quarta-feira, dezembro 1, 2021

Saab Naval

Avisos Hidroceanográficos Fluviais (AvHoFlu) ‘Rio Solimões’ e ‘Rio Negro’

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

No dia 13 de março, às 16h, em cerimônia presidida pelo Diretor-Geral do Material da Marinha, nas dependências do Estaleiro INACE – Indústria Naval do Ceará, em Fortaleza, ocorrerá o Batimento das Quilhas dos Avisos Hidroceanográficos Fluviais (AvHoFlu) “RIO SOLIMÕES” e “RIO NEGRO”, contratados pela Diretoria de Engenharia Naval àquele Estaleiro.

Os Avisos são os dois últimos de uma Classe de quatro navios a serem construídos a partir do Relatório de Estudo de Exeqüibilidade realizado pelo Centro de Projetos de Navios, que originou a Especificação de Aquisição, de acordo com os requisitos técnicos de projeto e de desempenho elaborados pela Diretoria de Engenharia Naval que possuem as seguintes características:

 Comprimento Total  24,5m
 Comprimento Entre Perpendiculares  24,0m
 Boca Moldada  6,5m
 Pontal  2,6m
 Deslocamento Leve  95,4t
 Deslocamento Carregado  140,0t
 Calado Leve  0,91m
 Calado Carregado  1,23m
 Velocidade Máxima  10 nós
 Tripulação:  02 Oficiais, 04 SO/SG e 08 CB/MN
 Principais Compartimentos (relacionados com a atividade fim):  Laboratório Seco (20m2); e
Paiol de Material Hidrográfico.

 

Os navios desta Classe recebem nomes de importantes rios brasileiros. O rio Negro, por exemplo, é o principal afluente do Amazonas. Banha três países da América do Sul e percorre cerca de 1.700km. Já o rio Solimões começa no Peru, estendendo-se por 1.700km até chegar a Manaus, onde encontra o Rio Negro e recebe o nome de Amazonas. A confluência do Negro e do Solimões é avaliada como o maior encontro das águas do mundo, por conta do volume e da vazão – força e grandeza que podem ser vistas por mais de 10 quilômetros de distância, desde o ponto onde as águas se encontram até a diluição total entre as duas.

Os AvHoFlu destinam-se à execução dos Levantamentos Hidroceanográficos em águas interiores na Bacia Amazônica, sob a responsabilidade da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), com a finalidade da atualização contínua da cartografia náutica das principais hidrovias na região, sendo de fundamental importância o conhecimento preciso e atualizado do canal de navegação dos rios amazônicos, o que possibilitará melhoria na segurança da navegação.

A INACE venceu a licitação para a construção do lote de quatro Avisos-Hidroceanográficos, já tendo sido batidas as quilhas do “RIO TOCANTINS” e “RIO XINGU”, ao qual se integram os AvHoFlu “RIO SOLIMÕES” e “RIO NEGRO”, comprometendo-se, com isso, a incrementar sua capacitação tecnológica na construção de navios militares e de pesquisa, gerando empregos e contribuindo para o fortalecimento da indústria naval.

Os quatro AvHoFlu serão entregues até novembro de 2012, e sua construção está inserida no Projeto Cartografia da Amazônia, subprojeto Cartografia Náutica, realizado em parceria com o Exército, a Aeronáutica e o Serviço Geológico do Brasil, e coordenado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia – CENSIPAM, subordinado ao Ministério da Defesa e responsável pelo repasse dos recursos financeiros.

Os órgãos da mídia interessados em cobrir o evento poderão se credenciar junto à Diretoria-Geral do Material da Marinha, enviando os dados da equipe para os telefones (21) 2104-6630 / (21) 9828-1358 ou e-mail, para luciana.barbosa@dgmm.mar.mil.br.

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Ozawa

Quando ? Quando ? Quando ? Quando ? Quando ? Quando ? Eu vou ler nesse blog sobre o(s) batimento(s) de quilha(s) de navios de verdade… navios de marinha de guerra ! E não embarcações distritais de guarda costeira…

fragatamendes

Caros amigos, nao sei se alguem percebeu, mas o nome RIO NEGRO é o nome de um AVISO DE TRANSPORTE DE PESSOAL da BASE NAVAL DO RIO DE JANEIRO.Abraços do MENDES.

José da Silva

Bem lembrado xará. Mais uma vez vamos ter duas embarcações em serviço ao mesmo tempo e com o mesmo nome. O caso mais recente foi o CT Pará – D 27 com o NAux Pará – U 15. Na Marinha Imperial também acontecia isso, o que ajuda a causar certa confusão quando você deseja saber mais sobre algum navio, mas, naquela época poderia ser até justificável já que os navios eram muitas incorporados (apresados ou comprados de particulares) a Armada sob a responsabilidade dos governos das províncias. Casos assim, nos dias de hoje, ajudam a bagunçar (já não chega a… Read more »

fragatamendes

Valeu XARÁ, tu és daqueles que entedem,nao daqueles que só sabem meter o P.Abraços do MENDES.

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