Enfim o ‘Amazonas’

Ícaro Luiz Gomes


Hoje, 19/09, o Navio Patrulha Oceânico Amazonas chegou finalmente em Águas Jurisdicionais Brasileiras. A reportagem do Poder Naval se fez presente desde as primeiras horas da manhã, aguardando no píer da Base Naval de Natal a chegada do navio. Com a presença de diversos comandantes de Organizações Militares da Marinha, o NaPaOc Amazonas chegou a Natal debaixo de chuva.

Às 6:05hrs, horário local, o NaPaOc Amazonas atracou no píer da BNN. Por sua dimensões e por ser um novo meio, o navio demandou um faina cautelosa, mas sem nenhum percalço. Após a atracação, os comandantes presentes foram recebidos a bordo e se encaminharam à Praças D’Armas, onde houve uma completa apresentação do navio  e da viagem realizada pelo mesmo até a chegada no Brasil.

A apresentação destacou as capacidades superlativas do meio no cumprimento da atividade de Patrulha Naval e em ações de Ajuda Humanitária. Após essa apresentação, foi realizado um pequeno tour pelo navio, onde foram apresentados os principais compartimentos e alguns sistemas. Fotos do interior do navio não foram autorizadas, mas o apurado demonstra o estado-da-arte em termos de OPV.

Terminado o tour, a tripulação iniciou os preparos para as avaliações que ocorrerão nos próximos dias e continuarão até que o mesmo seja incorporado a algum Distrito Naval.

As impressões de Poder Naval são as mais positivas, assim como os dos comandantes presentes. Ainda que algumas críticas ocorram por alguns em relação a ser um meio “sub-armado”, as missões de Patrulha Naval no Atlântico Sul não demandam um meio dotado de mísseis superfície-superfície e mísseis superfície-ar, principalmente, em tempos de paz. A terminologia mais utilizada durante a visita para definir o NaPaOc Amazonas foi “ESTADO-DA-ARTE”.

AGRADECIMENTO: Destacamos mais uma vez a colaboração da Assessoria de Imprensa do 3º Distrito Naval, na pessoa do Capitão-de-Fragata Cleber Ribeiro, a atenção dispensada pelo Comandante do NaPaOc Amazonas, Capitão-de-Corveta Giovani Correa e toda sua tripulação. Desejamos bons ventos e mares de almirante!

Tags: , ,

Estudante de Psicologia, colaborador em Natal-RN do Forças de Defesa.

61 Responses to “Enfim o ‘Amazonas’” Subscribe

  1. MO 19 de setembro de 2012 at 14:34 #

    Zé, repareções reparadas = viu as .50 … gostei !!!!!!!!, viu quem está em xtmas = o Lagoa Paranaense

    quanto ao texto sobre ser sub armado = deveria acrescentar “NA OTICA DA SAPIENCIA NAVALIS” (alias este papo enche o saco, ja esta tudo um saco e aturar essas eh f…a)

  2. MO 19 de setembro de 2012 at 14:35 #

    tks Jok !!!

  3. juarezmartinez 19 de setembro de 2012 at 14:46 #

    MO! Faica fly, deixa !us intendido” falar….o patrulheiro, para a nossa “bolinha” est´[a muito acima do esperado, e navio de patrão, reparou o tipo de reparo aonde montaram a .50???

    Muito bom….
    Agora se fosse um com quadrados retângulos com arrumações frescas e bixônicas aí iam gostar…..

  4. fragatamendes 19 de setembro de 2012 at 14:55 #

    Caros amigos na opinião deste leigo admirador o que interessa na verdade que ele já está aqui e sem dúvida outros viram além dos dois que estão sendo aprontados , quanto ao armamento ele poderá ser mudado dependendo das necessidades futuras.Me parece que estas fotos foram tiradas pelo ÍCARO estou certo? Abraços do MENDES.

  5. Augusto 19 de setembro de 2012 at 15:01 #

    A dúvida que surgiu em outros tópicos a respeito dos armamentos ficou adstrita à questão da padronização com o que a Marinha usa. Não tinha ouvido falar que alguém disse que o Amazonas seria sub-armado, até porque trata-se de patrulha. Aguardemos para saber qual será a impressão da Marinha sobre os armamentos da NaPaOc e o grau de satisfação, depois de cotejar com o que se usa em outros meios.

  6. Joker 19 de setembro de 2012 at 15:07 #

    Mendes isso mesmo, minhas!

    Outras informações aguardem e confiem, prestem atenção nos reparos de 20mm…

  7. MO 19 de setembro de 2012 at 15:15 #

    é juarez, realmente a questão vai alem de se entender o conceito operacional de uma NPa (seja Pa, PaFlu ou PaOc), e tbm não generalizar o termo em relação a região geografica e principalmente o valor da embarcação no conceito de forças navais da nação que o emprega, geralmente tudo gira em Ah eu sou mais do aviaozinhum and/ou afins quiça Eu acho que sou disto ou daquilo com muita pouca noção de naval/maritimo and/ou coisas que molham afins e ate mesmo de aviaozinhuns and/ou afins

    exemplo vc le duvidas pertinentes como a do Augusto, mas vc ve tbm muita coisa que gera mais duvidas que informações ou situações que completam o assunto

    powtis (@ Vader) quanta bos….a falei, to ficando velho demais pra isso

  8. fragatamendes 19 de setembro de 2012 at 15:41 #

    Caríssimo ÍCARO, em outros posts li que ele era armado com um 30mm e 2 de 25mm, será que substituiram os de 25 por 20mm.Além destas fotos tu tirou fotos do resto das unidades que estavam na BASE ? Abraços do MENDES.

  9. phacsantos 19 de setembro de 2012 at 15:56 #

    Boa tarde a todos!

    Uma dúvida: a MB comprou o projeto, correto? Mas há alguma previsão de quantas/quando serão construídas no Brasil mais unidades desse NaPaOc e quem as construiria?

  10. Mauricio R. 19 de setembro de 2012 at 16:23 #

    A MB poderia deixar p/ depois, lá pelo o 1º PGM deste navio no Brasil, p/ se decidir pela troca ou não do armamento.
    O que interessa é que o navio finalmente está no Brasil e deve ser o mais rapidamente possível, colocado a disposição do setor operativo e ir pro mar!!!

  11. Fernando "Nunão" De Martini 19 de setembro de 2012 at 16:36 #

    “Outras informações aguardem e confiem, prestem atenção nos reparos de 20mm…”

    Pois é, Joker, reparei que esse reparo tem câmeras acopladas, e as características gerais indicam que pode ser operado remotamente, pelo jeito. Gostei!

    Aliás, o reparo das metralhadoras de 20mm é bem parecido com o de vante, onde está instalada a de 30mm.

  12. danra2 19 de setembro de 2012 at 18:02 #

    Se é eficiente, o futuro dirá, mas com certeza é bonito! Pena que não deu pra comprar alguns iguais ao ”Khareef” como compra de oportunidade . . . Kkkkkkkkk

  13. Augusto 19 de setembro de 2012 at 18:38 #

    O site da BAE Systems diz que é 25mm:

    “Its automated 30 mm small calibre gun system can engage fast inshore attack craft armed with short-range missiles, rockets, rocket-propelled grenades, machine guns or explosives, while 25 mm guns mounted port and stardboard provide secondary armament to the vessel.”

    Alguém por dentro dos detalhes?

  14. shipbuildingbr 19 de setembro de 2012 at 22:13 #

    MO os testudos ex-Lagoas e os Estelares da WS estao sendo remotorizados e estao aparecento pelos portos do N e NE assim como aquelas turma parecida com o “Sabre” do Mestre Max.

    Gostei do troco ao fundo das fotos.rs

  15. shipbuildingbr 19 de setembro de 2012 at 22:18 #

    Quanto a onde ficar ao meu ver essas tres unidades ficariam em lugar adequado se fosse no 4º, 3º e 5º DN onde seria muito util a sua autonomia maior e porte para patrulha em altura em areas onde por exemplo (4º e 5 DN) a patrulha de pesca é mais delicada e os BPs vivem desrespitando as regras da nosso divisa com os visinhos do norte e do sul, bastando acompanhar como as proprias marinhas do Uruguai e da Argentina vivem dando corrida em BPs oceanicos avacalhando na pesca iligal em suas aguas.

    A vigiliancia tem de ser lá e cá e nesse caso é mais contra gente de fora do que os cá contra lá e os lá contra cá.

  16. GUPPY 20 de setembro de 2012 at 9:27 #

    Estou aguardando ampla reportagem da chegada desse navio ao Rio de Janeiro e, principalmente, de uma pertinente visita do PN, com fotos, impressões, opiniões, etc. Aguardo tudo aqui no PN. Pelo que já li e pelo vídeo da chegada a Natal-RN, acho que quem perdeu foi Trinidad-Tobago.

    Agora, um momento de descontração: vejam a “onça” que ficou o regente da banda que estava tocando durante a manobra de atracação do P120 no cais da Base Naval de Natal.

    Abs

  17. aldoghisolfi 20 de setembro de 2012 at 9:40 #

    MO está certo; não acho que as dúvidas sejam questão de idade, que quem pensa duvida. E sempre! E assim deve ser.

    phacsantos: concordo contigo, aliás era este o núcleo do comentário que ia fazer. PERGUNTO: NÓS MESMOS NÃO PODEMOS PROJETAR E CONSTRUIR UM VETOR DESSES, QUIÇÁ MELHOR?

  18. Joker 20 de setembro de 2012 at 11:38 #

    Tenho outras fotos dos meios da BNN, mas eles estavam passando por manutenção, então as fotos dos mesmo vão gerar criticas por alguns…

    Sobre o vídeo, foi feito nas pressas e nem foi editado, então ele contém imperfeições, até porque minha praia é escrever mesmo…

    Sobre a Onça do NaPaOc Amazonas, na verdade a bandeira de faina da criança leva um Tigre e pelo o que sondei é uma das melhores na MB…

    Agora sobre os canhões 20/25mm eu pisei na bola, MINHA CULPA, postei 20mm sem querer…

  19. MO 20 de setembro de 2012 at 11:50 #

    ow Guppy a visita em Xtmas do Jok foi visita PN, muito boa diga-se de passagem, mas entendi o que vc quis dizer …. rssss

  20. Edgar 20 de setembro de 2012 at 12:34 #

    Pessoal, pergunta de leigo: Vocês saberiam informar o porquê desta sujeira na âncora? Parece-se muito com algum tipo de óleo ou graxa, uma vez que imagino que não seria ferrugem numa embarcação tão nova, certo?

    Valeu.

  21. Mauricio R. 20 de setembro de 2012 at 13:18 #

    “NÓS MESMOS NÃO PODEMOS PROJETAR E CONSTRUIR UM VETOR DESSES, QUIÇÁ MELHOR?”

    Desculpem me intrometer, mas já me intrometendo…
    Penso nisso desde qndo a MB foi obrigada, por razões de péssimo acabamento e controle de qualidade pior ainda, a construir 4 classe Grajaú, lá na Alemanha.
    Então salvo Peenewerft, o estaleiro alemão, esteja disponível e os alemães topem em vende-lo, nomes como Mauá ou Inace ainda assombrarão a construção naval militar brasileira por um bom tempo.
    Mas me parece que a MB, não está nem aí.

  22. MO 20 de setembro de 2012 at 14:04 #

    vc se refere ao “escorrido”, abaixo do ferro ? se for é corrosão natural da agua salgada que vem do convés, + um pouco da raspagem em cada recolhida do ferro pos fundeios = isso eh normal em qqr navio observe outros caso para comparação

  23. phacsantos 20 de setembro de 2012 at 14:07 #

    Maurício R.

    Por “coincidência” o referido estaleiro está com problemas financeiros:
    http://www.pus-werften-gmbh.de/Public_Relations/Public_Infos/P_und_S_WERFTEN_file_for_insolvency_proceedings_seeking_debtors_self_administration_

    Seria interessante, na visão de um LEIGO que sou, uma parceria com algum estaleiro “mais especializado” que os nossos afim de nos capacitar na construção de navios mais complexos.

    Até

  24. shipbuildingbr 20 de setembro de 2012 at 14:40 #

    Edgar provavelmente é ferrugem mesmo, voce pode notar pequenas manchas em outras partes do casco.

    Ferrugem nos cascos aparecem na “véspera” da pintura. O pessoal tem que bater ferrinho e pintar toda hora o que não é possivel quando o navio esta em um ciclo longo de operações.

    Por isso fico doente quanto o pessoal associa ferrugem a antiguidade do navio, quando na realidade, deveria ser associado, na maioria das vezes a operacionalidade. É uma cicatriz, uma marca de guerra…

    abços

  25. fragatamendes 20 de setembro de 2012 at 17:22 #

    Prezado ÍCARO, tu poderias postar as fotos das outras unidades que estavam na base no seu FLICKR, se possível em alta resolução para podermos ver os detalhes eu como colecionador estou sempre a procura de novas fotos, mesmo que seja de uma simples lancha de transporte e não me importo de as unidades estão em reparos ou não quem gosta de meter o pau são os ABUTRES DE PLANTÃO.Quanto a troca do calibre dos canhões só acontece com quem trabalha e o vídeo ficou uma maravilha.Um abração do MENDES.

  26. GUPPY 20 de setembro de 2012 at 17:23 #

    MO, você matou a charada. Eu não vi que a matéria é by Joker e, portanto, do PN. Erro crasso. Peço desculpas principalmente ao Joker. Apesar do erro, também quiz dizer que espero uma ampla cobertura do PN quando da chegada do navio ao Rio de Janeiro, com apresentação, quem sabe visitação pública, sabe, essas conversas aqui sobre armamento diferente, fora do padrão da MB, etc, possa ser analisado, visto, in loco. Aguardo ainda a primeira viagem desse navio a Santos-SP para que mais PNistas como você e o Nunão enriqueçam os comentários com as impressões e opini

  27. fragatamendes 20 de setembro de 2012 at 17:25 #

    Fala XARÁ , tu recebeu as últimas fotos que te mandei caso positivo me de um toque, pois já tenho outras fresquinhas que acabei de receber do DPHDM e o DVD da coleção te mando quando a grave dos CORREIOS terminar.Abraços do MENDES.

  28. GUPPY 20 de setembro de 2012 at 17:25 #

    continuando…

    …ões que tiverem.

    Abraços

  29. joseboscojr 20 de setembro de 2012 at 23:32 #

    Pouco comum e curioso um armamento principal de 30 mm e o secundário de 25mm. Geralmente o armamento secundário de um canhão na faixa de 25/30 mm seria “ponto 50″ e só seria 25 mm no caso do armamento principal ser de pelo menos 40 mm.
    A capacidade do 25 e do 30 são equivalentes no que diz respeito à utilização naval, com a vantagem do calibre maior ter maior opção de projéteis, tais como os de explosão aérea (air burst) e o AHEAD, mas que para serem utilizadas exige modificações no canhão que ao que tudo indica não estão disponíveis no Amazonas.
    Apesar de curioso sem dúvida é uma letal combinação de armas e a MB está de parabéns.

  30. joseboscojr 21 de setembro de 2012 at 0:12 #

    Munições de explosão no ar e AHEAD têm se mostrado muito superior a munição cinética ou explosiva, que exige um impacto direto.
    Apesar de hoje estar generalizado os canhões estabilizados, com miras avançadas e controle remoto, não é tarefa simples atingir pequenos alvos a grandes distâncias (acima de 1500 metros), em mar agitado, usando canhões com reduzida cadência de tiro (em torno de 200 t/min) e com projéteis de impacto.
    Não é atoa que o Mk-38 Mod 2 (25 mm) da USN tem perdido para o Mk-46 (LCS e LPD) de 30 mm e para o Mk-110 (DDG1000) de 57 mm a primazia de CIGS da frota, já que esses usam projéteis de fragmentação, muito mais capazes.
    E tudo leva a crer que apenas a partir de um projétil de 30 mm é que a “fragmentação” se torna útil e parece haver uma tendência dos canhões de 20 e 25 mm caírem em desuso (pelo menos como armas principais) para a função naval de defesa aproximada contra alvos de superfície, sendo substituídos pelos de 30, 35, 40 e 57 mm.

  31. daltonl 21 de setembro de 2012 at 10:06 #

    Bosco…

    o MK-46 será instalado nos LCSs apenas quando o mesmo receber um modulo de guerra anti-superficie e quanto aos LPDs apenas 6 foram comissionados até agora dos 11 que comporão toda a classe.

    Por outro lado, os MK-38 , recentemente o Mod 2, uma grande melhoria diante do anterior, estão sendo utilizados em todos os 60 + Arleigh Burkes além dos Ticonderogas, mesmo algumas fragatas e também cutters da Guarda Costeira, nem que não sejam permanentes, mas são considerados essenciais quando um navio é enviado para áreas consideradas hostis.

    Me parece diante disso e posso estar errado é que não há uma grande vantagem entre um e outro ou então também a US Navy confia que um canhão menos sofisticado e mais barato possa fazer o mesmo trabalho.

    abraços

  32. joseboscojr 21 de setembro de 2012 at 11:01 #

    Eu não disse que o Mk38/2 não é um bom sistema, mas com certeza não é o melhor caso contrário teria sido adotado pelo LCS no módulo ASuW , no DDG1000, LPD17, etc.
    Um sistema menos capaz, que não penetra na estrutura do navio, como o Mk38, é melhor que nada, mas com certeza não é o ideal por não usar, pelo menos por enquanto, munição de fragmentação. Isso o torno menos eficiente a distâncias maiores (além de 1000 metros),o que num caso de ataque de enxame, com combatentes determinados, pode ser temeroso.
    Combinado a 2 Phalanx Block IB, a adição de 2 Mk-38 Mod 2 é uma solução bem equilibrada, mas duvido muito que novos projetos de escoltas americanos já não tenham incorporado um CIGS mais capaz no projeto. ( Eu particularmente “gosto” do Milleniun de 35 mm, eficiente até na função antimíssil. rssss. )
    Nâo é atoa que os russos usam o AK 630 capaz de disparar 4000 tiros/min para a mesma função que os americanos usam o “singelo” Mk38. Sem falar que o canhão russo é generosamente distribuído em seus navios, e não de forma tímida (2 por navio) como no caso americano.
    Um abraço.

  33. shipbuildingbr 21 de setembro de 2012 at 11:19 #

    Sim Xará,

    Recebi, obrigado mais uma vez.

  34. Ivan 21 de setembro de 2012 at 11:44 #

    ” Following the October 2000 attack on USS Cole (DDG 67), Task Force Hip Pocket identified an improved MK 38 Machine Gun System (MGS) as a means to increase shipboard self defense against small boat threats.”

    http://www.navy.mil/navydata/fact_display.asp?cid=2100&tid=500&ct=2

    Bosco,

    Acredito que a principal missão do Mk38 – 25 mm machine gun system – é enfrentar pequenas embarcações, principalmente em situações de combate assimétrico. Seu uso ar-ar seria eventual e na ausência de outro meio mais adequado.

    Entretanto concordo que fica estranho a combinação de uma arma principal de 30mm e duas secundárias de 25mm. Além do que, aparentemente, ambas são Bushmaster. Mas é bom lembrar que esta opção foi de Trinidad Tobago (ou do estaleiro) e a MB apenas aproveitou o que já estava realizado.

    Na minha opnião ficaria melhor uma arma Bofors L70 de 40mm na proa, mantendo o padrão da MB em outros patrulheiros e com melhor capacidade anti-aérea.

    Claro que meu sonho seria um Bofors 57mm na proa, possivelmente um Mk110 Mod 0 Naval Gun System da BAE Systems, com uma maior capacidade anti-aérea, até mesmo anti-míssil… mas o custo desta opção não se justifica para a missão do Amazonas.
    (Mas sonhar é gratis… he he he…)

    Abç,
    Ivan.

  35. daltonl 21 de setembro de 2012 at 12:38 #

    Bosco…

    o MK-46 pode até ser melhor, mas não há como incorpora-lo sempre, seja por falta de espaço, dinheiro, etc, em certos navios, ainda mais quando há muitos, ao contrário dos relativamente poucos navios russos, então na minha opinião, sempre haverá lugar para um bom MK-38 Mod 2 aliado ao ESSM e ao MH-60R.

    Quanto ao DDG 1000 ele irá ser armado com 57 mm, e desconheço
    se ele será armado com 30 mm também, pois estava comparando apenas com os 25 mm…vc leu algo a respeito ?

    abraços

  36. joseboscojr 21 de setembro de 2012 at 12:48 #

    Ivan,
    Sem dúvida a função dos canhões de 30 e 25 mm do Amazonas é apenas e tão somente sup-sup não sendo cogitado sua função sup-ar.
    O que disse sobre “explosão aérea” foi relativo ao projétil “air-burst”, que detona no ar acionada por uma “espoleta de distância” que é programada pelo telêmetro laser na boca do cano do canhão, lançando fragmentos contra as pequenas embarcações, aumentando a letalidade e não exigindo um impacto direto.
    Outra munição disponível ao canhão de 30 mm é a AHEAD, usada antes no canhão de 35 mm somente com função antiaérea e hoje muito apreciada para ser usada contra alvos de superfície, tanto em terra quanto navais.
    Ao contrário da “air burst” a AHEAD (ou KETF) se abre (não explode) numa determinada distância pré-programada por um dispositivo na boca do tubo e libera “subprojéteis” que saturam o alvo como uma espingarda gigante.
    Um abraço.

  37. joseboscojr 21 de setembro de 2012 at 12:57 #

    Dalton,
    A minha alusão ao DDG1000 foi só no sentido de dizer que ele escolheu um outro CIGS (Close in gun system) que não o Mk-38/2.
    E sim, ele só terá o Mk-110 e não o Mk-46.
    E claro, independente de haver canhões melhores que o Mk-38/2 para a defesa contra ameaças assimétricas de superfície é claro que a maioria deles só são passíveis de serem integrados se já incorporados ao projeto do navio.
    Por isso, também sou fã incondicional da solução oferecida pelo Mk-38/2
    Um abraço.

  38. joseboscojr 21 de setembro de 2012 at 14:28 #

    Outra maneira de ocorrer “explosão no ar” é através de projéteis com “espoleta de proximidade” como no caso do canhão de 40 mm Trinity usado pela Marinha do Brasil. Esse método tem função mais antiaérea e é pouco eficiente contra alvos assimétricos de superfície.
    No caso, a munição 3P (40 mm, 57 mm, etc) pode usar tanto a modalidade “espoleta de proximidade” por radiofrequência (radar) quanto a “detonação programada por distância”, o que a torna adequada para ser usada contra alvos assimétricos de superfície, que em geral não respondem bem à espoleta de proximidade por RF (Ideal seria se fosse por laser) devido aos alvos serem feitos de material com propriedades elétricas desfavoráveis à reflexão radar.

  39. Joker 21 de setembro de 2012 at 16:06 #

    O armamento é voltado pra ASuW, o único que teria melhores condições de ser usado na AAW seria o principal (30mm), não só pela munição, mas principalmente pela designação/guiagem.

  40. giltiger 21 de setembro de 2012 at 18:35 #

    Me parece que é improdutivo discutir a configuração de armamento do classe Amazonas uma vez que ela foi DEFINIDA em conjunto com o governo anterior e a Marinha de Trinidad e Tobago e a área comercial da BAe Systems…

    Ela pode tanto ser fruto de uma configuração “excessiva” ou ambiciosa demais para as necessidades operacionais “Trinidentes-Tobagenses”, de qualquer forma seja porque tenha havido “corrupção ou capitulação excessiva” a um vendedor que empurra algo além das suas necessidades ou o governo anterior tenha tido uma visão simplesmente mais ambiciosa que o novo governo não compartilha…

    O negócio foi desfeito…

    Talvez este “excesso” tornou a adoção destas 3 unidades de imediato uma solução de compromisso ACEITÁVEL.

    No meu modo de ver, a aquisição do projeto permite uma janela de tempo de 4/5 anos para adaptar a PLATAFORMA ADQUIRIDA aos conceitos e objetivos da MB para seu uso e testar o conceito desenvolvido nestas próprias 3 unidades quando do seu 1º PMG (Período de Manutenção Geral).

    Até lá já deverão estar RESOLVIDAS E EM CURSO as definições dos escoltas de 6.000 toneladas do PROSUPER e do prosseguimento da classe Barroso com 5 ou mais unidades.

    Ao MEU ver os classe Amazonas deverão passar por uma modularização que aumentará um pouco sua capacidade atual e dota-la de uma infraestrutura PRÉ-concebida para receber um kit modularizado que APROXIME AO MÁXIMO sua configuração a capacidade das Barroso em caso de necessidade…

    IMAGINO, por exemplo, que a cada Operação Penguim um Classe Amazonas do 5º DN poderia receber o “upgrade kit” e treinar junto a esquadra…

    E assim aconteceria com a Tropicalex e outras operações ao longo da costa e do ano de modo a treinar SEMPRE as unidades distritais para uma eventual mobilização e a MB teria uma equipe MÓVEL DEDICADA para armar RAPIDAMENTE uma AMPLA classe Amazonas de 3 a 4 navios para cada um dos os 6 Distritos Navais OCEÂNICOS ( 1º, 2º, 3º, 4º, 5º e 8º) que daria de 18 a 24 navios “conversíveis” para uma escolta leve mas bem capaz…

    ISSO faz sentido para mim… E pelo que conheço da minha ex-casa é o que eu ACHO que eles querem chegar com esta aquisição de oportunidade.

    Obter um KIT de atualização destas plataformas que possa ser 100% fabricado no Brasil com MANSUP, RADAR SABER 200 3D, torretas remotas AEL/ARES, lançadores de foguetes Astros navalizados, sistemas de lançamento vertical Unkonto/A-Darter e etc…
    Por aí vai….

  41. joseboscojr 22 de setembro de 2012 at 9:34 #

    Palma palma, não priemos cânico. rsrsrs
    Pelo menos a minha intenção não é propor nenhum novo armamento para o Amazonas e sim pegar o gancho e discutir sobre CIGS (Close in gun system).
    Se for esperar uma matéria exclusive sobre o tema eu como entusiasta do assunto posso não estar vivo tendo em vista minha avançada idade. rsrsrss
    De minha parte acho até muito bem armada a nova classe de patrulhas e me sinto particularmente orgulhoso.
    Creio até que os canhões de 25 mm (6 ao todo) possam vir a ser aproveitados em outros navios, o que constituiria um ótimo negócio, ficando os Amazonas somente com os de 30 mm e as “ponto 50″.
    Ih! Agora eu propus um novo armamento para o navio, desdizendo o que disse no início. rsrsrs

  42. joseboscojr 22 de setembro de 2012 at 10:01 #

    Essa discussão sobre canhões (navais e terrestres) está bombando nos fóruns dedicados à Defesa e penso eu que também nos meios militares e acho pertinente a gente também ficar a par das novas tendências.
    Em nosso Teatro de Operações armamentos mais capazes podem não ser exigidos, mas eventualmente navios de guerra brasileiros são enviados em missões conjuntas em teatros mais agressivos.
    Meu comentário sobre achar estranho o armamento do Amazonas é no sentido que os dois canhões (30 e 25) têm ação na prática à mesma distância, tornando-se mais precisos quanto mais perto estiver a ameaça.
    Só justificaria o uso do canhão de maior calibre se ele fosse dotado de munição ABM (air burst munition) ou AHEAD, o que iria dobrar seu alcance útil em relação a pequenos e velozes barcos, com movimentação errática em mar agitado, diluindo um ataque tipo “enxame”, neutralizando uma quantidade de ameças a maior distância e as que se aproximassem mais seriam engajadas pelo de 25 mm e mais ainda, pelas “ponto 50″.
    Para todos os efeitos práticos, somente o uso de munição de ação por impacto, coloca todos os 3 canhões no mesmo nível de operação, o que é bom no caso de redundância, no caso de ataque de saturação ou de sobreposição de arco de tiro, mas é ruim para a padronização da munição e para o custo de aquisição e de manutenção, sem que haja ganho real de poder de fogo. É como se houvessem 3 canhões de 25mm e não 1 de 30 e 2 de 25mm.
    Se é que me entendem. rsrsrs
    A coisa toda pode ser resumida da seguinte maneira.
    O Amazonas, se não for possível ao canhão de 30 mm usar munição ABM ou AHEA, tem dois níveis de defesa. Uma mais distante, onde são usados os canhões de 25 e 30 mm e outra mais perto onde são usadas as metralhadoras.
    Podendo adotar munição ABM ou AHEAD no canhão de 30 mm, ele passaria a ter 3 camadas de defesa. Uma mais distante ainda, usando o canhão de 30 mm, outra intermediária com os canhões de 25 mm e outra mais aproximada com as metralhadoras de operação manual.
    O uso dos sabres para abordagem não é tema do meu comentário. rsrss
    Só lembrando que não faço críticas e sim estou usando o espaço para elucubrações filosóficas belicosas sanguinárias. rsrsrsr

  43. daltonl 22 de setembro de 2012 at 11:15 #

    Bosco…

    é sempre educativo ler suas “elucubrações filosóficas belicosas sanguinárias” embora nem sempre consiga entender tudo … :)

    Mas, de fato, a medida que nos tornamos “super-potencia” tenderemos a enviar nossos navios, como diria “meu amigo” John Paul Jones no “harm´s way”, mas certamente, não os “Amazonas”.

    Também não vislumbro nenhum “enxame” para os que forem, muito menos aqui no Atlantico Sul como vc deixou claro a menos que seja um enxame de abelhas africanas pegando carona em algum navio.

    Mas entendi seu ponto, tecnicamente irrepreensivel .

    abraços

  44. joseboscojr 22 de setembro de 2012 at 11:36 #

    Dalton,
    Tendo em vista que o Amazonas é um navio de patrulha que irá operar na costa brasileira e não um navio de combate litorâneo que irá para alguma costa estrangeira “congestionada”, sugeri que basta o canhão de 30 mm e as metralhadoras “ponto 50″, e que os canhões de 25mm são dispensáveis já que por aqui não se tem “enxames”.
    Na verdade eu nem sei se essa estória de ataque assimétrico com dezenas de barcos procede. Fato é que os caras lá de Washington acham que sim e por isso há uma grande discussão acerca de como melhor prover a defesa de um navio que irá operar no litoral e que estará sujeito ao ataque de “enxames”. E olha que este termo não fui eu quem inventou (Asymmetric Swarm Attack) rsrssss. Ele é usado de forma técnica pela USN e outras marinhas para denotar um ataque de superfície assimétrico de saturação com dezenas, centenas de barcos.
    Já li algo que somente no Irã são esperados ataques simultâneos de mais de 200 “barcos” assimétricos (suicidas?), que se somam aos navios capazes de lançar mísseis AShM, às minas, aos submarinos, mísseis antinavios lançados da costa, ataque aéreo, etc.

    Um abraço.

    PS:
    Não se preocupe em não entender o que eu escrevo. As vezes nem eu entendo.rsrsrsss

  45. joseboscojr 22 de setembro de 2012 at 11:38 #

    Asymmetric Swarm Attack:

    http://4.bp.blogspot.com/_E-QOnTGFX_o/S9Rc_8bKQWI/AAAAAAAAJnc/IvxI8B7LSXE/s1600/IRGC+boats.jpg

  46. daltonl 22 de setembro de 2012 at 12:11 #

    Bosco…

    foram feitas algumas analises muito pessimistas para a a US Navy anos
    atrás quanto ao tal “enxame” , acredito que vc já deva ter lido algo a respeito.

    Se vier a ocorrer um dia, por mais preparada ou que julgue estar preparada a US Navy, só o desenrolar dos acontecimentos mostrará
    em que pé estão ambos os lados.

    abraços

  47. joseboscojr 22 de setembro de 2012 at 12:57 #

    Sem querer me alongar no assunto e jé me alongando, rrsrsrs, ataque de enxames não é novidade.
    Na SGM navios eram atacados por enxames de aviões, o que exigia uma imensa quantidade de canhões e metralhadoras dos mais diversos calibres para prover uma defesa efetiva em camadas, com as armas de maior calibre neutralizando as ameaças mais distantes e as de menor calibre, as mais próximas.
    O que mudou foi só o meio, que hoje é ao nível do mar e 10 x mais lento, mas igualmente difícil de neutralizar já que bastam um ou dois para fazerem um estrago.
    Só pra citar um exemplo, independente da tática de “enxame” ter sido ou não superestimada, um navio como o Arleigh Burke e o Ticonderoga estão subarmados, já que seus canhões Mk-45 e seus ESSM não se prestam a serem usados contra alvos assimétricos e eles têm que contar apenas com seu Mk-38 para a camada mais externa, já que muitos nem têm mais o Phalanx (e de alguns nem são da versão Block IB) e com as “ponto 50″ para a camada mais interna.
    No caso de um ataque com 20 ou 30 embarcações (realista), é pouco provável que o Mk-38 (eficaz a no máximo 1500 metros, perigosamente próximo) dê conta de muitas e outras tantas irão penetrar o anel mais externo, que seria coberto também com as metralhadoras, mas há grandes possibilidades de um navio de 9000 t e 2 bi de verdinhas ser neutralizado por um “marujo bomba” ou de pelo menos ser atingido por um RPG-7 ou por um foguete mais robusto. http://3.bp.blogspot.com/_lDZaD6dEUuY/TTNP2zH36vI/AAAAAAAAArI/v7pTRPIASI8/s1600/107+mm+11-Round.jpg
    Nisso, navios como o LPD 17 estão bem melhor equipados já que contam com um canhão de 30 mm capaz de usar munição de fragmentação, muito mais efetiva contra ameaças assimétricas múltiplas, além do RAM, que diz a lenda, tem uma versão eficaz (RAM Block I) contra alvos de superfície assimétricos.
    A melhor opção para a defesa da camada mais externa dos escoltas americanos (Burke, Tico, Perry) são os helicópteros armados com Hellfires, mas que deverão ser armados com o foguete guiado LOGIR, específico para a função.
    Para o LCS, além do canhão Mk-110 (capaz de disparar projéteis de fragmentação a grandes distâncias) que provê defesa eficaz a cerca de 5 km contra ameaças assimétricas, ele pode contar com o Mk-46 de 30 mm (além das 4 “ponto 50″) e já se fala em instalar o míssil Griffin nos lançadores RAM, que seria mais eficaz a distância maior, provendo uma camada de defesa mais externa (7 km) ainda que somente com o canhão, já que o míssil NLOS (40 km) foi cancelado.
    Desculpe-me por ter alongado demais minha elucubrações belicistas psicopáticas. É porque não tomei meu remedinho hoje. rsrsrsr
    Um abraço.

  48. GUPPY 22 de setembro de 2012 at 13:27 #

    Prezados Bosco e Dalton,

    A conversa de vocês tá muito boa.

    Alguém arrisca dizer qual a lógica de Trinidad-Tobago quando encomendou esses navios, digo, com essa combinação de armamento? Quais as prováveis ameaças a serem enfrentadas por eles naquela região do Caribe? Seria a proximidade da Venezuela uma variável importante?

    Abraços aos dois

  49. joseboscojr 22 de setembro de 2012 at 14:20 #

    Guppy,
    Penso eu que esses seriam os maiores navios do país e daí esse armamento superdimensionado para um navio patrulha e subdimensionado para uma corveta clássica.
    Pelo visto, já que Chaves é fã incondicional do Ahmadinejad, deve também querer adotar a tática de “enxame” contra T&T, dada ao armamento do navio (3 canhões e 2 metralhadoras).rsrss
    A BAe tinha que ter sugerido o canhão de 57 mm no lugar do de 30mm ou então dois canhões de 20 mm ou duas metralhadoras “ponto 50″ de controle remoto no lugar dos canhões de 25 mm. rsrssss
    Eu apesar de achar que foi um enorme ganho para a MB e uma baita oportunidade, não deixo de achar curiosa essa combinação de armas que a MB terá que administrar de herança.
    Daí não duvidar que os canhões de 25 mm serão enxertados em outros navios. rsrsss
    É o mesmo que alguém sair para a guerra e levar duas pistolas, uma de 9 mm e outra .45, ou dois fuzis de assalto, um de 5,56 e outro de 7,62. Já que quer dois calibres, que sejam complementares e não concorrentes. O ideal seria que fossem levados um fuzil e uma pistola.
    O canhão de 30 mm, não sendo capaz de usar munição de fragmentação/detonação no ar, em operação naval praticamente se equivale ao de 25 mm. Já se ele for capaz de usar esse tipo de munição aí haveria uma certa lógica porque apesar da pequena diferença de calibre, haveria um imenso incremento em flexibilidade e poder de fogo, com o dobro do alcance útil.
    Mesmo com uma plataforma estabilizada e mira sofisticada tanto o canhão de 25 quanto o de 30 mm têm precisão a não mais que 1500 metros. Já usando projéteis que explodem no ar, é possível dobrar esse alcance pelo simples fato de não ser necessário um impacto direto.
    E pelo que se sabe, tais projéteis não estão disponíveis em calibres abaixo de 30 mm.
    Isso não seria verdade em relação ao uso em veículos de combate, onde o de 30 mm, mesmo se por ventura não contar com munição de “fragmentação/detonação no ar”, é nitidamente superior contra blindagens, edificações, ao de 25 mm. etc.
    Mas aí é outra estória.
    Um abraço.

  50. joseboscojr 22 de setembro de 2012 at 14:48 #

    Falei demais e só fui no Google agora e o canhão de 30 mm (DS30M Mark 2 Automated Small Calibre Gun), da classe Amazonas é baseado no Mk-44, o mesmo adotado pelo LCS (módulo ASuW) e pelo LPD-17, o que, pelo menos em tese permite que use munição com explosão aérea/alta fragmentação.
    Daí ter uma certa lógica a adoção dos 2 calibres “aparentemente” similares., já que o de 30 mm, usando a munição adequada, se mostra bem mais letal que o de 25 mm.

  51. GUPPY 22 de setembro de 2012 at 14:59 #

    Tks, Bosco.
    Mas o interessante é que, no geral, gostamos da “compra de oportunidade” feita pela MB. Quando os outros forem entregues e, principalmente, quando outros novos forem encomendados e construídos aqui no Brasil (assim espero), estaremos com a patrulha oceânica em novo patamar. Quanto ao armamento, conforme já colocado por você e por outros comentaristas, tudo pode ser modificado futuramente, conforme conveniência da Marinha, principalmente no primeiro PNG deste NaPaOc. De fato, canhões de 30mm e 25mm em um mesmo navio é redundante e aparentemente complicado, exigind

  52. GUPPY 22 de setembro de 2012 at 15:07 #

    continuando…

    …exigindo duas munições diferentes para alvos idênticos. Aposto numa futura reestruturação dessa combinação de canhões, mas, como já foi dito, é uma boa oportunidade que a Marinha tem de analisar esses dois canhões em exercícios e decidir/definir melhor depois.

    Abraços

  53. daltonl 22 de setembro de 2012 at 15:32 #

    Bosco…

    lá em cima vc escreveu que o ESSM não presta para engajar alvos assimetricos…mas…há informação que eles podem sim, ser utilizados
    contra pequenas e velozes embarcações!

    E agora ?

    abraços

  54. joseboscojr 22 de setembro de 2012 at 20:12 #

    Dalton,
    Por ser guiado por radar e devido a muitos dessas embarcações não refletirem bem o radar fica difícil até para o ESSM, mesmo porque, embora é sabido que tanto os Standards quanto o Sea Sparrow/ESSM tenha capacidade antisuperfície, não quer dizer que seja eficiente contra qualquer embarcação.
    Mas já barcos rápidos de ataque equipados em geral com canhões médios e mísseis, que não raro chegam a mais de 45 nós, esses sim são difíceis de serem engajados pelo Harpoon mas podem ser engajados pelos ESSM.
    Existe uma classe mais numerosa de pequenos barcos “assimétricos” que só são detectado por meio visual/imagem térmica e o radar é praticamente inútil.
    Um abraço.

  55. joseboscojr 23 de setembro de 2012 at 0:40 #

    Só de curiosidade, a USN parece apostar nos lasers para a defesa contra a tática de “enxames”, que se somaria aos helicópteros, aos mísseis, aos foguetes guiados, aos canhões e às metralhadoras.

  56. giltiger 24 de setembro de 2012 at 0:26 #

    Pelo que entendi o uso de munições munição ABM ou AHEAD que explodem sem contato direto com o alvo, dependem de um hardware que informe a munição pouco antes do disparo quando explodir.
    Pelo que disse o Bosco este modelo PODE estar equipado com este hardware.
    As questões então são:

    Os reparos de 30 mm nos navios foram adquiridos com o hardware para uso de munição AB/AHEAD por Trinidad e Tobago??
    O pacote de munição inclui munição especial ou só geral???

    Se quiser utilizar este RECURSO ESPECIAL em longo prazo além da encomenda que veio com os navios, a MB terá que adquirir este tipo de munição já que apesar do calibre diferente é apenas questão de tempo para a FMM(Fábrica de Munição da Marinha) ou a CBC(Compania Brasileira de Cartuchos) se adequarem a fabricar o calibre em munição normal se for necessário ou DESEJADO.

    Já a munição tipo especial ABM ou AHEAD já é outra questão pois o investimento x volume não é favorável economicamente e como dito OPERACIONALMENTE para a missão dos NPaOc na MB o investimento dificilmente se justificaria…

    A não ser se minha hipótese otimista de transformá-las em escoltas reservas de esquadra (por aplicação de kit) fosse incorporada a sua missão.

    Nesta função de escolta leve o uso das munições ABM ou AHEAD no canhão de 30 mm seria mandatório.

    Estou na TORCIDA Bosco…

  57. giltiger 24 de setembro de 2012 at 0:46 #

    Outra COISA no quesito elocubração…

    Outra POSSIBILIDADE de ataque de enxame é o uso de USCV (Unmaned Surface Combat Veicule) pequenos navios radiocontrolados e/ou com navegação autônoma por computador que podem ser usados por uma nação atacada por forças superiores.

    O maior receio da US Navy é o Irã partir para esta solução no Golfo Pérsico no caso de ser atacado pois tem tecnologia para isto…

  58. joseboscojr 24 de setembro de 2012 at 9:31 #

    É isso mesmo Giltiger.

    Um abraço.

  59. daltonl 24 de setembro de 2012 at 10:44 #

    Acredito que haja uma ameaça real dos navios da US Navy sofrerem tal ataque por enxame, SE o Irã atacar primeiro, – pouco provável, pois estariam dando motivos para retaliação – e os navios estiverem no Golfo, o que acontece poucas vezes, quando eles entram para exercicios ou para dar alguma liberdade em terra para a tripulação.

    Se os EUA atacarem primeiro, os navios não estarão no Golfo, e as centenas de TLAMs que encontram-se hoje em mais de uma duzia de plataformas no Mar da Arábia, deverão reduzir consideravelmente a capacidade ofensiva do Irã.

    Na teoria deverá funcionar…mas é possivel que ambos os lados se surpreendam um com o outro quando e SE acontecer tal ataque.

  60. joseboscojr 24 de setembro de 2012 at 11:33 #

    A USN está focando sua capacidade counter-swarming nos canhões, nos lasers, nos mísseis, nos helicópteros e em novas embarcações que poderiam fazer a escolta dos escoltas, como a “Bat-lancha” GHOST.
    Canhões de 30 e 57 mm estão na crista da onda e o Millenium de 35 mm ainda é visto pela USN com muito bons olhos.
    O Mk-38/2 veio adicionar grande capacidade defensiva, mas é uma solução de compromisso.
    Os lasers seriam instalados em plataformas de uso comum, como por exemplo no Phalanx ou no Mk-38B.
    Com o cancelamento do NLOS-PAM o Griffin parece que irá carregar o piano, junto com o LOGIR (foguete guiado com cabeça de busca por imagem IR) nos helicópteros.
    Tudo indica que o Griffin seria lançado do lançador RAM.
    Apesar do míssil antimíssil RAM ter uma versão antisuperfície, seu custo é proibitivo e pelo visto seu seeker de imagem térmica não se mostrou consistente contra um alvo que se expõe pouco acima da superfície, como os pequenos barcos.
    Foguetes guiados guiados por laser também estão sendo avaliados, tais como o APKWS, o DAGR, o Zuni-Laser, etc.
    O conceito da “bat-lancha” ( http://www.instablogsimages.com/1/2012/01/13/ghost_high_speed_attack_craft_us9m6.jpg ) tem sido avaliada em várias modalidades, todos na forma de um veículo de alta velocidade, blindado e muito bem armado, que iria de encontro ao enxame, desorganizando-o.
    Uma solução mais simples é adotar mais canhões Mk-38/2 do que os 2 tradicionais, mais estações de metralhadoras .50 e alguns miniguns de operação manual em cada navio.
    Com óculos de visão noturna, apontadores laser e projéteis traçantes, se não resolvem, pelo menos têm o potencial de minimizar o problema já hoje.

Trackbacks/Pingbacks

  1. Por dentro do Amazonas | Poder Naval - Marinha de Guerra, Tecnologia Militar Naval e Marinha Mercante - 1 de outubro de 2012

    […] Enfim o ‘Amazonas’ […]

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.

Fase de testes avança no Prosub

Odebrecht - Prosub, fase de testes - 1

Seção de Qualificação é transportada para Prédio Principal do Estaleiro de Construção Rio de Janeiro, 25 de novembro de 2014 […]

Brasil cria núcleo de missão naval em São Tomé e Príncipe

NPa Grauna

Objetivo é levantar necessidades da guarda costeira do local e elaborar proposta de acordo de cooperação entre os dois países […]

China planeja construir 18 bases navais no exterior, inclusive na Namíbia

PLA Navy

Segundo o jornal The Namibian, estão em curso discussões nos “mais altos níveis” os planos da Marinha do Exército de Libertação […]

Taiwan inicia provas de mar do seu novo navio de apoio logístico

AOE532_Panshi_01

A Marinha da República da China (Taiwan), ROC Navy, iniciou os testes de mar do navio de apoio logístico de […]

Mísseis JL-2 lançados de submarinos chineses poderão alcançar os EUA

JL-2

Os mísseis intercontinentais de segunda geração JL-2, lançados de submarinos, que têm a capacidade de atingir os EUA, já se […]