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Disparo furtivo

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Ontem o HMS Visby disparou um míssil anti-navio RBS-15 durante um teste.  O link abaixo mostra o vídeo do disparo: http://fmv.se/sv/Nyheter-och-press/Nyheter-fran-FMV/test/

Infelizmente não encontramos o vídeo no Youtube.  O que pode ser notado no vídeo é a pequena assinatura visual do míssil, com os booster criando muito pouca fumaça. Por outro lado, o míssil sobe muito, podendo denunciar o local do disparo por um radar bem além do horizonte. São pequenos detalhes que tem que estar no requerimento de um míssil anti-navio. Em um vídeo recente sobre o disparo de um Exocet por uma corveta Inhaúma, foi possível notar que o míssil logo desce após o disparo.

3 COMMENTS

  1. É realmente bem reduzida a emissão de fumaça dos boosters do RBS-15.
    Quanto a subir muito, creio eu que seja um defeito dos mísseis aspirados lançados por booster.
    O Exocet, por ser de combustível sólido, não tem que dar “partida” no seu motor e por isso seu lançamento é mais “plano”.
    Mudando de pato pra ganso, o vídeo é bem interessante. Mostra o lançamento de um míssil e passando navios à frente da trajetória do mesmo.
    Esses suecos são loucos. Deve ser as suecas.

  2. Bosco,

    Me assustei igual. Não era mais fácil dar o tiro pro outro lado? (da direita). Por outro lado os navios ajudam quem está assistindo o vídeo porque gera um referencial no mar.

    E sim, sobe muito! Daí fazem uma Visby, um míssil sem fumaça e o mesmo vai lá e entrega a posição subindo dessa forma?

    Será que pra versão Mk4 tem como melhorar isso ou só vão mexer nos sensores e na “forma de comunicação”?

  3. Corsário,
    Dado o grande alcance desse míssil (200 km +) não creio que seja tão relevante a indiscrição do lançamento.
    Geralmente se o míssil turbo tem 200 km de alcance, ele é usado contra alvos a no máximo uns 150 km, ficando os outros 50 km para manobras, possibilidade de reataque, abordagem vindo de direção diversa, etc.
    No caso do RBS-15 MkIII é dito que tem 200 a 250 km de alcance. Se esse for o alcance “real”, podemos concluir que ele tem algo em torno de 300 km de alcance máximo (em linha reta).
    De qualquer forma, seja 150 ou 250 km de alcance real, é pouco provável a detecção do lançamento via radar, tanto pelo horizonte radar, quanto pela distância x RCS do míssil.
    Claro, já contra ameaças (alvos) mais próximos a coisa vai se complicando e a possibilidade do alerta antecipado começa a ficar maior.
    Já o Mk IV vai ser mesmo um míssil cruise para ataque terrestre (LACM) com capacidade secundária de ataque antinavio, assim como parece ser o Tomahawk Block IV, e não duvido nada que ele seja lançado verticalmente, o que para todos os efeitos, piora o quadro em relação à possibilidade de detecção do lançamento.

    Um abraço.

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