Transferindo sistemas de mísseis antiaéreos de um navio para o outro

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A informação divulgada pelo Poder Naval de que as futuras corvetas classe “Barroso” poderão receber os lançadores de mísseis Seawolf das fragatas classe “Greenhalgh” (Type 22) trouxe à lembrança uma experiência similar do passado recente da MB.

No início da década de 1960, quando o Brasil adquiriu o Navio-Aeródromo Ligeiro Minas Gerais (A11), a Marinha do Brasil planejou adquirir 3 lançadores de mísseis antiaéreos Seacat para equipar seu primeiro porta-aviões durante a modernização na Holanda.

Mas a compra de 3 lançadores acabou ficando cara e então decidiu-se comprar apenas um sistema e instalar num contratorpedeiro da classe M, o Mariz e Barros, que, em 1966, acabou sendo o primeiro navio de guerra brasileiro equipado com mísseis.

Em 1972, no mesmo ano em que o Mariz e Barros foi desativado, a Marinha do Brasil incorporou o contratorpedeiro Mato Grosso (ex-USS Compton) , da classe “Allen M. Sumner” FRAM I. O sistema Seacat removido do Mariz e Barros foi então transferido para o Mato Grosso, como pode ser visto nas fotos abaixo.

Com a experiência bem-sucedida do Seacat, a MB acabou selecionando o sistema para equipar as 6 fragatas classe “Niterói” que começaram a ser construídas em 1972.

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2 Comentários
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wwolf22

um sistema de misseis AA corresponde a quantos % do preco final da embarcacao ???
7% ?? 15% ??

Ozawa

Essa classe ‘Allen M. Sumner’ é fantástica ! Linda demais em qualquer ângulo !