Após o desembarque de fuzileiros navais argentinos na ilha Georgia do Sul no dia 23 de março de 1982 para proteger os funcionários de Davidoff, a junta militar argentina mobilizou as Forças Armadas para a “Operação Rosário”. Para a retomada das ilhas Malvinas, a Marinha Argentina organizou a Força Tarefa Anfíbia 40 (FT 40). Esta organização naval dividia-se da seguinte maneira:

Grupo Tarefa 40.1 – Força de Desembarque

Grupo Tarefa 40.2. – Grupo de Transporte

  • ARA San Antonio (NDCC)
  • ARA Almirante Irízar (quebra-gelos)
  • ARA Isla de los Estado (apoio logístico)

Grupo Tarefa 40.3. – Grupo de Escolta

  • ARA Hércules (contratorpedeiro Tipo 42
  • ARA Santísima Trinidad (contratorpedeiro Tipo 42)
  • ARA Drummond (corveta A69)
  • ARA Granville (corveta A69)

Grupo Tarefa 40.4. – Grupo de Ações Especiais

  • ARA Santa Fe (submarino Guppy)

Além da FT 40, também foi formada a FT 20, cujo propósito era dar cobertura à Força Tarefa Anfíbia. A FT 20 estava organizada da seguinte maneira:

  • ARA 25 de Mayo (3 S2E Tracker, 3A-4Q Skyhawk, 3 Alouette e um SH-3D Sea King)

Grupo de Escolta

  • ARA Comodoro Py (contratorpedeiro)
  • ARA ipólito Bouchard (contratorpedeiro)
  • ARA Piedrabuena (contratorpedeiro)
  • ARA Punta Médanos (navio-tanque)

O Reino Unido não assistia os movimentos argentinos de braços cruzados. Além do envio para a Geórgia do Sul do HMS Endurance com 22 Reais Fuzileiros Navais a bordo, o Governo britânico tomou a decisão de enviar submarinos nucleares de ataque (SSN) para o Atlântico Sul. Esta decisão seria fundamental para as ações bélicas que se seguiram.

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Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

40 Responses to “Malvinas 30 anos – Mobilização da Armada Argentina” Subscribe

  1. daltonl 28 de março de 2012 at 23:43 #

    “O ARA 25 de Mayo dando cobertura com helicópteros?”

    Sim Murilo, este complemento aéreo inicial foi muito util nos desembarques iniciais quando a oposição britanica era constituida por menos de 100 homens incluindo alguns kelpers, habitantes locais.

    Mais tarde, um nr maior de A-4s foram embarcados para lidar com a frota
    britanica que estava a caminho, mas como se sabe, não puderam ser lançados via catapulta e foram empregados a partir do continente.

    abs

  2. Observador 29 de março de 2012 at 14:43 #

    E o ARA General Belgrano? Inicialmente não fazia parte da mobilização?

    Convenhamos, comparar a Armada Argentina à época com a MB era covardia.

    Bem que o Poder Naval poderia fazer uma comparação do poderio das duas marinhas (Argentina e Brasil) na época da Guerra das Malvinas.

  3. giordani1974 29 de março de 2012 at 14:57 #

    Observador,

    Numa repostagem da VEJA, da época, após o conflito, um texto afirma que foi um choque ao oficialato tupiniquim na ver a real capacidade de combate das FA´s argentinas e um general proferiu uma frase que considero emblemático: “Somente o parque industrial paulista poderia reverter uma guerra contra a argentina…”

    Pinochet e seus oficiais também tinham um plano de evacuação, pois eles davam como certa a queda da capital. Em suma, os argies estavam muito bem “parapetados” em termos de material. Faltou saber o que fazer com eles.
    E fico imaginando, se o tal “vento” que não apareceu, houvesse ele sido liberado por Alísio…o que teria acontecido? O que?

  4. Galante 29 de março de 2012 at 16:28 #

    Prezado Observador;

    O ARA General Belgrano não foi empregado na Operação Rosário. O cruzador só iria ao mar no dia 26 de abril de 1982, como parte da Força Tarefa 79, para patrulhar o sul das Falklands, mais precisamente as águas rasas do Banco Burdwood.

    Vamos publicar post sobre essa parte da história, quando chegar a data.

    Abs

  5. Daglian 29 de março de 2012 at 17:34 #

    A Armada Argentina tinha um poder de fogo considerável. Acredito que com mais exocets a frota britânica teria de correr.

    Agora um off-topic:

    “Fragata “Independência” suspende para participar de dois exercícios com a Marinha norte-americana”

    http://www.mar.mil.br/nomaronline/noticias/29032012/01.html

  6. daltonl 29 de março de 2012 at 20:19 #

    “Convenhamos, comparar a Armada Argentina à época com a MB era covardia.”

    Tomei a liberdade de fazer uma comparação de forças entre as marinhas brasileira e argentina em 1982.

    Brasil

    1 NAe leve antisubmarino
    6 fragatas modernas de procedencia britanica
    2 contratopedeiros classe Gearing da II Guerra
    5 contratorpedeiros classe Allen M Sumner da II Guerra
    3 contratorpedeiros classe Fletcher da II Guerra
    3 submarinos modernos classe Oberon
    5 submarinos antigos Guppy de procedencia americana

    Argentina

    1 NAe leve com capacidade de operar até 12 aeronaves A-4
    1 Cruzador de procedencia americana da II Guerra + 42 anos
    2 contratorpedeiros modernos de procedencia britanica
    1 contratorpedeiro classe Gearing da II Guerra c/ exocets
    3 contratorpedeiros classe Allen M Sumner da II Guerra c/exocets
    2 submarinos modernos classe 209-1200
    2 submarinos antigos Guppy de procedencia americana

    Apenas 1 dos submarinos modernos encontrava-se disponivel para combate,e dos 2 Guppys apenas 1 tinha limitadas condições de navegar, justamente o que foi posto fora de combate pelos britanicos.

    O Brasil possuia maior capacidade anfibia e um maior nr de fuzileiros navais também.

  7. GUPPY 29 de março de 2012 at 22:56 #

    Caro Dalton,

    Muito boa comparação. Agora, já que você informa que a Armada argentina tinha um contratorpedeiro Classe Gearing da II Guerra c/exocets, não seria bom informar que dos nossos cinco contratorpedeiros Classe Allen M. Sumner, tinha um (Mato Grosso – D34) que possuia um lançador de exocet ? Ou estou enganado?

    Abraços

  8. Galante 29 de março de 2012 at 23:12 #

    Guppy, nenhum dos nossos CTs possuia Exocet. Na verdade o Mato Grosso (D-34) tinha um lançador de Seacat.

    Abs

  9. GUPPY 29 de março de 2012 at 23:13 #

    Caro Dalton, peço desculpas pela confusão que acabei de fazer. Lembrei: o Mato Grosso – D34 tinha um lançador de mísseis Sea Cat e não de Exocet.

    Abraços

  10. GUPPY 29 de março de 2012 at 23:27 #

    Ok, Galante. Digitamos ao mesmo tempo só que você foi mais rápido. Estou num iPad e este me deixa muito lento para digitar.

    Abraços

  11. GUPPY 29 de março de 2012 at 23:56 #

    O ARA Santa Fe (quarta foto de cima para baixo) é o ex-Catfish SS-339 da Classe Balao que foi elevado ao padrão GUPPY II. Os nossos Guanabara S-10, Goiás S15 e Amazonas S-16 foram da mesma Classe Balao, sendo que o Guanabara S-10 foi um GUPPY II e os dois últimos GUPPY III. Já os outros GUPPYs que operamos (Rio Grande do Sul S-11, Bahia S-12, Rio de Janeiro S-13 e Ceará S-14) eram da Classe Tench. Esta classe teve início com o Tench SS-417 mas após a construção do Corsair SS-435, todos os demais Tench foram também conhecidos como Classe Corsair. E é o caso dos quatro GUPPYs que citei entre parêntesis.

  12. daltonl 30 de março de 2012 at 10:35 #

    Nelson…

    o NAe 25 de mayo por exemplo, estava a par com a pratica americana dos anos 60 de empregar aeronaves de asa fixa e rotativa ASW e um pequeno complemento de jatos de ataque em seus NAes antisubmarinos.

    Combater submarinos era e continua sendo uma prioridade em todas as marinhas.

    Todas as Niterois possuiam a capacidade lançar exocets, se as 4 A/S
    não as possuiam na epoca era mais por falta de verbas mesmo!

    Raul…

    os Guppies, mesmo os nossos já estavam ultrapassados e devido à idade nem podiam submergir muito profundamente.

    Os britanicos enviaram 5 SSNs e 1 SSK e teriam feito um estrago muito maior se a armada tivesse insistido em deixar o porto.

    Não podemos “culpar” os argentinos por não possuirem forças armadas maiores e melhores, pois como agora, faltavam recursos.

    Como a propria US Navy reconhece…”não se vai à guerra com o que se quer mas com o que se tem”.

    abraços

  13. Ivan 30 de março de 2012 at 10:44 #

    Dalton,

    Pela ordem de batalha da época, acredito que a Marinha do Brasil estava melhor preparada para ASW que a Marinha da Argentina, tendo em vista as novas (para 1982) fragatas Classe Niterói.

    Ao menos teoricamente as duas fragatas nacionais armadas com mísseis ASW Ikara poderiam engajar submarinos com possibilidade de sucesso.

    Os argentinos aparentemente estavam mais voltados a guerra ASuW com cobertura AAW mais consistente.

    Sds,
    Ivan, um infante metido em assuntos de marujos.

  14. daltonl 30 de março de 2012 at 11:19 #

    Ivan…

    na verdade 4 das Niterois estavam equipadas com o Ikara.

    Os argentinos possuiam sim um nr maior de exocets em seus navios, mesmo nos 2 T-42s ao contrario dos similares britanicos, encontrou-se
    espaço para exocets…se…havia o suficiente para equipar todos os navios é outra estória.

    Os argentinos alguns anos antes quase foram a guerra contra o Chile, portanto natural que tentassem encontrar cada espaço possivel em seus navios e dota-los de misseis antinavios.

    Nós aqui, tinhamos a capacidade de dotar todas as 6 Niterois e mesmo nossos velhos contratorpedeiros com exocets, mas não havia necessidade, não tanta quanto a dos argentinos…:)

    grande abraço,

  15. Observador 30 de março de 2012 at 12:04 #

    Senhores,

    Aparentemente a Armada Argentina era um gigante com pés de barro.

    Vejamos:

    – a maioria de seus navios era constituída de veteranos da Segunda Guerra, era obsoleta e estava a caminho do descomissionamento;

    – a capacidade anti-submarino era pequena, mesmo se comparada a da MB;

    – a força de submarinos era pequena, pouco efetiva e totalmente desproporcional à força de superfície.

    O ARA General Belgrano era o melhor exemplo: embora imponente, era lento, sem capacidade anti-submarina, pouca capacidade anti-aérea, e seus canhões, embora poderosos, não se comparavam em alcance aos mísseis antinavios ingleses (Sea Skua, Penguin).

    A verdade é que os argentinos levaram um imenso carro alegórico para a guerra, o que custou uma grande perda de vidas humanas e a retirada da Armada do combate direto, restando apenas os A-4 da Armada para auxiliar na tarefa inglória da defesa das ilhas.

  16. GUPPY 30 de março de 2012 at 12:46 #

    A pergunta que não quer calar: Se o confronto em 1982, ou um pouco antes, fosse com o Brasil, a Marinha brasileira estava em condições de enfrentar a Armada argentina em condições de vencê-la ? Lembremos que as condições financeiras do Brasil eram péssimas. Outra coisa que estive pensando: qual a provável atuação da Força de Minagem e Varredura comos seus classe Aratu relativamente novos ? Sei que a nossa Força de Submarinos era bem maior.

  17. Galante 30 de março de 2012 at 13:35 #

    É bom lembrar que o preparo militar da Argentina foi durante muito tempo focado nas operações de contra-insurgência e num possível conflito com o Chile.

    Não havia preparo para uma guerra contra a Inglaterra. A junta militar argentina não acreditava que os ingleses iriam reagir militarmente à invasão das Malvinas.

    Quando a frota britânica desceu, foi uma surpresa para os argentinos, que tiveram que lidar com a situação inesperada.

    A própria Fuerza Aerea Argentina não tinha treinamento nem equipamento para voar sobre o mar e a Marinha Argentinha estava em fase de reequipamento, inclusive com material de origem britânica (destróieres Type 42, helicópteros Lynx etc).

    Mesmo assim, não foi um passeio para os ingleses e as forças argentinas causaram severas perdas à Royal Navy, tendo inclusive, possibilidade de causar danos nos navios aeródromo, o que impediria a retomada das ilhas pelos britânicos.

  18. Galante 30 de março de 2012 at 13:47 #

    Por sua vez, a Marinha do Brasil estava focada estrategicamente para uma futura Batalha do Atlântico, que seria contra submarinos russos, em caso de uma confrontação entre EUA e URSS.

    Essa estratégia se materializou na aquisição do NAeL Minas Gerais e no emprego de aviões antissubmarino S-2 Tracker e helicópteros ASW, no recebimento de mais de uma dezena de destróieres americanos da Segunda Guerra, mas modernizados para a guerra ASW e finalmente, com a aquisição na década de 70 das fragatas classe Niterói, que eram em sua maioria ASW, com mísseis Ikara e helicóptero Lynx embarcado.

    Com o fim da Guerra Fria, a Esquadra aos poucos foi abandonando a doutrina eminentemente ASW, passando a se preparar também para o emprego geral e guerra de superfície.

  19. shipbuildingbr 30 de março de 2012 at 16:30 #

    Dalton vc esqueceu das três A-69 na sua lista. As duas sul africanas e a que veio direto para eles.

    Essa terceira, acho eu (de cabeça) era a unica na época que ja estava com o Breda 40mm duplo. as duas primeiras estavam com Bofors 40mm sinsgelos se nao me engano.

    Esses navios eram incriveis, muito bonitinhos. Eu, MO, Paulo Osso, Galante, o irmão do Galante (Mauricio) e outros amigos e colegas do tempo de moleques visitamos as três e o ARA Santissima Trinidad. Pena que o Salta tenha ficado fechado.

  20. giordani1974 30 de março de 2012 at 16:52 #

    Rapaz, vou te contar…quando tu achas que não vai aprender mais nada vem essa turma e te mostra que apesar de toda a tua vivência, tu não sabe é nada! Por favor, continuem.

  21. daltonl 30 de março de 2012 at 18:16 #

    É verdade Zé…

    deveria ter incluido sim, pelo grande poder de fogo embutido em um casco relativamente pequeno,(1170 tons) mas na hora pensei apenas nos “grandes combatentes de superficie” e deixei de lado também as nossas 9 corvetas “Imperial Marinheiro” (1020 tons) que obviamente
    não se comparam às A-69s.

    abraços

  22. daltonl 30 de março de 2012 at 19:23 #

    Oooooopppssssss…

    em 1982 ainda tinhamos todas as 10 Imperial Marinheiro, a Ipiranga V-17
    afundou em 1983 e não 1981 como pensei…

  23. GUPPY 30 de março de 2012 at 21:41 #

    E hoje? Qual a marinha mais forte, mais preparada? Que Deus nos livre de uma guerra, mas caso as marinhas da Argentina e do Brasil tivessem que se enfrentar, qual apresenta maiores condições desair vitoriosa?

  24. celsoavb_adv 30 de março de 2012 at 23:12 #

    Apimentando a discussão…

    Em 1982 existia uma força naval rival aos nossos hermanos de tamanho e capacidade bem considerável, senão vejamos:

    Submarino Hyatt – Classe Oberon
    Submarino O’Brien – Classe Oberon
    Fragata Almirante Lynch – Classe Leander
    Fragata Condell – Classe Leander
    Destroier Blanco Encalada – Classe Fletcher
    Destroier Cochrane – Classe Fletcher
    Destroier Ministro Zenteno – Classe Allen M. Summer
    Destroier Ministro Portales – Classe Allen M. Summer
    Destroier Almirante Riveros – Classe Almirante
    Destroier Almirante Williams – Classe Almirante
    Cruzador O’Higgins – Classe Brooklyn
    Cruzador Capitan Prat – Classe Brooklyn
    Cruzador Almirante Latorre – Classe Göta Lejon

    Existiam ainda 4 destroieres de escolta da Classe Buckley, bem mais lentos que os demais destroieres, e que foram desativados em 1984/5, não encontrando muito sobre eles e por isso não quis mencioná-los aqui.

    Não seria essa força naval também mais poderosa que a Argentina?

  25. daltonl 31 de março de 2012 at 9:41 #

    Celso…

    a presença de 3 velhos cruzadores na lista talvez passe uma falsa imagem de poderio.

    Na verdade o Capitan Prat já havia sido retirado e o nome já estava reservado para um novo navio, destroyer da classe County, recem adquirido, então foi apressadamente recomissionado com o nome de “Chacabuco” durante a guerra das Falklands e definitivamente retirado no ano seguinte

    Apenas os 2 cts “Almirantes” e as duas fragatas “leander” estavam armados com exocets. Os “Fletchers” estavam fazendo apenas numero,
    pois os 2 Allen M Sumners haviam sido adquiridos justamente para substitui-los.

    Os 4 “Buckleys” foram convertidos em “APDs”, navios de transporte rapido para fuzileiros navais.

    abraços

  26. GUPPY 31 de março de 2012 at 10:30 #

    Sempre achei o seguinte: Em caso de confronto entre as marinhas da Argentina e do Chile, ambos os países tem condições de bloquear o Estreito de Magalhães, cada um no seu Oceano, e evitar uma grande batalha naval. Com poucos submarinos, minas, baterias de terra (hoje mísseis) e algum apoio aéreo, dificilmente uma unidade argentina alcançaria o Pacífico ou uma chilena o Atlântico. Acredito que a real preocupação naval dos chilenos seja a marinha peruana.

    Abs

  27. GUPPY 31 de março de 2012 at 10:58 #

    Rodrgo Tavares,

    É possível que a força de submarinos brasileira fizesse a diferença a nosso favor. No entanto, levando em conta as diferenças doutrinárias de ambas as marinhas, como bem esclareceu o Galante, seria uma guerra aeronaval imprevisível, notadamente quando constatamos os danos que os argentinos infringiram aos britânicos, muito melhor equipados que a Marinha brasileira. Acho que quem tivesse a melhor estratégia, dosada de ousadia, que pudesse surpreeder o inimigo, venceria. Talvez o envolvimento da(s) Forças Aéreas numa batalha arquitetada fosse decisiva. Acho que a MB teria que atrair a Armada argentina para fora do alcance dos aviões da FAA mais ainda assim tinha que neutralizar o 25 de Mayo para que os Super Entandard não pudessem atacar as unidades brasileiras com os seus Exocets. O problema é que sabemos tudo isso hoje. Na época, como saber a melhor tática sem conhecer a verdadeira capacidade dos argentinos.

    Abraços

  28. Galante 31 de março de 2012 at 12:41 #

    Pois é Guppy, os chilenos sempre se prepararam para combater dois inimigos, Peru e Argentina.

  29. GUPPY 31 de março de 2012 at 12:52 #

    Exato, Galante. Sem contar que em caso de guerra entre o Chile e o Peru, é praticamente certo o apoio da Bolívia. Se fosse nos dias atuais com o Chaves aí…

    Abraços

  30. celsoavb_adv 31 de março de 2012 at 19:47 #

    Daltonl…

    Com toda certeza os três velhos cruzadores seriam mais uma “força pra desfile” naval do que qualquer outra coisa, obrigado pelas informações quanto aos DEs chilenos.

    Mas além dos Almirante e Leander, os Allen M. Summer tb estavam equipados com os MM-38 Exocet, salvo engano lançadores retirados dos Almirante, deixando cada um com dois lançadores não? Embora não tenha certeza que já os tinham em maio de 1982…

    Para os foristas fica uma dica do EXCELENTE site da Marinha do Chile, que fala sobre as unidades históricas daquela marinha:
    http://www.armada.cl/prontus_armada/site/edic/base/port/tradicion_historia.html

    Abraços

  31. daltonl 1 de abril de 2012 at 12:54 #

    Celso…

    vc está correto…os Sumners chilenos receberam 2 lançadores de exocet
    cada um, portanto, grato pela informação e pelo link acima, muito intessante pelo pouco que consegui ler até o momento!

    abraços

  32. GUPPY 1 de abril de 2012 at 20:40 #

    Dalton,

    A Armada argentina possuia um “Gearing” e dois “Allen M Sumner” podendo lançar mísseis Exocet. E os dois contratorpedeiros modernos de procedência britânica também? Se sim, eram cinco escoltas dotadas desse temível míssil em 1982, sem contar os Super Entendart operando no 25 de Mayo. Agora vem essa informação de que, além de outros, os “Allen M Sumner” chilenos também estavam “Exocetados”. E nós, somente as “Niterói”? Tô achando que a nossa saudosa Força de Contratorpedeiros era uma piada. Será se era a tal doutrina anti-submarina seguida pela MB que deixava nossos navios inferiorizados em relação a alguns equivalentes das Armadas argentina e chilena?

    Abraços

  33. daltonl 2 de abril de 2012 at 12:11 #

    Guppy…

    os 2 T-42s argentinos receberam 4 lançadores exocet acima do hangar
    mais o Gearing e 3 Sumners, totalizava 6 combatentes de superficie armados com este missil.

    Nossa marinha também poderia embarcar exocets em nossos cts e todas as 6 Niterois também poderiam recebe-los, rapidamente se necessário mas independente de sermos mais especializados na guerra A/S, não tinhamos os mesmos motivos que argentinos e chilenos possuiam para “empilhar” armas em seus navios.

    Também deixavam mais a desejar na capacidade anfibia…ou seja, não tinham uma marinha bem “balanceada”.

    Agora veja que apesar de “exocetados” a presença de uns poucos submarinos britanicos fez com que a esquadra argentina permanecesse no porto, pois justamente os argentinos estavam menos preparados do que nós para enfrenta-los.

    O NAe 25 de Mayo estava em péssimas condições e os argentinos nunca puderam tirar o máximo dele com os Super Etandard…estes continuaram a operar principalmente de bases terrestres, já que o NAe passou a enfeitar cada vez mais a base de Puerto Belgrano.

    abraços

    .

  34. giordani1974 2 de abril de 2012 at 13:31 #

    Fora do Tópico(mas nem tanto): Acabei de assisitir na globo news um documentário sobre traumas pós guerras, pois bem, a Inglaterra perdeu 250 soldados em combate. Mais de 300 cometeram suícidio após o conflito. Caraca…

  35. GUPPY 2 de abril de 2012 at 20:10 #

    Ok Dalton. Obrigado pelos esclarecimentos. Agora, lembrei que uma vez estive visitando o Marcílio Dias – D25 e vi uns tubos instalados no convés, mais ou menos a meia nau, e eu perguntei ao meu colega (que servia no navio) o que eram aqueles tubos e ele respondeu que os americanos, quando passaram o navio para os brasileiros não ensinaram nada a respeito daquilo e, portanto, estavam ali mas não eram utilizados pela MB. Provavelmente eram lançadores de algum tipo de torpedo que não eram operados pela MB. Desculpe o meio off-topic mas é que só agora lembrei disto.

    Abraços

  36. daltonl 2 de abril de 2012 at 21:59 #

    Guppy…

    vc deve estar referindo-se ao lançador octuplo do “ASROC” antisubmarine rocket, ou foguete antisubmarino que transportava um torpedo que era largado próximo ao alvo.

    O que sei e seria bom se o pessoal do blog confirmasse é que os lançadores ASROC dos D-25 e D-26 não estavam operacionais e
    a MB nem mesmo adquiriu munição para os mesmos…então, não havia muito o que os americanos pudessem nos ensinar.

    abraços

  37. Galante 2 de abril de 2012 at 22:27 #

    Sim Dalton, os lançadores de ASROC dos D25 e D26 não estavam operacionais. Os americanos inutilizaram os lançadores quando transferiram os navios.

  38. GUPPY 3 de abril de 2012 at 15:24 #

    Ok, Dalton e Galante.

    Abraços aos dois

  39. shipbuildingbr 3 de abril de 2012 at 19:08 #

    Pô Galante, conta a parte “RESERVADA” da historia :-)

    O paiol era usado como “puxadinho”, servindo de alojamento para alguns “extras” mais modernos do navio…..

    Esses navios (D 25 e 26 e tantos outros) eram como uma segunda casa para nós: MO, Galante, Paulo Osso, eu e a turma.

  40. GUPPY 3 de abril de 2012 at 19:57 #

    Opa, tô curioso. Vocês devem ter alguma história interessante pra contar. Se o Galante contar eu aproveito e conta umas também. Até piadas “de marinha” como esta: Numa viagem ao exterior, um oficial viu dois marinheiros num barzinho, sentados a mesa, cada um comendo um sandwich e duas cervejas. O oficial, sabendo que eles não arranhavam nada de inglês e, curioso, aproximou-se e perguntou: como é que vocês fazem para o garçom trazer o que vocês estão comendo? Um deles respondeu: Fácil chefe. É só o senhor falar bem rápido para o garçom: Não me negues Tobias! E ele traz sandwich de presunto e duas cervejas.
    (Não me negues Tobias = Ham and eggs two beers)

    Outra:
    Um CB-EL (Cabo Eletricista) foi a terra, lá nos States, comprar uma chave liga/desliga para substituir uma do navio que havia se danificado e quando voltou o tenente perguntou como ele pediu a peça quando na loja e o Cabo respondeu: É só o senhor pedir Onofre que ele traz uma peça desta.
    (Onofre = On/Off)

    Abraços

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