domingo, janeiro 23, 2022

Saab Naval

Ecos da Euronaval 2012: o 127/64 LW da OTO Melara

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.naval.com.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Talvez o principal rival do canhão norte-americano Mk 45 Mod 4 seja o 127/64 LM da OTO Melara. Esta peça já está em atividade com as Marinhas da Itália, a bordo das fragatas FREMM, e da Alemanha, com a classe F125. O canhão também já foi selecionado pela Marinha da Argélia para equipar suas fragatas classe MEKO 200 e pode ser uma opção para as Tipo 26 britânicas e eventualmente a fragata a ser escolhida pelo Brasil.

A OTO Melara combinou um projeto testado e aprovado com novos itens como um canhão de 64 calibres, sistema de alimentação totalmente automático, sistema de energia modular baseado em servo-amplificadores intercambiáveis e um sistema eletrônico de arquitetura aberta. Ele também possui uma unidade de controle de guiagem, programador de munição e outras nuances para emprego de munição guiada Vulcano.

A torre pesa aproximadamente 29 toneladas e comporta até 56 projéteis prontos para uso de quatro diferentes tipos, gerando alta flexibilidade. Até 35 disparos podem ser executados por minuto.

Em relação à munição Vulcano, desenvolvida com fundos da Marinha da Itália, duas versões foram apresentadas: a BER (ballistic extended-range) e a GLR (guided long range). A primeira possui um alcance de até 60km e a segunda, graças ao emprego de guiagem por GPS, pode atingir alvos até 100km com grande precisão.

As munições Vulcano, ao contrário da LRLAP citada no post anterior, não possuem auxílio de motor-foguete, reduzindo o peso e preservando mais a parte eletrônica do projétil. Há estudos com cabeças de busca por IR ou laser para fases terminais.

Atualmente a OTO Melara está integrando o kit Vulcano no canhão de 127mm da fragata Bersagliere (classe Lupo) com o propósito de preparar o navio para testes da munição que ocorrerão no início do ano que vem.

Parece que as munições guiadas vieram para ficar e, mais do que nunca, o canhão naval (de médio calibre principalmente) continuará como uma peça importante do sistema de combate dos futuros navios de superfície.

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joseboscojr

Usam-se 3 métodos para aumentar o alcance de projéteis guiados de artilharia:
1-O sistema “Base Bleed” usado na Excalibur, que visa de modo grosseiro a reduzir o “vácuo” na base do projétil, que reduz o alcance.
2-O sistema “sub-calibrado” usado no projétil Vulcano, que é baseado no conceito de redução do arrasto.
3-O sistema “assistido por foguete” (RAP) usado no LRLAP, que usa um foguete para aumentar o alcance.
Todos têm vantagens e desvantagens.

Joker

Não sei porque eu simpatizo com essa peça…

Renan Lima Rodrigues

Bonito, eficaz e leve. Mas realmente acho bonito os navios com canhões duplos ou triplos. Eu espero que voltem a existir navios com 6,8,9 a 12 canhões. Porém com eficiência recente!

Como os navios classe Shimakaze e Narvik

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