Aproveitando as novas fotos da FREMM francesa, publicamos novamente as fotos da fragata FREMM italiana Carlo Bergamini para comparação.

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

9 Responses to “Fragata ‘Carlo Bergamini’, primeira FREMM italiana” Subscribe

  1. luizblower 9 de junho de 2012 at 23:36 #

    Acho as duas FREMM tão diferentes. O canhão da italiana é maior ou é impressão?

  2. daltonl 10 de junho de 2012 at 11:49 #

    O canhão da italiana é um de 127 mm enquanto o canhão da francesa é um de 76 mm, italiano, pelo que sei o tradicional canhão de 100 mm frances que equipa entre outros as “La Fayettes” não está mais em produção na França.

  3. Nautilus 10 de junho de 2012 at 13:49 #

    Além de mais bem armadas (em relação a armamento de tubo) não há como negar: as FREEM italianas são muito mais bonitas do que as francesas!

  4. Blind Man's Bluff 11 de junho de 2012 at 13:40 #

    A principal diferença entre as duas esta justamente nas suas funções finais. A italiana é uma verdadeira multitarefa, isto é, escolta AAW, ASW, C3, Ataque a terra e claro, ASM. Porém isto também significa que dado a pequena capacidade de carga relativa ao seu tamanho e a diversidade de todas da melhor maneira.

    Os franceses optaram por construir dois tipos de FREMM, um focado em AAW e o outro multimissao.

    Para tanto as principais diferenças são o coração da plataforma, ou seja, seus radares e sistemas de combate integrados: Os franceses com o radar Herakles enquanto que os italianos optaram pelo EMPAR, o mesmo desenvolvido em conjunto com os ingleses durante os tempos da fragata Horizon, e que, por sua fraca performance, fez com que os ingleses abandonassem o projeto conjunto em prol das Type-45.

  5. Blind Man's Bluff 11 de junho de 2012 at 13:46 #

    Correção:
    também significa que dado a pequena capacidade de carga relativa ao seu tamanho e a diversidade de funções, pode não desempenhar todas da melhor maneira.

  6. GUPPY 11 de junho de 2012 at 17:55 #

    Belezas a parte, qual das duas (francesa ou italiana) melhor atende as necessidades da MB?

  7. Blind Man's Bluff 11 de junho de 2012 at 18:39 #

    O Brasil queria a italiana, deve ter seus motivos e provavelmente estão certos quanto a isso, mas na minha opinião de leigo, optaria pelas francesas, 4 AAW e 2 Multi-missão. É dificil obter-se informações precisas e publicas com relação as perfomances dos radares EMPAR vs Herakles, são muito parecidos, mesmo porquê, o Herakles foi a continuação francesa do desenvolvimento do EMPAR e existem muitos rumores que indicam que o Herakles da FREMM AAW é uma versão ainda mais capaz que as instaladas nos FREMM multimissão.

    Ao mesmo tempo, as FREMM possuem dois grandes problemas. O primeiro é a quantidade de misseis ASTER embarcados. 32 misseis (um mix de ASTER 15 e 30) nas FREMM AAW, contra 48 nas Type-45 e 42 nas Horizon. 32 Misseis é uma quantidade pequena, ainda mais se o missel é o ASTER 15, a versão de curto alcance. Garante uma boa proteção pontual, porém é um pouco fraco para escoltar e defender o Sao Paulo num cenário contra um adversário um pouco preparado.

    Um exemplo do que é um navio de guerra focado em AAW são os 96 misseis que um DDG-51 pode levar embarcados!

    O outro problema é que as FREMM tem apenas 1 radar multimissão, rotativo. Isto é, Ao mesmo tempo, ele deve buscar, rastrear e guiar armas, limitado às atualizações realizadas cada vez que o radar completa um giro. Imaginem um cenario onde o grupo de tarefas centrado no Sao Paulo esta sendo atacado por salvos de misseis vindo de multiplos eixos de ameaças. Cada FREMM deve com a mesma energia gerada pelas suas turbinas, buscar, rastrear e guiar os Aster 15 até seus alvos, muitas vezes num periodo de reação que vai de alguns minutos até poucos segundos.

    Um Horizon por exemplo, possui 2 radares, um S1850M de busca e outro, EMPAR, para rastrear e atacar, o que garante muito mais flexibilidade, tolerancia e precisão. Em outras palavras, são necessarios salvos muito maiores para sobrecarregar essa defesa.

    Uma outra questão que eu deixo aqui. É de conhecimento geral que a grande arma moderna contra navios, são aviões, principalmente os embarcados. Lembrem-se que em 1982 os A-4 argentinos ja eram antiguidades, será que num conflito moderno, contra um adversário como o enfretado pelos argentinos nas Malvinas, a MB não faria a mesma coisa, isto é, evitaria ao maximo a chamada batalha decisiva, como os argentinos o fizeram? Faço essa pergunta pois o melhor que levamos embarcados sao A-4s. Será que ao mesmo tempo que estamos buscando novos escoltas, deveriamos buscar novos caças modernos?
    Senão, usaremos nossas novas fragatas modernas, para proteger nosso São Paulo, dentro do Porto de Santos?

  8. daltonl 11 de junho de 2012 at 21:34 #

    Há condições de aumentar o nr de silos de 32 para 48 nas FREMM,
    ainda metade da capacidade de um Burke, não levando em conta que 4 ESSMs podem ser acondicionados em unico silo, mas os Burkes são muito maiores e mais caros.

    Estes navios de 6000 toneladas totalmente carregados, serão um grande avanço comparados aos nossos combatentes de superficie de
    cerca de 4000 toneladas.

    Mas, pelo andar da carruagem, quando 4 das novas fragatas estiverem
    plenamente operacionais, o NAeSP estará prestes a dar baixa,levando em conta que a primeira fragata tenha sua construção iniciada em 2013,
    com total capacidade operacional para 2019 e o NAeSP de baixa em
    2025 já incluido periodo de inativação por conta de manutenção entre 2019 e 2025, ou seja, haverá pouco tempo de “convivio”.

    Seria interessante também que a MB decida o quanto antes qual será
    o NAe que substituirá o NAeSP e a partir daí quais serão as aeronaves que irão operar a partir dele.

  9. Blind Man's Bluff 11 de junho de 2012 at 22:12 #

    É isso daltonl, é uma pena mesmo. Falando nisso, o que vocês acham do SSN brasileiro? Vcs acham que vale o investimento?

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