Assinado o contrato de modernização dos KC-2 Turbo Trader da Marinha do Brasil

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    Contrato de Modernização Das Aeronaves COD/ARR – Foi assinado em 20 de outubro de 2011, no Rio de Janeiro, entre a Diretoria de Aeronáutica da Marinha (DAerM) e a empresa Marsh Aviation Company, com sede na cidade de Mesa, Arizona, EUA, o contrato Nº 43000/2011-11/00 alusivo à modernização/remotorização/reconfiguração de 4 (quatro) aeronaves C-1A Trader para o padrão Carrier-on-Board Delivery/Air-to-Air Refueling (COD/AAR) KC-2 Turbo Trader.

    O Contrato terá a duração aproximada de quatro anos estando prevista a entrega da 1ª aeronave em abril de 2014 e da 4ª aeronave em outubro de 2015.

    O recebimento de tais aeronaves marcará um novo patamar operacional para a Marinha do Brasil e para a Aviação Naval, uma vez que, ao possuir a capacidade de operar a partir do Navio Aeródromo “São Paulo”, permitirá o reabastecimento em voo (REVO) das aeronaves AF-1/1A Skyhawk e o apoio logístico de nossa Esquadra no mar.

    FONTE: DAerM

    17 COMMENTS

    1. Maurício, não adianta estrebuchar. A Marinha fez muito estudo até chegar a essa solução. A hora de voo desse avião é muito mais barata que a de um helicóptero de médio porte e ele voa muito mais rápido e vai mais longe.

      O KC-2 Turbo Trader terá todas as condições de ser a aeronave que mais vai voar na MB, levando carga e autoridades entre os Distritos Navais e o NAe São Paulo.

      A aeronave vai ficar como nova e ela tem muitos anos de vida útil pela frente.

    2. O contrato estipula Us$ 69,167.044 (R$ 121.713.247).

      O valor são apenas para as quatro aereonaves de transporte/REVO, as espécializadas em AEW (Alerta Radar) serão muito mais caras, devido ao radar e o recheio eletrônico.

      Mas….. haverá a cobertura de caças para justificar as aeronaves AEW ??

      SDs.

    3. Abusar das boas práticas em engenharia aeronáutica e mro, não vai levar a nada, somente a um acidente espetacular.
      É tdo somente questão de tempo.

    4. Quem não tem cão caça com gato.

      É isso aí. Está dentro das possibilidades e dos anseios da Marinha. Cabe no bolso e é perfeitamente executável.

      Não dá para comparar hora de voo de helicóptero com avião. Ainda mais quando se compara um helicóptero do porte do EC725 com um avião turboélice. Cada um no seu quadrado.

    5. – Como REVO um AF-1 não modernizado faz o mesmo trabalho e até melhor como acompanhar os AF-1.
      – Para COD está mais para uma pick up do que um caminhão. Não vai fazer muita falta. Um Super Puma faz boa parte do trabalho e ainda outras como CSAR, VOD, assalto etc.
      – Como AEW vai receber um radar pequeno no radome antigo e perde qualquer vantagem comparada com um Super Puma com radar.

    6. -Com pensamento costeiro é uma coisa, mas nenhum Heli, tem autonomia para fazer um revo marítimo, a carga paga, é diminuta. Tem que ir abarrotado de fuel, e a reserva (alternativa de pouso) é outra dimensão. Para a zona do pré-sal, hoje ja há problemas de deslocamento aéreo (heli).
      -Se o A-12 estiver na zona do pré-sal, por exemplo, tem que colocar alguem no caminho para um heli fazer um Cod.
      Com carga paga + fuel não chega.

      Agora independente das analises feitas, tenho 1 wallpaper, uma foto do HMAS Melburne ( o PA australiano, que já existiu ), com as equipagens:
      A-4, Tracker (p-16) e Sirosky S-58 como Pedro (só falta esse para o A-12 ficar na mesma). Mas os nossos pelo menos serão acrescidos da letra “M” .. de modernos..

      Mas repetindo o Poggio : Quem não tem cão, caça com gato-“M”.

      Vamos para doutrina, afinal de contas 2025, esta logo aí, e turcos e brasileiros teram uma versão M, ..este de Maritímo, para os seus caças.

    7. G-LOC disse:
      21 de outubro de 2011 às 20:51
      “- Como AEW vai receber um radar pequeno no radome antigo e perde qualquer vantagem comparada com um Super Puma com radar.”

      C-1 tinha radome???

    8. O C-1 Trader são originalmente aeronaves COD – Carrier-on-Board Delivery, para as quais serão acrescentados a capacidade de REVO na reforma para o padrão KC-2 Turbo Trader da Marinha do Brasil.

      Importante observar algumas características técnicas do modelo original, o C-1 Trader.
      •Empty weight: 18,750 lbs (8,504 kg)
      •Max takeoff weight: 29,150 lbs (13,222 kg)
      •Motores originais: 2 × motores radiais Wright R-1820-82WA Cyclone 9-cylinder
      •Potência: 1.525 hp (1.137 kW) cada.

      O renovado KC-2 Turbo Trader teriam possivelmente um par de motores Garret TPE-331 15AW turboélices, cada um com 1.645 shp
      Na remotirização feita nos S-2T de Taiwan houve um ganho de 500 kg. na carga útil.

      A diferença entre o peso vazio e o peso máximo de decolagem é de apenas 5 (cinco) toneladas. Não sei quanto disso pode ser de combustível, mas mesmo que venha a ser algo em torno de 4 (quatro) toneladas é pouco, pois só poderia transferir metade em uma missão REVO. Seria apenas 1 (uma) tonelada para cada SkyHawk de um único elemento (duas aeronaves). Interessante é que estas aeronaves pela baixa velocidade poderiam ser um interessante REVO para helicópteros de C-SAR e/ou operações especiais.

      Seja como for é mais rápido, econômico e voa mais longe que qualquer helicóptero, representando uma capacidade de transporte (mesmo que de “pick up”) que a marinha não possuia.

      É interessante observar a matéria do NAVAL de 2008:
      http://www.naval.com.br/blog/2008/10/16/estudo-de-caso-os-northrop-grumman-s-2t-turbo-tracker-de-taiwan/

      A versão AEW, pelo que se sabe, será reconstruída a partir de aeronaves S-2 Tracker, possivelmente aquelas ex-Uruguai.

      Uma proposta interessante parece ser da Thales Airborne Systems, que oferece o sistema SEARCHWATER 2000AEW, semelhante ao usado nos Sea King Mk-7 ASaC (airborne surveillance and control).

      Este sistema está sendo usado pelos ingleses no afeganistão como plataforma ISR, de Inteligência, Reconhecimento e Vigilância (em inglês evidentemente).

      Ver matéria:
      http://www.naval.com.br/blog/2011/07/11/radar-aew-do-sea-king-e-empregado-em-operacoes-contra-insurgencia/#comments

      Uma descrição do sistema está em:
      http://digilander.libero.it/humboldt/pdf/searchwater.pdf

      Acredito que um futuro Turbo Tracker levaria o radar no radomo que possue na “barriga” do mesmo. Manteria a mesma tripulação de 4 (quatro) combatentes do Sea King AEW, ou seja, piloto, copiloto e 2 (dois) operadores táticos.

      Novamente neste caso teria capacidades limitadas quando comparados aos AEW dos Super Carriers americanos (E-2 Hawkeye), mas teriam maior autonomia e velocidade que os Helicópteros, com menor consumo de combustível.

      Sds,
      Ivan.

    9. Ola,

      Pelo visto temos muita implicancia com os traders, ele vai mais longe, em menos tempo e com mais carga que qualquer heli disponivel, simples assim.

      Pelo visto teremos uma ala aerea completa no A-12, se ja estivesse pronto ele poderia ter sido usado na Libia por exemplo sem problemas seguindo a resolucao da ONU, com traders, A-4-M, ECs etc….

      abracos,

    10. “Uma proposta interessante parece ser da Thales Airborne Systems, que oferece o sistema SEARCHWATER 2000AEW, semelhante ao usado nos Sea King Mk-7 ASaC (airborne surveillance and control).”

      Pô, Ivan, não dá uma dessa, deixa isso p/ o Edcreek!!!

      O radar dos britânicos tem 2m+ de diâmetro, o radar AEW italiano usado no Merlin tem 3m.
      Existe aí pela internet uma arte do Searchwater montado no Merlin, o radar ocupa tdo o volume do espaço da rampa.
      A fuselagem traseira do Tracker, não tem tdo esse espaço tdo e o radomo do AN/APS-38 menos ainda.

      (http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=aps-38&source=web&cd=2&ved=0CCIQFjAB&url=http%3A%2F%2Fjproc.ca%2Frrp%2Frrp3%2Ftracker_aps38.html&ei=Zx6kTsjgO42ugQec9rGSBQ&usg=AFQjCNEil7j0eBRPjeL7aYjXbAWeE7YPZw&cad=rja)

      A antena do radar vai ter que ser cortada, o que implicará em custos e em perda de performance tb.

    11. Maurício,

      Este é um tema interessante.

      Eu li em outra oportunidade que o Searchwater estaria sendo oferecido para um Tracker AEW brasileiro. Seria uma solução de compromisso, em face das limitações de espaço na aeronave, que não teria como receber equipamentos maiores.

      Mas, pelo que vc apontou, nem mesmo a antena do radar inglês caberia no S-2T Tracker. Será que vc poderia detalhar um pouco mais?

      Outro ponto importante.

      Postei acima alguns dados do C-1 Trader convencional.
      Como não tenho os valores de combustível interno da aeronave, posso apenas especular que, somados combustível interno e eventual tanque extra colocado na área de carga, o máximo seria em torno de 4 (quatro) toneladas.
      Esta (possível) capacidade de combustível seria suficiente para um REVO consistente?

      É bom lembrar que o KS-3 Viking transporta perto de 8 (oito) toneladas e o F-18E Super Hornet algo próximo de 14 (quatorze) toneladas de combustível total nas missões REVO.

      Entendo que os Trader e Tracker representam o possível para a MB hoje.
      Mas qual a real capacidade destas aeronaves embarcadas?

      Sds,
      Ivan.

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