Baixa do NDD ‘Rio de Janeiro’

Ontem, dia 15 de junho, o Navio de Desembarque Doca (NDD) Rio de Janeiro passou por mostra de desarmamento depois de quase 22 anos de serviço na Marinha do Brasil. O Rio de Janeiro era um dos navios mais antigos da esquadra, sendo lançado ao mar em 1956 como USS Alamo.

Em 21 de novembro de 1990 o navio foi transferido por empréstimo de cinco anos (com opção de compra) à MB e passou a se chamar Rio de Janeiro.

Da mesma classe do Rio de Janeiro, a MB também opera o NDD Ceará, cujo 56º aniversário do seu lançamento ao mar ocorreu na terça-feira passada.

FONTE: Navios de Gerra Brasileiros

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Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

14 Responses to “Baixa do NDD ‘Rio de Janeiro’” Subscribe

  1. fragatamendes 16 de junho de 2012 at 14:53 #

    Que o REI NETUNO, vele pelo merecido descanço deste BRAVO GUERREIRO.Abraços do MENDES.

  2. Guilherme Poggio 16 de junho de 2012 at 15:45 #

    Poderiam testar um ADCAP nele.

  3. Mauricio R. 16 de junho de 2012 at 16:15 #

    Eu tinha umas idéias um tanto românticas a respeito desses NDD, de uma maneira bem básica poderíamos replicar-lhes o layout, trocando a propulsão a vapor por diesel-elétrica e adicionando o convoo corrido.
    Uma outra idéia seria substituí-los, tanto o “RJ” como o “Ceará”, por 2 dos classe “Tarawa” recém desativados pela US Navy.
    O que c/ certeza incomodará aos adeptos das tranqueiras francesas, pois p/ esses, navios americanos usados são caros de manter, mto caros de reformar, tdo é difícil, só tem defeitos.
    Enquanto que os designs franceses atuais, comparados c/ esses mesmos navios americanos usados, são capengas em diversas capacidades.
    Desde que acompanhados de um punhado de Harrriers AV-8B+, seriam uma maneira de prover a substituição tanto dos NDD, como do NAe “São Paulo” e tb nos livrarmos da duvidosa e dispendiosa restauração do acervo de museu aeronaval, ora a cargo da Embraer.

  4. Ricardo Cascaldi 16 de junho de 2012 at 16:45 #

    E uma compra de Harriers seria tão cara quanto restaurar os A-4.
    Treinar o pessoal novamente, mudar a logística, mudar a estrutura além do AV-8B ser um caça caro de natureza e hoje sobrando poucos operadores reais.

    Sobre o Tarawa, não é porque é americano, eu apoiaria, mas acho que não vale a pena, comprar um navio rodado e ainda gastar muito mais modernizando.
    Uma compra de um classe San Antonio acredito que seria muito interessante.
    Mas isso fica no quesito sonho, assim como todo o resto.

  5. Mauricio R. 16 de junho de 2012 at 17:01 #

    O Harrier americano ainda se encontra em serviço ativo e em qntidade, portanto não dependeriam de restauro, qnto aos A-4 Skyhawk; foram desativados a mais de 30 anos atrás e substituídos pelos Harrier.

  6. daltonl 17 de junho de 2012 at 11:29 #

    De fato ainda existem 2 LHAs que foram descomissionados, o USS Tarawa que encontra-se em Pearl Harbour com 36 anos, oficialmente, bem mantido para poder ser reativado em pouco tempo se necessário e o USS Nassau com 32 anos, hoje no Texas e que também poderia ser reativado mas não tão rapidamente.

    O problema com esta classe é que para durar outros 20 anos em serviço em outra marinha precisariam passar por uma grande e cara manutenção, sem falar que exigem mais do que o dobro de tripulantes
    do que o NDD Rio de Janeiro…isto se, fossem oferecidos à venda, o mais provavel é que terão o mesmo destino dos outros dois, SINKEX
    no caso do LHA-3 e SCRAP no caso do LHA-2.

    Os NDDs Rio de Janeiro e Ceará, estes tinham cerca de 33 anos quando vieram ao Brasil, mas foram transferidos na mesma data em que foram descomissionados da US Navy,ou seja, não passaram muitos anos na reserva.

  7. Mauricio R. 17 de junho de 2012 at 17:35 #

    Não falei…

    Navio americano usado = inúmeros problemas insolúveis, incontornáveis, impossíveis de serem solucionados, tdo mto caro de se fazer.

    Bom mesmo é navio francês, caro e capenga, ou então pagar p/ restaurar aeronaves dignas de museu, na Embraer.

    Infelizmente na minha conta há um erro, pois contava c/ o ex-LHA-2 “USS Saipan”, mas este não está mais disponível, foi vendido p/ o desmanche.
    Assim além do recém desativado (31/03/2011) ex-LHA-4 “USS Nassau”, teríamos que aguardar a passagem p/ a reserva do LHA-5 “USS Peleliu”.
    Qnto ao ex-LHA-1 “USS Tarawa”, nem de graça, visto a US Navy haver condizido certos experimentos de resistência de casco, então este aqui dependendo dos danos incorridos, só serviria como fonte de peças de reposição.
    Qnto as necessidades de tripulação, os LHA’s citados são navios bem mais complexos e capazes que os simples os NDD’s, ora em serviço ou em vias de desativação.
    A desativação de ambos os NDD’s mais a desativação desse porta-aviões, que a cada vez que larga o cais da BNRJ, algo explode e mata alguém, mas no qual a MB insiste teimosamente em gastar sua pouca dotação orçametária reparando-o, forneceriam a mão de obra necessária a sua operação.
    Faltaria somente a colaboração dos americanos, oferecendo-nos ambos os navios, a um precinho camarada.

  8. daltonl 17 de junho de 2012 at 19:10 #

    “Nem tanto ao mar nem tanto à terra” !

    Os indianos parecem felizes com o ex USS Trenton e os paquistaneses
    com a ex USS McInerney, apesar de que eram navios compativeis com a realidade de ambos os paises e também ocorreu uma “hot transfer”.

    O que vc está sugerindo agora, depois de saber sobre o ex USS Saipan
    é que ofereçamos uma proposta aos EUA de nos vender em 2015, o
    USS Peleliu, quando o mesmo deverá ser descomissionado com 35 anos de serviço e também adquirir o USS Nassau que encontra-se na reserva, mas não na categoria “B” e cuja condição material apenas deteriorará ainda mais até lá.

    Adquir AV8-B Harriers…6 para cada um, mais aeronaves para treinamento e reposição, estabelecer uma nova cadeia logistica, um programa de treinamento para pilotos e mecanicos, etc…mas será que temos condições de embarcar 30 aeronaves nestes “monstrengos” que deslocam 40.000 toneladas quando totalmente carregados…e se não temos, porque adquiri-los então ?

    Estes navios possuem tripulações de cerca de 900 tripulantes, são caros de manter e precisariam passar por uma reforma para que se aguentassem por mais 20 anos pois até onde sei, nenhum destes navios passou por um “SLEP – Service Life Extension Program”.

    Melhor saida seria aguardar o descomissionamento precoce dos USSs
    Whidbey Island e Tortuga em 2014…desde que…eles sejam ofertados
    através do FMS-Foreign Military Sales algum tempo depois.

  9. Ivan 17 de junho de 2012 at 21:01 #

    Dalton,

    Acredito que será muito difícil a US Navy se desfazer de um par de LSDs ‘seminovos’ classe Whidbey Island sem ter que enfrentar um tremenda crise interna. Há inclusive grandes debates sobre o número ideal de navios anfíbios e os Marines estão sempre insatisfeiros.

    Com a saída da Otan do Afeganistão, que acredito tenha levado o fuzileiro nava americano a lutar no lugar errado, permita que o US Marine Corps volte a focar na sua principal área de atuação, o llitoral.
    Para isso precisa de navios anfíbios, mesmo que de conceito operacional antigo.

    Mas gostaria muito de ver o Whidbey Island e o Tortuga na MB, em que pese, se for para vir apenas um par, prefiro a classe Harpers Ferry que tem uma doca menor mas leva mais carga. Mas é impossível.

    Abç,

  10. Ivan 17 de junho de 2012 at 21:31 #

    Tenho lido que a Marina Militare Italiana andou estudando a substituíção dos 2 (dois) LPDs classe San Giorgio por um par de novos LHDs.

    Apesar de pequenos, com apenas 133,3 metros e deslocamento entre 7.000 e 8.000 toneladas, o San Giorgio e San Marco poderiam ser interessantes para a MB, particularmente diante da sua capacidade de operar 4 (quatro) helicópteros simultaneamente. O fato de sua propulsão ser com 2 (dois) motores diesel deve facilitar a manuntenção.

    Mas há aquele problema com a Itália em torno do Cesare Battisti.

    Abç,

  11. juarezmartinez 17 de junho de 2012 at 21:41 #

    Ivan! Parece que as coisas não vão nada bem na Marina Militare:

    http://www.infodefensa.com/?noticia=la-armada-italiana-se-plantea-reducir-hasta-un-tercio-de-su-flota-por-la-crisis
    e como nós apregoamos aquin o Sul:

    “Cavalo dado não se olha os dentes”

    Grande abraço

  12. Ivan 17 de junho de 2012 at 22:07 #

    Juarez,

    Notícia interessante.

    Acredito que seria interessante repecurtir como ‘clipping’ no Naval ou mesmo no Forte.

    Abç, I

  13. juarezmartinez 17 de junho de 2012 at 22:44 #

    E a Espanha parece que vai pelo mesmo caminho….teremos farta e variada oferta de “usados” no mercado.

    Grande abraço

  14. daltonl 18 de junho de 2012 at 11:02 #

    Ivan…

    também acho dificil que os 2 LSDs acabem por aqui, mas os citei como exemplo de que nem todo navio americano é adequado para nós…
    os LSDs seriam, mas não um LHA velho de quase 40.000 toneladas.

    Houve um tempo em que os Marines sonharam com 38 navios, mas agora terão que se conformar com cerca de 32, já incluido aí a retirada já anunciada dos 2 LSDs que citei em 2014.

    Se evidentemente, eles forem ofertados, ao invés de passarem um longo tempo na reserva e/ou serem canibalizados teriam a mesma idade ou até menos do que quando os NDDs Ceará e Rio de Janeiro aqui chegaram portanto pelo menos outros 15 anos de serviço na MB.

    Os nossos NDDs farão falta também como navios de reabastecimento
    já que exercem esta função também, ou seja, são navios polivalentes,
    flexiveis e dentro do nosso apertado orçamento.

    abraços

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