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A verdade sobre o Rio dos Macacos

S

Antônio Fernando Monteiro Dias

vinheta-clipping-navalLocalizada em posição privilegiada no centro geográfico do litoral brasileiro, a Base Naval de Aratu (BNA) é uma instalação militar cuja importância estratégica ainda não é bem conhecida por parcela de nossa sociedade.

Dentre as suas muitas atribuições, a segunda maior base naval brasileira presta apoio logístico vital aos navios da Marinha do Brasil que patrulham as nossas águas jurisdicionais e realizam busca e salvamento no mar. Complementarmente, também fornece valioso apoio às atividades marítimas, prestando, quando necessário, serviços de construção e manutenção de embarcações civis.

Como exemplo, em 2012, a BNA concluiu a construção de 100 lanchas escolares que possibilitam o acesso seguro de milhares de crianças de comunidades ribeirinhas à escola; e docou em suas instalações, para reparo, cinco dos ferryboats que cruzam a Baía de Todos os Santos, embarcações essenciais para o transporte público da Bahia.

É, portanto, lamentável que esse imenso patrimônio do povo brasileiro esteja ameaçado por algumas pessoas que se autointitulam “quilombolas” e ocupam, de forma predatória e irregular, uma área de mata que pertence à União e se destina à proteção dos mananciais da Barragem dos Macacos, essencial para o funcionamento das organizações militares que fazem parte do Complexo Naval de Aratu.

Como instituição fiel ao ordenamento jurídico vigente, a Marinha do Brasil reconhece os direitos das minorias. Porém, no caso em questão, tem convicção plena, lastreada em provas documentais, de que os ocupantes da área não são remanescentes de quilombos, visto que muitos são oriundos do interior da Bahia, e até mesmo de outros estados. Somente se autodefiniram como “quilombolas” em setembro de 2011, diante da iminência do cumprimento do mandado judicial de desocupação do terreno.

Como parte de uma aparente estratégia para sensibilizar a opinião pública e pressionar o Estado brasileiro para que atenda aos seus interesses, representantes dessa comunidade vêm empreendendo uma sistemática campanha difamatória contra a Marinha do Brasil, difundindo denúncias de maus-tratos e violações, supostamente cometidas por militares contra os seus membros.

Mesmo carecendo de dados concretos que permitam aferir a materialidade ou autoria da suposta ilegalidade, todas as acusações que chegam ao conhecimento da Força Naval são devidamente apuradas por meio de Inquérito Policial Militar. Entretanto, nos inquéritos já concluídos e encaminhados ao Ministério Público Militar, não foram encontrados quaisquer indícios que confirmassem a veracidade das acusações.

Verifica-se, portanto, que o objetivo dessas acusações levianas é angariar simpatizantes, vitimizando os supostos “quilombolas”, de forma a desviar o foco e impedir qualquer discussão racional e jurídica sobre o assunto, sob o falacioso argumento de comportamento arbitrário dos militares.

Não obstante, com o intuito de colaborar para uma solução pacífica da questão, a Marinha do Brasil colocou à disposição, para realocação dos ocupantes, um terreno de aproximadamente 210.000m², cerca de quatro vezes maior e distando apenas 500 metros do atual, em local de fácil acesso a serviços públicos de saúde, transporte, comunicações, água, saneamento e energia elétrica. A proposta inclui, ainda, a construção de moradias de acordo com anteprojeto de urbanização da Secretaria de Desenvolvimento Social da Bahia.

Tal atitude demonstra a postura conciliadora da Marinha do Brasil, que sempre dialogou e dispensou tratamento respeitoso e humano aos ocupantes irregulares, trabalhando em cooperação com as autoridades do governo federal para encontrar uma solução pacífica para a questão.

* Vice-almirante, comandante do 2º Distrito Naval

FONTE: Correio Braziliense via Resenha do Exército

FOTO: Reforma das balsas na Base Naval de Aratu – Portal do Governo do estado da Bahia

Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

12 Responses to “A verdade sobre o Rio dos Macacos” Subscribe

  1. eduardo.pereira1 15 de janeiro de 2013 at 15:30 #

    Como seria bacana estar vendo no lugar destas balsas em manutençao as futuras corvetas classe Barroso em plena construçao demonstrando nossa capacidade industrial naval ressurgindo como a Fenix se preparando para construir os futuros Nae e as futuras fragatas, mas…

  2. Marcos 15 de janeiro de 2013 at 15:55 #

    Brasil, país das minorias, principalmente se tem “alguém” por trás para incitar a coisa toda. Enquanto isso, danem-se as maiorias.
    Caso similar é dos “skeiteiros” que tomaram uma praça em São Paulo, aterrorizando os moradores. A Prefeitura, defensora dessas minorias, nada vai fazer por enquanto, até conversar com todos. Enquanto isso, a lei e a ordem vão para as cucuias. Em São José do Campos outro caso similar: terreno invadido, proposta de desocupação do terreno com contra partida de entrega aos “sem casa” de terreno com moradia, tudo legalizado, com preço mensal de R$75 para a aquisição. Nada!!!

  3. adrianobucholz 15 de janeiro de 2013 at 16:19 #

    É só o MST da uma acalmada no rabo que aparece esse outro bando pra atazanar a vida dos pagadores de impostos!!!

  4. MO 15 de janeiro de 2013 at 17:23 #

    pronto agora quilombolicos … o que falta ja na basta nós mesmos …

  5. MO 15 de janeiro de 2013 at 17:24 #

    Estes não sao Ferrys que operam na All Saints Bay ?

  6. Nicholle Murmel 15 de janeiro de 2013 at 17:54 #

    MO:

    Pelo que consta no site do governo da Bahia, são sim.

  7. aericzz 15 de janeiro de 2013 at 21:52 #

    Devem ser parentes dos indios que estão acampados em terreno ao lado do maracanã (uma das áreas mais nobres do RJ) desde uma tal conferência global do clima, fizeram uma favelinha de “alvenaria” (oca de palha é coisa de indio mané!) e agora estão fazendo o maior estardalhaço pra sair de lá… já recusaram todo o tipo de realocação…. só não recusaram no leblon por ainda não foi oferecido… na última jogaram merda nos oficiais de justiça que por lá estiveram… óbvio que quando isso acontece aparecem aquela ruma de maconheiros, filhinhos de papai da zona sul do rio que estudaram em bons colégios e por isso fazem curso superior em universidades públicas, no caso a UERJ, que é do outro lado do maracanã (distante o suficiente dos jogadores de merda, indios de casa de cimento).

  8. Giordani RS 16 de janeiro de 2013 at 7:50 #

    É um outro filão de desvio do erário público. Com a desculpa de “reparar danos históricos” verdadeiras fortunas se perdem nas mãos e bolsos de pseudos sociologos-donos-de-ong$…

    Aqui em Porto Alegre tem uma região PÚBLICA (morro do osso) aonde não se pode entrar, pois um bando de índios quer a posse do local, com base numa desculpa tão estapafúrdia quanto a seriedade de um mapa astral. Um político local se opôs e foi surrado por eles. Dêem a posse do local para eles e dentro de pouco tempo eles revendem para os especuladores imobiliários!

  9. Requena 16 de janeiro de 2013 at 8:03 #

    Esse país tá dominado pela quadrilha. Não tem mais jeito.
    E com o “povo ovelha” que temos, a situação vai piorar cada vez mais.
    Triste realidade.

  10. cristiano.gr 17 de janeiro de 2013 at 10:38 #

    Se estivessemos em regime militar a imprensa nem daria ouvidos a supostos quilombolas e o futuro promissor da Marinha do Brasil seguiria seu curso.

    Hoje, salvo exceções, existem muitos reporteres que na falta de notícias e para poder justificar a seus chefes seus salários ficam dando margem a todo tipo de argumento, não que não se deva indenizar famílias miseráveis que vivem no interior, mas que reconheçasse plenamente que área da União invadida é saque, vandalismo e roubo do patrimônio público e se tal ato é comprovado no máximo o que deve ser feito é proporcionar uma área para que as famílias se acomodem ou encaixá-las na reforma agrária.

  11. MO 17 de janeiro de 2013 at 13:36 #

    Tks, eu sabia … rsss alias melhor dizendo desconfiava .. ow Nicholle ver o mail que te passei !

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  1. Combate ao Racismo Ambiental » Carta Nacional da CONAQ contra os ataques dos escravagistas aos direitos quilombolas - 22 de janeiro de 2013

    [...] que repudiamos a postura inaceitável do vice – almirante da Marinha Brasileira, externada e publicada nos meios de comunicação de grande circulação em que condena mais uma vez os quilombolas de Rio dos Macacos a viverem à [...]

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