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Na última terça-feira (26), o presidente dos Estados unidos, Barak Obama, discursou para executivos e trabalhadores do estaleiro da Newport News Shipbuilding, no estado da Virginia. O presidente tratou dos cortes orçamentários automáticos – o chamado sequestro – que podem vigorar a partir de março deste ano, e dos possíveis impactos negativos em diversos setores, desde a renda da classe média até a defesa nacional. Obama também explicou a proposta presidencial de corte de programas ineficientes e reforma tributária em contraponto ao sequestro, que deve somar cerca de um trilhão de dólares ao longo dos próximos anos.

Você confere abaixo o discurso do presidente Obama

FONTE: Militaryphotos.net e Naval Today

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Oceanos também têm ‘buracos negros’

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Buraco negro foi o nome que os especialistas da OTAN deram aos submarinos diesel-elétricos russos do projeto 636, classe Kilo, devido ao pouco ruído, que dificulta ao máximo a sua detecção. “São navios bons, com um bom armamento de torpedos, minas e mísseis. Eles estão equipados com o sistema de mísseis supersônicos antinavio Klub, que provou ser excelente nos submarinos que a Rússia forneceu à Marinha de Guerra da Índia”, descreve o perito militar Viktor Litovkin, editor-chefe da publicação russa Nezavissimoie Voennoe Obozrenie(Revista Militar Independente)

Os submarinos Kilo são uma modernização da classe Varshavianka, que a Rússia começou a fabricar para exportação já faz 30 anos. Eles mantêm as características principais e a arquitetura do Varshavianka, mas seu recheio, equipamento radioeletrônico, meios de suporte de vida são totalmente modernos. Esses navios podem se deslocar em submersão à velocidade de 37 km por hora, submergir até 300 metros de profundidade e ter uma autonomia de navegação de 45 dias.

Dois desses submarinos serão enviados para o Vietnã ainda este ano. Eles foram construídos em São Petersburgo e já foram lançados. No momento estão em fase de provas de mar e testes de submersão, no mar Báltico. No total, de acordo com contrato entre Rússia e Vietnã, Hanoi receberá seis submarinos da classe Kilo. A execução do total desse contrato, no valor de dois bilhões de dólares, está planejada para 2016. “É difícil sobrevalorizar a importância que esses submarinos têm para o Vietnã. Com eles, o país poderá defender com maior eficácia as suas águas territoriais, a sua zona econômica, as suas ilhas e plataformas petrolíferas. As frotas de superfície e submarina devem atuar em complementaridade. Os navios de superfície também devem estar protegidos abaixo do nível do mar. O inverso também é verdadeiro, a saída dos submarinos para o mar, especialmente perto das suas costas, deve ter sempre a cobertura de navios de superfície.”, acrescenta Viktor Litovkin.

O Vietnã é um parceiro tradicional da Rússia na cooperação técnico-militar. A cota da Rússia como fornecedor de armamento ao país atingiu 90% nos últimos dez anos. Neste momento, as empresas de armamento russas estão cheias de encomendas estrangeiras, mas em primeiro lugar estão os fornecimentos ao Exército e à Marinha da Rússia. Só depois se pode satisfazer as encomendas estrangeiras. O contrato dos submarinos para o Vietnã é uma exceção em que a encomenda estrangeira é executada em primeiro lugar.

FONTE: Voz da Rússia (edição e adaptação do Poder Naval)

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USS Freedom exibindo nova pintura

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Os guindastes contratados pela US Navy já começaram os trabalhos de desmantelamento do USS Guardian. O caça-minas está encalhado desde o dia 17 de janeiro no recife de corais de Tubbataha, no Mar de Sulu, a 80 quilômetros da ilha filipina de Palawan.

As causas do encalhe estão sendo investigadas, e as suspeitas incluem erros na carta náutica eletrônica usada no navio. Pesquisadores filipinos acusaram a Marinha americana de negliência, e denunciaram danos ambientais severos ao santuário ecológico onde o recife se localiza.

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USS Guardian Salvage Operations

FONTE: Militaryphotos.net

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Liaoning será baseado no porto de Qingdao

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O Liaoning, primeiro navio-aeródromo da Marinha do Exército de Libertação Popular da China, será baseado permanentemente em Qingdao, no norrte do país, onde realizará operações em águas próximas ao Japão e à Península da Coreia.

Quingdao é a base da Frota do Norte da Marinha chinesa, responsável pela segurança no Mar Amarelo, Mar do Japão, partes do Mar do Leste e no Golfo de Bohai, a cerca de 150 quilômetros de Pequim. O porto tem o maior quebra-mar do país para conter ondas e tempestades, e permanece sem gelo o ano todo.

O Liaoning foi reformado a partir de um navio-aeródromo adquirido da Ucrânia, e é descrito pela Marinha chinesa como um modelo experimental. O navio foi comissionado em setembro do ano passado, em meio a disputas marinhas da China com países vizinhos – notadamente o Japão, em torno das ilhas Senkak/Dayou.

Acredita-se que a Marinha do ELP planeja construir mais quatro porta-aviões, e que um ou mais venham a ser baseados na província de Sanya, próxima ao Mar do Sul – região de litígio com o Vietnã, as Filipinas, Brunei e Malásia.

Apesar de ainda não levar aeronaves, o Liaoning é o elemento mais notável do programa de construção naval da China, que inclui também submarinos lançadores de mísseis balísticos, contratorpedeiros e uma nova geração de fragatas stealth lançadoras de mísseis – a primeira delas foi lançada na última segunda-feira (25) em Xangai.

A Marinha também vem realizando testes de decolagem e pouso no convoo porta-aviões. As aeronaves usadas são os J-15, desenvolvidos a partir do modelo Su-33 da Rússia.

FONTE: ABC News via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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BAE anuncia sucesso nos testes com a munição LRLAP

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BAE Systems e a Lockheed Martin Corporation recentemente completaram uma série de testes com sucesso da nova munição guiada de 155-mm “Long Range Land Attack Projectiles” (LRLAP) como parte do programa de qualificação no polígono de White Sands, Novo Mexico.

Os três testes avaliaram o desempenho em voo de longo alcance (63 milhas náuticas) do LRLAP e sua precisão, com um motor de foguete pré-condicionado tático em ambiente quente e temperaturas frias.

Todos os requisitos de teste foram atingidos ou ultrapassados​​, e o alcance, precisão e objetivos de letalidade foram demonstrado com sucesso.

“Este foi um passo fundamental para o programa LRLAP 155 mm da Marinha dos EUA”, disse Tom Pfenning, diretor de munições guiadas de precisão da BAE Systems. “A BAE Systems continua a progredir no caminho certo para qualificar totalmente o LRLAP em apoio à implantação do Sistema de arma avançada, a bordo do DDG 1000″.

O LRLAP de 155 milímetros é eficaz contra uma variedade de alvos em áreas de missão múltipla e foi projetado para fornecer às forças expedicionárias com um preço acessível, uma alternativa para mísseis usados ​​atualmente a partir de navios. O LRLAP é guiado por um GPS e uma unidade inercial, permitindo altos níveis de precisão em alcances superiores a 63 milhas náuticas. Esta capacidade reduz os custos, exigindo menos projéteis para alcançar os efeitos desejados e é muito eficaz quando os danos colaterais representam um problema.

A BAE Systems está progredindo em direção a completar os testes do LRLAP no 4 º trimestre de 2013.

LRLAP 155mm - BAE

FONTE: BAE (tradução e adaptação do Poder Naval a partir do original em inglês)

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Fragata FREMM ‘Aquitaine’ no Rio

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vinheta-destaqueA primeira fragata francesa da classe FREMM, Aquitaine, chegou esta manhã (27.02) ao Rio de Janeiro e atracou no Pier da Praça Mauá. A fragata Aquitaine, com 104 tripulantes a bordo, está em missão de avaliação de três meses no Atlântico Sul e Norte.

A FREMM é a peça chave da proposta francesa para o projeto PROSUPER da Marinha do Brasil, na competição internacional em curso a fim de modernizar a frota de superfície da Marinha do Brasil. Sua viagem pelo Atlântico Norte e Sul vai qualificar o navio como ‘sea proven’.

As fragatas multimissões FREMM (Fragata Multimissão) representam o mais importante programa naval de superfície europeu iniciado em 2002, dentro de um programa de cooperação entre a França e a Itália. A França pretende construir 11 fragatas multimissão (oito navios deste tipo já foram encomendadas pelo governo). Todas elas adotam as normas MARPOL (Marine Pollution) mais recentes em matéria de meio ambiente.

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A partir de 2012, esses navios de 6.000 toneladas, passaram a formar a base da frota de superfície de combate em alto mar da Marinha nacional francesa.

As missões essenciais das FREMM são o domínio do meio aeromarítimo e a participação ativa em conjunto, assim como o apoio ao grupo aeronaval e anfíbio.

As FREMM francesas são construídas pela DCNS e equipadas com:

  • 8 mísseis antinavios Exocet MM40
  • 16 mísseis antiaéreos Aster (32 para a versão FREDA)
  • 16 mísseis de cruzeiro Scalp Naval (MdCN) (versão Aquitaine)
  • Um canhão de 76 mm (127 mm opcionais)
  • 2 canhões operados à distância de 20mm
  • 4 metralhadoras de 12.7 mm
  • 19 torpedos MU90
  • Um helicóptero de combate NH90

Características gerais das FREMM

  • Comprimento total : 142 metros
  • Boca : 20 metros
  • Deslocamento :  6 000 toneladas
  • Velocidade máxima : 27 nós
  • Tripulação : 108 pessoas (inclusive o destacamento do helicóptero)
  • Capacidade de acomodação : 145 homens e mulheres
  • Autonomia : 6.000 náuticas a 15 nós

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Atividades operacionais :

A partir do dia 4 de março, estão previstos exercícios em conjunto de alto nível operacional com a Marinha do Brasil no mar, que refletem a excelente relação de cooperação entre os dois países envolvidos numa parceria estratégica de grande porte.

Serão organizados intercâmbios e apresentação de equipamentos, além de visita ao navio para oficiais da Marinha do Brasil durante a escala no Rio.

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Os três navios da classe Amazonas já estão com suas paginas abertas no NGB – Navios de Guerra Brasileiros.

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  • Amazonas (P 120) – Comandante CC Giovani Corrêa
  • Apa (P 121) – Comandante CC Carlos Marcelo Fernandes Considera
  • Araguaia (P 122) – Encarregado do Grupo de Recebimento/Comandante CC Robledo de Lemos Costa e Sá (previsto para ser incorporado à Armada ainda no primeiro semestre de 2013).

Boa Estação e Boa Patrulha!

FOTO: Maritime Photographic

 

Prosub: UFEM será inaugurada no dia 1º de março

A construção da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), do estaleiro e da base naval em Itaguaí está orçada em R$ 7,8 bilhões, com desembolsos até 2017.

 

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vinheta-clipping-navalA Marinha do Brasil vai inaugurar, dia 01 de março, a primeira unidade industrial para construção do primeiro submarino de propulsão nuclear do país, em Iataguaí, no estado do Rio de Janeiro.

A inauguração da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), no âmbito da execução do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, iniciado pela Marinha em 2008, “representa marco importante para a construção naval brasileira, por tratar-se da primeira parcela da infraestrutura que vai capacitar o país para a construção e manutenção de submarinos convencionais e nucleares’”, anuncia a Marinha em comunicado.

A construção da UFEM, do estaleiro e da base naval em Itaguaí está orçada em R$ 7,8 bilhões, com desembolsos até 2017.

Participarão da solenidade, além da presidente da República, Dilma Rousseff, o ministro da Defesa, Celso Amorim, o embaixador da França no Brasil, Bruno Delaye, o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, e diversas autoridades civis e militares, do Brasil e da França.

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) é, hoje, o mais importante projeto em desenvolvimento pela Marinha, e resulta de uma parceira estratégica, firmada em 2008 pelos presidentes do Brasil e da França.

Essa parceria prevê a transferência de tecnologia e a formação de consórcios entre empresas dos dois países, para atender aos objetivos estratégicos comuns. Assim, a DCNS, empresa francesa contratada para transferir tecnologia, formou, com a construtora brasileira Odebrecht, o Consórcio Baia de Sepetiba, destinado à construção de um estaleiro para fabricar os submarinos e de uma base naval para apoiá-los.

O PROSUB prevê a fabricação de cinco submarinos, sendo quatro deles convencionais, isto é, dotados de propulsão diesel-elétrica, e um com propulsão nuclear. Para viabilizar essa fabricação, foi constituída uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), denominada Itaguaí Construções Navais (ICN), também formada pela Odebrecht e pela DCNS, mas tendo a Marinha do Brasil como detentora de uma ação preferencial do tipo golden share. Caberá à ICN empregar as instalações do estaleiro, que incluem a UFEM, exclusivamente para a construção dos cinco submarinos previstos no contrato.

No comunicado, a Marinha brasileira destaca que “está excluída desse acordo com a França a transferência de tecnologia para a construção da planta de propulsão do submarino nuclear, cuja responsabilidade cabe exclusivamente à Marinha, com base em tecnologia própria, desenvolvida no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP).

O prazo para o término do estaleiro de construção é dezembro de 2014, enquanto que o da base naval é 2017, sendo que o primeiro dos quatro submarinos convencionais, cuja fabricação estará pronta em 2015, será entregue para operação em 2017, após os inúmeros testes a que será submetido. Os outros submarinos convencionais serão entregues em intervalos de dezoito meses.

O primeiro submarino com propulsão nuclear deverá ficar pronto em 2023, seguindo-se cerca de dois anos de testes no mar, antes de entrar em operação.

O projeto do submarino de propulsão nuclear já está sendo desenvolvido por brasileiros desde o ano passado. Engenheiros navais da Marinha realizaram diversos cursos relativos a projeto de submarinos na França, entre agosto de 2010 e maio de 2012. Esses engenheiros já retornaram ao Brasil e iniciaram, em 06 de julho de 2012, no escritório técnico conjunto Marinha do Brasil/DCNS, instalado no CTMSP, o desenvolvimento do projeto do submarino com propulsão nuclear brasileiro.

O PROSUB irá gerar, no auge, mais de nove mil empregos diretos e outros 32 mil indiretos. Adicionalmente, na área de construção naval, projeta-se para o período de construção dos submarinos a criação de cerca de dois mil empregos diretos e oito mil indiretos permanentes. Por último, o PROSUB inclui um processo de nacionalização com base em transferência de tecnologia que prevê a fabricação, no País, de vários equipamentos dos submarinos convencionais e do nuclear, o que elevará o patamar tecnológico das empresas brasileiras e possibilitará a criação de mais empregos.

A construção e operação de um submarino com propulsão nuclear, desenvolvido com tecnologia altamente sensível, são dominadas por poucos países. Atualmente, apenas China, Estados Unidos da América, França, Inglaterra e Rússia detêm esse domínio tecnológico. Com o PROSUB, o Brasil passará a integrar esse grupo.

FONTE: Portugal Digital

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A Rússia planeja garantir presença permanente no mar Mediterrâneo por meio de uma força-tarefa a ser implantada na região até 2015. Segundo informa o Estado-Maior, o esquadrão será formado por navios das frotas do mar Negro, mar do Norte e mar Báltico.

O novo grupo está sendo criado à imagem do Quinto esquadrão operacional da Marinha da URSS, que a Guerra Fria, era esse grupo que se ocupou de missões de combate na área do mar Mediterrâneo. Naquela época, o principal inimigo do esquadrão era a Sexta frota operacional da Marinha dos EUA. No entanto, um ano depois do colapso da União Soviética, em 1992, o Quinto esquadrão foi dissolvido.

Porém, com o tempo a medida se revelou inadequada. A região do Mediterrâneo continua centro de conflito de interesses dos principais poderes mundiais, além de palco da Primavera Árabe, e da prolongada guerra civil na Síria. O chefe do Ministério da Defesa russo, durante sua visita à Frota do mar Negro em 20 de fevereiro, declarou que na área do Mediterrâneo estão concentradas as ameaças mais significativas para os interesses nacionais da Rússia.
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A tarefa, obviamente, é séria. Há que se criar um sistema de sustentação material e técnica do esquadrão. E hoje em dia, a única base, e também a única instalação naval militar russa no exterior, é o porto sírio de Tartus. Além disso, é necessário, em dois ou três anos, atualizar os navios da Frota do mar Negro, aponta o assessor do chefe do Estado-Maior russo, ex-comandante da Frota, almirante Igor Kasatonov: “naturalmente, são necessários grandes gastos, novos navios. O fato de que é geopoliticamente necessário ter um grupo assim é bom, isso é desejável. Mas o governo precisa se esforçar para criar um grupo desse tipo, tendo como modelo o Quinto Esquadrão”.

O governo russo vem prestando atenção ao problema da atualização da Frota do mar Negro já há anos. Agora estão sendo construídos três submarinos diesel-elétricos e três fragatas. O teatro de ação foi minuciosamente estudados ainda nos tempos soviéticos. Quanto aos objetivos da criação de uma força-tarefa, eles são muito claros, diz o editor-chefe da revista Export Vooruzheny (Exportação de Armas) Andrei Frolov: “eu acho que, primeiro de tudo, é uma demonstração da bandeira, assim como algumas ambições russas, internacionalmente. A demonstração de que, passados 20 anos, a Rússia chegou ao que tinha a União Soviética. E, finalmente, a capacidade de responder mais rapidamente a certas cituações. Muitas vezes acontece que para navios pode levar 4-5 dias para saírem de Sevastopol e chegarem no lugar certo. E a situação pode se desenvolver muito mais rapidamente”.

Segundo especialistas, dois ou três anos e um prazo bastante real para resolver o problema da renovação da frota. O Estado-Maior informou que a interação dentro do futuro agrupamento mediterrânico já foi praticada durante exercícios recentes: manobras do esquadrão russo foram realizadas na região em janeiro.

FONTE: Voz da Rússia e Kyvi Post (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de originais em português e inglês)

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vinheta-clipping-navalA China lançou ontem (25) a primeira embarcação da nova classe de fragatas stealth equipadas com mísseis para substituir modelos mais antigos e aumentar a capacidade do país em realizar patrulhas e escoltar navios e submarinos em águas em disputa nos mares do Sul da China e da China Oriental.

A primeira embarcação do grupo foi entregue anteriormente à Marinha na segunda-feira em Xangai, que abriga um dos maiores complexos de estaleiros navais, de acordo com um agência de notícias Xinhua e o site da Marinha.

Recém-promovido comandante da Marinha, o almirante Wu Shengli participou da cerimônia de entrega da fragata, afirmou a Xinhua, uma indicação da importância dada a missão dos novos navios.

Os navios, que também conseguem transportar helicópteros, apresentam um design sofisticado para serem mais silenciosos e mais difíceis de serem detectar por radar. Além disso, as embarcações estão armadas com mísseis antinavio e explosivos antiaéreos. Eles também precisam de uma tripulação de apenas 60 pessoas, dois terços a menos que os navios mais antigos, uma grande vantagem que deve aumentar a eficiência e aliviar custos de treinamento e recrutamento.

Até agora, a Marinha permaneceu distante das ilha disputadas pela China com outros países, a fim de evitar novas tensões. No entanto, a China não esconde seu desejo de ampliar o alcance de sua capacidade naval. A Marinha tem recebido atenção considerável em modernização militar da China. As informações são da Associated Press.

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FONTE: O Estado de S. Paulo

FOTOS: China Defense Blog

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USS Ranger

Em 25 de fevereiro de 1933, o USS Ranger (CV 4), primeiro navio-aeródromo americano “verdadeiro” era lançado ao mar pelo Newport News Shipbuilding.

O navio foi comissionado no Norfolk Navy Yard em junho de 1934, e serviu no Pacífico com sua tripulação até iniciar as operações de Neutralidade Marítima no Oceano Atlântico, no outono de 1939 e mais tarde participou da Operação Torch e Leader, que atacou navios alemães em águas norueguesas.

No verão de 1944, o USS Ranger chegou a Pearl Harbor e ajudou a treinar pilotos para operações de combate. Em outubro de 1946, o navio foi desativado e vendido para demolição em janeiro de 1947. O USS Ranger recebeu duas estrelas da batalha pelos serviços prestados na Segunda Grande Guerra.

 

HMS Talent

As Malvinas estão entre os territórios mais militarizados do mundo, com mais de 1,5 mil soldados britânicos e uma população civil de 3 mil

 

vinheta-clipping-navalA Argentina acusou nesta segunda-feira o Reino Unido de transportar, em submarinos, armamento nuclear às Ilhas Malvinas e violar, assim, os tratados internacionais que estabelecem que esta zona deveria estar desnuclearizada.

“Nos encontramos em uma etapa precária de implementação do tratado de Tlatelolco, que proíbe completamente o armamento nuclear na América Latina e no Caribe. Esta precária implementação é desafiada pelo Reino Unido”, manifestou o secretário de Relações Exteriores da Argentina perante a Conferência de Desarmamento da ONU, Eduardo Zuain.

Além disso, Zuain responsabilizou o Reino Unido de uma injustificada e desproporcional presença militar no Atlântico Sul, “que inclui deslocamentos de submarinos com capacidade de levar armamento nucleares na zona desnuclearizada”.

O Tratado para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina e no Caribe – conhecido como Tratado de Tlatelolco – é um acordo internacional que estabelece a desnuclearização do território da América Latina e do Caribe e que entrou em vigência em 25 de abril de 1969.

“A República Argentina está especialmente preocupada pela possibilidade, confirmada pela primeira vez pelo Governo britânico em 2003, que este estado estivesse introduzindo armamento nuclear no Atlântico Sul”, assinalou Zuain, que acrescentou que o governo argentino lamenta profundamente que o Reino Unido tenha ignorado as denúncias formuladas sobre esta situação.

Além disso, Zuain criticou o fato de que as Malvinas esteja entre os territórios mais militarizados do mundo, com mais de 1,5 mil soldados britânicos e uma população civil de 3 mil. “Tal desdobramento inclui a presença de um poderoso grupo naval, aviões de combate de última geração, um importante centro de comando e controle, e uma base de inteligência eletrônica que permite ‘monitorar’ o tráfego aéreo e naval da região”, acrescentou.

Zuain disse que a grande presença britânica em áreas disputadas do Atlântico Sul preocupa não somente a Argentina, “mas também os países da região e fora dela, como demonstram pronunciamentos da Cúpula Ibero-Americana, a União de Nações Americanas (Unasul), o Mercosul, o Grupo Rio e a Cúpula de Países da América do Sul e Países Árabes (ASPA)”.

Argentina pediu à Conferência de Desarmamento, que começou nesta segunda em Genebra uma nova sessão e que se prolongará até o próximo dia 1 de março, que supere a estagnação à qual está submetida há 15 anos para que possam avançar em diferentes temas, entre eles, o reivindicado por Buenos Aires.

FONTE: Terra/EFE

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An aerial view of  Petrobras 50, a ship-shaped floating production, storage and off-loading (FPSO) vessel, in Rio de Janeiro

vinheta-clipping-navalPreocupada em acelerar a produção de petróleo e temendo atrasos na entrega de equipamentos, a Petrobrás transferiu para o exterior parte das obras de, pelo menos, quatro plataformas para o pré-sal da Bacia de Santos. Contratados por mais de US$ 2 bilhões e regras de conteúdo local de até 70% para estimular a indústria local, os serviços foram iniciados na Indonésia e no estaleiro Cosco, em Dalian, na China.

No Brasil, o cronograma estava atrasado por deficiências nos estaleiros Inhaúma (RJ) e Rio Grande (RS). Uma parte trabalhosa do processo (troca de chapa), intensiva em mão de obra, será transferida para a China, com possível redução de postos de trabalho no Brasil.

Serão feitos no Cosco uma parcela da transformação (conversão) de três navios em plataformas (P-75, P-76 e P-77) para a área da cessão onerosa, que produzirá até 5 bilhões de barris no pré-sal. Também serão feitos no estaleiro chinês estruturas do casco de uma plataforma replicante (que repete exatamente o projeto de outro equipamento) para o pré-sal de Santos.

“Claramente este é um movimento da Petrobrás para poder acelerar o desenvolvimento dos campos”, disse o presidente da Odebrecht Óleo e Gás, Roberto Ramos.

A Petrobrás também negocia no exterior para afretar (alugar), e não construir, as cinco plataformas (FPSOs) extras para a área da cessão onerosa. O afretamento facilita o cumprimento de meta de conteúdo local, pois a embarcação é computada dentro do cálculo para todo o sistema.

A petroleira diz que não há decisão sobre afretamento. Mas o Estado apurou que pelo menos duas unidades são negociadas com a SBM, de Mônaco, e com a Modec, japonesa.

Fontes do setor dão como certo que haverá descumprimento de conteúdo local nas obras subcontratadas ao estaleiro Cosco. A Petrobrás, que precisará prestar contas à Agência Nacional do Petróleo (ANP), nega. “Não haverá descumprimento”, afirma, em nota.

O grupo EEP, do estaleiro Inhaúma, responsável pela conversão das P-74, P-75, P-76 e P-77, também afirma que cumprirá o conteúdo local estabelecido no contrato com a Petrobrás, prevendo até 35% de realização no exterior.

Se extrapolar os limites de conteúdo local na conversão, a compensação terá de ser feita na fase de montagem da planta industrial na plataforma (integração). “O conteúdo local é muito mais influenciado pela construção dos módulos e equipamentos para o processamento do petróleo”, diz a petroleira.

A decisão da Petrobrás de recorrer à China já mostra que a companhia não está disposta a correr o risco de retardar o aumento de sua produção por causa dos atrasos da indústria nacional. O governo usa os contratos da Petrobrás para reativar o setor naval. Mas, para acelerar o processo foi necessário fazer as encomendas antes de os canteiros para as obras (dos estaleiros) estarem prontos. Com o avançar dos projetos, os gargalos da indústria nacional ficam mais evidentes.

A Petrobrás reconhece que houve uma mudança de estratégia por causa da falta de disponibilidade dos dois estaleiros.

No caso da plataforma replicante, parte do casco será feita no Cosco por causa do atraso nas obras de construção dos cascos, a cargo da Engevix, no Estaleiro de Rio Grande. A Engevix não comentou. O contrato inclui oito cascos replicantes e soma US$ 3,1 bilhões.

O diretor de Engenharia da Petrobrás, José Figueiredo, esteve na China no fim de janeiro para vistoriar as obras e se certificar de que estão no prazo. Já foi iniciada no Cosco a troca de casco, limpeza e construção de módulos de acomodação, entre outros serviços, para as P-75 e P-77.

A P-76 passa por limpeza na Indonésia e depois segue ao Cosco. Os três navios nem sequer estiveram no Brasil, foram da Malásia direto para Indonésia e China. Apenas a P-74 segue o processo de conversão no estaleiro Inhaúma, no Rio.

As quatro plataformas da cessão onerosa, juntas, serão responsáveis por até 600 mil barris/dia, equivalente a 30% da atual produção da Petrobrás. Estão programadas para entrar em 2016 e 2017 nos Campos de Franco 1, 2 e 3 e de Nordeste Tupi.

Concorrência. Segundo colocado na disputa para a conversão dos quatro navios para a área da cessão onerosa, o presidente da Andrade Gutierrez Óleo e Gás, Paulo Dalmazzo, diz que um descumprimento das regras de conteúdo local seria ilegal. “Perdemos a concorrência por oferecer preço maior, pois iríamos fazer no Brasil. Para fazer no exterior teríamos conseguido preço melhor do que o do vencedor. A Petrobrás não pode rasgar uma concorrência.”

O consórcio formado pela Odebrecht, UTC e OAS, reunido no EEP-Inhaúma, venceu o contrato das quatro conversões com US$ 1,753 bilhão. A Andrade Gutierrez ofertou US$ 580 milhões a mais.

A ANP disse que, pelas regras contratuais, iniciará a fiscalização somente ao final de cada módulo da etapa de desenvolvimento. Se ao final da fiscalização for apurado o não cumprimento da meta estabelecida no contrato a Petrobrás será multada, informa a agência.

FONTE: O Estado de S. Paulo

corveta classe barroso EVOLUTION

A Barroso “stealth” com as modificações pedidas pelos leitores do Poder Naval. Observar o nome do último navio. Clique na imagem para ampliar.

ARTE: Luiz Henrique “Jacubão”

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Senhor Editor,

Com relação à matéria intitulada “Divergências no concurso de seleção para praticantes de prático em 2013”, de vossa autoria, publicada no site “Poder Naval”, em 23 de fevereiro, a Marinha do Brasil esclarece que:

a) as ações judiciais relacionadas ao Processo Seletivo de Praticantes de Prático de 2013 foram, oportunamente e como preconiza o ordenamento jurídico nacional, contestadas pela Advocacia-Geral da União;

b) quanto ao inquérito civil público, as informações solicitadas estão sendo prestadas, considerando que os requisitos de pontuação para a prova de títulos do Processo Seletivo para a Categoria de Praticantes de Prático decorrem das atribuições da Autoridade Marítima, quais sejam: a segurança da navegação, preservação ambiental e salvaguarda da vida humana no mar.
Adicionalmente, é oportuno mencionar que a prova de títulos representa 10% da pontuação total do Processo Seletivo; e

c) com relação aos recursos, frente ao gabarito da prova escrita do presente Processo Seletivo, todos foram exaustivamente analisados, em mais de uma oportunidade. Nesses procedimentos, não foram identificados sólidos argumentos para a alteração do gabarito; que, caso incorretamente alterado, prejudicaria a grande maioria dos candidatos que lograram êxito nas questões envolvidas nos recursos.

Atenciosamente,

JOSÉ ROBERTO BUENO JUNIOR
Contra-Almirante
Diretor

50 anos da ‘Guerra da Lagosta’

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vinheta-clipping-navalO governo brasileiro enviou ontem cinco navios da Marinha para patrulhar o litoral de Pernambuco.

A ação visa defender a região contra as embarcações francesas tripuladas por pescadores de lagosta e contra o Tartu, navio de guerra da França destinado a proteger os lagosteiros. O Brasil tenta surpreender os franceses, que devem chegar às águas sul-americanas nos próximos dias.

A decisão, tomada com o alto comando de Marinha, Aeronáutica e Exército, teve apoio do presidente João Goulart, que ainda espera uma saída diplomática para o caso.

Nota publicada pelo jornal Folha de São Paulo em 25 de fevereiro de 1963

FONTE: Folha de São Paulo

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Visão do Correio

 

vinheta-clipping-navalUm ano após o incêndio que consumiu 70% das suas instalações, a Estação Antártica Comandante Ferraz renasce em meio ao gelo. Com a paciência que o continente gelado exige e os R$ 40 milhões emergenciais liberados pelo governo federal logo depois do desastre, militares da Marinha do Brasil limpam a região e constroem os 39 módulos provisórios para abrigar os militares que passarão o inverno por lá, apoiando as pesquisas. Somente este ano são 20 projetos científicos.

Desde sua criação, em 1982, o Programa Antártico (Proantar) brasileiro nunca foi interrompido. Nem mesmo pelo fogo que atingiu 40% dos estudos em andamento. Graças ao esforço de cientistas e militares, que trocam o calorento verão brasileiro pelo verão antártico, quando a temperatura média de 0ºC permite o deslocamento pela região mais inóspita do planeta.

A Marinha conserva efetivo permanente no território do extremo sul da Terra há 31 anos. São 15 militares, que ficam por um ano na Estação Comandante Ferraz, dando todo o apoio logístico para pesquisas. Duas embarcações participam dos trabalhos no verão. Além de transportar víveres e pesquisadores, os navios funcionam como miniuniversidades. Juntos, eles têm sete laboratórios.

Por meio de reportagens, o Correio mostrou o esforço brasileiro para manter o Proantar. Um repórter do jornal passou quatro dias no Polo Sul, com os militares e cientistas do país. Há 31 anos com seu programa antártico, o Brasil tem motivos científicos, políticos e econômicos para investir tempo e dinheiro em território tão distante e hostil.

Manter estações e realizar pesquisa contínua em terras e águas austrais são exigências para garantir uma cadeira no grupo de 28 países com poder de voto no Tratado da Antártica. Entre as normas, o acordo internacional embarga até 2048 a exploração econômica na região. Quando for decidida a exploração mineral, o Brasil vai ter voz ativa.

O Proantar passa por reformulação científica, mais um movimento para aumentar a relevância do país entre os membros do tratado. A guinada passará por ampliar a cooperação com centros de excelência internacional e por expandir as pesquisas para outras regiões da Antártica. Uma das principais buscas é aprimorar as previsões meteorológicas, o que terá impacto direto na produtividade da agricultura, algo primordial em um país considerado celeiro, como o Brasil.

Os 14 milhões de quilômetros quadrados da Antártida — o equivalente a um Brasil e meio, mas que pode chegar a 32 milhões km² no inverno, com o congelamento dos mares —, conservam 90% do gelo e 80% da água doce do planeta. No continente também foram encontrados 176 tipos de minerais. Acredita-se que os recursos possam suprir a economia mundial por 200 anos.

No entanto, comparado a outros países, o investimento brasileiro na Antártida é pífio. Dono do programa mais ambicioso do planeta, os Estados Unidos aplicaram no ano passado US$ 76 milhões (R$ 149 milhões) só em pesquisas — sem contar a logística. No Brasil, o Ministério da Ciência e Tecnologia investiu R$ 144,8 milhões em 12 anos. Só em 2012, a Índia aplicou R$ 13,7 milhões; a China, R$ 19,6 milhões. Considerado o potencial da região, a conclusão é uma só: nenhum país está lá por acaso.

FONTE: Correio Braziliense via Resenha do Exército

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