Fragata ‘Aquitaine’ lança com sucesso seu primeiro míssil Aster

Fragata ‘Aquitaine’ lança com sucesso seu primeiro míssil Aster

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FREMM Aquitaine

A primeira Fragata Multimissão (FREMM) francesa realizou ontem com sucesso um lançamento do míssil superfície-ar Aster 15 no campo de testes do DGA francês das Ilhas du Levant, no Mar Mediterrâneo.

“Este lançamento permitiu aos marinheiros da FREMM Aquitaine consolidar a validação de todas as etapas de lançamento do sistema do míssil Aster 15 a partir de uma FREMM. Estas etapas começam a partir da preparação do míssil até a destruição efetiva do alvo, passando pela fase de detecção do alvo pelo radar e das atividades dos operadores do sistema de combate do barco.” Explica o Capitão de Navio Benoît Rouvière, comandante da fragata.

A FREMM Aquitaine poderá se equipar com até 16 mísseis Aster 15, sendo ele desenvolvido para se opor aos mais modernos mísseis anti-navios e contra atacar possíveis ataques de saturação, se tornando o principal meio de defesa da FREMM contra ameaças aéreas.

A Fragata de 142 metros de comprimento e de capacidade de 6000 toneladas também é equipada com 8 mísseis Exocet MM40 Block3 e 16 mísseis de cruzeiro Scalp Naval (MdCN), todos produzidos pela MBDA. A Aquitaine também dispõe de torres de 76mm, tubos de lança torpedos de MU90 e de um helicóptero Caïman Marine (NH90).

manoeuvre_FREMM_Aquitaine_28_avril_2011

7 classes de navios equipados com o sistema Aster

Dentro da fase de Verificação das Capacidades Militares (VCM) da FREMM Aquitaine, necessário para o serviço ativo da embarcação (previsto para o fim do ano), marca a introdução do míssil da MBDA a uma nova plataforma de lançamento.

Antes de ser instalado na FREMM francesa, o Aster foi instalado pela primeira vez no porta aviões francês Chales de Gaulle, sendo posteriormente operado em outras Fragatas: 3 da Arábia Saudita (Tipo F3000), 6 Cingalesas (Classe Delta), 4 Franco-Italianas (Tipo Horizon). Além de também ser equipado em 6 Destroieres Britânicos (Tipo 45).

O sistema Aster, até o momento, obteve uma encomenda de 11 exemplares pela França e também equipará o futuro navio de desembarque e suporte logístico da Argélia, que se encontra atualmente em construção na Itália.

DIVULGAÇÃO: Imagem Corporativa

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Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

11 COMMENTS

  1. Apenas 15 células de Aster 15 ??
    Isso não é pouco ??

    Um ataque de saturação não deixaria um navio desses em maus lençóis ?

  2. Eu acho muito interessante esse conceito de míssil ar-ar + um booster, para o papel de SAM. Usa-se um míssil já operacional, completo, e se aumenta o alcance dele mais algumas modificações de software. Fica muito mais barato que implementar um míssil do zero. E com a vantagem de ter um míssil muito mais ágil no engajamento final que os “postes telefônicos” de antigamente.

    Se for necessário maior alcance, basta desenvolver um booster maior, com um custo mínimo de reprojeto.

  3. Estas são fragatas multiproposito, com capacidade de autodefesa antiaerea apenas. Lembre-se que estamos falando da França, que já possui as fragatas Horizon que carregam até 48 Aster 15 e/ou 30. Além de possuírem um porta aviões com Rafales.

  4. Alfredo,
    Se imaginarmos que só uma será alvo de 16 mísseis anti-navios (e ainda mais, simultaneamente) é porque algo deu muito errado na estratégia francesa.
    Por outro lado, não se esqueça que nossas fragatas Niterói só levam 8 mísseis Aspide para pronto uso e provavelmente levam algo em torno de 1 hora para a recarga do lançador com mais 8 mísseis (se é que temos mísseis suficientes para recarga), e as Greenhalgh levam no máximo 12 Sea Wolf para pronto uso e duvido que tenham mísseis adicionais para recarga.
    Ou seja, na média tá de bom tamanho.

  5. Fabio…

    aparentemente os franceses confiam mais em equipamento tipo “radar jammer” do que CIWS e a Aquitaine tem um par um em cada bordo.

    abs

  6. Fábio…

    CIWS fazem muita barulheira e fumaça e me passam a impressão de
    que estão a bordo mais como um componente psicologico do que para deter um imenso missil supersonico manobravel.

    O “radar jammer” pode ser tão útil quanto só menos espalhafatoso, mas via de regra será melhor afunda a plataforma antes que lance os misseis.

    O que será que o Bosco acha ????

    abs

  7. Fabio e Dalton,
    Os franceses não adotam mesmo nenhum canhão CIWS e eu acho estranho não ter nenhum míssil ou sistema menor para complementar o ASTER 15 na função “hard-kill” nessa FREMM.
    Acharia mais equilibrado se tivesse pelo menos 2 SADRAL para a defesa mais interna (o ideal é que fosse o VL-MICA).
    De qualquer forma tem o canhão Super Rapid de 76 mm que tem algum potencial antimíssil.

    Um abraço.

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