USS_John_C__Stennis_CVN_74

Em documento apresentado ao Congresso norte-americano, a US Navy aponta a possibilidade de desativar quatro navios-aeródromo ainda em funcionamento. O documento de 11 páginas mostra os possíveis resultados do corte automático do orçamento de defesa – conhecido como sequestro, e que deve diminuir os gastos em torno de 46 bilhões de dólares entre março e setembro desse ano. De acordo com o documento, a Marinha seria obrigada a “desativar em intervalos” os porta-aviões USS John C. Stennis, Dwight D. Eisenhower, Ronald Regan e‘Theodore Roosevelt.

Antes da divulgação do parecer, a Marinha já havia anunciado atrasos no envio do porta-aviões USS Harry Truman ao Oriente Médio, além de suspender o abastecimento e reforma do USS Abraham Lincoln, de propulsão nuclear, e também atraso nos reparos no Roosevelt.

A frota atual já foi reduzida a 10 navios-aeródromos após o descomissionamento do USS Enterprise em dezembro. Retirar mais embarcações deixará a Marinha incapaz de manter presença e aeronaves de ataque em regiões conturbadas como o Golfo Pérsico. A Força também deve cancelar o envio do navio de assalto anfíbio USS Bataan para a região.

Ainda segundo a previsão mais dramática de cortes, a US Navy sugere que em outubro desse ano, as unidades possam levar até nove meses para estarem aptas a missões e desdobramentos “devido às contenções em manutenção e treinamento”.

FONTE: Washington Times (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

34 Responses to “Cortes no orçamento forçarão US Navy a desativar porta-aviões” Subscribe

  1. clsaraujo 21 de fevereiro de 2013 at 18:18 #

    Economia estagnada uma conspiração social dos próprios contribuintes para acabar com a politica expansionistas de seu país. Vale uma frase assim como os homens os impérios também se vão.

  2. eduardo.pereira1 21 de fevereiro de 2013 at 18:27 #

    Será esta uma oportunidade pra MB de por a mao em alguma Nae do titio Sam ???????

  3. Lyw 21 de fevereiro de 2013 at 18:57 #

    Bom, eu acho difícil que o tal “corte automático” seja do tamanho que alguns do governo americano gostariam, sendo menor e atingindo outras áreas das forças armadas americanas e não os porta-aviões… e caso atinja será no máximo 2 porta-aviões… E com 8 porta-aviões dá pra cobrir várias áreas do globo.

    Além do mais, provavelmente os navios ficarão na reserva, então não viajemos amigos…

  4. ernaniborges 21 de fevereiro de 2013 at 18:58 #

    O Brasil, como parceiro estratégico dos EUA podem ajudá-los: Os EUA transferem dois NAE para nós, que em contrapartida, ficaremos responsáveis pelo controle do Atlântico Sul.

  5. Ribeiro 21 de fevereiro de 2013 at 19:18 #

    “desativar em intervalos” os porta-aviões USS John C. Stennis, Dwight D. Eisenhower, Ronald Regan e‘Theodore Roosevelt.”

    Extranho… oque o Stennis e o Regan estão nesta previsão, enquanto o Nimitz não…

  6. pco-andrade 21 de fevereiro de 2013 at 21:00 #

    Tenho publicações antigas que mencionam a intenção US Navy de possuir 15 grupos liderados por NAes. Possuíam muitos CVs, poucos CVNs.

    Hoje possuem somente CVNs.

    A marinha de 300 navios também parece estar longe de ser realidade. O orçamento de 2014 não prevê mais 2 SSNs, somente um.

    O choque de readequação pelo qual passou a marinha russa, parece ter chegado à USN, guardadas as devidas proporções e observadas as realidades temporais e políticas.

  7. daltonl 21 de fevereiro de 2013 at 21:05 #

    Ribeiro…

    acho que pelo motivo de que o USS Ronald Reagan encontra-se em manutenção, nos finalmente é verdade, mas terá que passar por varios
    meses de treinamento até estar apto para uma missão enquanto o USS
    Nimitz mesmo apesar de ter apresentado problemas e necessitar reparos está já devidamente “treinado” juntamente com sua ala aerea.

    Quanto ao USS John Stennis, este encontra-se muito sacrificado depois de duas comissões simultaneas e terá que passar por um periodo de manutenção superior a um ano, então ele estaria de fora de qualquer
    jeito.

    Quanto aos amigos que sugerem que o Brasil poderia ficar com um NAe
    não sei se é brincadeira ou não, mas no caso de ser sério, podem esquecer pois nós simplesmente não temos como opera-los nem mesmo efetuar a manutenção…e isto não depende apenas de uma doca seca grande o bastante.

    Também não acho que os cortes serão tudo isso, mas há gordura a ser queimada mesmo que para isso a presença da US Navy diminua nos oceanos e que outros contribuam mais , mas não em áreas tranquilas como o Atlantico Sul e sim onde as coisas acontecem como certos locais dos oceanos Pacifico e Indico.

  8. daltonl 21 de fevereiro de 2013 at 21:08 #

    Onde escrevi comissoes simultaneas entenda-se comissoes contiguas,
    ou seja o Stennis partiu para a atual comissão antes de ter “descansado”
    o suficiente… :)

  9. Marine 21 de fevereiro de 2013 at 21:14 #

    Nao passa de tatica do atual Chief of Naval Operations pra assustar congressista e faze-los entrar em acordo sobre o orcamento da uniao. Essa analise foi muito bem feita pelo comentarista e especialista em defesa Ralph Peters, recentemente no Washington Post.

    O atual CNO esta brincando com a defesa nacional para proteger o seu orcamento, deveria ser demitido por isso. Sem contar que esse joguinho de nao enviar dois “flat decks” para o golfo persico na proxima rotacao nada mais e que “scare tactics” e “dog & pony show”, a USN pode cortar gastos em outras areas antes de comprometer os compromissos locais dos EUA.

  10. daltonl 21 de fevereiro de 2013 at 21:16 #

    A US Navy de fato chegou a ter 15 NAes no fim da guerra fria, mas, logo depois o numero caiu para 12, passando para 11 e agora temporariamente
    para 10 até o futuro USS Gerald Ford entrar em serviço.

    NAes convencionais não são mais construidos, o ultimo foi o John F Kennedy comissionado em 1968 e descomissionado prematuramente em 2007 , mas o último a deixar o serviço foi o Kitty Hawk em 2009 e que
    encontra-se na reserva, se bem mantido é outra estoria.

  11. pco-andrade 21 de fevereiro de 2013 at 21:50 #

    Em 1986 eram 4 CVs Midway, 4 CVs Forrestal, 4 CVs Kitty Hawk (alguns classificam 2 Kitty Hawk), 1 CVN Enterprise e 3 CVNs Nimitz.

  12. pco-andrade 21 de fevereiro de 2013 at 22:01 #

    pco-andrade disse:
    21 de fevereiro de 2013 às 21:50
    Em 1986 eram 4 CVs Midway, 4 CVs Forrestal, 4 CVs Kitty Hawk (alguns classificam 2 Kitty Hawk), 1 CVN Enterprise e 3 CVNs Nimitz.

    Ops, 2 Midway.

  13. aericzz 21 de fevereiro de 2013 at 22:10 #

    Se estiverem com dificuldades para manter alguns navios por motivo de manutenção ou equipamento defasados… tenho uma sugestão:
    Mandem Oficiais fazerem intercâmbios aqui na nossa MB, esles vão descobrir que milagres existem e que se pode manter reliquias em pé de navegarem para aonde quiserem!!!!! (e com baixíssimo custo!) afinal velharia e din-din curto a gente entende de montão!

  14. daltonl 21 de fevereiro de 2013 at 22:26 #

    pco…

    em 1986 foi comissionado o USS Theodore Roosevelt , o quarto NAe da
    classe Nimitz, elevando para 15 o nr de NAes. Em 1990 e 1992, o Coral Sea e o Midway foram descomissionados em compensação foram comissionados os USSs Abraham Lincoln e george Washington resultando em 15 dos chamados “super carriers” mas que teve curta duração, pois com o fim da URSS, o nr caiu para 12.

  15. pco-andrade 21 de fevereiro de 2013 at 22:55 #

    Daltoni, é muito CV / CVN !!!!

  16. Marine 21 de fevereiro de 2013 at 23:57 #

    Que saudade de um certo presidente/ator da California e sua “Marinha de 600 navios”, sua recuperacao da economia, e lideranca nacional….

  17. ci_pin_ha 22 de fevereiro de 2013 at 0:05 #

    Se fosse para adquirir um porta-aviões estadunidense, ficaria com o Kitty Hawk, apesar desse já está na reserva há quatro anos. Acredito que seja mais barato de manter, que enormes NAes nucleares, além de poder carregar qualquer avião moderno.
    Deixaria o São Paulo, mas como porta helicópteros e treinamento.

  18. daltonl 22 de fevereiro de 2013 at 0:29 #

    Kitty é mais antigo que o NAeSP, foi comissionado em 1961 e já estava em situação critica 4 anos atrás, conforme declarações de ex-tripulantes imagine depois de 4 anos na reserva em uma marinha que nem sempre tem conseguido dinheiro para bem manter navios da ativa !

    Kitty é “apenas” umas 10.000 toneladas menor que um Nimitz, algo imperceptivel e necessita de tantos tripulantes quanto um Nae nuclear.
    Pode ser mais barato de manter do que um NAe nuclear mesmo com o preço do óleo nas alturas, mas nenhuma marinha atualmente
    iria poder arcar com os custos de te-lo, muito menos com sua ala aerea.

  19. pco-andrade 22 de fevereiro de 2013 at 1:14 #

    ter um kitty e embarcar 2 Sea King / Sea Hawk, 3 Trader / Tracker, 6 Skyhawk, 2 Cougar, isso quando a dotação estiver completa, não justifica.

  20. jairo boppre sobrinho 22 de fevereiro de 2013 at 7:19 #

    O Brasil não termina nem o FX-2 – imagine operar u NAe nuclear!

  21. adrianobucholz 22 de fevereiro de 2013 at 8:14 #

    Não ta fácil pra ninguém………………..

    http://24.media.tumblr.com/db289596862c9e5e749898165f75bd33/tumblr_mibua5NkCD1qjn7z6o1_500.jpg

  22. Giordani 22 de fevereiro de 2013 at 9:00 #

    A geração atual de wall street cresceu num mundo de facilidades. Num mundo aonde as ameaças são, na visão deles, um bando de maltrapilhos armados com AK-47…porém esses mesmos mal trapilhos fizeram o 11 de setembro.
    Wall Street entrou num jogo muito perigoso. Falta a essa geração o que seus pais e avôs sabiam. Sem o modo de vida dos EUA, não adianta ter dinheiro, pois sob a liderança da China ou da Rússia, não vão ter aonde gastar…
    Wall Street está sendo fogo amigo.

  23. crestani01 22 de fevereiro de 2013 at 9:25 #

    Marine, tem razão, esse é apenas um jogo para assustar o congresso americano, não existe possibilidades de tirar tantos NAEs das operações com o oriente médio pegando fogo, a Coreia no Norte ameaçando seus visinhos, Japão e China discutindo umas ilhotas que podera leva-los a guerra. O mundo hoje esta muita mais instavel que a 02 ou 03 anos atras e se essa noticia for verdade será a pior hora para a saida dessas naves de operação.

  24. crestani01 22 de fevereiro de 2013 at 9:30 #

    Mais caso essa noticia for veridica, as Forças Armadas Brasileiras poderão ensinar aos americanos como fazer para seus inimigos ficarem longe.

    Ave Maria cheia de graças o senhor é …………………………..

    Só na oração mesmo hehehehehe

  25. crestani01 22 de fevereiro de 2013 at 9:35 #

    Corrigindo, as forças armadas não, os governantes brasileiros poderião ensinar os americanos, pois nossas forças apesar dos pesares são muito bem preparedas e muito mal remuneradas, então aqui peço desculpas a FORÇA pelo escrita errada acima!

  26. Vader 22 de fevereiro de 2013 at 9:42 #

    O Marine matou a charada: isso é jogo de cena para pressionar o Congresso a aumentar o teto da dívida pública americana e não cortar gastos em Defesa.

    Entretanto, é fato que os EUA tem um poder de projeção naval desproporcional. A US Navy sozinha é muitas vezes maior e mais poderosa que as outras dez maiores marinhas do mundo JUNTAS. Creio que a tendência a médio e longo prazo, e isso, claro, apenas caso o país não se meta em mais nenhuma guerra, é ter uma US Navy bem menor, conquanto mais qualificada.

    Não há mais dinheiro nem necessidade para a marinha de 600 navios do Reagan: a URSS se dissolveu sem um tiro; quiçá nem mesmo para a de 300 do Bush: não há país que represente ameaça séria aos EUA. Os EUA terão de se adaptar à realidade global, mais cedo ou mais tarde, já que abriram mão de ser o parque fabril do mundo em favor da China e outros emergentes.

    Salvo uma devastação nuclear ou natural os EUA continuarão a ser o país mais poderoso da Terra por muitos e muitos anos; diria por pelo menos mais um século. Isso porque o capital científico e tecnológico acumulado é incomensurável e não poderá ser igualado em pouco tempo nem pelo resto do mundo todo junto.

    Mas vão ter de “descer do salto alto” em matéria bélica, simplesmente porque o mundo mudou; aliás, os próprios EUA quiseram que o mundo mudasse para o que é hoje.

    O americano médio, e isso inclui um bocado de gente com origens em outras nacionalidades, está de saco cheio de mandar seus filhos para sofrer e morrer longe de casa, e de financiar guerras no exterior, na tentativa muitas vezes frustrada de espalhar os valores democráticos e da civilização ocidental, recebendo em troca hostilidade, agressões, desconfiança e ataques.

    O povo americano quer finalmente desfrutar o mesmo bem estar social quase idílico de que desfrutam alguns dos países de IDH mais avançado do mundo, bem estar este que poderiam ter com enorme facilidade, se não tivessem que sustentar uma máquina bélica enorme que, no final das contas, serve de guarda chuva para boa parte do mundo. O povo americano está cheio de ser a “polícia do mundo”, de ter de pagar por isso, enquanto que inúmeros países servem-se dessa proteção americana para deixar de lado suas responsabilidades militares . Quer que outros povos assumam suas respectivas responsabilidades nesse sentido. Que cresçam e passem a fazer sua parte.

    E agora minha gente, é aquela velha história: ai do mundo na hora em que os ianques forem para casa.

    Saudações.

  27. jairo boppre sobrinho 22 de fevereiro de 2013 at 11:46 #

    O Vader mandou muito bem na análise, e o Marine tb.

    Abs

  28. Ozawa 22 de fevereiro de 2013 at 15:22 #

    O ciclo será esse: no dia em que os “ianques” voltarem para casa, alguém, em algum lugar, vai querer tomar o lugar vazio…, e aí eles terão que sair de casa de novo, retomar o controle, ser a “polícia ostensiva” do mundo, de novo, e ficar por um tempo, uma geração, alguns séculos, fora de casa, até ‘encherem o saco’ de novo, e voltar para casa, e o ciclo recomeça…

    É melhor ficarem aonde estão. É só não ser me meter em 3 frentes ao mesmo tempo e se quebrar economicamente…

  29. Giordani 22 de fevereiro de 2013 at 15:35 #

    E Eu continuo acreditando que o Patton tinha razão na Europa e o McCarthur no Pacífico…teriam matado o mal pela raíz…

  30. Ozawa 22 de fevereiro de 2013 at 15:49 #

    E o Patton perdeu o comando do 3º Exército porque tinha razão… Infelizmente, ou felizmente, morreu logo em seguida, e não viveu para ver que suas palavras eram proféticas…

  31. Baschera 23 de fevereiro de 2013 at 1:08 #

    Não me levem a mal….. mas esta da MB “assumir” um CVN americano provocou-me um ataque de risos !

    Já não basta um “opalão”…. que só boia ??

    E as escoltas…. e o navio reabastecedor…. e os aviões… e os helicópteros…. e o combustível nuclear…. e a doca….. e o pessoal….e os pilotos….. e a grana ….. custa Us$ 30 milhões/dia…..

    Hahahahahaha……. KKKKKKKk….. rsssssssssssssssssssssss !!

    Sds.

  32. Optimus 23 de fevereiro de 2013 at 19:34 #

    Poh, pessoal… Parem de cortar o barato dos “sonhadores”…

    Manda três pra cá, mas com um esquadrão completo de cada: Jolly Rogers, Reapers e Wolfpack e tá feito o carreto!!! Iuhuuuu… \o/

    :-P

  33. Requena 27 de fevereiro de 2013 at 22:01 #

    Vader e Marine foram muito bem em suas análises.

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