Os ataques de pirataria marítima registaram uma queda de 54% no primeiro semestre do ano.  De acordo com Agência Marítima Internacional – organização encarregada de acompanhar a segurança nos mares – de janeiro a junho deste ano foram registrados 177 ataques de piratas enquanto que no mesmo período em 2011 havia ocorrido 266 ataques.

De acordo com a Agência, a queda se deve ao decréscimo da pirataria na Somália para um total de 69 ataques registados até junho, comparados aos 163 ocorridos nos primeiros seis meses de 2011, graças às patrulhas internacionais e aumento da vigilância por navios.

Os dados divulgados hoje indicam que 20 navios foram efetivamente sequestrados em todo o mundo entre janeiro e junho e 334 membros das tripulações foram feitos reféns.

Porém, a queda da pirataria na Somália foi compensada com um aumento dos ataques no Golfo da Guiné, onde 32 casos foram registados, mais 25 do que no primeiro semestre do ano passado.

FONTE: Voz da Rússia e Diário de Notícias (Portugal)

Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

7 Responses to “Pirataria cai 54% segundo Agência Marítima Internacional” Subscribe

  1. wallace 16 de julho de 2012 at 19:16 #

    Não é difícil encontrar vídeos no youtube de marinheiros russos treinando tiro ao alvo, em piratas somalis… Isso deve explicar um pedaço da redução da pirataria…

  2. Ozawa 16 de julho de 2012 at 19:31 #

    O GLOBO – 16/07/2012
    Navio dos EUA ataca embarcação pesqueira dos Emirados Árabes

    WASHINGTON – Um navio que transportava mantimentos da Marinha americana atacou nesta segunda-feira um barco de pesqueiro dos Emirados Árabes Unidos, nas águas do Golfo Pérsico, num indício da tensão que envolve a área. Segundo nota divulgada pela agência estatal dos EAU, a embarcação de pequeno porte estava sendo guiada por quatro indianos. Um deles foi morto e outros três estão feridos em estado grave. Ainda não está claro o motivo de a embarcação ter ignorado os alertas do USNS Rappahannock, que atirou após o barco ter se aproximado demais do perímetro de segurança do navio.

    De acordo com fontes do Pentágono, a embarcação pesqueira ignorou os alertas emitidos pelos americanos. O barco parecia se dirigir ao porto de Dubai, mas se aproximou em demasia do navio. Os militares tentaram avisar os passageiros da outra embarcação por rádio, quando estavam a apenas um quilômetro de distância. Ao ver que o barco ignorava os alertas, o navio americano deu um tiro de advertência. Como não houve resposta ao aviso, os militares abriram fogo. A Marinha americana argumenta que agiu sob os procedimentos de segurança.

    “De acordo com os procedimentos de segurança da Marinha dos EUA, os oficiais do USNS Rappahannock realizaram uma série de alertas não letais para avisar a embarcação antes de recorrer ao uso da força”, disse em comunicado o porta-voz da Marinha americana, Greg Raelson. “A tripulação tentou repetidas vezes advertir a embarcação que se aproximava. Quando seus esforços para deter o barco falharam, a equipe de segurança disparou rajadas de metralhadoras calibre 50”, afirmou Raelson.

    Tarek al-Hedan, um porta-voz do ministério do Exterior dos Emirados Árabes, disse que o incidente será investigado pelas autoridades do país. A Marinha dos EUA também reforçou que abriu um inquérito que irá apurar o acontecido. O barco atacado tinha cerca de nove metros, três motores de popa e não apresentava sinais de armamentos, segundo fontes do “Washington Post”.

    Tais características são comuns em barcos pesqueiros da região, mas também se assemelham com as embarcações da Guarda Revolucionária do Irã. Em 2008, o então presidente dos EUA, George W. Bush, acusou Teerã de realizar um “ato provocativo” depois que cinco barcos iranianos se aproximaram do navio de guerra USS Hopper Destroyer e navegaram fazendo barulho.

    Tensões no Golfo Pérsico

    As tensões na região estão altas desde que o Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do transporte por águas do comércio de petróleo no mundo, em resposta às sanções ao seu programa nuclear.

    Os EUA reforçaram a presença militar no local, enviando mais navios e caças F-22 e F-15C a duas bases do Golfo Pérsico. Eles podem ser usados em ações de defesa como também em ataques na costa ou a regiões no interior do Irã, segundo os americanos.

    A Marinha dos EUA também reforçou o engajamento no projeto “Ponce” de construção de infraestrutura de transporte e estaleiros. Quando finalizado, o “Ponce” será a primeira estação flutuante do Pentágono para operações militares e assistência humanitária no local.

  3. Observador 17 de julho de 2012 at 1:30 #

    Senhores (e senhora, já que temos uma editora a bordo),

    Gostaria muito de acreditar que as coisas fossem tão simples assim.

    Gostaria muito de acreditar que as marinhas que patrulham a região estão forçando o fim da pirataria e que os piratas estão abandonando a vida criminosa ou simplesmente morrendo.

    Para mim, na verdade o que está acontecendo é a migração dos piratas para outros ramos de atividade menos arriscados e mais lucrativos, como o contrabando, tráfico de drogas, armas e/ou escravos.

    A bandidagem é a mesma em todo lugar. Se adapta rapidamente e está sempre atrás de novos “nichos de mercado”.

    Exemplo: sabem qual é o motor dos conflitos na Etiópia, Somália e outros países do “Chifre da África”?

    É o Khat. O Khat é uma planta, cujas folhas contém uma poderosa droga estimulante. É a moeda vigente na Somália, que estimula a violência e financia os senhores da guerra locais. Enquanto houver Khat, haverá guerra.

    Só não sei neste caso se os traficantes (com o dinheiro do Khat) viraram piratas ou se os piratas (com o dinheiro dos saques) virarão traficantes, transportando o Khat dali para regiões mais ricas.

    Só o tempo dirá para onde caminha a tragédia africana.

  4. MO 17 de julho de 2012 at 13:02 #

    tavendo o que da divulgação pra quem manja lhufas, vc quer dizwer exercicio de tiro em embarcações capturadas né .. meio diferente

  5. wallace 17 de julho de 2012 at 13:41 #

    Sim, exercicio de tiro em embarcações capturadas e cheias de piratas… É só gastar uns 2 minutos fazendo uma pesquisa na net, os vídeos estão todos disponíveis…

  6. wallace 17 de julho de 2012 at 13:45 #

    Como o vídeo nesse tópico (desculpe pelos 2 posts…)

    http://www.naval.com.br/blog/2011/12/22/a-maneira-russa-de-lidar-com-piratas-somalis/#axzz1hIPZSZr3

  7. wallace 17 de julho de 2012 at 13:45 #

    Como o vídeo nesse tópico (desculpe pelos 2 posts…)

    http://www.naval.com.br/blog/2011/12/22/a-maneira-russa-de-lidar-com-piratas-somalis/#axzz1hIPZSZr3

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