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As Malvinas estão entre os territórios mais militarizados do mundo, com mais de 1,5 mil soldados britânicos e uma população civil de 3 mil

 

vinheta-clipping-navalA Argentina acusou nesta segunda-feira o Reino Unido de transportar, em submarinos, armamento nuclear às Ilhas Malvinas e violar, assim, os tratados internacionais que estabelecem que esta zona deveria estar desnuclearizada.

“Nos encontramos em uma etapa precária de implementação do tratado de Tlatelolco, que proíbe completamente o armamento nuclear na América Latina e no Caribe. Esta precária implementação é desafiada pelo Reino Unido”, manifestou o secretário de Relações Exteriores da Argentina perante a Conferência de Desarmamento da ONU, Eduardo Zuain.

Além disso, Zuain responsabilizou o Reino Unido de uma injustificada e desproporcional presença militar no Atlântico Sul, “que inclui deslocamentos de submarinos com capacidade de levar armamento nucleares na zona desnuclearizada”.

O Tratado para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina e no Caribe – conhecido como Tratado de Tlatelolco – é um acordo internacional que estabelece a desnuclearização do território da América Latina e do Caribe e que entrou em vigência em 25 de abril de 1969.

“A República Argentina está especialmente preocupada pela possibilidade, confirmada pela primeira vez pelo Governo britânico em 2003, que este estado estivesse introduzindo armamento nuclear no Atlântico Sul”, assinalou Zuain, que acrescentou que o governo argentino lamenta profundamente que o Reino Unido tenha ignorado as denúncias formuladas sobre esta situação.

Além disso, Zuain criticou o fato de que as Malvinas esteja entre os territórios mais militarizados do mundo, com mais de 1,5 mil soldados britânicos e uma população civil de 3 mil. “Tal desdobramento inclui a presença de um poderoso grupo naval, aviões de combate de última geração, um importante centro de comando e controle, e uma base de inteligência eletrônica que permite ‘monitorar’ o tráfego aéreo e naval da região”, acrescentou.

Zuain disse que a grande presença britânica em áreas disputadas do Atlântico Sul preocupa não somente a Argentina, “mas também os países da região e fora dela, como demonstram pronunciamentos da Cúpula Ibero-Americana, a União de Nações Americanas (Unasul), o Mercosul, o Grupo Rio e a Cúpula de Países da América do Sul e Países Árabes (ASPA)”.

Argentina pediu à Conferência de Desarmamento, que começou nesta segunda em Genebra uma nova sessão e que se prolongará até o próximo dia 1 de março, que supere a estagnação à qual está submetida há 15 anos para que possam avançar em diferentes temas, entre eles, o reivindicado por Buenos Aires.

FONTE: Terra/EFE

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

23 Responses to “Argentina acusa Reino Unido de levar armas nucleares às Malvinas” Subscribe

  1. Luiz Filipi Baraun 25 de fevereiro de 2013 at 19:16 #

    “além disso, Zuain criticou o fato de que as Malvinas esteja entre os territórios mais militarizados do mundo, com mais de 1,5 mil soldados britânicos e uma população civil de 3 mil.”

    HAHAHA só pode ser piada! Por que será que as malvinas são tão militarizadas? Teria o fato desta tão crítica Argentina ter tentado tomar a força e por meio de armas o território habitado por cidadãos ingleses alguma relação com a tal a
    militarização!?

  2. MOSilva 25 de fevereiro de 2013 at 19:27 #

    Pelo jeito “Sua Magestade” quer garantir a exploração do petróleo e gás natural da região das Falklands…
    SDS.

  3. Daniel 25 de fevereiro de 2013 at 20:50 #

    A verdade é uma só: manda quem pode!
    Os EUA atropelaram a ONU no caso Iraque. A Inglaterra faz o que dá na telha no Atlântico Sul, estando sua nação do outro lado do mundo.
    Enquanto isso, há quem puxe saco dos estrangeiros…

  4. Dalton 25 de fevereiro de 2013 at 21:00 #

    Os argentinos não teriam invadido as Falklands em 1982 se lá houvesse os 1,5 mil soldados britanicos de hoje, portanto, qual o numero “correto” de militares baseado na população ? Deveria retornar aos cerca de 50 que existiam antes da invasão ?

    Outra coisa, as unicas armas nucleares atuais no arsenal britanico são os misseis Tridents II e estes são transportados pelos SSBNs cujas patrulhas não são feitas no Atlantico Sul.

    Eventualmente um SSN, submarino de ataque de propulsão nuclear aparece mas apesar de suas supostas vantagens sobre um submarino convencional apenas armas convencionais são transportadas então não condiz com o titulo da materia…”armas nucleares…”

  5. SALDANHA DA GAMA 25 de fevereiro de 2013 at 21:17 #

    SE REALMENTE SE COMPROVAR QUE QUALQUER PAIS ESTIVER TRANSPORTANDO ARMAS NUCLEARES NO ATLANTICO SUL, DESCUMPRINDO ASSIM OS TRATADOS INTERNACIONAIS, QUE O BRASIL DENUNCIE O SEU DE NAO FABRICACAO DE ARMAS NUCLEARES!

  6. MAD DOG 25 de fevereiro de 2013 at 22:05 #

    … É, a Argentina vai passar por mais uma vergonha perante o mundo!!! … Agora a de não seber a diferença entre um SSN e um SSBN!!!

    … Cada vez mais, a Argentina se ridiculariza com a questão das FALKLANDS.

    … Esqueçam essa questão e aceitem que já perderam!!! … Aliás desde 1982!!!

  7. Fábio Mayer 25 de fevereiro de 2013 at 22:56 #

    Cristina Kirchner não pára de envergonhar seus cidadãos…

    É óbvio que, após uma guerra e uma constante discussão sobre possessão, os ingleses (como qualquer nação) reforçariam o contingente militar ali, só patetas sulamericanos esquerdofrênicos e entreguistas é que acham que forças armadas são para desfilar, não para defender os interesses da nação!

  8. MOSilva 26 de fevereiro de 2013 at 0:32 #

    Bom, a foto é de um SSN da Classe Trafalgar. Atualmente, são cinco em serviço. E todos eles podem disparar os mísseis Tomahawk Block IV. Se algum desses subs estiverem em patrulha no Atlântico Sul, são uma ameaça (e tanto) para os meios de superfície e também para cidades de países “hostis”. É bom que “los hermanos” se comportem. Mesmo não tendo armamento nuclear, são intimidadores. Se estiverem operacionais, bem entendido… (os “Trafalgar” tem um bom histórico de falhas e defeitos, alguns bem graves).
    SDS.

  9. Apolopc 26 de fevereiro de 2013 at 0:45 #

    Mas que povinho teimoso são os argentinos!

  10. Thauno 26 de fevereiro de 2013 at 3:41 #

    Uma pergunta de estusiasta mas pouco conhecedor de subs; como o Sr MO disse se esta classe apresenta tantos problemas como ja li anteriomente neste blog, por que ela continua comissionada?

  11. Giordani 26 de fevereiro de 2013 at 9:36 #

    FX e a questão malvinas viraram piada!!!!

    O que os hermanos estão precisando é de um grande exercício militar inglês…com a presença da MB!!!! HAhahaahaha…iria ser hilário!

    As malvinas são argentinas.
    As FALKLANDS são Inglesas…

  12. X.O. 26 de fevereiro de 2013 at 9:48 #

    Sei que o assunto é controverso, mas, convenhamos, as ilhas eram de possessão espanhola e os argentinos acreditavam ter herdado as mesmas quando do colapso do império espanhol… aí, em 1833, britãnicos tomaram as ilhas, na “mão grande”. Não sei se juridicamente os argentinos estavam certos, mas é fato que os britãnicos enxotaram os habitantes locais e estabeleceram-se por lá… isso, com certeza não é legal. Independente desses argumentos, acho que essa senhora está perdida em sua política externa (e interna, diga-se de passagem) e usa a questão das ilhas como subterfúgio para unir (?) o povo em torno de seu (des)governo… engraçado, acho que li algo sobre algo semelhante ocorrido por lá em 1982…

  13. claudio 26 de fevereiro de 2013 at 10:12 #

    Em primeiro lugar creio tratar-se apenas de submarinos nucleares SEM armamento nuclear.Em 2º Lugar concordo com o Saldanha, se algum dia houver a presença constatada de armas nucleares no Atlântico Sul o BRasil deve denunciar o Tratado de não proliferação e produzir para sua defesa armamento nuclear.

  14. Alex Stélio 26 de fevereiro de 2013 at 11:45 #

    A Argentina está um completo caos, usar as Malvinas é uma forma de desviar das críticas ao casa rosada, esse hipotético conflito não irá acontecer novamente, é apenas propaganda. Esse artíficio era usado em Roma perto de sua queda, vide as lutas no Coliseu, faziam com que o povo simplesente não enxergasse o que estava diante de seus olhos.

  15. Alex Stélio 26 de fevereiro de 2013 at 11:51 #

    Desculpem, mas onde está escrito “ao casa rosada” leiam “a casa rosada”, e “faziam com que o povo simplesente” leiam “faziam com que o povo simpesmente”. Digitar em tela sensível ao toque é horroroso. rsrsrsrsrs

  16. SALDANHA DA GAMA 26 de fevereiro de 2013 at 13:55 #

    CARO CLAUDIO, Não podemos deixar as grandes potências transgredirem os tratados internacionais sobre a não proliferação, tráfego, e presença de armas nucleares no Atlântico Sul!!Se insistirem em fazê-lo, devemos denunciar o tratado que assinamos de armas atômicas, lógico se tivermos um governo forte e independente que não seja prolongamento ou próprio de nosso rei sol aliás, já passou da hora nosso fx2!! o tempo está passando as potências encalacradas com suas dívidas e crescimento negativo, não tardará e irão olhar para o BRASIL com olhos de ganância pelas nossas riquezas, e também de nossos dirigentes afirmarem que não temos inimigos, somos a única nação da A.S, que fala portugues e não tardará as provocações!! perdoem-me pelo desabafo!!

  17. ThomasDW 26 de fevereiro de 2013 at 15:05 #

    “SE REALMENTE SE COMPROVAR QUE QUALQUER PAIS ESTIVER TRANSPORTANDO ARMAS NUCLEARES NO ATLANTICO SUL, DESCUMPRINDO ASSIM OS TRATADOS INTERNACIONAIS, QUE O BRASIL DENUNCIE O SEU DE NAO FABRICACAO DE ARMAS NUCLEARES!

    nois vai entao cumprar briga com a O-NU …

    somos signatarios do tratado de nao prolifercao nuclear, que nao inclui uma clausula de saida trivial

  18. lalau 26 de fevereiro de 2013 at 17:24 #

    Me desculpe os colegas, más o que aconteceu com a Argentina, um dia poderá acontecer aqui no Brasil, sabe por que? O Brasil ainda dorme em berço esplêndido, semelhante a um bebê indefeso. E não me venha nenhum babaca me falar em porra de acordo disso ou daquilo, já vimos que muitos acordos não são respeitados. Acorda Brasil? Vamos montar nossos mísseis de longo alcance com ogiva nuclear e nos armar até os dentes, só Brasília ainda acredita nisso, acho que eles também acreditam em papai noel, mula sem cabeça, boi tatá e por ai vai.

  19. SALDANHA DA GAMA 26 de fevereiro de 2013 at 17:36 #

    THOMAZDW, Entao vc é um daqueles que acham que devemos ser submissos, caladinhos e bem comportados???, qualquer tratado pode ser renunciado, inclusive os que dao poder as nossas nações indígenas de se declararem nações soberanas. O tratado do Atlantico sul assinado na decada de 1960 se nao for cumprido, ou rasgado, dá-nos sim o direito de protegermos nossas riquezas de modo adequado e dentro da forca necessaria, ou voce acha permissivel naus armadas ate os dentes no nosso quintal com ogivas nucleares??? se a O N U ficar chateada conosco, que entao coiba o descumprimento deste tratado a quem o fizer!! assim poderemos continuar passivos, pacificos, desprotegidos como querem os alienados, que argumentam para que equipar e reforcar as forcas armadas??usem este capital para outras coisas, como por ex. copa do mundo, carnaval, olimpiadas, mulher e muita cerveja!!ahh sim tambem podemos pedir protecao aos nossos amigos do continente. como o Chavez, ou o evo!! SALVE A MARINHA!!

  20. Vader 26 de fevereiro de 2013 at 17:47 #

    Além de tudo o cidadão é burro: o Reino Unido não é um “Estado”. É um REINO.

    No mais, trata-se apenas dos choros lamuriosos de Da. Cretina K., “A Louca””, querendo desviar a atenção do povo da falência da Argentina.

    Como já disse aqui milhares de vezes, não existem Malvinas, existem Falklands. E são britânicas. Ninguém mandou os argentinos entrarem em guerra e perder. Vae victis.

    Quanto ao armamento nuclear por estas plagas, senhores, não sejamos ridículos: qual a diferença de se ter armamento nuclear no Atlântico-Sul, no Pacífico-Sul, no Ártico ou na própria GB? Ora, isso são grandes porcarias…

    Se um dia der na telha de algum país atacar as Falklands e a GB quiser mesmo contra-atacar qualquer país da América do Sul, não vai ser o ridículo “Tratado de Tlateloco” que vai nos proteger da explosão nuclear e da radiação. E podem ter certeza que se quiser ela ataca de qualquer lugar, seja pelo ar, pelo mar ou direto de seu território. E honestamente não precisará de arma nuclear para ganhar guerra contra quem quer que seja…

    Quanto a denunciar o TNP, sugiro cair na real: num paiseco sem tradição belicista alguma, que demora 40 anos pra construir um submarino nuclear e 20 para decidir a compra de três dúzias de “avinhaunzinhu” (by MO) o governo que ousar denunciar o TNP estará com os dias contados. Isso porque atrás da denúncia virão sanções econômicas e embargos financeiros e tecnológicos, ou seja, crise econômica. E o povão está muito mais preocupado com cerveja barata, churrasco, bunda, carnaval, “curínthia” e Big Brother do que com armas nucleares.

    Fora que armas nucleares são uma idiotice: absolutamente inúteis e terrivelmente caras, acabariam com qualquer chance de o Brasil ter uma defesa (convencional) séria.

    E, honestamente, quem aqui gostaria de saber que nosso arsenal nuclear está na mão de uma Dilma? De um Lula? De um Zé Dirceu? De um Renan Calheiros? De um Marco Aurélio Garcia?

    O Brasil PeTralha com uma arma nuclear? Reserva minha passagem para a Mongólia… ;)

  21. Vader 26 de fevereiro de 2013 at 17:50 #

    Putz, meu comentário acho que ficou preso no spam. Dá pra liberarem?

    Grato.

  22. AlexJ 26 de fevereiro de 2013 at 20:01 #

    Vader,

    Independentemente de sua forma de governo (república, monarquia, etc.), todos os “sujeitos soberanos de direito público internacional” são denominados de estados. (Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, 1961) e (Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, 1969).

  23. thomas_dw 26 de fevereiro de 2013 at 21:33 #

    “THOMAZDW, Entao vc é um daqueles que acham que devemos ser submissos, caladinhos e bem comportados???, qualquer tratado pode ser renunciado, inclusive os que dao poder as nossas nações indígenas de se declararem nações soberanas. O tratado do Atlantico sul assinado na decada de 1960 se nao for cumprido, ou rasgado, dá-nos sim o direito de protegermos nossas riquezas de modo adequado e dentro da forca necessaria, ou voce acha permissivel naus armadas ate os dentes no nosso quintal com ogivas nucleares??? se a O N U ficar chateada conosco, que entao coiba o descumprimento deste tratado a quem o fizer!! assim poderemos continuar passivos, pacificos, desprotegidos como querem os alienados, que argumentam para que equipar e reforcar as forcas armadas??usem este capital para outras coisas, como por ex. copa do mundo, carnaval, olimpiadas, mulher e muita cerveja!!ahh sim tambem podemos pedir protecao aos nossos amigos do continente. como o Chavez, ou o evo!! SALVE A MARINHA!!

    Read more: http://www.naval.com.br/blog/2013/02/25/argentina-acusa-reino-unido-de-levar-armas-nucleares-as-malvinas/#ixzz2M3SFi7rX

    com os nossos P-3 Orion (Americanos), SH-60B (Americanos), Lynx (Ingleses) e Caracal (Franceses) dispomos de meios de policiar o Atlantico, usando nossas Fragatas Niteroi e Greenhalgh (Inglesas) e nossos submarions Tupi e Tikuna (Alemaes) temos como projetar nossa influencia sem necessitar renunciar a Tratados.

    Quanto ao Reino Unido transitar por aqui com seus SSN, bem, ultima vez que eu dei uma lida no noticiario, fiquei com a impressao de que o Reino Unido e´um pais amigo e parceiro.

    Quem sabe quando a Marinha China der um oi por aqui voce entenda o que significa como e´bom contar com aliados.

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