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Boeing entrega primeiro P-8A de produção à Marinha dos EUA

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A Boeing informou nesta terça-feira, 6 de março, que entregou oficialmente o primeiro P-8A Poseidon de produção à Marinha dos EUA (USN). A entrega foi realizada em 4 de março em Seattle. Trata-se da primeira de 13 aeronaves de guerra antissubmarino, antissuperfície, inteligência, vigilância e reconhecimento que a empresa deverá entregar como parte do contrato de baixa cadência inicial de produção ( low-rate initial production – LRIP) concedido em 2011.

Segundo o Almirante Paul Grsklags, que está à frente dos programas de guerra antissubmarino, assalto e missões especiais da USN, “a frota da marinha está mais do que pronta para receber o P-8A, que vai proporcionar a seus usuários e operadores um degrau acima em capacidades de missões. Agradeço à Boeing e à toda a equipa pelo esforço e grande parceria até hoje”.

Após a entrega em Seattle, pilotos da USN voaram o  P-8A LRIP1-1 para a Estação Aeronaval de Jacksonville, na Flórida, onde será utilizado para treinamento de tripulantes. A USN planeja adquirir 117 P-8A para substituir sua frota de P-3. A capacidade de operação inicial (IOC) está programada para 2013.

Segundo a Boeing, a equipe responsável pelo Poseidon está empregando um processo inovador de produção industrial, baseado no sistema produtivo do Boeing 737 de nova geração. Todas as modificações inerentes ao P-8A são feitas em sequência, durante a fabricação e a montagem. O P-8A é um derivado do 737-800 de nova geração, e o grupo de empresas responsável pelo Poseidon, liderado pela Boeing, inclui CFM International, Northrop Grumman, Raytheon, Spirit AeroSystems, BAE Systems e GE Aviation.

Juntamente com as aeronaves de produção, também foram construídos e estão sendo testados seis aviões para testes de voo e dois para testes de solo. Os voos de teste estão sendo realizados na Estação Aeronaval de Patuxent River, em Maryland, e já somaram 1.500 horas de voo.

FONTE / FOTO: Boeing

7 COMMENTS

  1. Renato Oliveira;

    Da maneira como você fala, passa-se a impressão do P-3 ser algo tão antigo e ineficiente quando não é. Com todo o respeito, você leu a revista Forças de Defesa n 2? Se leu, percebeu a importância memorável do P-3 para qualquer FFAA devido à sua vasta gama de sensores e capacidade ASuW, entre outras.

    O ideal, obviamente, era que estivéssemos comprando os P-8, disso não há dúvida. Mas o P-3 dá e dará ainda um bom caldo. Não tínhamos nada parecido com o P-3 aqui no Brasil desde sua chegada, e, portanto, ele foi um enorme salto tecnológico para nossas FAs.

    Penso que não há motivo para nos compararmos com a maior e mais poderosa força aérea do mundo quando mal temos 100 caças (F-5 e F-2000) e eles… bem, dispensam comentários. É óbvio que a FAB está defesada tecnologicamente em relação à USAF, à OTAN e à outros países com grandes poderios militares, como China ou Rússia. Por isso, penso que até que tenhamos um Força Aérea realmente capaz, basta a comparação com as forças latino-americanas. Claro, isto é uma triste verdade, mas ainda verdade. Este é o Brasil “putênfia”…

  2. Ah, esqueci de mencionar, os nossos P-3 são todos modernizados, o que os torna ainda mais capazes, mesmo sendo da versão A (Alpha ou alfa).

    Onde se lê: “Não tínhamos nada parecido com o P-3 aqui no Brasil desde sua chegada, e, portanto, ele foi um enorme salto tecnológico para nossas FAs.”

    Lê-se: “Não tínhamos nada parecido com o P-3 aqui no Brasil desde os P-95 Bandeirulha (muito limitados em suas funções comparando-se ao P-3), e, portanto, ele foi um enorme salto tecnológico para nossas FAs.

  3. Daglian:

    Me desculpe, mais você forçou “um pouco” quando colocou alí “mal temos 100 caças”.

    Hoje o que dá para contar são 35 caças F-5 modernizados. o Resto… bom, o resto é o resto.

    E nada contra os P-3, também modernizados. Mas sejamos sinceros, a aeronave foi projetada na década de cinquenta, entrou em operação como P-3 na década de 60 – aliás, esses adquiridos são do primeiro lotes de P-3. Blá, blá, blá, as aeronaves tinham poucas horas de vôo, foram modernizados com equipamentos novos, etc e tal. Mas continuam sendo aeronaves velhas. E o pessoal começa a desativar: os americanos, os japonses, etc e tal. Vão sobrar por ai, voando, o pessoal do terceiro mundo.

  4. Não esqueça dos P-99. Tá certo, tem perna curta.

    Mas fico aqui pensando se não daria para ter feito um E-190MP, podendo começar a oferecer para outros países com preço bem mais em conta que os P-8.

    Fica minha esperança em um MP-390.

  5. Marcos,

    Com certeza, dei uma exagerada no número, mas foi para cima de propósito no intuito de mostrar que mesmo que fossem 100, seria um número ínfimo frente à USAF entre outras.

    Mas concordo plenamente com o fato dos P-3 serem aviões de projeto antigo, mas ainda assim, como disse, são bastante capazes. Mas eu, pelo menos, dou “graças a deus” que temos o P-3. Antes ele do que nada, não é?

  6. E os EUA não estão desativando totalmente os P3, estão sendo designados para outros tipos de missão pois como as modernizações que vinham recebendo ainda são muito eficientes e ainda tem um bom tempo para operar e recentemente se não me engano, Austrália e Coréia receberam também exemplares modernizados e irão operá-los por um bom tempo ainda.

    O importante é aperfeiçoar a doutrina e desde já trabalhar com seu sucesso. Quem sabe o EMB 390 ?!?!?!?

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