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Inglaterra ostenta poder de fogo nas Malvinas

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Em Londres, o governo de David Cameron continua a alimentar a usina de notícias sensacionalistas. O Daily Mail informou que a Marinha britânica enviará, além do destróier HMS Dauntless, um submarino nuclear para as Ilhas Malvinas. O jornal disse que o envio já foi aprovada pelo primeiro-ministro britânico. O governo argentino condenou a iniciativa, em meio a uma crescente tensão pela soberania do arquipélago.

Porta-vozes do Ministério da Defesa não negaram a informação e apenas se limitaram a avisar ao Daily Mail que a pasta não fornece dados sobre o movimento de submarinos nucleares.

O deslocamento se somaria à chegada, quinta-feira passada, do príncipe William – segundo na linha de sucessão ao trono da monarquia britânica – para cumprir seis semanas de treinamento como piloto de helicópteros de resgate. A visita tem sido considerada pelos argentinos como uma propvocação e tem reavivado os fantasmas da guerra envolvendo as nações.

William, de 29 anos, teve, neste domingo (5), seu primeiro dia de treinamento militar nas ilhas. De acordo com informação divulgada, ele analisou os mapas do território das Malvinas para se “familiarizar” com as zonas de deverá sobrevoar como copiloto de um helicóptero de salvamento da Força Aérea Real. O oficial encarregado de atividades, Milles Bartlett, disse que o treinamento “é uma parte vital no aprendizado de qualquer piloto que realize resgates.”

Por parte do governo argentino, o ministro da Defesa, Arturo Puricelli, descreveu como “uma ostentação desnecessária de poder de fogo” o deslocamento do navio britânico.

“Tenha certeza de que a nossa Marinha argentina, como parte do cumprimento dos tratados internacionais, ante qualquer problemas que tivesse a tripulação que acompanhou o príncipe William, teria dado a assistência necessária, teria vindo em seu auxílio. Não havia necessidade de mobilizar uma embarcação com a tecnologia bélica do destructor que agora está cortando águas argentinas desnecessariamente”, disse.

O titular da pasta da Defesa afirmou que a intenção da Casa Rosada é “retirar todo conteúdo bélico” da disputa pela soberania sobre as ilhas. “Eles (Reino Unido) querem militarizar o Atlântico sul. Nós dissemos que a Argentina e a América do Sul não querem militarizá-lo, não queremos que se contamine; queremos que o litoral marítimo do Atlântico Sul seja cuidado e protegido pela Armada Argentina”, disse.

Puricelli declarou, além disso, que não resta “a menor dúvida” que a Argentina recuperará as ilhas Malvinas antes do fim do século, levando em conta o acompanhamento da comunidade internacional. Nesse sentido, acrescentou que “eles (os britânicos) sabem que não há nenhuma justificativa para manter a usurpação, já que muito antes do final deste século a Argentina terá a jurisdição plena e a posse. A ocupação por parte do Reino Unido das ilhas Malvinas é sustentada pela força. Começou com um navio de guerra que desalojou autoridades e a população argentina das ilhas Malvinas em 1833. Indubitavelmente continuam sustentando essa ocupação da mesma maneira”, explicou Puricelli.

Nicarágua, Cuba, São Vicente e Granadinas, Dominica e Antígua e Barbuda aderiram à decisão de outros países latino-americanos de impedir a entrada de navios com bandeira das ilhas Malvinas em seus portos, informaram neste domingo fontes oficiais.

A decisão, adotada em solidariedade à reivindicação argentina de soberania sobre o arquipélago, foi aprovada no sábado (4), durante a Cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), realizada em Caracas.

FONTE: O Vermelho, com agências

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