seus navios desta classe.
    Devido a obsolecência do SM-1MR, os reparos Mk-13 dos navios australianos, foram modificados p/ operarem o SM-2.

  8. joseboscojr 10 de julho de 2011 at 18:36 #

    Também nunca gostei da posição do canhão, mas mais grave no projeto como um todo é o fato de existir apenas 1CIWS.
    Quanto a não possuir lançadores verticais , os mesmos não existiam quando da entrada em operação.
    Se o lançador Mk-13 tivesse sido instalado no lugar do canhão e vice-versa (não tenho a mínima ideia de ser ou não possível), a cobertura de mísseis Standard SM-1 não ficaria prejudicada já que os mísseis poderiam atingir alvos encobertos pela superestrutura já que podem manobrar e operar no modo LOAL.
    O mesmo vale para os Harpoons.
    A posição do lançador de mísseis não interfere desde que haja radares iluminadores em posição apropriada, e tanto faz o lançador estar à meia nau ou na proa que haverá cobertura em 360º, já o canhão realmente tem seu arco de tiro muito restrito com a posição à meia nau.

  9. daltonl 10 de julho de 2011 at 19:51 #

    Se o MK-13 e o deposito correspondente armazenando 36 SM-1 e
    4 Harpoons, portanto, muito peso, fosse instalado a meia nau, onde encontra-se o canhão de 76 mm, afetaria o centro de gravidade do navio, então, não havia escolha, principalmente quando se tem em
    mente que o navio irá enfrentar frequentemente mar bravo.

    abs

  10. Ivan 10 de julho de 2011 at 22:18 #

    Por uma questão de custo as fragatas classe Oliver Hazard Perry foram projetadas com limitações de espaço e crescimento.

    Como escolta deveria dispor de 2 (dois) sistemas principais, um AAW de médio alcance e outro ASW mais efetivo, sua principal missão.

    Assim sendo, os projetistas destinaram a proa para o sistema Mk-13 de mísseis antiaéreo Standard e a popa para 2 (dois) helis SH-60B Seahawk LAMPS III (Light Airborne Multi-Purpose System).

    Como o navio é curto, para ser econômico, restou pouco espaço a meia nau, com a superestrutura emendando com os hangares.

    A rigor a grande virtude das FFG-7 é sua capacidade de operar até 2 (dois) helicópteros de porte médio, talvez a arma ASW mais efetiva.

    É bom lembrar que estas fragatas foram criadas em plena guerra fria, onde se esperava ter que lutar uma nova Batalha do Atlântico, atravessando comboios de navios com reforços para uma Europa sob ameaça do Exército Vermelho.

    Os novos caçadores do Atlântico Norte seriam os SSGN soviéticos com seus temíveis mísseis de cruzeiro. Dentro da visão anglo-americana de combate o mais efetivo é atacar o lançador e não arma… e a melhor arma para caçar os SubNuc eram (e são) os helicópteros embarcados.

    Mas é justamente em face de sua missão original, enfrentar e destruir os SSGN, que a crítica do Mestre Bosco se torna mais contundente.
    Apenas um CIWS, no caso um canhão MK-15 Phalanx com 6 (seis) canos rotativos de 20 mm colocado sobre o hangar, é muito pouco para quem seria alvo de mísseis sea-skimmer com guiagem ativa de radar.

    Na minha visão atendeu a missão original para a qual foi planejada e, contra todas as espectativas, foi capaz de ser desdobrada em outras estranhas ao seu projeto.

    Sds,
    Ivan, do tempo das FFG-7.

  11. Ivan 10 de julho de 2011 at 22:25 #

    Para quem não lembra do LAMPS III :
    http://www.naval.com.br/blog/tag/lamps-iii/

    Para que pensa em ter algumas destas na MB:
    http://www.naval.com.br/blog/2010/05/06/uma-fragata-para-o-brasil-2/

    Sds,
    Ivan.

  12. Vader 11 de julho de 2011 at 9:53 #

    Uai, ninguém vai falar no Kitty Hawk para a MB? :)

  13. joseboscojr 11 de julho de 2011 at 10:01 #

    O Standard dava proteção adequada contra um ataque pontuas dos grandes mísseis de cruzeiro soviéticos, mas não contra pequenos mísseis sea-skimming, daí a vantagem de se ter 2 CIWS.
    O Canhão de 76 mm, embora adequado à função antiaérea, não é a versão “Super Rapid” e portanto, também não ajudava na função antimíssil.
    Em relação a alvos que se aproximavam pela popa e iluminados pelo radar STIR, claro que haveria uma degradação do alcance do míssil Standard SM-1 já que muito de seu propelente seria gasto para posicioná-lo na trajetória correta.
    Na verdade esse é um problema inerente também aos mísseis lançados verticalmente pelo modo “quente”, que precisam manobrar em direção à ameaça.
    Os russos adotam o lançamento “à frio” onde o míssil se posiciona em direção à ameaça sem gastar propelente do motor foguete, mas tem o inconveniente de obrigar a um aumento de peso relativo ao “sistema de controle de atitude” por minifoguetes. No frigir dos ovos da na mesma, já que o aumento de peso poderia ser usado para aumentar a quantidade de propelente no método de lançamento quente.
    Sem falar que o sistema de lançamento à frio é mais caro, mais complexo e mais sujeito à falhas.

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