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O Reino Unido perderá as Malvinas se a Argentina tomar a base aérea das ilhas, que ficaram vulneráveis devido aos cortes do orçamento de defesa, afirmou o comandante das forças terrestres britânicas durante a guerra de 1982 ao jornal The Times.

Em meio a uma crescente tensão entre os dois países pela soberania do arquipélago austral, o general de divisão Julian Thompson declarou ao jornal britânico que, diferentemente de 30 anos atrás, o Reino Unido não pode defender as ilhas ao carecer atualmente de um porta-aviões.

“Os argentinos têm uma brigada de infantaria de marines. Têm uma brigada de paraquedistas e algumas boas forças especiais”, declarou o militar em uma entrevista ao Times. “Tudo o que precisam fazer é levar esta gente às ilhas durante o tempo necessário para destruir os aviões Typhoon (da Royal Air Force) e será o final”, acrescentou.

Segundo o general de brigada, se as forças argentinas destruírem ou se apoderarem da única base militar das ilhas, a de Mount Pleasant, a cerca de 50 km da capital, a única solução seria enviar uma força naval, como decidiu fazer a então primeira-ministra Margaret Thatcher há 30 anos.

Salvo que nesta ocasião não teria porta-aviões, já que o último, o HMS Ark Royal foi retirado de serviço em dezembro de 2010, à espera da construção de dois novos que estarão prontos até 2020. “É preciso levar seu próprio apoio aéreo e não se pode fazer isso sem um porta-aviões. Fim da história”, disse Thompson na entrevista.

A advertência do general de brigada ocorre em meio a uma nova escalada verbal entre Argentina e o Reino Unido pelas Malvinas, a menos de um mês do 30º aniversário do início do conflito que em 74 dias a partir do dia 2 de abril de 1982 deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos.

Londres, que controla as ilhas desde 1833, convocou na semana passada o máximo representante diplomático da Argentina na capital britânica para pedir a ele explicações pelas crescentes tentativas de bloquear as exportações britânicas e a decisão de negar o acesso a dois cruzeiros no porto argentino de Ushuaia (sul).

A Argentina, que insiste em resolver a disputa de soberania pela via diplomática, também denunciou recentemente a “militarização” do Atlântico Sul por parte do Reino Unido após o anúncio do envio iminente de um moderno destróier à região e a mobilização do príncipe William para uma missão como piloto de helicópteros de busca e resgate.

FONTE: Terra    Colaborou: Henrique

FOTOS: Ministério da Defesa do Reino Unido (MoD UK)

NOTA DO EDITOR: a matéria completa original do Times infelizmente só está disponível para assinantes do jornal. Porém, pode-se clicar aqui para ver parte da reportagem, em inglês, na primeira página. Desde que a matéria original foi publicada ontem, o assunto repercutiu em diversas  mídias (a tradução da notícia no site Terra aqui no Brasil é um exemplo), notadamente no Reino Unido, levantando discussões sobre a capacidade militar britânica atual. Porém, a discussão ganharia relevância maior se levasse em conta, mais detalhadamente, a capacidade militar argentina e a real possibilidade de uma operação do gênero ocorrer, pois o foco do entrevistado provavelmente está muito mais em colocar em pauta as deficiências militares britânicas.

E, a esse respeito, o general já mostrou posições bastante polêmicas, o que inclui sua opinião em 2010 de que a RAF (Força Aérea Real) deveria ser abolida (clique aqui para texto original, em inglês) e suas aeronaves divididas entre o Exército e a Marinha (esta última assumindo a defesa aérea), para se economizar custos e dar uma resposta à necessidade de cortes no orçamento que se propunha naquele ano, porém sem prejudicar a Marinha Real.

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27 Responses to “Londres perderá Malvinas se Argentina tomar base aérea, diz general inglês” Subscribe

  1. Marcelo 5 de março de 2012 at 17:06 #

    ué, estão dando a receita para os Argies? Eu hein…acho que esse carinha aí vai perder o comando dele logo, logo!

  2. Fernando "Nunão" De Martini 5 de março de 2012 at 17:33 #

    Marcelo,

    O único comando que ele pode perder é o do controle remoto da TV, pois ele trocou o uniforme pelo pijama em 1986…

    Tudo bem que a matéria não entra nesse detalhe, mas se ele era o comandante das tropas há 30 anos, pode-se supor que não esteja mais na ativa, certo?

    Pelo que li por aí, desde que saiu do serviço ele vem se dedicando à história militar, escrevendo sobre o conflito e outros temas afins, participando de palestras etc

    http://www.bookfinder.com/author/julian-thompson/
    http://www.amazon.co.uk/Falklands-War-Julian-Thompson-Books/s?ie=UTF8&rh=n%3A771748%2Cp_lbr_books_authors_browse-bin%3AJulian%20Thompson&page=1

  3. giordani1974 5 de março de 2012 at 18:00 #

    “Marcelo disse:
    5 de março de 2012 às 17:06
    ué, estão dando a receita para os Argies? Eu hein…acho que esse carinha aí vai perder o comando dele logo, logo!”

    Cara,
    Ele apenas está fazendo o joguinho dos argies…mobilizando a opinião pública contra um inimigo externo, colocando os políticos na parede, esses, que saem dando canetada e atorando orçamento militar, mas não cortam os polpudos lucros dos especuladores…essas coisas, ah, e além do mais, dando corda para os argies…tudo do que a Inglaterra e suas FA´s precisam é de uma besteira militar argentina e eles vão fazer…eles vão fazer…e aí, o titio Thompson, vai na TV e dirá: “Eu avisei”…

    Sobre as Falklands não há mais nada a comentar. Elas Inglesas e ponto final. As malvinas sim, são dos argies…

    Me admira alguns ufanistas…defenderem a tal soberania argentina das ilhas…

  4. joseboscojr 5 de março de 2012 at 18:04 #

    Não tem porta aviões, mas têm mísseis Aster 30/15, versões novas do Rapier e o Starstreak.
    Quanto a não terem mais os Harrier, eles têm os Apaches.
    E se não bastasse tudo isso, eles têm a 4ª Frota.

    rsrsrs

    Brincadeira! Claro que sem apoio aéreo e defesa aérea fica muito difícil para os britânicos, mesmo sabendo que seu equipamento evolui muito em todos os outros segmentos.
    Mas essa vantagem só seria substancial se os “irmanos” usassem armas stand-off contra a armada britânica, e em quantidade.
    Se antes o Exocet fez um bom serviço, hoje mais ainda.
    Seria inadmissível ataques aos moldes dos A-4 usando bombas burras, que em 82 obtiveram algum sucesso.
    Hoje, com ou sem cobertura aérea, não mais.

  5. Marcos 5 de março de 2012 at 19:01 #

    joseboscojr

    Vou no seu pensamento, mas sem os risos.

    Os armamentos mudaram muito. É só ver a quantidade de misseis que um único submarino inglês lançou na Libia. E os atuais contra-torpedeiros fariam um estrago semelhante. Os custos seriam maiores, evidente, mas …

    De outro lado, se à época os argentinos estavam bem equipados, hoje são uma píada. Eles operam os mesmo equipamentos que operavam lá atrás.

    É só lembrar o ataque ao Belgrano: o comandante inglês fez um disparo direto de torpedo, ou seja, a curta distância e ficou surpreso que os argentinos não tomaram nenhuma contra medida. E não tomaram porque não tinham.

    Aproveitando o gancho: apesar de o Brasil não dispor uma força naval de superficie moderna, há muita gente que defende a contrução de nosso submarino nuclear, sob a alegação de que um único submarino nuclear inglês empurrou toda a frota argentina para dentro do Rio da Prata. Na verdade empurrou simplesmente porque os argentinos não tinham contra medidas.

  6. joseboscojr 5 de março de 2012 at 20:06 #

    Marcão,
    Concordo com você e digo mais, se houver um ataque de comandos à ilha, os britânicos responderiam estrategicamente.
    Estrategicamente = Tomahawks em solo argentino.
    Quanto aos “risos”, foi relativo a uma hipotética interferência da 4ª Frota.

  7. Marcos 5 de março de 2012 at 20:18 #

    Ok! Entendi.
    E antes de você comentar já havia pensado nisso mas não escrevi: um segundo ataque argentino às Ilhas poderia levar os ingleses à um ataque convencional ao continente.

  8. daltonl 5 de março de 2012 at 20:24 #

    Marcos…

    vc ficaria desapontado quanto a quantidade de TLAMs que o submarino britanico lançou…não fosse pelo USS Flórida, que sózinho lançou uns 90 e demais unidades navais americanas, os europeus nem teriam começado a “brincadeira”.

    Mas entendo seu ponto e o do Bosco, o problema nem é a qualidade das armas e plataformas e sim a quantidade! Os britanicos por exemplo tinham apenas cerca de 60 TLAMs no estoque dos quais talvez uns 12 estivessem a bordo de um unico submarino!

    Em 1982, os britanicos puderam se dar ao luxo de enviar 5 SSNs e 1
    SSK o que foi fundamental para a vitória e provou o valor do SSN que pode deslocar-se rapidamente submerso, por grandes distancias.

    Aliás, a grande polemica com relação ao nosso futuro SSN é que pelo preço de um nuclear, incluido o preço de desenvolvimento e pesquisa, não seria melhor ter 3 convencionais, já que não temos interesse em outro hemisfério ou mesmo outro oceano?

    Hoje, os britanicos podem enviar apenas 2 SSNs !

    Eles partem do principio que as ilhas podem ser mantidas, com dificuldade, porém, uma eventual retomada seria impossivel, então ,
    melhor ter um plano B, ou seja, um eventual reforço usando a Ilha de Ascenção como trampolim.

    A sorte para eles é que os argentinos estão em pior estado! Em 1982, desembarcaram centenas de homens apoiados por blindados sabendo que menos de 100 britanicos os esperavam, enquanto que hoje, enfrentariam uma resistencia muito maior.

    Comandos podem ser desembarcados e causar alguma confusão, mas,
    será preciso muito mais do que isso para plantar a bandeira argentina definitivamente.

    abs

  9. LuppusFurius 5 de março de 2012 at 21:11 #

    Lôrota para abrirem o Cofre. Como na Guerra Fria …..Quando interessava os armamentos russos eram Guerra nas Estrelas, quando já tinham o dinheiro diziam que não prestavam…….Este jogo é velho.

  10. Almeida 5 de março de 2012 at 21:12 #

    Ter uma brigada de fuzileiros navais e outra de paraquedistas nao adianta nada se nao tiverem meios para deslocarem os mesmos.

    O Type 45 sozinho da conta do recado. Com os 4 Typhoons entao, sem chances pra Argentina.

  11. Comandante Supremo 5 de março de 2012 at 21:29 #

    Como ninguém conhece a historia das Ilhas de Sebald, não compensa tentar discutir as ilhas são conhecidas desde 1504, mas a verdade e que só receberam exploradores em 1690 quando John Strong desembarcou e nomeou a ilha em homenagem ao patrocinador da expedição visconde de Falkland, mas logo após as ilhas são abandonadas e ocupadas pelos franceses que a batizam de Îles Malouines em 1764 do qual se derivou o nome malvinas em 1765 Jonh Byron Ignorando a presença francesa na ilha abre uma base naval na ilha ocidental das malvinas.

    Em 1766 a frança vende sua base a Espanha que declara guerra a Grã Bretanha pela posse das ilhas mas 1 ano depois as duas nações fazem um acordo de paz que define que a Ilha oriental pertence a Espanha e a Ilha ocidental a Inglaterra, em 1811 depois das guerras de independência na America do sul os espanhóis abandonam as ilhas que só são ocupadas pela argentina 9 anos depois onde se faz uma colonia, em 1833 as ilhas foram arbitrariamente tomadas pela Inglaterra pela fragata HMS Clio sob o comando John James Onslow, a reivindicação argentina pelas ilhas acontece desde 1833, então não e de agora como alguns blogueiros puxa saco acreditam que isso acontece agora.

    Minha humilde opinião a Argentina deveria desistir pelo controle das ilhas, dificilmente a Inglaterra devolvera as malvinas como devolveu Hong Kong a china, aí está a principal diferença a Argentina não tem o poder da china.

  12. Nautilus 5 de março de 2012 at 21:43 #

    Guardando as devidas proporções, há semelhança entre Hong Kong e Malvinas. Ambos são enclaves coloniais ingleses “dentro” de outro país. A Argentina nunca aceitará a presença britânica nas ilhas. É uma questão geopolítica e tem muito mais coisa envolvida do que mero orgulho ou nacionalismo argentino.

  13. Vassili 5 de março de 2012 at 21:53 #

    Que adianta ter uma Brigada de Fuzileiros + uma de Paraquedistas se os meios necessários para levar tudo até as ilhas não existe?????

    O sr General Inglês está apenas tentando evitar que os mandatários britânicos cortem mais ainda o orçamento do MoD deles.

    Perceberam uma singela semelhança entre essa declaração desse General reformado inglês e o manifesto recentemente distribuído pelos nossos clubes militares?????? É claro que as palavras usadas por ambos diferem muito, mas ambas convergem para um mesmo sentido: a insatisfação dos “antigos” para com o atual governo.

  14. Marcos 5 de março de 2012 at 22:12 #

    daltonl

    Concordo com o quê você disse, mas cá entre nós, 12 misseis desses que fossem disparados sobre a Casa Rosada já fariam um bom estrago.

  15. Marcos 5 de março de 2012 at 22:16 #

    A verdade é que os únicos que de fato colonizaram alguma coisa nas Ilhas foram os britânicos. Os argentinos quando lá estiveram o máximo que fizeram foi manter um pelotão de soldados. Essa é a questão e essa é a diferença.

  16. daltonl 6 de março de 2012 at 9:32 #

    Sim Marcos…o SSN britanico poderia lançar uma duzia de TLAMs, em alguns poucos alvos de valor militar, mas então teria que apontar a proa para a Ilha de Ascenção para recarregar deixando de cumprir outras missões essenciais.

    Quando se tem apenas 7 SSNs, significa que é possivel enviar e manter 2 na área ao mesmo tempo fazendo uma especie de rodizio com os demais que não encontram-se em manutenção.

    Por melhor que um Astute seja comparado ao Conqueror que afundou o Belgrano, ele não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.

    Por quanto tempo este vai e vem da Ilha de Ascenção seria mantido ?

    Haveria algum impacto politico no caso de bombardeio ao continente?

    Nem Ronald Reagan viu com bons olhos a guerra pelas Falklands, o que faria o Obama ? Será que dá para confiar?

    O melhor que os britanicos podem fazer é se entrincheirar e fazer parecer…que uma retomada das ilhas é impossivel ou que os argentinos poderiam ter uma vitória de Pirro nas mãos.

    Para quem ainda não assistiu, fica a recomendação do filme “A Dama de ferro” que ainda está nos cinemas.

    Tem uma hora que Thatcher pergunta: por que deixamos as Falklands
    tão descobertas? Então alguém responde: A Sra concordou em reduzir nossa presença lá !!!! Tipo…a Sra não lembra é??? (rs)

    abs

  17. cfsharm 6 de março de 2012 at 11:57 #

    Fazendo um apanhado sintético e comprimido ( senão eu mato o pessoal no cansaço). Há uma série de questões interessantes no conflito.
    A ocupação das Falklands só se tornou efetiva com os britânicos. Se a Argentina tinha uma guarnição lá e que durou um punhado de anos não faz a menor diferença, e os hermanos sabem disso há mais de 400 anos – quando apareceu um tal de “uti possidetis” que jogou a linha do Tratado de Tordesilhas quase nos Andes. A coroa portuguesa usou este argumento o da posse efetiva das terras. Tinha um punhado de gente espalhado pelo nosso território – mas que efetivamente exerciam a posse da terra. A Espanha esperneou mas com diplomacia ( inclusive aquela de várias toneladas que navega por aí) teve que aceitar – e o Brasil ficou enorme.
    Com as Falklands não foi diferente – depois da expulsão da guarnição argentina, ocorreu a efetiva colonização das ilhas. A milonga continuou no continente, mas nas ilhas os colonos continuaram súditos da rainha.
    Aí em 1982 – para dar um refresco na pressão interna o governo argentino determina a invasão das ilhas – achando que ia dar a mesma coisa que aconteceu com as possessões portuguesas na ìndia, que não haveria reação. Mas… houve.
    E realmente Reagan não gostou nenhum pouco – porque a possibilidade de ferir a Doutrina Monroe ” A América para os americanos.” apareceu no horizonte de forma nada agradável. Por isso, nas conversas com o Governo Britânico foi deixado bem claro que um ataque ao continente era inaceitável. Feito o acordo – os EUA deram apoio ao aliado histórico para a reocupação das ilhas.
    Há que se lembrar que em 1982 não havia grandes preocupações com as Falklands, mas a guarnição que estava lá fez os argentinos pagarem caro, além de terem furado o cerco das tropas argentinas. Esta guarnição só se rendeu por ordem do Governador Geral.
    Nos dias de hoje, com a eventual possibilidade uma invasão, acredito que o estrago seria bem maior – para o lado argentino. Ataques ao continente continuariam fora de questão – a não ser que houvesse alguma atitude tresloucada contra os habitantes das ilhas. Mas seguramente o acesso marítimo argentino seria maciçamente restringido. Fora a chuva de embargos europeus e dos EUA.
    Talvez tivéssemos mais perdas de vidas – mas o resultado continuaria sendo o mesmo. Até a eventual queda do atual governo argentino.
    Será que os hermanos vão bancar? Duvido!

  18. Marcos 6 de março de 2012 at 13:02 #

    cfsharm

    Parabéns pelas colocações: claras, objetivas e sem ideologia.

  19. Marcos 6 de março de 2012 at 13:54 #

    Mas é bom lembar que efetivamente os ingleses operaram no Continente via Chile, com pessoal e aeronaves.

    Mais: sem dúvida o ingleses lograram êxito porque tinham melhores equipamentos e em maior quantidade, além de suas tropas serem “profissionais”, enquanto parte dos soldados argentinos, embora tenham lutado bravamente, eram compostos por recrutas.

    Pessou também o bloqueio de armas feitas pelos europeus, principalmente os franceses.

    Rever essa guerra é um alerta para nós. Necessitamos de meios em quantidade e qualidade, bem como uma mudança nas nossas FFAA. Precisamos de FFAA profissionais. Mas mais do que tudo, precisamos de políticos honestos. Aliás, essa é parte difícil.

  20. Vader 6 de março de 2012 at 19:19 #

    O grande sonho de conquista da esquerdalha latrino-americana é retomar as Malvinas.

    O grande problema nosso (brasileiro) é que se faria isso com a colaboração marítima e aérea do Brasil.

    Ou seja: seria a Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira, sob o comando daquela coisa chamada UNASUL, que dariam cobertura para a invasão argentina.

    Pois é senhores: esse é o grande devaneio ___________. E fariam isso sob o pretexto de “putregê o pré-fal du Bravfil-Putênfia”.

    Suma: quando a esquerda latrino-americana fica com fumos de guerreira, é bom a plebe ignara abrir o olho, porque senão vem nabo pelos fundilhos…

    Nem preciso dizer o que a Inglaterra, pra não falar no Tio Samuel Wilson, faria com quem ajudasse a Argentina nessa tentativa ridícula. Ia chover Tomahawk do Oiapoque a Ushuaya.

    O general em questão está obviamente jogando pra torcida, na tentativa de liberar uma verbinha a mais pras suas FFAAs. Tá no papel dele.

    Mas taticamente uma operação dessas é completamente impossível para a Argentina de hoje. Aliás seria completamente impossível mesmo com o engajamento total do Brasil.

    Senhores: nosso Porta-Aviões não precisa de ingleses para pegar fogo! Conseguimos fazer explodir até uma mera base de pesquisa na Antártica!

    Sem falar que, na boa: não se toma uma base aérea com seis Typhoons de calças curtas. Muito antes de qualquer navio ou avião com tropas chegar perto das ilhas as aeronaves já teriam decolado, e aí seria quase “tiro ao pato”, diante da ineficiência/inoperância do poder aeronaval combinado de Argentina e Brasil.

    Seria um massacre.

    COMENTÁRIO EDITADO – POR FAVOR, VAMOS EVITAR QUE A DISCUSSÃO ENVEREDE PELAS DISPUTAS PARTIDÁRIAS

  21. joseboscojr 6 de março de 2012 at 20:07 #

    Vader,
    Mas os comandos poderiam se infiltrar por submarino.
    Uma dúzia de comandos armados com fuzis antimaterial/mira noturna poderiam fazer um estrago. 6 tiros, 6 caças no chão.
    Claro que os caças são protegidos e deve haver sensores dos mais diversos ao redor, mas tudo é possível.

  22. Vader 6 de março de 2012 at 20:32 #

    Ah, Bosco, possível é. Eu também posso reunir um pelotão de malucos e sequestrar o Presidente dos EUA. Ou assaltar o Forte Knox. Ou roubar as jóias da coroa britânica. Ou o bácoro de ouro do Papa. :)

    A diferença está entre o que é possível e o que é factível. ;)

  23. Fernando "Nunão" De Martini 6 de março de 2012 at 20:53 #

    Apesar de citação própria ser meio pedante, como a discussão aqui está interessante vou repetir comentário que fiz lá no Poder Aéreo:

    Quanto à Argentina fazer o que o general colocou como hipótese, também acredito que seria uma ação complicada de ter continuidade. Mesmo sem navios-aeródromo, a Marinha Real teria condições, a meu ver, de negar com seus submarinos o uso do mar dos argentinos para abastecer (víveres, tropas, munições) as ilhas conquistadas e, com seus novos destróieres Tipo 45 (e até com seus três Tipo 42 remanescentes – se bem que um vai dar baixa ainda neste mês), complicar bastante esse abastecimento por via aérea. Mas eu acho que os velhos Super Etendard argentinos e seus Exocet ainda seriam algo a se temer – no caso, seriam alvos lógicos para uma ação de operações especiais britânica no continente, no molde da que ele preconiza para eliminar os Typhoons das ilhas. Um absurdo, é claro, mas estamos falando de absurdos de qualquer jeito e, nesse sentido, os Super Etendard seriam alvos lógicos na minha opinião. Sem eles voando, não haveria mais perigo para a frota (creio que os A-4 modernizados argentinos não têm armamento stand-off da mesma categoria).

    Sem esquecer que, mesmo não operando mais aeronaves de asa fixa no remanescente Illustrious, ainda há os Sea King AEW. Se os dados de seus radares já estiverem integrados ao sistema de combate dos T-45, os Super Etendard argentinos não teriam também vida fácil frente aos mísseis Sea Viper (Aster) dos Tipo 45. Acho que daria para vigiar bem o espaço aéreo sobre uma frota não muito estendida.

    Mas tudo isso a meu ver é uma discussão sobre pontos bem pouco pautados na realidade. O que há de real, a meu ver, é o fato de que o assunto está relacionado a toda a discussão de cortes orçamentários e das decisões sobre os custosos equipamentos dos novos porta-aviões britânicos, F-35B, F-35C, etc. Ainda que para tratar disso o general tenha que se valer do “perigo argentino”. De qualquer forma, não dá pra culpá-lo, pois o assunto está em voga (e, nesse caso, o que há de real é que, justamente por estar prestes a completar 30 anos, o conflito de 1982 está acendendo discussões entre Inglaterra e Argentina, voltadas ao contexto atual).

    Saudações!

  24. joseboscojr 6 de março de 2012 at 21:08 #

    Nunão,
    Vale salientar que os Exocet hoje seriam bem menos eficientes que em 82 tendo em vista que todas as unidades navais britânicas possuem proteção efetiva contra essa ameaça, o que não existia antes.
    Mas claro, ruim com os poucos Exocets, muito pior sem eles e com bombas Mk-82/Snakeye com “problemas” na espoleta.
    Mudando de pato pra ganso e falando da mesma coisa, você tocou em um ponto interessante.
    Se houver operação cooperativa entre o heli AEW e o sistema Sea Viper, que conta com o Aster 30 de grande alcance e orientação por radar ativo, poderia ser possível interceptação além do horizonte das aeronaves argentinas, ou seja, seria possível à RN negar aos Super Etandards a possibilidade de adentrarem a zona de disparo dos AM-39 Exocet, sem que fosse necessário a cobertura de caças.
    Pela primeira vez seria possível a defesa de área externa somente com mísseis.
    Tal integração pode já estar operacional ou se não, estar sendo feita a toque de caixa.

    Vader,
    Se for pra roubar o Forte Knox, me chame.rsrsrs

    Abraços aos dois.

  25. Marcos 6 de março de 2012 at 21:43 #

    Vale lembrar que quando as tropas de ssalto argentinas desembarcaram na Ilha para atacar a guarnição britânica, esses já tinham deixado suas posições originais e já os esperavam. Na verdade foram os argentinos que foram pegos de surpresa.

  26. daltonl 7 de março de 2012 at 10:08 #

    Muito se falou dos submarinos britanicos em 1982, mas o único submarino argentino, ao menos o unico capaz, também causou preocupação e se não teve exito, foi devido a torpedos falhos e/ou inexperiencia da tripulação.

    Partindo do principio, especulativo, que os argentinos tentem no futuro distante, conquistar as ilhas, o farão, estando bem mais fortes do que hoje e certamente terão um numero maior de submarinos também,

    Há uma discussão séria ocorrendo no Reino Unido hoje, se eles não deveriam abandonar o plano de substituir na proxima década os 4 SSBNs, o que consumirá mais de 20 bilhoes de libras.

    A dissuasão nuclear ficaria por conta dos EUA, até porque já existe
    uma clausula onde os EUA responderão com armas atomicas se algum pais da OTAN for atacado por elas e os misseis continuarão sendo americanos, o Trident II com ogivas britanicas.

    Livres deste ônus, os britanicos poderiam voltar a ter forças convencionais muito maiores, e triplicar as defesas das Falklands, pois
    há um consenso de que uma vez perdidas a retomada seria muito dificil…partindo-se da idéia de que os argentinos serão mais fortes no futuro e mesmo tendo ajuda externa.

    Com 20 bilhoes de libras, o numero de SSNs poderia voltar ao patamar de 1982, ou seja, 12 unidades e os 2 CVFs, poderiam ser incorporados mantendo um sempre em serviço e o outro em manutenção com uma ala aérea de pelo menos 24 F-35s, além de E-2D e helicopteros e um numero maior de combatentes de superficie e auxiliares.

    Mas, não acredito que britanicos e franceses abandonem sua capacidade de dissuasão nuclear, há uma questão de prestigio em jogo,
    mas que seria interessante para britanicos e também franceses, que terão em breve que se preocupar com a substituição de seus proprios SSBNs, seria sem dúvida.

  27. Mauricio R. 8 de março de 2012 at 23:08 #

    Os britânicos, meio que se preparando p/ algo:

    (http://www.flightglobal.com/blogs/the-dewline/2012/03/uk-still-in-the-carrier-club–.html)

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