USS Ranger

Em 25 de fevereiro de 1933, o USS Ranger (CV 4), primeiro navio-aeródromo americano “verdadeiro” era lançado ao mar pelo Newport News Shipbuilding.

O navio foi comissionado no Norfolk Navy Yard em junho de 1934, e serviu no Pacífico com sua tripulação até iniciar as operações de Neutralidade Marítima no Oceano Atlântico, no outono de 1939 e mais tarde participou da Operação Torch e Leader, que atacou navios alemães em águas norueguesas.

No verão de 1944, o USS Ranger chegou a Pearl Harbor e ajudou a treinar pilotos para operações de combate. Em outubro de 1946, o navio foi desativado e vendido para demolição em janeiro de 1947. O USS Ranger recebeu duas estrelas da batalha pelos serviços prestados na Segunda Grande Guerra.

Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

11 Comentários para “Há 80 anos, era lançado ao mar o USS ‘Ranger’, o primeiro navio-aeródromo ‘verdadeiro’ da US Navy”

  1. MOSilva 25 de fevereiro de 2013 at 20:31 #

    Pequeno e lento, o CV-4 Ranger operou mais como transportador de aviões do que como navio aeródromo. Foi um dos poucos porta aviões que sobreviveram por toda a II Guerra Mundial.
    SDS.

  2. Dalton 25 de fevereiro de 2013 at 21:22 #

    Há quem considere o primeiro NAe “verdadeiro” da US navy, o USS
    Yorktown CV 5, pois o USS Ranger possuia muitas limitações como apontado pelo MOSilva operando como transporte mas também como
    NAe de ataque no Atlantico utilizando bombardeiros de mergulho.

    Considerado inferior aos demais NAes da US Navy ainda assim o USS Ranger era mais avançado do que muitos NAes britanicos.

    Em 1944 foi relegado a treinamento e em 1945 pouco antes do
    fim da guerra com o Japão operou como NAe de treinamento para operações de caças noturnos no Pacifico.

  3. Milton 25 de fevereiro de 2013 at 23:59 #

    Houve um outro USS Ranger ( CVA 61 ), em serviço entre 1957 e 1993.
    Sds.

  4. MOSilva 26 de fevereiro de 2013 at 0:08 #

    Bem colocado, Dalton. Como exemplo, o HMS Hermes era ainda mais limitado (embora mais rápido, era bem mais antigo, podendo ser considerado o “primeiro porta aviões verdadeiro”). Mas, na minha opinião, foram as limitações dos projetos ingleses que permitiram o desenvolvimento de novas técnicas e equipamentos, posteriormente usados em todos PAs (espelho de pouso, convés angulado, catapulta de lançamento e cabos de parada). Nem sempre limitações são (somente) ruins; elas podem propiciar a criatividade.
    SDS.

  5. MOSilva 26 de fevereiro de 2013 at 0:11 #

    O CVA-61 Ranger foi um Nae da classe Forrestal (acho que foi o último deles). Essa classe foi a primeira a ser considerada de “Super Carriers”, padrão atual dos EUA.
    SDS.

  6. dalton 26 de fevereiro de 2013 at 0:17 #

    Milton…

    em meados dos anos 70 a classificação do USS Ranger passou de CVA para CV assim como os demais NAes que passaram a operar aeronaves antisubmarino S-3A Viking refletindo uma função multiproposito.

    abs

  7. dalton 26 de fevereiro de 2013 at 0:26 #

    MOSilva…

    na verdade o ultimo “Forrestal” foi o USS Independence CV 62.

    O HMS Hermes fazia quando muito 25 nós enquanto o USS Ranger era bom para 28/29 nós.

    De fato os britanicos tiveram que lidar com limitações e aprenderam a supera-las, mas também é verdade que a US Navy tinha outras prioridades, como desenvolver um bombardeiro com capacidade para
    lançar uma bomba atomica coisa que os britanicos ficaram devendo pois não tinham um NAe grande o bastante, não tinham o bombardeiro muito menos a bomba.

    As doutrinas eram diferentes no inicio da guerra e quando os britanicos foram para o Pacifico perceberam que precisavam mudar pois mais importante que a blindagem era a capacidade de fazer decolar um grande numero de aeronaves.

    abraços

  8. Giordani 26 de fevereiro de 2013 at 9:39 #

    Do Tempo em que os porta-aviões tinham nomes de porta-aviões…

  9. Andreas 26 de fevereiro de 2013 at 11:13 #

    Giordani, falaste a mais pura verdade!

  10. Alex Stélio 26 de fevereiro de 2013 at 11:34 #

    Alguém saberi informar quantos aviões esse navio possuia?

  11. Dalton 26 de fevereiro de 2013 at 12:09 #

    Alex…

    sempre depende dos tipos de aeronaves embarcadas, por exemplo, um caça era menor e mais leve assim mais poderiam ser transportados às
    custas de bombardeiros.

    Em 1942 o USS Ranger estava operando com 72 aeronaves, sendo
    54 caças F-4F e 18 bombardeiros de mergulho SBD.

    O USS Ranger não foi projetado para operar com bombardeiros torpedeiros.

    abs

Deixe um comentário

2 de agosto de 1964: contratorpedeiro USS Maddox engaja torpedeiros norte-vietnamitas no Golfo de Tonkin

USS Maddox

Há 51 anos, em 2 de agosto de de 1964, o contratorpedeiro da Marinha dos EUA USS Maddox engajou três […]

Esquadrão de Instrução japonês partindo de Recife

A cada quatro anos, regularidade que não vem sendo mantida, os navios do Esquadrão de Treinamento da Força de Autodefesa […]

O almirante põe a Marinha na Lava Jato

alteothon (1)

Claudio Dantas Sequeira (claudiodantas@istoe.com.br) Nova personagem da investigação da Lava Jato, a Marinha havia sido mencionada pela primeira vez no […]

O conceito de aeronave não tripulada VARIOUS da Lockheed

VARIOUS UCAV concept

  A Lockheed revelou há poucos anos um conceito de Unmanned Combat Aerial Vehicle (UCAV) batizado de VARIOUS – “VTOL […]

F-35B: o futuro chegou à aviação embarcada

fig 7 - 11P00529_096_LoRes

No dia 31 de julho de 2015 o U.S. Marine Corps fez a decisão de tornar o F-35B pronto para […]