Relembrando o Almirante da Sunamam

Faleceu José Celso de Macedo Soares Guimarães. Almirante da reserva, engenheiro, escritor e pensador, J.C. foi titular da Superintendência Nacional da Marinha Mercante (Sunamam) essencial para impor a política de Marinha Mercante do governo militar, que teve um sucesso extraordinário.

A política teve apoio integral do então ministro dos Transportes, Mário Andreazza. As pressões internacionais foram gigantescas, mas “Macedão” e Andreazza resistiram. Na parte brasileira, os 40% eram igualmente divididos entre particulares e a estatal Lloyd Brasileiro. O êxito da política teve reflexos nos estaleiros, que receberam volumosas encomendados dos privados.

O modelo começou a ruir porque se baseava em uma âncora oficial, enquanto os armadores internacionais tinham menores custos, pois usavam marítimos mais baratos, como filipinos. O descompasso financeiro da Sunamam foi a gota d’água para acabar com o sistema. Hoje, o Brasil não dispõe sequer de um navio porta-contêineres nas rotas internacionais, o que faz com que o déficit de fretes se aproxime de US$ 20 bilhões.

LIVROS DE SUA AUTORIA:

  • “Marinha Mercante no Brasil”- 1968
  • “Transportes no Brasil-Suas grandes Metas”-1976
  • “Temos Pressa”-1976
  • “Para onde vamos” – 1977
  • “Realidade Brasileira”-1981
  • “Brasil um País Travado”-1990
  • “Navegar é preciso-Crônica de muitas lutas”-1996
  • “Antônio Joaquim de Macedo Soares-Magistrado”-2000
  • “Mitos e Realidades do Brasil”-2002
  • “Brasil,Origens-Presente” – 2010

FONTE: JB

NOTA DO PODER NAVAL: Leia um artigo escrito pelo almirante aqui. Ele tinha um blog também, que pode ser acessado aqui.

‘Almirante Saboia’ em Itajaí

O NDCC Almirante Saboia da Marinha do Brasil esteve atracado no porto de Itajaí no dia 29 de janeiro e o nosso leitor “Falcão do Vale” aproveitou o momento para fotografá-lo e enviar as fotos para o Poder Naval.

Nossos agradecimentos pelas fotos.

 

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O Navio de Patrulha Fluvial “Roraima” (P-30) ancorou (sic) na tarde de sábado no cais da Marinha do Brasil no rio Madeira. O navio fez parte da Operação Madeira I/2012 que durante fiscalização apreendeu 26 embarcações irregulares no Madeirão e atraiu diversos olhares curiosos de quem visitava o Complexo da Estrada de Ferro Madeira–Mamoré (EFMM). A visitação ao navio vai até a próxima quinta-feira.

A Operação Madeira I/2012 que iniciou no dia 27 de janeiro e será encerrará no próximo dia 9, contou com a participação de 100 militares, sendo realizada em parceria com a Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental, o Comando da Flotilha do Amazonas, o Batalhão de Operações Ribeirinhas, o 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, a Delegacia Fluvial de Porto Velho e a Agência Fluvial de Humaitá.

Durante a operação foram fiscalizadas 300 embarcações, sendo que 50 foram notificadas e 26 apreendidas. Dessas, 19 eram dragas. A ação envolveu a verificação da ausência de documentação nas embarcações e se as tripulações estavam adequadas.

O capitão dos Portos, Paulo César Machado, informa que o principal objetivo da operação foi a fiscalização de dragas, um tipo de embarcação usada para o desassoreamento de rios ou ainda para garimpagem.

Ele afirma que algumas dragas não possuem regularização para atuar no rio Madeira e foi essa constatação discutida em seminário de que as dragas infringiam a regularização ambiental e colocavam em risco as embarcações que navegam no rio Madeira, motivo que deu origem à operação.

A operação também contou com a utilização de helicópteros e lanchas que percorreram a extensão do Madeira, fez uma pausa em Humaitá e chegou a Porto Velho no sábado. O navio ficará aberto à visitação pública no cais próximo a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré até o fim da operação que será na quinta-feira.

O Navio de Patrulha Fluvial “Roraima” (P-30) tem mais de 46 metros de comprimento e foi usado pela primeira vez em 9 de novembro de 1972, três ano depois passou a fazer parte do 4º Distrito Naval subordinado ao Comando da Flotilha do Amazonas.

Em abril de 1980, Navio de Patrulha Fluvial “Roraima” participou de uma operação intitulada de Ribeirex e desde de então não deixou mais de estar envolvido em operações na Amazônia Ocidental.

FONTE: Diário da Amazônia

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A Marinha Boliviana realizará junto com soldados do Brasil e do Peru operações antidrogas conjuntas nos rios das regiões fronteiriças, divulgou-se hoje nesta capital.

O comandante desse corpo, contra-almirante Raúl Viscarra, manifestou ao jornal Cambio que durante a reunião realizada com as Forças Armadas do Brasil na cidade de Campo Grande, nos dias 25 e 26 de janeiro passado, foram estabelecidos os alinhamentos para a luta contra o narcotráfico, o contrabando e outros delitos.

“Vamos manter com o Brasil uma reunião bilateral de Inteligência e intercâmbio de informação na linha de fronteira”, afirmou Viscarra.

Revelou que unidades da Marinha de Guerra do Peru farão além disso intercâmbios de informação referida às atividades ilícitas que se realizam na região.

De acordo com Viscarra, outro dos aspectos importantes acordados na reunião é referente ao levantamento hidrográfico entre a Marinha de Guerra do Brasil e a Marinha Boliviana, assim como a verificação do grau de sedimentação e baixo nível das águas na lagoa Cáceres.

Anunciou também que serão realizadas campanhas de saúde com os barcos hospitais, tanto da Marinha de Guerra do Brasil como da Marinha Boliviana nas áreas de sua jurisdição. Além disso militares bolivianos serão capacitados no vizinho país para navegar pela Hidrovia Paraguai-Paraná.

FONTE: Prensa Latina

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Em Londres, o governo de David Cameron continua a alimentar a usina de notícias sensacionalistas. O Daily Mail informou que a Marinha britânica enviará, além do destróier HMS Dauntless, um submarino nuclear para as Ilhas Malvinas. O jornal disse que o envio já foi aprovada pelo primeiro-ministro britânico. O governo argentino condenou a iniciativa, em meio a uma crescente tensão pela soberania do arquipélago.

Porta-vozes do Ministério da Defesa não negaram a informação e apenas se limitaram a avisar ao Daily Mail que a pasta não fornece dados sobre o movimento de submarinos nucleares.

O deslocamento se somaria à chegada, quinta-feira passada, do príncipe William – segundo na linha de sucessão ao trono da monarquia britânica – para cumprir seis semanas de treinamento como piloto de helicópteros de resgate. A visita tem sido considerada pelos argentinos como uma propvocação e tem reavivado os fantasmas da guerra envolvendo as nações.

William, de 29 anos, teve, neste domingo (5), seu primeiro dia de treinamento militar nas ilhas. De acordo com informação divulgada, ele analisou os mapas do território das Malvinas para se “familiarizar” com as zonas de deverá sobrevoar como copiloto de um helicóptero de salvamento da Força Aérea Real. O oficial encarregado de atividades, Milles Bartlett, disse que o treinamento “é uma parte vital no aprendizado de qualquer piloto que realize resgates.”

Por parte do governo argentino, o ministro da Defesa, Arturo Puricelli, descreveu como “uma ostentação desnecessária de poder de fogo” o deslocamento do navio britânico.

“Tenha certeza de que a nossa Marinha argentina, como parte do cumprimento dos tratados internacionais, ante qualquer problemas que tivesse a tripulação que acompanhou o príncipe William, teria dado a assistência necessária, teria vindo em seu auxílio. Não havia necessidade de mobilizar uma embarcação com a tecnologia bélica do destructor que agora está cortando águas argentinas desnecessariamente”, disse.

O titular da pasta da Defesa afirmou que a intenção da Casa Rosada é “retirar todo conteúdo bélico” da disputa pela soberania sobre as ilhas. “Eles (Reino Unido) querem militarizar o Atlântico sul. Nós dissemos que a Argentina e a América do Sul não querem militarizá-lo, não queremos que se contamine; queremos que o litoral marítimo do Atlântico Sul seja cuidado e protegido pela Armada Argentina”, disse.

Puricelli declarou, além disso, que não resta “a menor dúvida” que a Argentina recuperará as ilhas Malvinas antes do fim do século, levando em conta o acompanhamento da comunidade internacional. Nesse sentido, acrescentou que “eles (os britânicos) sabem que não há nenhuma justificativa para manter a usurpação, já que muito antes do final deste século a Argentina terá a jurisdição plena e a posse. A ocupação por parte do Reino Unido das ilhas Malvinas é sustentada pela força. Começou com um navio de guerra que desalojou autoridades e a população argentina das ilhas Malvinas em 1833. Indubitavelmente continuam sustentando essa ocupação da mesma maneira”, explicou Puricelli.

Nicarágua, Cuba, São Vicente e Granadinas, Dominica e Antígua e Barbuda aderiram à decisão de outros países latino-americanos de impedir a entrada de navios com bandeira das ilhas Malvinas em seus portos, informaram neste domingo fontes oficiais.

A decisão, adotada em solidariedade à reivindicação argentina de soberania sobre o arquipélago, foi aprovada no sábado (4), durante a Cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), realizada em Caracas.

FONTE: O Vermelho, com agências

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