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Há 57 anos….

Em 30 de setembro de 1954, o USS Nautilus (SSN-571) foi comissionado na US Navy, sob o comando do Capitão-de-Fragata (CDR) Eugene P. Wilkinson.

Em julho de 1951, o Congresso dos EUA autorizou a construção de um submarino de propulsão nuclear, que foi seguido pelo anúncio em 12 de Dezembro de 1951, que o submarino seria batizado de Nautilus, sendo o quarto navio da Marinha dos EUA a ostentar este nome.

A construção do Nautilus só foi possível graças ao êxito do desenvolvimento de uma planta de propulsão nuclear, por um grupo de cientistas e engenheiros do Naval Reactors Branch of the Atomic Energy Commission, sob o Comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra (Captain) Hyman G. Rickover, USN.

FONTE e FOTOS: Submarine Force Museum and USS Nautilus

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O Brasil terá no ano que vem seu primeiro grande navio oceanográfico. A compra está sendo finalizada em um estaleiro chinês por um consórcio formado por governo, Vale e Petrobras, e deve ser anunciada em breve pela presidente Dilma Rousseff.
O barco, de cerca de 80 m de comprimento, terá capacidade para 90 pessoas e autonomia para ficar até três meses seguidos no mar.
O brinquedo é caro, mas responde a uma necessidade antiga do país: a de ter uma plataforma de pesquisa oceânica capaz de explorar o Atlântico Sul, a porção de mar menos conhecida do planeta. Hoje quase não há navios totalmente dedicados à pesquisa no país.
“Com 4,5 milhões de quilômetros quadrados de mar, um navio é pouco. Precisamos de dúzias”, disse à Folha o almirante Ilques Barbosa Junior, secretário de Ciência e Tecnologia da Marinha.
A conta trai um dos objetivos por trás da compra: 4,5 milhões de km2 é a área de mar sobre a qual o Brasil se autoconcedeu soberania econômica, na chamada plataforma continental. Trata-se de uma área maior que a Zona Econômica Exclusiva, que soma 3,5 milhões de km2.

FRONTEIRA

Essa fronteira marítima, declarada pelo Brasil no âmbito da Unclos (Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar), é uma extensão geológica do pré-sal e provavelmente contém reservas ainda desconhecidas de petróleo, gás e minérios.
Para exercer plenos direitos sobre a plataforma continental, porém, o país precisa fazer pesquisa. E até agora não está equipado para isso.
Daí o interesse da Petrobras e da Vale, que aceitaram o pedido do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, para que bancassem a parte do leão da compra do navio.
“Há muita pesquisa básica que é de interesse estratégico das empresas”, disse o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa do ministério, Carlos Nobre.
A Marinha também tem interesse em ocupar a zona do pré-sal, e manter navios oceanográficos na região é uma forma de fazer isso.

O ministério realizou uma consulta a oceanógrafos sobre os equipamentos que eles gostariam de ter no barco. A resposta foi uma “lista de compras” com 48 itens, que inclui até uma broca para coletar amostras de rocha.
“A gente participa como coadjuvante de vários grandes programas, porque temos instrumentação, mas não temos plataforma [navio] para entrar no clube”, afirma Carlos Eiras Garcia, diretor do Instituto de Oceanografia da Furg (Universidade Federal de Rio Grande).
Segundo Nobre, o governo estuda a aquisição de um segundo navio oceanográfico, em 2014, a ser produzido por um estaleiro nacional.
Garcia afirma que a comunidade científica está animada com o navio, mas ainda não foi chamada para conversar. “A longo prazo, o que precisamos é de um instituto oceanográfico nacional, nos moldes do que têm os EUA.”

Fonte: UOL

 

USP criará curso de engenharia nuclear em Iperó

Apostando no futuro nuclear do país, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, ou Poli-USP) está desenvolvendo seu primeiro curso de engenharia nuclear.

Pelo programa, as aulas devem começar em março de 2013 com salas de aula, laboratórios e alojamento para os estudantes, que serão construídos ao lado do Centro Experimental  de pesquisa da Marinha em Iperó, 72 km da capital de São Paulo.

A Marinha do Brasil já desenvolve trabalhos em Iperó para o Programa Nuclear do país, incluindo um sistema de propulsão para submarino nuclear. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) também está usando o local para construir o Reator Multiproposito Brasileiro (RMB) para a produção de radioisótopos usados em medicina.

A USP é uma das maiores instituições da América Latina do ensino superior, com aproximadamente 90.000 alunos.

De acordo com o vice-diretor da Poli-USP, o professor José Roberto Castilho Piqueira, “Nossa estrutura curricular não será inteiramente dedicada à construção de plantas de geração de energia nuclear. Ele também vai incidir processamento de materiais, uma área com um grande futuro para do país, considerando a nossa riqueza de urânio. Além disso, aplicações médicas e produção de drogas não serão esquecidas.

FONTE: http://oilprice.com

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Por Marcelino André Stein
 

Estimativas das mais diversas apontam que cerca de 95% do comércio internacional são transportados em navios e a maioria desses navios opera no regime de bandeiras de conveniência.

O termo bandeira de conveniência descreve uma prática de negócios no mercado da navegação internacional que consiste na inscrição de um navio mercante em um Estado soberano diferente do Estado dos reais proprietários ou operadores do navio. Esse país cobra impostos e taxas mínimos, por vezes nulos, e não tem desejo, nem a capacidade física ou financeira, de aplicar sua legislação interna ou a internacional, pertinente a registros de navios, para que um armador arvore sua bandeira. Na maioria das vezes, não mantém vínculos de qualquer natureza com estes armadores, senão o objetivo de ganhos financeiros imediatos.

Não existe um regime global que regule ou até desregule o registro de navios em determinados países, que obrigue ou desobrigue o registro nos países de que são cidadãos os proprietários dessas embarcações, instalando-se aí um verdadeiro “salve-se quem puder”, valendo qualquer regra para a manutenção barata de um navio.

Fazendo uma analogia ao caso concreto, podemos comparar com o tempo em que no Brasil era fato corriqueiro o emplacamento de carros em Curitiba, pois lá o IPVA era bem menor. Isso mudou, depois da reação estadual de São Paulo.

Este é o cerne do problema. Se países como Bolívia e Mongólia, que nem costa possuem, são hoje países de “registro aberto” – esse é o nome que se dá a esses países, onde a legislação é, digamos, mais frouxa -, quem regula as condições de trabalho em alto mar dessas tripulações? Não esquecendo que esses salários aviltantes causam também o chamado dumping social. Quem verifica os cascos e condições de navegabilidade desses navios? Quem dá a devida atenção ao fato de o Brasil deixar de arrecadar impostos ao não ter uma marinha mercante forte, deixando de criar um mercado de trabalho?

Esses países oferecem subsídios e isenções de impostos e taxas aos proprietários dos navios, criando uma competição desleal no mercado global, dando uma imensa vantagem competitiva a esses proprietários. Para regrar esse comércio não regulado, trazendo igualdade de competição às marinhas mercantes de todos os participantes do comércio internacional, faz-se necessário um “poder maior”, supranacional.

Com o advento da criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), também sob o manto da ONU, surgiu um novo e poderoso instrumento para a eliminação de práticas desleais de comércio, mormente, com a promulgação, em 1995, do General Agreement of Tariffs in Services (Gats), sob a égide da OMC, que viria a tornar realidade uma maior transparência e progressiva liberalização do comércio internacional, em bases mais igualitárias.

Nada mais natural que defender a instituição criada para desfazer a “ordem natural” citada por Hobbes, no Leviatã, a “lei do mais forte”: as Nações Unidas – e dentro dela a OMC e, dentro da OMC, o órgão criado para lidar com os assuntos da navegação marítima internacional, o Gats, e, dentro do Gats, o Grupo de Trabalho de Serviços Marítimos.

Infelizmente, até o momento, a Rodada Uruguai, que culminou com a criação da OMC, não obteve ainda o sucesso esperado, ao menos no quesito de incluir e fazer valer os serviços marítimos sob as normas da OMC – e sob a égide do Gats. Hoje, a Rodada Doha tem timidamente o assunto em seu escopo de discussões, mas, aparentemente, esse assunto não tem encontrado países que patrocinem essa ideia com o devido entusiasmo, nem mesmo o Brasil.

Sustenta-se que todos os países possam usar uma legislação equânime para que haja não somente igualdade entre os contratantes, mas que, acima de tudo, haja respeito aos direitos humanos dos trabalhadores marítimos, segurança marítima e melhor proteção ao meio ambiente.

A omissão do Estado brasileiro e dos seus pares – membros da OMC e principais prejudicados pela injusta competição internacional, causada pelas bandeiras de “(in)conveniência”, que lançam mão de práticas desleais, e por vezes ilegais – impede o surgimento de uma marinha mercante e de uma indústria naval brasileira e, até mesmo, a criação de um poder marítimo digno da grandeza e das necessidades do Brasil.

Trata-se de tema importante para os interesses estratégicos de longo prazo do Estado brasileiro. A elaboração de uma política marítima de estado é fundamental para um país que tem uma das maiores costas e malhas hidroviárias do mundo e, tradicionalmente, estruturado desde o seu descobrimento, de “costas para o oceano”.

Estranho e revelador o fato de, até hoje, o Brasil não contar com uma guarda costeira, por exemplo, não explorar os benefícios de um cluster marítimo (no qual poderiam ser fabricados navios e embarcações), não ter mantido uma marinha mercante (hoje inexistente), não desenvolver as hidrovias (60 % da matriz de transportes é rodoviária), não desenvolver a navegação de cabotagem e não fortalecer a indústria naval, a fim de se tornar uma referência mundial em produtividade e competitividade marítima e portuária.

Marcelino André Stein é mestre em direito das relações econômicas internacionais pela PUC-SP, advogado e sócio do escritório Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados

FONTE: Valor Econômico Online via Marinha do Brasil

 

Em cerimônia realizada no Comando do 3° Distrito Naval (Com3°DN), em 23 de setembro, foi assinado um Termo de Cooperação entre a Marinha do Brasil e as Superintendências Regionais do Departamento de Polícia Federal (DPF) dos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, representadas, respectivamente, pelos superintendentes Amaro Vieira Ferreira, Sandro Luciano Caron de Moraes, Marcelo Diniz Cordeiro, Marlon Jefferson de Almeida e Marcelo Mosele.

O atual estabelecimento do Termo de Cooperação entre as Instituições, decorrente do Acordo de Cooperação celebrado entre a Marinha do Brasil e o Departamento da Polícia Federal, em 2009, representa, não só o aprimoramento das ações de interesse comum, como, também, o estabelecimento de cooperação técnica, com vistas à coordenação e/ou execução de ações integradas, destinadas à prevenção e repressão a ilícitos, nas áreas de logística, comunicações, recursos humanos, inteligência, instrução e tecnologia da informação.

O Dr. Marcelo Mosele, Superintendente da PF no Estado do Rio Grande do Norte, em nome dos demais Superintendentes, enfatizou, com entusiasmo, que “em 16 anos que estou na Polícia Federal, nunca tinha presenciado tamanha honraria com a nossa Instituição, e isso concretiza essa interação com a Marinha do Brasil”.

Segundo o Comandante do 3° Distrito Naval, Vice-Almirante Airton Teixeira Pinho Filho, “nosso trabalho, em parceria, já vem sendo realizado e os laços de amizade, respeito mútuo e profissionalismo estreitam-se a cada dia, corroborados, agora, com a assinatura do Termo, visando o apoio mútuo, como a realização de cursos em estabelecimentos de Ensino Profissional Marítimo, no apoio de transporte, na hospedagem e no reparo e manutenção de embarcações da Polícia Federal, dentre outros. Tenham a certeza de que este é mais um passo adiante entre nossas Instituições, com o intuito de prevenir e reprimir delitos nacionais e internacionais. Assim, estamos juntos, Marinha e a Polícia Federal, trabalhando em prol do nosso Brasil! ”.

Fonte/Fotos: Marinha do Brasil

NOTA DO EDITOR: seguindo a esteira de outras ações de repressão a ilícitos transnacionais, tais como o tráfico de drogas e contrabando, esse termo vem a respaldar ante a legislação ações conjuntas da Marinha e da Polícia Federal na área sob jurisdição do 3ºDN. As atribuições da Patrulha Naval a serem executadas por OM subordinada ao 3ºDN por vezes esbarram na jurisdição de outras instituições como a PF. Se observarmos o crescimento do tráfego marítimo na região nordeste tanto pelo boom da industria naval como pelos processos de exportação/importação e turismo em desenvolvimento, tal fato proporciona uma via alternativa à repressão do tráfico de drogas.

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Ao centro, o Vice-Almirante Autran

 

No dia 8 de setembro, foi realizada uma saída do Submarino “Timbira” com a presença do Comandante do 2º Distrito Naval, Vice-Almirante Carlos Autran de Oliveira Amaral e convidados.

O Submarino encontrava-se atracado no Porto de Salvador após ter regressado do Peru, onde participou das comemorações dos 100 anos da Força de Submarinos daquele país.

Durante a visita, foram conduzidos adestramentos para a equipe de ataque pelo Comandante do Submarino, o Capitão-de-Fragata Thadeu Marcos Orosco Coelho Lobo.

Militares em atividade a bordo do Submarino “Timbira”

 

DGMM realiza cerimônia simbolizando início da construção de navio de mapeamento

 

Almirante-de-Esquadra Arthur Pires Ramos apresenta o martelo que fará o ato simbólico do batimento de quilha do navio

O Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante-de-Esquadra Arthur Pires Ramos, realizou o Batimento da Quilha do Aviso Hidroceanográfico Fluvial (AvHoFlu) “Rio Tocantins”, no dia 05 de setembro, nas dependências da Indústria Naval do Ceará (INACE), estaleiro construtor, em Fortaleza (CE).

O Aviso tem como finalidade realizar a atualização contínua da cartografia náutica das principais hidrovias da Bacia Amazônica, possibilitando melhorias na segurança da navegação. O mapeamento ocorre por meio da execução dos Levantamentos Hidroceanográficos em Águas Interiores na região, sob a responsabilidade da Diretoria de Hidrografia e Navegação.

Com a presença do Diretor de Engenharia Naval, Contra-Almirante (EN) Francisco Roberto Portella Deiana; do Diretor-Presidente da INACE, Antônio Gil Fernandez Bezerra; e de outras autoridades, o evento foi marcado pelo ato simbólico de “martelar” a quilha, herança dos tempos em que a fixação era feita por pregos, ação executada pelo Diretor-Geral do Material da Marinha e que representa o “nascimento” da embarcação.

O Aviso é o primeiro de uma classe de quatro navios a serem construídos a partir do Relatório de Estudo de Exeqüibilidade realizado pelo Centro de Projetos de Navios, que originou a Especificação de Aquisição, de acordo com os requisitos técnicos de projeto e de desempenho elaborados pela Diretoria de Engenharia Naval. Os navios desta classe recebem nomes de importantes rios brasileiros, e o Tocantins, em especial, é o segundo maior rio totalmente brasileiro, que se projeta como importante hidrovia para o escoamento de produção agrícola e mineral.

Fonte/Foto: Marinha do Brasil

No dia 15 de setembro de 2011, o 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral realizou, na raia de tiro da Marinha em Velho Airão – AM, adestramento de tiro com armamento axial misto para qualificação e requalificação dos pilotos do Esquadrão.

Na ocasião, foram utilizadas duas aeronaves modelo UH-12, sendo a aeronave N-7080 configurada com armamento axial misto e a aeronave N-7058 empregada no transporte de material e pessoal. O apoio logístico do exercício ficou a cargo do NAsH Oswaldo Cruz, que transportou o material para o local do adestramento bem como realizou o reabastecimento das aeronaves.

O exercício permitiu a qualificação e a requalificação de quase 50% dos pilotos do Esquadrão HU-3, contribuindo para a manutenção da capacidade de guarnecimento da Força de Emprego Rápido (FER), bem como para o aprimoramento do emprego do binômio Navio-Aeronave, na área sob jurisdição do Comando do 9º Distrito Naval.

O Plenário aprovou nesta terça-feira a Mensagem 402/11, do Executivo, que autoriza a Marinha brasileira a enviar um navio com aeronave e até 300 militares para integrar a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), cuja Força-Tarefa Marítima (FTM) é comandada por um militar brasileiro. A mensagem, transformada no Projeto de Decreto Legislativo 443/11, será enviada para votação no Senado.

A urgência para a votação da mensagem decorre da proximidade da data de saída do navio, marcada para 4 de outubro.

Atualmente, a Unifil conta com a participação de 35 países, incluído o Brasil, e mobiliza cerca de 12 mil militares e policiais, além de mil funcionários civis. O orçamento anual da missão é de 545 milhões de dólares (cerca de R$ 900 milhões).

O navio brasileiro que será enviado ao Líbano servirá como navio capitânia da frota aportada na região, que é composta ainda de três navios alemães, dois de Blangadesh, um da Grécia, um da Indonésia e um da Turquia.

FONTE: Agência Câmara / FOTO: Silvio Roberto Smera

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A DSCA (Defense Security Cooperation Agency) vai notificar o Congresso nesta quarta-feira sobre uma possível venda via FMS (Foreign Military Sale) ao Governo do Qatar, de seis helicópteros Multi-Emprego MH-60R Sea Hawk e mais equipamentos associados, como peças, treinamento e apoio logístico, tudo a um custo estimado de US$ 750 milhões.

O Governo do Qatar solicitou, além da possível venda das seis aeronaves, 13 motores T-700 GE 401C (12 instalados e 1 de reserva), equipamentos de comunicação, equipamentos de apoio, peças de reposição, ferramentas, publicações técnicas, treinamento de pessoal, entre outros elementos relacionados ao apoio logístico.

Esta proposta de venda irá contribuir para a política externa e de segurança nacional dos Estados Unidos, ajudando a melhorar a segurança de um país amigo e, que continua a ser, uma força importante para o progresso político e econômico no Oriente Médio.

A multinacional Wärtsilä, empresa da área de construção naval e geração de energia, adquiriu a Cedervall, um dos principais fabricantes de sistemas de vedação de eixo e rolamentos para a indústria marítima. A Cedervall está sediada em Gotemburgo, na Suécia e tem subsidiárias na Espanha, na China e em Cingapura.

A empresa é conhecida por produtos como selos e rolamentos para tubos telescópios e anteparas, rolamentos do eixo intermediário bem como lemes de propulsão e tubulões. Em 2010, a empresa registrou um volume de vendas anuais de 39 milhões de euros e, atualmente, emprega 211 pessoas. Suas instalações de fabricação estão localizadas em Gotemburgo, na Suécia, em Zhangjiagang, China, e em Vigo e Porrino, Espanha.

“A Cedervall completa a gama de produtos e serviços da Wärtsilä com seus selos e rolamentos lubrificados a óleo e água e com seus tubos telescópios. Além disso, o excelente know-how da empresa vai aumentar ainda mais nossa competitividade. Agora tendo todos os produtos na linha de propulsão fortalecerá a nossa solução completa em propulsão”, ressalta Christoph Vitzthum, vice-presidente da Wärtsilä na área de Serviços.

Toda a força de trabalho da Cedervall será integrada à Wärtsilä após a aquisição, incluindo os atuais proprietários, Anders Lundgren e Lundgren Henric. O valor da transação não foi revelado. A aquisição está sujeita às aprovações regulatórias previstas para o terceiro trimestre de 2011.

Wärtsilä e Shell

Wärtsilä e Shell Oil Company assinaram um acordo de cooperação Conjunta destinado a promover e acelerar o uso de gás natural liquefeito (GNL) como combustível marítimo. O acordo foi assinado acaba de ser assinado e será executado por vários anos.

Suprimentos de baixo custo, o combustível GNL de baixas emissões será disponibilizado para operadores de navios movidos por equipamentos Wärtsilä, e outros clientes da Shell. O Acordo de Cooperação Conjunta primeiro foca em fontes do litoral sul dos EUA, e depois expandirá seus esforços para cobrir um amplo espaço geográfico.

FONTE: Monitor Mercantil

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A Vale realizou na última sexta-feira, em Busan (Coréia do Sul), o batismo de dois novos navios VLOC (very large ore carriers), Vale Rio de Janeiro e Vale Itália, encomendados ao estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering Co. Além do Vale Brasil, os dois mineraleiros também fazem parte de uma encomenda de sete navios ao estaleiro sul-coreano. O Vale Rio de Janeiro foi entregue nesta sexta-feira e o Vale Itália está previsto para ser entregue em outubro deste ano.

De acordo com a mineradora, o desenvolvimento deste projeto representou um enorme desafio tecnológico em termos de inovação. “Os navios permitem uma grande velocidade de carregamento e descarregamento, são adequados aos portos mais modernos do mundo e possuem eficiente sistema de drenagem, capaz de bombear água livre nos porões através de seis pocetos em cada um deles. Estes navios reduzem as emissões de carbono em 35% por tonelada de minério transportada. Em maio, o projeto recebeu o Nor-Shipping Clean Ship Award, prêmio internacional da indústria de navegação”, informou a empresa.

Uma infra-estrutura logística altamente eficiente constitui-se em elemento-chave para a competitividade no mercado de minério de ferro. Com o intuito de maximizar a eficiência de suas operações e atender ao crescimento da demanda global, a Vale está desenvolvendo várias iniciativas para obter economias de escala.

Os navios encomendados farão parte da solução logística entre os terminais marítimos da empresa no Brasil e os clientes europeus e asiáticos. Os mineraleiros têm alto padrão de segurança e contribuirão para reduzir o custo de transporte transoceânico de minério de ferro para as empresas siderúrgicas.

“Nosso objetivo é ter uma frota própria dedicada para parte de nossas exportações, uma frota que seja mais eficiente, sustentável, com alto padrão de segurança operacional e que contribua significativamente para a redução da volatilidade no mercado de frete”, afirma o diretor executivo de Marketing, Vendas e Estratégia, José Carlos Martins.

FONTE: Monitor Mercantil

Fernanda Pires

A prefeitura de Santos (SP) estima investimento inicial de R$ 50 milhões nas obras das duas unidades-âncora do futuro parque tecnológico de Santos, que atenderá sobretudo a cadeia de petróleo e gás da Bacia de Santos. São elas um núcleo do Centro de Pesquisas (Cenpes) da Petrobras e a própria sede do parque tecnológico. Para o entorno dessas duas instalações serão atraídas as empresas fornecedoras da operação de exploração e produção de óleo e gás.

“De modo geral, a gente pode olhar para Macaé (RJ). A lista das empresas que já estão lá na cadeia de petróleo e gás tende a ser a mesma das que serão instaladas na Baixada Santista”, afirmou o secretário de Desenvolvimento e Assuntos Estratégicos de Santos, Márcio Lara, sem discriminar nomes.

Atualmente, estão sendo feitos os planos de marketing e atração de empresas; e de ciência, tecnologia e inovação. Ambos são necessários para que o parque receba o certificado definitivo do governo do Estado. Assim, as empresas ali instaladas poderão gozar de benefícios fiscais desde que sejam inovadoras e de base tecnológica. As contrapartidas do Estado variam da isenção de ICMS à diminuição do imposto, dependendo da vocação do parque.

“Precisamos dos planos concluídos. Com isso, a prefeitura apresenta o projeto da obra física e já é possível celebrar o convênio”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado, Paulo Alexandre Barbosa.

Segundo Lara, a previsão é entregar os planos até o fim deste ano. Somente após a aprovação dos estudos, o governo liberará os recursos para a formação do parque. Entre 2004 e 2010, o Estado diz ter liberado cerca de R$ 50 milhões na realização de obras e estudos para a implantação de parques tecnológicos. Neste ano, estão previstos mais R$ 20 milhões. E outros R$ 30 milhões para o próximo exercício, disse Barbosa.

O parque tecnológico de Santos terá perfil diferenciado e inédito dos demais paulistas. Em razão da falta de espaço na cidade, será formado por um complexo de áreas descentralizadas em três bairros (Valongo, Vila Mathias e Vila Nova). Parte dessas áreas, que somam cerca de 330 mil m2, já existe e é formada pelos laboratórios e centros de pesquisas das universidades da região, assim como pelas instalações das empresas que participam da iniciativa (Petrobras, Usiminas e Codesp, além da Prefeitura e da Associação Comercial). O braço do Cenpes e a sede do parque são as duas primeiras unidades a serem erguidas do zero.

A Hospedaria dos Imigrantes, prédio histórico localizado na Vila Mathias, também integrará o conjunto do parque tecnológico. Será a sede da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Rubens Lara. O início das obras, que custarão R$ 25 milhões, está previsto para o primeiro semestre de 2012. Todas essas áreas ficam na parte insular da cidade. Recentemente, foi aprovada a destinação de uma outra zona, de 3 milhões de m2 para o parque tecnológico na área continental da cidade, separada da ilha pelo canal de navegação do porto.

Além do segmento de energia, o parque será caracterizado para receber atividades de porto, retroporto e logística. “Toda semana recebemos consultas de empresas querendo se instalar em Santos. Temos uma estrutura de acolhimento para que as indústrias atendam, no caso do petróleo e gás, aos editais da Petrobras na produção de bens e serviços. Outro esforço é mobilizar as empresas da região a se aperfeiçoarem para assumir essa oportunidade”, afirma Lara.

FONTE: Valor Econômico

Carlos Vasconcellos

Um território pouco explorado, com a mesma extensão de área da Amazônia Legal, rico em biodiversidade e recursos naturais. Um mundo submarino com vastas reservas de ouro, diamante, fosfatos, cobalto, entre outras riquezas repousam nesse local. É a Amazônia Azul, assim batizada pela Marinha Brasileira, e que inclui o mar territorial e a Zona Econômica Exclusiva da plataforma continental jurídica brasileira, somando 200 milhas a partir da costa. São 3,5 milhões de quilômetros quadrados, aos quais o Brasil quer somar mais 960 mil quilômetros quadrados de área em águas internacionais, que seriam extensão da plataforma continental brasileira.

Para isso, o país pediu em 2004 a extensão de seus direitos econômicos sobre essa área, de acordo com a Convenção das Nações Unidas Sobre o Direito do Mar. Do total pleiteado, 190 mil quilômetros quadrados não foram concedidos pela ONU, que alegou inconsistências no pedido brasileiro. O Brasil agora realiza novos estudos para reapresentar o pleito e conseguir a totalidade da área junto às Nações Unidas.

O que esconde o subsolo marinho da Amazônia Azul? Começando pelo básico, areia e cascalho para construção civil e reconstrução de praias. Depois, matéria-prima para insumos agrícolas, como carbonatos, fosforitas e sais de potássio. “O potencial nessa área é grande e o Brasil importa 90% dos fertilizantes usados na agricultura”, destaca Kaiser de Souza, chefe da divisão de geologia marinha do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Também há possibilidade de se explorar ouro e diamante na foz de rios que cruzam províncias auríferas e diamantíferas. “Especialmente na Foz do Jequitinhonha, na Bahia, e do Rio Gurupi, entre o Maranhão e o Pará.”

Outra riqueza potencial da Amazônia Azul são as crostas cobaltíferas, ricas em minerais metálicos, como cobalto, manganês, níquel, cobre e terras raras. “A China, que controla o mercado mundial de terras raras, hoje pesquisa sua plataforma continental e também áreas internacionais do Atlântico Sul”, diz Kaiser. O mapa também aponta reservas de sulfetos polimetálicos, ricos em zinco, ouro e platina, associados à Cordilheira Meso-Oceânica, no Atlântico Sul. “Há ainda petróleo e minerais fósseis, como o carvão no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina”, afirma Kaiser. “Ou dos hidratos de gás, que são bolsões de gás natural congelados sob a pressão do subsolo, presentes no litoral da Amazônia e do Rio Grande do Sul.”

O Brasil não deve esperar um desfecho para seu pedido de extensão dos direitos de exploração marinha para começar sua jornada na Amazônia Azul. Segundo Kaiser, o Brasil está atrasado na corrida internacional pela mineração submarina. “China, Japão, Coreia, Índia, França, Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra estão desenvolvendo tecnologia para isso. A Austrália explora sulfetos polimetálicos a 1,6 mil metros de profundidade.”

Para acelerar o ritmo, é necessário intensificar as pesquisas iniciadas na última década e investir em tecnologia, bem como criar um marco regulatório adequado para a exploração mineral submarina. “É preciso que tudo isso aconteça simultaneamente”, diz Kaiser. Ele lembra que o Brasil começou a pesquisar a tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas há quase quatro décadas e hoje é líder nessa área. “Naquela época, a exploração não era comercialmente viável, exatamente como as reservas minerais da Amazônia Azul, hoje.”

Enquanto o governo não avança na regulamentação da exploração na Amazônia Azul, algumas empresas dão os primeiros passos nessa área, explorando algas calcárias do tipo lithotamnium para uso na agricultura e pecuária. É o caso da Dragamar, criada em 2006, para explorar reservas desse material na região de Tutóia, no litoral do Maranhão. No fim de 2010, o Ibama liberou uma licença para a exploração de 500 toneladas do produto por mês. Paulo Wetzel, diretor da empresa, considera o volume pouco atraente do ponto de vista comercial e diz que a empresa entrou com um pedido de aumento nesse limite.

Enquanto aguarda a ampliação do limite, a Dragamar investiu de R$ 15 milhões em uma planta industrial na região para processar o material in natura retirado da jazida de Tutóia. “O mercado potencial para o litothamnium é muito promissor”, diz Wetzel. “Estudos realizados por nós, ao longo dos últimos quatro anos, demonstram ganhos expressivos de produtividade tanto na agricultura, como na pecuária, confirmando as enormes vantagens do material, difundido na Europa há séculos. Sendo assim, o mercado exterior também se mostra muito atrativo, principalmente em função da larga utilização que o produto já experimenta nos mercado europeu, asiático e americano.”

Outra pioneira da mineração na Amazônia Azul é a TWB Mineração. A empresa, que realiza pesquisas na área há duas décadas, vinha prospectando algas calcárias na região entre o Arquipélago de Trindade e o Espírito Santo. Segundo o gerente-executivo da empresa, Luiz Eduardo Anchieta da Silva, trata-se de uma outra variedade de lithotamniun, mais leve e rica em minerais do que as espécies similares encontradas perto do litoral. “Nossas pesquisas apontam excelentes resultados do produto na fruticultura, na soja e especialmente na cana-de-açúcar.”

Apesar do resultado promissor, a TWB amargou um revés. A empresa teve seus alvarás cassados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DPNM), porque o governo considerou que a atividade estava sendo em áreas internacionais.

FONTE: Valor Econômico

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Le ‘Foch’ (1963)

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Porta-aviões ‘Clemenceau’ em 1981

Catapultagens e pousos de aviões Breguet Alizé, Super Etendard e F8E Crusader. Pousos com helicópteros Alouette III, Lynx e Super-Frelon.

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