A indústria naval brasileira navega de vento em popa. No segundo trimestre deste ano os números do setor podem ser considerados ótimos, ou seja, gera cera de 56,3 mil empregos diretos e mais de 32 mil indiretos, incluindo a indústria náutica de lazer e turismo, conforme anunciou nesta quarta-feira o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Construção naval e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Santana Rocha, para quem a carteira de encomendas nos estaleiros brasileiros soma 278 empreendimentos em construção, num total de 6,2 milhões de TPB (tonelagem de porte bruto), que mede a capacidade de transporte de carga do navio. Além disso, estão em construção 10 plataformas para produção de petróleo (cascos e módulos de processos), outras cinco têm seus módulos de processos construídos localmente. Três plataformas serão integralmente construídas no exterior.

No segmento de sondas de perfuração, segundo Rocha, estão em construção 9 unidades, sendo duas sondas auto-elevatórias (jack up) e sete navios sonda. Ainda existem obras a contratar que podem aumentar os números de encomendas ainda em 2011: 14 navios petroleiros e para derivados para armadores selecionados em licitação da Petrobras. Foi anunciada a decisão de construir no Brasil mais 21 navios sonda.

Os projetos com prioridades de financiamento aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante representam mais 29 navios de apoio marítimo, navios para transporte de produtos derivado de petróleo, 24 empurradores e 124 barcaças para transporte fluvial.

- A dinâmica do setor está estabelecida. O Brasil representa cerca de 4% do total da construção naval mundial. Em segmentos como petroleiros Suezmax representamos quase 11% da carteira mundial. Na construção de navios de apoio offshore tipo PSV, o Brasil representa mais de 13% da carteira mundial. Na construção de navios plataforma (FPSO) a participação é de 57%.

Para o presidente do Sinaval, os desafios a frente são o aumento da produtividade e competitividade dos estaleiros, a formação e qualificação de recursos humanos e o aumento do conteúdo local nos fornecimentos a navios e plataformas. Além disso, ele considera que a indústria de construção naval brasileira atingiu o estágio de consolidação, com a geração ordenada de empregos, distribuição regional da produção e atendimento às normas e certificações internacionais.

FONTE:
Monitor Mercantil

 

Nas fotos, o novo navio da Marinha das Filipinas, BRP Gregorio del Pilar  (PF-15), ex-USCGC Hamilton (WHEC-715), que foi transferido para as Filipinas no dia 13 de maio. Este é o primeiros dos oito “high endurance cutters” classe “Hamilton”, que serão transferidos da USCG (US Coast Guard) para a Marinha das Filipinas.

As fotos foram feitas nos dias 27 e 30 de julho, quando o navio fez uma “Passex” por Pearl Harbor, rumo às Filipinas. A entrada em serviço do Gregorio de Pilar, vai permitir a desativação do velho BRP Rajah Humabon.

SAIBA MAIS:

A Marinha Russa receberá em breve um novo sistema de defesa antiaérea  híbrido (canhões e mísseis), informou o birô KBP nesta segunta-feira.

O sistema, denominado Pantsyr-M, foi baseado no sistema terrestre Pantsyr-S1 (SA-22 Greyhound).

“O Pantsyr-M substituirá o sistema Kortik (SA-N-11 Grisom) e será instalado em todas as novas classes de navios de combate da Rússia, deste corvetas até cruzadores,” informou Alexander Zhukov, executivo da KBP.

Zhukov citou as especificações do sistema de exportação do Pantsyr-M porque a versão da Marinha Russa é classificada.

A versão de exportação do Pantsyr-ME possui um tempo de resposta de 3 a 5 segundos e pode rastrear e engajar até quatro alvos ao mesmo tempo.

Os mísseis possuem um alcance de 20 km e podem atingir alvos voando entre 2 metros e 15 km de altitude e os canhões possuem um alcance de 4 km e podem destruir altos até 3 km de altitude.

FONTE/FOTO: RIA Novosti

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A frota russa do Mar Negro receberá seis submarinos convencionais classe Kilo nos próximos anos, informou o comandante da Marinha, almirante Vladimir Vysotsky na sexta-feira passada.

“Os seis submarinos Project 636 [classe Kilo] serão construídos para a frota do Mar Negro nos próximos anos” disse Vysotsky para o noticiário russo RIA Novosti.

A frota do Mar Negro, baseada em Sevastopol, possui apenas um submarino, o Project 877 Alrosa, que no momento passa por PGM em Kaliningrad.

Vysotsky disse um ano atrás que a construção de três submarinos Kilo para a frota do Mar Negro já tinha iniciado e os mesmos seriam lançados um a cada ano, começando em 2010.

A frota receberá um total de 15 novas fragatas e submarinos convencionais até 2020, informou o almirante em julho de 2010.

O almirante frisou que a zona operacional da frota do Mar Negro inclui o Mediterrâneo e que os navios também deveriam estar preparados para ações anti-pirataria no Golfo de Aden.

FONTE: RIA Novosti

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