corveta classe barroso EVOLUTION

A Barroso “stealth” com as modificações pedidas pelos leitores do Poder Naval. Observar o nome do último navio. Clique na imagem para ampliar.

ARTE: Luiz Henrique “Jacubão”

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

57 Responses to “A evolução da corveta Barroso Mod ‘stealth’ em arte digital” Subscribe

  1. Gustavo 25 de fevereiro de 2013 at 15:01 #

    Fechou! Pode mandar pra Marinha!

  2. Galante 25 de fevereiro de 2013 at 16:11 #

    Gustavo, não precisamos mandar, a Marinha lê o Poder Naval.

  3. Luiz Monteiro 25 de fevereiro de 2013 at 16:23 #

    Prezado Luiz Henrique,

    Parabéns pelos projetos. Todos muito bem feitos.

    Porém, na minha opinião (que não necessariamente reflete a opinião da Marinha do Brasil) e pelo que entendi as novas corvetas da Classe Tamandaré terão desenho e capacidade muito semelhante à Barroso.

    A seção de proa será praticamente idêntica a da Barroso, dispondo de canhão principal com calibre 76mm. Porém não acredito em lançadores verticais para mísseis.

    A meia-nau receberá lançadores de torpedos e mísseis superfície-superfície. Esta seção poderá ter desenho mais furtivo como os apresentados por Vossa Senhoria.

    Na popa será ampliado o hangar e o covoo para operar com segurança o helicóptero MH-16. Esse covoo se estenderá até o limite de popa como nas duas últimas concepções artísticas.

    Sobre o hangar, poderá receber um CIWS ou um lançador de mísseis para defesa de ponto.

    A propulsão deverá ser CODOG.

    Abraços

  4. Celso 25 de fevereiro de 2013 at 17:37 #

    Prezado Galante,
    Muito oportuna sua informaçao sobre seu leitor (Marinha). Quem sabe estes Srs imaculadamente vestidos de branco saiam da penunbra e realmente tomem as redeas da escabrosa situaçao desta força q muito nos orgulha. Ai esta o real potencial de sugestoes de nossos patricios….vox populi, vox dei…..

    PS; Jacubao…..nada mais para melhorar suas excelentes sugestoes, Parabens.

    Sds

  5. Alfredo Araujo 25 de fevereiro de 2013 at 17:48 #

    Falta uma alteração: Parar de chamar de Corveta Barroso e começar a chamar de Fragatas Barroso… hehehe

  6. Roberto Bozzo 25 de fevereiro de 2013 at 18:54 #

    Srs primeiramente quero agradecer por terem criado este espaço sobre temas que, infelizmente, a grande midia mal cobre (quando cobre).
    Não vejo a hora de saber como realmente ficará o projeto da nova Tamandaré.
    E Jacubão, seus desenhos ficaram ótimos mesmo. Parabéns.

  7. Milton 25 de fevereiro de 2013 at 19:13 #

    Caro Jacubão, parabens.
    Excelentes sugestoes.
    Com umas dez dessas as coisas seriam um pouquinho diferentes…
    Vai ser um exercicio interessante confrontar depois os seus estudos com a configuração escolhida pela marinha.
    Galante, devia manter os comentarios abertos sempre…
    Att

  8. MOSilva 25 de fevereiro de 2013 at 19:24 #

    Jacubão, o seu esboço mostra um navio ao mesmo tempo compacto e versátil. As futuras “Tamandarés” deverão ser bem parecidas. Aliás, você mesmo “cantou essa bola”.
    Parbéns pela iniciativa e pelo resultado.
    SDS.

  9. G-LOC 25 de fevereiro de 2013 at 19:36 #

    O Luiz monteiro lembrou bem que tem que aumentar o hangar para acomodar o MH-16.

    Corvetas não são pensadas para cenários de alta ameaça. As originais foram pensadas para escolta anti-submarino no nosso litoral. Ameaça aérea seria no máximo mísseis anti-navio e submarinos levam poucos.

    Acho que o armamento tem que ser bem simples por questões de custos e ter um navio “low” para tarefas secundárias. O que está instalado lembra navios “hi”.

    Lembro que inicialmente o armamento seria dois canhões de 57mm, semelhantes aos do LCS.

  10. Anônimo 25 de fevereiro de 2013 at 19:37 #

    Agora é só esperar e conferir c/ o projeto da marinha.
    Parabens pelas concepçoes artisticas das provaveis configuraçoes das Barroso(Tamandaré) G2.

  11. Antonio 25 de fevereiro de 2013 at 21:28 #

    Algo mais para comparações
    A corveta Ludwigshafen am Rhein chega a Recife no dia 08/03/2013
    http://moraisvinna.blogspot.com.br/2013/02/corveta-da-marinha-alema-atraca-no.html?m=1

  12. MAD DOG 25 de fevereiro de 2013 at 21:58 #

    Excelente!!! … Parabéns!!!

    Agora é só esperar!

  13. Roberto Bozzo 25 de fevereiro de 2013 at 22:36 #

    Li recentemente que a MB trabalha com somente 30% de “novidades” em seus projetos (o tema era o SubNuc) e, pensando nisso, acredito que não vejamos algo tão sofisticado e furtivo neste projeto…

  14. Rogério 25 de fevereiro de 2013 at 23:44 #

    Show de bola Jacubão, nota 10.

    []s

  15. jacubao 26 de fevereiro de 2013 at 0:18 #

    Olá amigos!
    Obrigado pelos elogios! Fico feliz que tenham gostado da Barroso stealth.
    Fiz esses desenhos na itenção de incentivar os amigos a darem suas sugestões para fazer-mos um “desin dos amigos do blog”.
    Vejo que todos gostaram e participaram com carinho desse projeto, inclusive com o aval positivo do Sr LM, que é quem entende muito bem do assunto. Quem sabe entramos novamente numa outra empreitada como essa com um outro projeto? ;-)
    Ao meu grande amigo Galante, obrigado pelo espaço cedido e pela sua amizade.
    Enquanto isso, vamos debater e discutir a corveta “TAMANDARÉ”.

    Abçs.

  16. dalton 26 de fevereiro de 2013 at 0:49 #

    Jacubão…

    faz muito sentido o que o LM escreveu sobre não haver um VLS então
    como uma possivel ultima modificação talvez fosse o caso de aumentar o convoo movendo a superestrutura mais para a frente e colocando um
    seaRAM sobre o hangar.

    Seu convoo me parece ter o comprimento do de um Arleigh Burke F-IIA
    só que mais estreito e sei até pelas marcas de convoo que o Seahawk
    pousa lateralmente ou seja não segue o eixo do navio então temo que pelo convoo estar localizado onde está e não um deck mais acima como nos cruzadores ticonderoga seja necessário um convoo com maior comprimento já que não é possivel alarga-lo.

    abraços

  17. jacubao 26 de fevereiro de 2013 at 1:21 #

    Dalton, se observar bem amigo, o convôo já foi aumentado para receber o sea hawk. A posição da aeronave no convôo, conforme o desenho, é de peiada e não de pouso e decolagem, tanto é que tem bastante convés a ré da mesma.
    Abçs

  18. Mauricio R. 26 de fevereiro de 2013 at 9:13 #

    Jacubão,

    Parabéns, tá quase perfeita!!!
    E eis que o Sea Hawk substituiu o Super Lynx…

  19. Denilson 26 de fevereiro de 2013 at 9:40 #

    No lugar do Vulcan pode ser avaliada a substituição pela versão naval do Pansir, já que estamos comprando a terrestre.

  20. Dalton 26 de fevereiro de 2013 at 10:05 #

    Percebi o aumento sim Jacubão, que é apenas no comprimento e não na largura o que seria impossivel. Minha dúvida é se este aumento no comprimento é suficiente para operar com total segurança em mar mais agitado um Seahawk pois no Arleigh Burke a boca é bem maior e o Seahawk pousa de maneira diferente em angulo e ainda conta com o tal do RAST que ajuda na recuperação do mesmo…mas talvez seja um requirimento da US Navy

    abraços

  21. matheus 26 de fevereiro de 2013 at 10:16 #

    Denilson
    Concordo plenamente.

  22. Anônimo 26 de fevereiro de 2013 at 13:44 #

    Denilson,
    Será que o Pantsir naval tem penetração na estrutura como o Kashtan?
    Se tiver não tem como.
    A vantagem do Phalanx é ser do tipo plug and play, bastando que haja tolerância estrutural onde ele vai ser instalado e conexões simples de energia e ao console de controle no COC.

    Dalton,
    Apenas o Phalanx, o Goalkeeper e o Sea RAM possuem radares de busca integrados e podem operar de forma autônoma.
    É bom por um lado mas encarece o sistema.
    A busca de ameaças poderia ficar por conta dos radares do próprio navio que passaria a informação para o radar de controle de tiro do sistema. Tirando navios civis ou militares de apoio desprovidos de sistemas mais sofisticados não vejo vantagem nenhuma nessa autonomia e redundância.
    O RAM trabalha muito bem usando os sistemas próprios do navio e não precisa ser autônomo. Claro que essa redundância será útil no caso dos radares ou do COC do navio estar destruído ou fora de operação, mas se isso acontecer a vaca já terá ido pro brejo e o jacaré já a terá engolido.
    No caso do Sea RAM a impressão que dá é que os sistemas integrados inclusive lhe tira a vantagem de poder cobrir a zona cega do lançador, já que se ele for baseado somente nos sensores próprios para detectar e designar alvos, estará cego para ameaças que estejam encobertas pela estrutura ou mastro do navio.
    Até mesmo o Phalanx, apesar de seu sucesso, não precisava ter o radar de busca associado. Deveria ter uma versão dotado somente do radar de controle de tiro e eletroópticos, sem o radar de busca, ficando a detecção, identificação, avaliação e designação das ameaças por conta do radar do navio.
    Isso é o que ocorre na maioria absoluta dos sistemas CIWS, tais como o Kashtan, Meroka, Type 730, Sea Zenith, Dardo, Trinity, etc.
    O Phalanx ainda tem uma razão de ser porque ele foi desenvolvido em resposta a ameaça dos mísseis antinavios sea-skimming numa época em que os navios não estavam aptos ainda a detectar essas ameaças, mas hoje isso já não é verdade e todo navio que se preze tem meios próprios de detectar essas ameaças.
    Daí o meu espanto quanto ao Sea RAM, que repito, só tem razão de existir se for para ser instalado emergencialmente em um navio civil, ter sido escolhido para a classe Independence.

  23. marciomacedo 26 de fevereiro de 2013 at 13:54 #

    Parabéns, Jacubão, pelos excelentes desenhos e pelo debate que provocaram. Mas não acredito em mísseis anti-aéreos nas Improved Barroso. Acho que a escolha da MB recairá sobre o Bofors MK-4, de 40 mm ou, no máximo, no Milleniun de 35mm que equipa os patrulhas oceânicos da Venezuela. Já li inclusive sobre a disposição da MB de dotar com ambos as fragatas de 6 mil toneladas. Quanto à possibilidade do Pantisir, eles podem ser disparados de navios?

  24. Bosco 26 de fevereiro de 2013 at 14:00 #

    Denilson,
    Mas a versão naval do Pantsir penetra na estrutura, como o Kashtan? Se penetrar não tem jeito de instalar sobre o hangar. Sem falar que vai adicionar um míssil a mais no navio do Jacubão que já tem um lançado verticalmente.

    Dalton,
    Não vejo necessidade do Sea RAM e nem sei o motivo dele ter sido escolhido no Independence. Pra mim ele só cabe em navios civis, desprovidos de sistemas de combate.
    O Phalanx ainda é do jeito que é porque quando foi desenvolvido visava prover proteção a navios de combate que no início da década de 80 não tinham sequer como detectar mísseis sea-skimming, aí a moda pegou e ele fez sucesso.
    Agora, tirando ele e o Goalkeeper (e o Sea RAM), todos os outros CIWS do mundo (Kashtan, Type 730, Meroka, Sea Zenith, Dardo, Trinity, Millenium, etc) adotam os radares de busca próprios do navio, não tendo seus próprios radares de busca.
    Essa redundância custa caro e ao meu ver é desnecessária em modernos navios de combate e no caso específico do Sea RAM é até um fator limitante, já que ele não pode detectar ameaças vindos de direções encobertas pela superestrutura ou pelo mastro.

    Um abraço aos dois.

  25. Bosco 26 de fevereiro de 2013 at 14:02 #

    Jacubão,
    Parabéns!
    As duas últimas ficaram ótimas.
    Uma pena que as Tamandarés não terão lançadores verticais.
    Grande abraço.

  26. Bosco 26 de fevereiro de 2013 at 14:12 #

    Marciomacedo,
    Calma lá com o andor que o santo é de barro! rsrssss
    Brincadeira Marcio!
    “ou, no máximo, no Milleniun de 35mm”
    Marção, o Millenium é sem dúvida o melhor sistema CIWS baseado em canhão que existe no mundo e se nossas novas corvetas ou fragatas vierem equipadas com ele podemos nos sentir abençoados.
    Os americanos só não o adotaram porque hoje eles confiam mais em mísseis para se protegerem dos mísseis anti-navios supersônicos russos e a defesa contra ameaças assimétricas de superfície, prioritária hoje na USN, dispensam as capacidades superiores do Millenium e podem ser muito bem cobertas pelos canhões de 25 (Mk-38) e 30 mm (Mk-46), mais em conta.
    Um abraço.

  27. Dalton 26 de fevereiro de 2013 at 14:27 #

    Oi Bosco…

    Na verdade pensei no RAM o mesmo usado em varias belonaves da marinha alemã e também nos San Antonios e escrevi seaRAM.

    O LM comentou lá em cima sobre a possibilidade de instalação de misseis de defesa de ponto acima do hangar…o RAM parece encaixar-se não ?

    abraços

  28. Bosco 26 de fevereiro de 2013 at 14:38 #

    Dalton,
    Também acho que o RAM é o que melhor se encaixa já que é o único conteirável de concepção moderna e que não é uma “gambiarra” como o Mistral (Sadral, etc)
    Mísseis como o Sea Wolf e Crotale N acho que nem fabricam mais.
    O Sea Sparrow e o Albatroz também são de concepção antiga, além de grandes e pesados.
    Ou seja, se for conteirável, sem penetração na estrutura do navio, e concebido especificamente para a defesa de ponto naval, só tem o RAM.

    Um abraço.

  29. Bosco 26 de fevereiro de 2013 at 14:44 #

    Saíram 2 comentários meus erradamente.
    O primeiro, das 13:44 eu mandei e ele sumiu e eu achei que o tinha perdido e refiz o comentário, ás 14:00.
    Peço perdão!

  30. Denilson 26 de fevereiro de 2013 at 14:49 #

    Como escrevi antes, deve ser avaliada a possibilidade, mas acho possível colocar toda a caga paga da carreta no local, ai tem que verificar se o peso vai afetar a estabilidade, o centro de gravidade etc.
    Calculo que o sistema inteiro ficaria no mesmo tamanho do vulcam, mas com mais volume e peso.

  31. Ivan 26 de fevereiro de 2013 at 16:47 #

    Luiz Henrique “Jacubão”,

    Parabéns pela arte digital. Um verdadeiro presente para entusiastas como nós todos e uma tentação terrível, pois é impossível passar por aqui e não registrar um “pitaco”.

    Como o Luiz Monteiro ponderou coerentemente uma nova ‘Improved’ Barroso ‘Stealth’ teria que manter muito da atual Barroso, então as mudanças seriam em torno do que já existe.

    A proa dificilmente seria perfurada para um sistema de lançamento vertical, mas seria ótimo a substituição do canhão Vickers Mk-8 de 4,5 polegadas, cuja torre pesa cerca 25 toneladas, por uma arma de 3 polegadas como o Oto-Melara Mk.100 Compact que pesa cerca de 8,5 toneladas. Sendo esta última mais adequada para disparos antiaéreo.

    Imagino que esta redução de peso na proa pode favorecer o comportamento da corveta em mar revolto ou permitir o acréscimo de algum outro sistema que não perfure o casco.

    Como dificilmente caberia um sistema VLS na proa, penso que seria importante um SAM embarcado, mesmo que de curto alcance / defesa de ponto, afinal é apenas uma corveta “incrementada”.
    A melhor opção como Bosco sempre sugeriu, com adesão de Dalton e outros especialistas conceituados, seria um RAM (Rolling Air Frame) Mk49, sobre o hangar, no lugar do atual canhão BAE Systems Bofors Trinity Mk 3 40mm ou de um possível Vulcan de 20mm.
    @_ttp://www.raytheon.com/capabilities/products/ram/
    Este arranjo poderia dar cobertura de 360 graus, lembrando que na proa tem um Compacto 76mm.

    Alguns colegas lembram que as corvetas e fragatas alemães usam 2 (dois) sistemas RAM, mas elas operam no Mar Báltico, um espaço confinado ‘cheio’ de ‘aviãozinhum’ e SSM, além do fato da Alemanha participar do programa Rolling Airframe Missile.

    Gostei da idéia de aumentar hangar e convoo para operar o MH-16 Seahawk. Mas, tendo em vista as dimensões da Barroso (e qualquer outra corveta) será que isto é realmente possível?
    Só lembrando os números aproximados:
    • Deslocamento – 1.785 ton padrão e 2.350 ton carregado;
    • Dimensões – 103.4 m de comprimento, 11.4 m de boca e 5.3 m de calado.
    Esta imagem coloca a Corveta Barroso ao lado da Fragata Niteroi:
    http://www.mar.mil.br/nomaronline/noticias/12062012/img01/1.jpg

    Se for possível, ótimo!
    Mas merece uma consulta aos universitários… he he he. :)

    Falando nisso olha só esta foto do convoo e hangar feita pelo Alexandre Galante. Pode dar um ‘bucado’ de idéias.
    _ttp://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/06/Corveta-Barroso-foto-A-Galante-Poder-Naval.jpg

    Poderiamos também pensar em sistema de decoy para sua Improved Barroso. Gosto muito do Nulka, ou Decoy Launching System (DLS) Mk 53, que seria interessante em um navio de escolta que precisará proteger um comboio. Criar alvos falsos para sensores inimigos pode ser importante para defesa da corveta, mas também do comboio.
    Este ‘danado’ do Nulka está sendo integrado em vários navios da US Navy, mas Bosco é quem conhece melhor o sistema.
    _ttp://www.fas.org/man/dod-101/sys/ship/weaps/mk-53.htm

    Para enfrentar ameaças assimétricas tem a previsão de 4 (quatro) metralhadora .50, mas com estamos retirando o canhão de 40mm poderíamos pensar nos canhões Bushmaster de 25mm ou 30mm como utilizados o Amazonas. Gostaria de um 30mm DS30M Mark 2 em cada lateral do hangar, mas se o custo for alto poderia pensar em MK38 de 25mm.

    Registro também que achei muito interessante o mastro integrado.
    Parece um Thales Integrated Mast (iMast) com um SeaMaster 400 SMILE non-rotating air warning radar como usado nos OPV Holland fabricados na Holanda (obviamente). É isso?
    Se for, terá uma interessante capacidade de detectar e acompanhar alvos pequenos como mísseis na defesa aproximada.

    Mas há uma questão que gostaria de levantar, já observada por LM no início. A propulsão.

    Tudo indica que a propulsão se manterá CODOG.
    A maioria já conhece, mas é sempre bom registrar:
    * 2 Motores Diesel MTU 20V 1163 TB83 (7.200cv/hp);
    * 1 Turbina a Gás General Electric LM2500 (27.500cv/hp).

    Na sua Improved Barroso seria possível usar uma versão mais moderna da turbina americana (também fabricada na Itália). Uma opção seria a LM2500+G4 de 47.370 shp, mas talvez tenha potência demais.
    É uma questão para os especialistas.
    Mas uma potência extra pode garantir uma velocidade maior por curtos períodos de tempo, eventualmente necessário em combate.

    Obrigado pela oportunidade de deixar meu “pitaco”

    Grande abraço,
    Ivan, do Recife.

  32. Bosco 26 de fevereiro de 2013 at 16:54 #

    Vale lembrar que há rumores que até o RAM na sua versão Block 2 será lançado verticalmente.
    Ou seja, muito provavelmente num futuro próximo só haverá disponível mísseis sup-ar navais lançados verticalmente, com exceção do Mistral, que claramente é um míssil auxiliar baseado em um Manpads e do próprio RAM que deverá continuar a disponibilizar a opção de lançador conteirável para sua versão Block 2.

    A saber:

    Defesa de ponto:
    VL-Mica
    Sea Ceptor
    Umkhonto
    Barak
    RAM Block 2 (??)

    Defesa de área curta:
    ESSM
    Aster 15

    Defesa de área:
    SM-2 Block III A
    SM-2 Block III B
    SM-2 Block IV
    SM-6
    Aster 30
    Barak 8
    ESSM Block 2

  33. Bosco 26 de fevereiro de 2013 at 17:23 #

    Também é interessante que houve uma grande extensão no alcance dos mísseis de defesa antiaérea de navios nas últimas décadas.
    Antes a defesa de ponto não passava de 10 km (Sea Wolf, Sea Chaparral, RAM, Crotale N, Sea Cat, etc), hoje, com os novos mísseis, passa de 15 km, chegando a 20 km (Sea Ceptor, VL Mica, RAM Block 2, Umkhonto, etc), o que é vantajoso na defesa contra mísseis supersônicos dando mais tempo para um segundo tiro se necessário.
    A defesa de área curta, que antes era de 15 a 20 km (Albatroz, Sea Sparrow), hoje está entre 30 e 50 km (Aster 15, ESSM).
    Do mesmo modo a defesa de área, que antes ficava na faixa de no máximo 70 km (Tartar, Terrier, Standard SM-1, Sea Dart, Sea Slug, Masurca, etc) e hoje passa de 100 km, chegando a 300 km (SM-2, Aster 30, SM-6, etc)

    Obs: Exceção ao Talos que chegava a 180 km.

  34. jacubao 26 de fevereiro de 2013 at 19:12 #

    Ivan, meu amigo! Os armamentos e sensores da nossa corveta “Tamandaré” ficou assim:

    ARMAMENTOS:
    - 1Canhão OTO MELARA 76mm SUPER RAPID
    - 1 lançador VL MICA IR/RF
    - 2 lançadores de EXOCET MM40 Block III
    - 2 lançadores embutidos de torpedos A/S MK-46 ou MK-50
    - 1 CIWS VULCAN PHALANX
    - 2 lançadores CHAFF
    - 4 metralhadoras calibre 12,7mm (.50)
    - Mísseis antinavio AGM-119 PENGUIN (SEA HAWK)
    - Mísseis antinavio SEA SKUA (SUPER LINX)

    SENSORES:
    - Mastro Thales I-Mast-400
    - Radar 3D SMART-S MK2
    - Sonar EDO Corp. 997
    - CME ET/SLQ-2X DEFENSOR
    - 2 Sistemas FLIR (1a vante e 1 a ré)
    - 1 radar de navegação FURUNO

    AERONAVES:
    - 1 SEA HAWK ou 1 SUPER LINX

    Quanto a propulsão, prefiro deixar para vcs ou para os engenheiros, hehehehehe…

    Um abração.

  35. joseboscojr 26 de fevereiro de 2013 at 20:05 #

    Com certeza se o Phalanx for substituído por um Mk49/RAM seria interessante a adição de dois CIGS (close in gun system), seja o de 25 seja o de 30 mm, para dar apoio ao Super Rapid no caso de ameaças assimétricas múltiplas.
    Lembrando que o Mk-49 deverá ser capacitado a operar o Griffin, o que irá aumentar em muito a flexibilidade do sistema, que poderá contar inclusive com uma combinação de mísseis (RAM + Griffin) no lançador.
    Sem falar que o próprio RAM (Block 1, HAS) tem uma alegada capacidade antisuperfície.
    Mantendo-se o Trinity (40 mm), o Phalanx Block 1B (20 mm) ou o Milenium (35 mm) a adição de mais dois CIGS seria redundante, já que ainda tem o canhão Super Rapid com excelente performance contra alvos assimétricos.
    Na configuração proposta pelo Jacubão, por exemplo, não há mesmo necessidade de canhões adicionais já que é visível que o Phalanx é da versão “1B”, capacitada a enfrentar alvos na superfície.
    Não se pode esquecer também que o Super Rapid tem 2 avanços interessantes. O primeiro é a possibilidade dele vir a lançar um projétil subcalibrado guiado com alcance de 70 km para apoio de fogo; o segundo é a possibilidade da adoção de um canhão/torreta apropriado ao uso da munição antiaérea guiada DART, altamente efetiva na defesa antimíssil.

  36. jacubao 26 de fevereiro de 2013 at 21:50 #

    Esta ficando muito interessante esse debato dos amigos do blog, hehehe…
    Já deu para aprender muito com vcs amigos, tanto é que lançarei, muito em breve, um novo e empolgante desafio. Quem viver verá, hehehehe…

  37. jacubao 26 de fevereiro de 2013 at 21:56 #

    Correção!!!!!! Onde se lê “debato”, leia-se “debate”.
    Foi mal galera!!!

  38. Nautilus 27 de fevereiro de 2013 at 1:00 #

    Lindos os desenhos, Jacubão.
    Só acho que as Improved Barroso ou Classe Tamandaré deveriam continuar operando os Super Lynx, deixando os Sea Hawk para as Fragatas de 6 mil toneladas,

  39. Guilherme Poggio 27 de fevereiro de 2013 at 8:05 #

    Nautilitus,

    Com cordo com você, mas acho que o convoo das “improved” Barroso devem possuir pelo menos capacidade para receber o Sea Hawk.

    Isto facilitaria muito a operação conjunta e colocaria à disposição dos helicópteros do HS-1 mais opções em alto mar.

  40. Ivan 27 de fevereiro de 2013 at 11:05 #

    Jacubão, Nautilus e Poggio,

    Esta questão do convoo e hangar das “Improved” Barroso é importante.

    Uma escolta, mesmo que pequena, para operar no Oceano Atlântico precisa receber, abastecer e rearmar helicópteros ASW e, preferencialmente, hangarar o ‘danado’.

    Mas será que um navio com as dimensões da Barroso, como lembrei acima, teria condições de receber um SeaHawk de 10 (dez) toneladas?

    Lembrando que o Lynx pesa menos que 6 (seis) toneladas.
    Isto sem falar das dimensões.

    Talvez (apenas especulando) a solução passe por aumentar o convoo para receber um MH-16 Seahawk até um determinado estado do mar,
    porém embarcando um AH-11 Lynx para qualquer estado do mar.

    Ficaria inclusive com o hangar compatível com o AH-11, mas com equipamento para abastecer e armar (torpedos) o MH-16.

    Abç.,
    Ivan.

  41. marciomacedo 27 de fevereiro de 2013 at 12:56 #

    Grande Bosco, obrigado pelo seu oportuno esclarecimento.

  42. eduardo.pereira1 27 de fevereiro de 2013 at 19:44 #

    Puxa ,obrigado a todos por me aumentarem gradativamente o conhecimento sobre estas maquinas da guerra atravez de seus comentarios ricos em detalhes.
    Jacubao, mais uma vez parabens pela criatividade e empenho no pesquisar e montar um projeto tao minucioso e após remontar com base nas sugestoes dos companheiros do blog.

  43. GUPPY 28 de fevereiro de 2013 at 17:57 #

    Desculpem a “loucura”, mas: teria algum problema o convoo ter os bordos dobráveis e, assim, poder ser ampliado para as laterais quando das operações com os helicópteros seahawk?

    No mais, o trabalho do Jacubão ficou excelente. Parabéns!

    Abraços

  44. ci_pin_ha 1 de março de 2013 at 0:10 #

    Bosco
    Tem outro conteirável de concepção moderna, RIM-162D ESSM.

  45. joseboscojr 1 de março de 2013 at 0:40 #

    Ci-pin-ha,
    O ESSM foi disponibilizado para operar no lançador conteirável Mk-29 mas com certeza, não fossem os porta-aviões americanos (e os navios de assalto), estaria em franca decadência já que nenhum escolta moderno adota esse lançador.
    Os porta-aviões americanos insistem nesse lançador de maneira que só podemos supor o motivo e não adotam lançadores verticais.
    Vale lembrar que o Charles De Gaulle tem lançadores verticais, assim como o Kuznetsov.
    Um abraço.

  46. daltonl 1 de março de 2013 at 10:17 #

    Bosco…

    entre as possiveis razões pela adoção do lançador conteirável e que talvez voce concorde estão:

    - receio de que o ESSM ao falhar caia sobre o convoo e a US Navy tem um historico de terriveis incendios em seus NAes;

    - redundancia, pois ao contrario do CDG e do Kuznetsov que vc citou os
    escoltas da US Navy fornecem um maior grau de proteção;

    - possibilidade do lançador conteirável reagir mais eficientemente no caso do missil antinavio estar proximo;

    - prioridade para aeronaves armas e combustivel no que tange a espaço e peso;

    Neste ultimo aspecto parece que os NAes mesmo com um nr menor de aeronaves a bordo estão sobrecarregados pelas inumeras modificações ocorridas desde o comissionamento.

    abraços

  47. Ivan 1 de março de 2013 at 10:30 #

    Admiral Dalton,

    Nem mesmo Halsey ou Spruance teriam oferecido melhor esclarecimento.

    Abç.

  48. daltonl 1 de março de 2013 at 11:08 #

    Obrigado Ivan…

    este Armchair Admiral agradece, mas o que será que o “nosso”
    Roberto Godoy Bosco terá a dizer ??? :)

    Guppy…

    lendo agora o que vc escreveu, até que não é tanta “loucura” sua, afinal existem helipad dobraveis em iates de luxo, mas não sei se
    é uma opção viavel para combatentes de superficie ao menos não até
    agora.

    abraços aos dois

  49. joseboscojr 1 de março de 2013 at 11:09 #

    Dalton,
    Eu fico só com a primeira opção embora ache exagerada a preocupação caso seja mesmo esse o motivo.
    Se o ESSM fosse lançado à frio, como o “Tor/SA-N-9″ usado no Kuznetsov, poderia haver maior risco tendo em vista que o míssil é “ejetado” do lançador e só põe seu motor foguete pra funcionar quando fora do mesmo. Se o motor foguete não inflamar ele cairia no convôo.
    Já o ESSM/Sea Sparrow, por ser lançado pelo próprio motor foguete corre mesmo risco de falha catastrófica. Se o motor não funcionar ele simplesmente não sai do lançador.
    Quanto ao lançador conteirável reagir mais rápido no caso de mísseis próximos tem fundamento, daí existir o RAM em seu lançador Mk-49, mas não acho que seja o caso do ESSM. Por isso é importante o conceito de proteção em camadas combinando ao RAM e ao Phalanx.
    A questão relativa ao espaço também tem certa relevância mas tendo em vista que bastariam no máximo 2 módulos de 8 células do Mk-41 versão de auto defesa (64 ESSMs) naqueles “puxadinhos” dos porta-aviões, onde ficam os lançadores Mk-29, não sei se justifica.
    No mais, eu acho mesmo que o fator segurança seja o mais importante e o pessoal lá na USN não gosta de ver o convoo sendo cortado por mísseis preferindo que haja uma defesa periférica, centrífuga.
    Um abraço.

  50. joseboscojr 1 de março de 2013 at 11:17 #

    Ivan,
    Vê se pode!?
    O Dalton é que sabe tudo de navio e eu é que sou o Roberto Godoy?
    Ta bom!
    Rsrssss

  51. Ivan 1 de março de 2013 at 11:32 #

    Bosco,

    ‘Tô’ com medo do que vai sobrar p’ra mim… ka ka ka.
    Vou voltar para a infantaria de onde nunca devia ter saído.

    Cordiais saudações. :)

  52. joseboscojr 1 de março de 2013 at 11:40 #

    Dalton, Ivan, Ci-Pin-Ha, e outros.
    Vejam esse vídeo:

  53. joseboscojr 1 de março de 2013 at 11:45 #

    Ops!
    Foi mal. Queria colar só o link.

  54. joseboscojr 1 de março de 2013 at 12:28 #

    Vale lembrar que o Ocidente não usa o método “a frio”, salvo em submarinos e futuramente no Sea Ceptor/CAMM(L).
    Na esfera ocidental a Coréia do Sul tem o Cheongung KM-SAM que usa o método.

  55. joseboscojr 1 de março de 2013 at 12:30 #

    Acertadamente o CAMM(L) tem um lançador vertical “inclinado”, de modo a que se o motor foguete falhar o míssil caia longe do lançador.

  56. Luiz Monteiro 21 de junho de 2013 at 13:20 #

    Prezados,

    As novas corvetas terão casco e sistema de propulsão praticamente idênticos aos da “Barroso”. A mudança ocorrerá na superestrutura, que passará a ter características furtivas para redução de assinaturas térmicas e de radar.

    Neste momento, estuda-se a possibilidade de participação ou não de um estaleiro internacional na consultoria do projeto.

    Abraços

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